quarta-feira, junho 04, 2014

Fanfic O Leão Escocês – Capítulo 12

Antes de começar mais um capítulo quero agradecer a todos que estão lendo O Leão e que estou muito feliz pelos comentários.

Sinceramente foi com muito medo que postei ela, mas a cada dia fico imensamente feliz.

Obrigada Tita, GiiiH, Mom, AnaLu, FatimaStew, PatriciaNbia, Dinha, anavimedeiros, isllannykarine e Ana Claudia&Bellinha e a todos que estão gostando da história .



Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo

 

Capítulo 12

Edward comeu sua boca como um homem privado desde muito tempo. Simplesmente não podia conseguir suficiente dela. Isabella era como uma droga embriagadora que uma vez provada era impossível abandonar. Sua boca se pegou à dela com uma urgência que o assustou e não parou até que seu lado racional interrompeu essa paixão, e ele a soltou abruptamente e deu uma volta.

Edward manteve suas costas para ela, tentando controlar seu apetite luxurioso, tentando acalmar sua respiração irregular e tentando entender seu desejo obsessivo por ela.

Isabella deu vários passos atrás e apoiou sua mão no respaldo de uma cadeira. Vários momentos silenciosos passaram. Ela estava agradecida por isso, pois precisava tempo para recompor-se e pensar. Não tinha estado preparada para a intensidade de seu beijo, ou para o modo exigente dele. E não tinha sido preparada para sua própria resposta assombrosa a ele. Seu corpo imediatamente tinha despertado e qualquer coisa que lhe exigisse, ela a teria dado de boa vontade.

Ela supôs que era por isso que ela sentia uma sensação tão opressiva de engano. Edward tinha iniciado esse beijo surpreendente e, entretanto tinha falhado em completá-lo. Muito rude de sua parte. Ela pensava dizer isso se ele continuasse com esse comportamento incivilizado.

Isabella quase ofegou com sua própria audácia e tomou uma respiração profunda, acalmando suas emoções tumultuosas. No que estava pensando? Em realidade desejava que seu marido a tomasse!

Isabella sorriu com um sorriso tímido e vacilante que desapareceu tão rapidamente como tinha aparecido. E com ela se foram suas fantasias de adolescente. Seu marido era o infame Leão Escocês; realmente pensava que esse homem poderia querê-la?

Ele era um homem que assumia que sua esposa cumpriria seus deveres conjugais sem protestar. Ele não tinha feito um acerto matrimonial para ter uma esposa com uma mancha em seu passado.

Edward pronunciou suas palavras com uma fúria fria que lhe causou calafrios. –Falarei com seu pai.

Isabella não esperava nada menos, embora desejasse outra coisa. Tinha desejado que talvez ele houvesse a entender sua natureza e que então não acharia necessário lhe perguntar se era virgem. Ele saberia.

Idiota.

Talvez ela fosse a idiota. Idiota para sonhar e desejar que alguém a aceitaria e a adoraria por quem era. Depois de tudo, ela o tinha aceitado por quem era o Leão infame, e tinha considerado que não era uma tarefa difícil amar ao Leão.

Idiota.

Sim, ela certamente era idiota.

Isabella girou e sem dizer uma palavra saiu do quarto, fechando a porta silenciosamente atrás dela.

Edward golpeou seu punho em uma mesa próxima, fazendo cair à comida e as taças. Estava furioso. Furioso por haver insinuado devolvê-la a sua família. Não queria perdê-la mais do quereria perder seu próprio membro.

- Teimoso e idiota - ele gritou no quarto vazio.

- Nunca é tarde admitir nossos próprios defeitos.

Edward deu volta para enviar a Jasper um olhar severo.

Jasper sorriu e levantou sua mão em defesa enquanto entrava no quarto. - Não sou o inimigo.

Edward agarrou uma taça, encheu-a com cerveja e a deu a Jasper. - Desejaria saber quem é o inimigo; isso faria esta escaramuça insensata mais sensata.

- É necessário que haja um inimigo? - Jasper perguntou e se sentou em uma cadeira perto da lareira.

Edward encheu outra taça e se uniu a seu amigo, sentando-se na cadeira maior coberta com uma grossa tapeçaria. - Onde há um engano, há um inimigo.

- Quem está sendo enganado?

Edward suspirou e apoiou sua cabeça no respaldo. - É isso o que estou tentando determinar, mas minha esposa se recusa a cooperar.

- Talvez ela tenha sido advertida de não cooperar.

- Já pensei nessa opção e enquanto ela estava na fortaleza de Donnegan eu podia entender que ela estivesse submetida a ameaças. Mas, uma vez que fomos dali? Ele sacudiu a cabeça. - Que temor poderia ter?

- Ser descoberta.

- A pergunta amigo, é ser descoberta no que? Se ela verdadeiramente não tiver nada para esconder, por que não dizer a verdade e acabar com isto?

- Você acreditaria nisso? - Jasper perguntou.

- A extensão e a severidade da cicatriz poriam em duvida a qualquer um.

- Não as mentes de Alice ou de Emmett.

Edward se afundou até mais na cadeira. - Isso ouviu. Emmett falou extensamente sobre minha esposa e suas muitas virtudes. Até que finalmente eu sugeri que se a conhecia tão bem, ele poderia responder minha pergunta.

- O que pergunta?

- Se Isabella era virgem.

- O que te respondeu Emmett? - Jasper perguntou.

- Sem vacilação ele me disse que ela certamente era virgem e que era melhor que eu me preocupasse de tomar sua virgindade com a menor dor possível, de outro modo responderia por meus atos diretamente a ele.

Jasper riu. - Ele tem um afeto especial por sua esposa e afeto mais que especial pela Alice.

Edward riu com ele. - Alguma vez viu um homem ruborizar-se tanto como ele o faz quando essa criada está perto? É tão vergonhoso.

- Penso que ele está apaixonado e me pergunto como vai encontrar a coragem para beijá-la.

- Eu aposto em Emmett - Edward desafiou.

Jasper sacudiu a cabeça. - Eu me voltarei rico com todas estas tolices. Eu aposto na criada.

- Te farei pobre, amigo - Edward replicou com um sorriso e ficou de pé para caminhar para a mesa e servir mais cerveja. Encheu a taça de Jasper e depois a sua.

- Então se for ser um homem pobre vai desfrutar desta noite - Jasper disse e levantou sua taça em um brinde. - Por uma noite de muita bebida e boas mulheres.

A taça de Edward não se moveu.

Jasper o olhou interrogativamente. - Tenho duas criadas dispostas esperando para nos agradar. O que me diz?

Edward se sentou na cadeira e soltou um suspiro exasperado. - Digo que não. Há muitas nuvens em minha mente.

Jasper moderou o sorriso que tentou em seus lábios, bebeu sua cerveja e ficou de pé. - Então não tenho possibilidades de te convencer. Se mudar de ideia, nós estaremos em meu quarto.

Edward o despediu e ficou olhando fixamente a cerveja em sua taça. Desejava a sua esposa, não a qualquer mulher, e sim a sua esposa. Queria saborear esses lábios rosados, despi-la e afundar-se dentro dela. Nunca tinha desejado uma mulher com tanta paixão como desejava Isabella, e isso o assustava. Não entendia, ou talvez o fizesse e não gostava do que tinha descoberto; ou talvez ele ainda não estava preparado para aceitá-lo.

Bebeu a cerveja e voltou a encher sua taça uma vez mais. Afogaria suas tristezas essa noite... E amanhã?

Amanhã enviaria uma carta a seu pai.

Isabella caminhou lentamente por volta do quarto de Emmett. Ficavam dois pisos mais abaixo e embora desejasse vê-lo, também necessitava tempo para recuperar sua compostura. Sua reunião com o Edward a tinha perturbado e estava tentando lutar com a ideia de que ele poderia devolvê-la a seu pai.

Uma opção que ela não estava pronta para aceitar.

Não desejava voltar para a fortaleza de Donnegan. Sua vida ali tinha sido muito limitada e solitária. Aqui tinha uma oportunidade de felicidade. Poderia fazer com que isso acontecesse?

Achou-se na porta do quarto de Emmett muito mais cedo do que tinha antecipado e entrou, deixando de lado seus pensamentos perturbadores, ansiosa por ver seu paciente.

Emmett estava deitado em uma grande cama, sua cabeça e suas costas descansando contra uma montanha de travesseiros para poder estar sentado comodamente. Um lençol de linho branco o cobria até a cintura e tinha tomado um banho e se barbeado.

- Perguntava-me quando viria - Emmett disse com um sorriso generoso quando ela se aproximou.

- Tinha assuntos que atender - ela disse e imediatamente se moveu a seu lado para verificar a bandagem que cobria sua ferida.

- Alice veio trocá-lo. A ferida cicatriza notavelmente bem. Quase tem uma crosta e o enrijecimento desapareceu. É uma boa curandeira.

Isabella aproximou uma cadeira à cama para sentar-se e conversar com ele. - Obrigado, mas você ajudou seguindo minhas instruções.

- Não tive nenhuma opção - ele riu. - Fui ameaçado pelo Edward, Jasper e Alice para fazê-lo.

- E se não o fazia o que ia acontecer?

Emmett sacudiu a cabeça. - Decidi não descobri-lo. Eles foram intimidantes.

Isabella não podia imaginar a um homem do tamanho de Emmett sendo intimidado. - Sente-se bem, sem nenhuma dor?

- Nenhuma, mas me diga o que pensa sobre a fortaleza de Stirling

Isabella olhou seu quarto grande. - Estou surpreendida com o tamanho dos quartos na fortaleza. São tão enormes e estão equipados para cobrir todas as necessidades.

- Edward não economizou nada na construção de seu lar. Ele queria o melhor para sua casa.

Isabella desviou o olhar, incapaz de encontrar seus olhos.

Emmett estendeu a mão para tomar a sua. - Mas você é o mais valioso de tudo o que ele trouxe aqui.

Ela levantou seu olhar agradecido. - Você acha isso. Por quê? Ninguém mas o faz.

- Por que não deveria acreditar? Nunca a vi dizer mentira ou negar sua ajuda a uma pessoa doente. É uma mulher honrada, então não me dá nenhuma razão para duvidar de sua palavra.

- Desejaria que Edward sentisse o mesmo.

- Como sabe que ele não o faz?

Isabella deu na sua mão uma palmada leve. - Ele foi muito claro.

- Mas você o ouviu claramente?

Isabella olhou a Emmett de modo estranho, mas conteve sua língua.

- Sinto-me o suficientemente bem para deixar esta cama - Emmett disse, tirando sua mão da dela e demonstrando sua força sentando-se sem apoiar-se nos travesseiros. Mas um segundo depois ele fez uma careta de dor.

Isabella imediatamente se apressou a colocá-lo contra os travesseiros. Depois secou a transpiração de sua testa que tinha sido causada por seu esforço, usando o pano úmido que tinha sido deixado ao lado da fonte com água perto de sua cama.

- Sei que deseja estar de pé, mas se tenta apressar sua recuperação só a prolongará.

- Percebi - ele reticentemente admitiu.

- Além disso, pensei que desfrutava dos cuidados de Alice.

O rosto pálido de Emmett se avermelhou violentamente.

Isabella imediatamente se sentiu culpada por perturbar ao homem doente. - Sinto muito, eu não queria...

Ele sacudiu a cabeça, interrompendo sua desculpa. - Não, tudo está bem. É minha própria culpa. Sou terrivelmente torpe quando se trata de lutar com mulheres.

Isabella encontrou difícil de acreditar que Emmett fosse intimidado por alguém. - É um bonito homem, atraente e nada torpe. Por que se sente desse modo?

- Não sei. Só sei que sempre me senti tímido com as mulheres. Edward tentou me ensinar o modo de agir com as mulheres. Ele tem um grande conhecimento quando se trata de lutar socialmente com elas, embora pense que sua beleza garante a rendição de qualquer mulher.

Isabella ficou rígida com a ideia de seu marido galanteando com outra mulher.

Emmett continuou. - Não importa quantas vezes Edward tentou me educar em relação às mulheres, eu simplesmente falhava em captar a ideia e me achava tímido e intimidado como sempre - ele sorriu.

- Claro, que houve uma vez quando Edward decidiu que eu permaneceria mudo e disse às mulheres que eu não podia falar. Funcionou maravilhosamente e tivemos uma noite... Emmett de repente se deteve, ruborizando-se intensamente.

- Sinto muito, minha lady, esqueci minhas maneiras.

Isabella riu. - Sou eu quem sente muito que tenha recordado suas maneiras antes de terminar a história.

Emmett sorriu.

- E Edward, como o passou?

Emmett evitou seus olhos a propósito. - Ele teve uma boa noite também.

O gigante tentou mover-se para ficar mais cômodo e gemeu suavemente com dor.

- Adverti-lhe isso - Alice disse, entrando no quarto e partindo para a cama. - Não deve te mover.

- Ela tem razão, Emmett - Isabella concordou. - Deve cuidar dos pontos por um tempo.

- Agora te acomodarei para a noite. Precisa descansar - Alice disse firmemente.

- Desejo-te boa noite - Isabella disse, ficando de pé. - Vejo que está em boas mãos.

Alice sorriu diante do elogio sincero.

Emmett simplesmente sorriu, sem tirar seus olhos de Alice.

Isabella notou que Emmett permanecia mudo enquanto Alice conversava sem parar. O homem obviamente estava apaixonado e o coração de Isabella se enterneceu com a ideia.

Ela voltou para seu quarto, procurou Rook e o levou ao piso inferior e fora da fortaleza para dar um passeio antes da hora de dormir.

A fortaleza e o terreno circundante impressionaram muito a Isabella. Mão de obra qualificada era mais que evidente em cada lugar que olhava as ricas tapeçarias que adornavam muitas das paredes, os móveis novos que tinha sido feitos artesanalmente e os campos circundantes que estavam preparados para ser colhidos. Edward havia trazido o melhor a sua casa, incluindo as pessoas que trabalhavam nela.

Olhou as ameias povoadas com homens que cumpriam com seu dever, protegendo ao castelo de intrusos inesperados.

Observou às mulheres conversando e rindo fora de suas cabanas e os homens reunidos ao redor de um fogo na noite compartilhando suas cervejas.

Algumas mulheres inclinaram suas cabeças respeitosamente para ela e os homens evitaram olhá-la a seu passo, e ela se sentiu segura para continuar seu passeio sabendo que ninguém se atreveria a perturbar a esposa do Leão.

A escuridão do entardecer quase estava sobre eles e Isabella estava ansiosa por localizar uma área de terra para seu jardim.

Ela seguiu Rook ao redor do castelo e achou a entrada à cozinha da fortaleza, e sorriu diante do grande jardim que havia ao lado.

Cresciam abundantes vinhedos, repolhos e cebola selvagem e pareceu ver um pouco de salsinha.

Ela se agachou e agarrou um punhado de terra para cheirá-la e sentir a textura entre seus dedos. Parecia rica e cheirava potentemente. A terra era fértil e ela sorriu.

Ficou de pé, sacudindo a terra escura de suas mãos. - Onde pensa que nosso jardim deveria estar Rook? Sei que pode parecer tolo planejar um jardim se não posso ficar, mas adoro afundar meus dedos na terra, e quem sabe? Os milagres acontecem.

O cão cheirava o chão a seus pés, olhou-a, cheirou o ar e latiu antes de ir trotando. Ela o seguiu até que ele se deteve em uma área do chão a certa distância da cozinha, mais perto do muro do castelo.

Uma árvore alta com ramos grossos compartilhava o espaço e provavelmente daria bastante sombra sobre uma parte do chão, fazendo-o perfeito para as mudas que necessitavam de sombra.

Isabella girou lentamente dando uma volta inteira, observando toda a área. - Parece ser perfeita, Rook.

O cão latiu seu acordo.

- Amanhã devemos ver quanto sol e quanta sombra esta área recebe, e depois, se ajustar a nossas necessidades, devemos pedir permissão.

- Do mesmo modo que pediu permissão para fazer este passeio?

Isabella girou, surpreendida com o seu marido acusando-a com essa observação inesperada.

Ele era uma sombra no crepúsculo e por um momento sua presença a assustou e ela se estremeceu.

Edward avançou, tirando sua capa negra para envolvê-la ao redor dela. - Não tem senso comum? Deixa a fortaleza só e sem uma capa para abrigar-se?

Ele ajustou sua capa ao redor dela, segurando-a com seu broche de ouro antes de afastar-se.

O aroma familiar dele invadiu seus sentidos como uma carícia íntima. E ela não podia escapar; estava encarcerada por sua própria paixão por ele E a capa só recordava isso. Evocava suas carícias, seu sabor e seu contato.

Suas mãos se aferraram à lã suave.

- O que está fazendo aqui fora?

- Prometeu-me um jardim - ela disse com um tom de desafio.

Edward cruzou seus braços em cima de seu peito e sacudiu a cabeça com descrença. A mulher o deixava sobressaltado. Só um pouco tempo atrás tinha advertido que ela poderia ser enviada a seu pai e ela persistia em ocupar-se de suas mudas.

Ela estava cheia de teima e a coragem escocesa, e ele sorriu.

- Isto não podia esperar até amanhã? - Ele perguntou sua voz dura.

- Rook exigiu seu passeio noturno.

- Isto será um rito noturno?

- Claro. Rook e eu sempre tomamos um passeio pelas noites.

- Não sairá sem companhia - ele ordenou.

- Não o faço. Rook vem comigo - ela recordou.

Ele deu um passo em direção a ela, seu tom inflexível e direto. - Aqui terá mais do que só um cão para te proteger.

Rook assentiu latindo.

Edward lhe lançou um olhar de advertência. Ele uivou e se moveu para sentar-se perto de Isabella. Sua mão aplaudiu levemente a cabeça de Rook. - Rook e eu podemos nos cuidar de nós mesmos.

- Basta - Edward explodiu. - É minha esposa e fará o que te digo.

Essas emoções estavam tocando um limite perigoso e ela replicou sem pensar em suas palavras. - Não sou legalmente sua esposa.

Sua observação deixou perplexos os dois, mas Edward era um verdadeiro guerreiro e imediatamente respondeu. - Isso pode ser remediado agora mesmo com uma resposta simples a minha pergunta.

Com o aroma embriagador dele ainda em suas fossas nasais, ela esteve tentada de localizá-lo, mas seu próprio orgulho interferiu. Ela tinha sido forçada a casar-se com o Leão, e logo tinha descoberto que era um homem de orgulho e convicções, um homem que ela poderia chegar a amar, e depois ela se viu forçada a defender sua própria honra diante dele. Coisa que ela não faria. Se ele não acreditasse que ela era uma mulher honrada, então tinha sentido que ele seguisse sendo seu marido?

Edward se moveu mais perto, seus dedos se estenderam para tocar suavemente sua cicatriz. - Quero te fazer amor. Quero te despir, te beijar, te chupar, te morder e explorar cada parte íntima de seu corpo. Quero plantar minha semente bem profundamente dentro de você, te observar florescer com meu filho. Quero-Te como minha esposa. Agora arrumemos isto e acabemos com o assunto.

Sua paixão a urgiu a render-se; mas seu orgulho se recusava. - Só você pode arrumar isto, Edward.

E com seu desafio arrojado, ela se afastou, com o Rook atrás de seus calcanhares.

terça-feira, junho 03, 2014

Fanfic O Leão Escocês – Capítulo 11



Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo

Capítulo 11

- Rook! Rook! - Isabella chamou freneticamente a seu cão.

Tinha-o visto vagar entre os arbustos densos que bordeava o caminho pelo que eles viajavam só um pouco tempo atrás. Algo tinha que estar errado. Rook sempre respondia a seu chamado. Sua preocupação cresceu enquanto entrava na folhagem densa.

Ela empurrou os ramos fora de seu caminho e continuou gritando, mas não recebia resposta.

Isabella se deteve por um momento e escutou, pensando ter ouvido um ruído. Pássaros gorjeando, ramos sussurrando com a brisa de outono e depois... O ruído distinto de um ramo partido. Ela girou no momento adequado, o som vinha detrás dela.

Seu marido caiu sobre ela com tal velocidade e agilidade que não teve um segundo para respirar. Ele a carregou em cima de seu ombro em um movimento único, e se voltou em seu caminho.

- Não, para! - Ela gritou e golpeou as costas sem nenhum resultado. Ela deixou os golpes inúteis e rogou sua ajuda.

- Por favor, Edward, me ajude a encontrar Rook. Deve estar machucado ou ele teria respondido a meu chamado... Por favor - Suas palavras pareceram não ser ouvidas, mas ela continuou com sua voz ansiosa.

- Sei que desobedeci e sinto muito, mas Rook significa tudo para mim. Ele estava ali quando ninguém, mas queria estar comigo.

Quando eu era ignorada e evitada, ele caminhava orgulhosamente a meu lado. Ele me fez rir quando eu acreditava que nunca, mas eu iria e ele me ama verdadeiramente me ama como eu sou. Ele nunca me abandonaria.

Seus passos diminuíram a velocidade grandemente até que ele finalmente parou e suavemente a colocou no chão.

- Quem lhe deu Rook? - Ele perguntou.

Era uma pergunta de curiosidade. E ela simplesmente respondeu. - Depois do ataque, meu pai decidiu que eu necessitava de proteção, então me trouxe Rook. Ele era um cachorrinho com orelhas grandes e um fôlego terrível, mas eu o amei a primeira vista e fomos inseparáveis desde esse dia.

- Por que seu pai não te pôs um de seus guardas?

Ela respondeu honestamente e sem pensar; sua única preocupação era Rook e sua segurança. - Ele acreditava que uma mulher que tinha sido envergonhada não podia ser confiada a nenhum homem, então escolheu um cão como meu protetor.

Havia fúria em seus olhos verdes, sua mandíbula se esticou e as veias de seu pescoço pareciam a ponto de explodir. - Ele disse isso a você?

- Em muitas ocasiões.

Edward parecia a ponto de falar, mas de repente pareceu mudar de ideia. Ele agarrou sua mão. - Onde o viu pela última vez?

Ela tomou sua mão, agradecida por sua oferta de ajuda e agradecida por sentir a força de sua mão grande envolta protetoramente ao redor da sua. - Vagava neste setor dos arbustos e árvores quando passamos por aqui.

- Ele sempre vem quando o chama?

Isabella mordeu seu lábio inferior, pensando nervosamente.

- Me diga - Edward ordenou.

- Há uma coisa que poderia demorar sua resposta a meu chamado.

- E o que é?

Isabella tentou não sorrir. - Amoras.

- Amoras? - Edward repetiu incredulamente.

- Rook tem uma fraqueza pelas amoras e as cerejas. Quando era um cachorrinho o levava comigo a juntar ervas e cerejas. Ele comia a maior parte das cerejas e amoras antes que voltássemos.

- E você não o castigava.

Ela sacudiu a cabeça. - Não podia. Ele se divertia muito e eu não tinha coragem de desafiá-lo.

- Mulheres - Edward disse com um suspiro. - Então ele poderia estar dando com um arbusto de amoras ou cerejas.

- É possível - ela reticentemente admitiu.

- E você arrisca a vida por um cão fanático das amoras?

- Ele não faria menos por mim - ela disse suavemente.

-Pelo que certamente me ocuparei, e também corrigirei seu mau comportamento.

- Sou eu quem o castigarei ou o recompensarei - ela disse firmemente.

Suas palavras curtas de advertência. - Vocês dois me pertencem.

Ela não discutiu; não tinha sentido. Ele dizia a verdade. Ela e Rook eram sua propriedade e ele podia fazer com eles o que quisesse. Só esperava que ele não retirasse sua oferta de ajuda.

- Fica ao meu lado - ele ordenou e girou para mover-se em meio da folhagem.

Isabella não tinha nenhuma opção além de permanecer a seu lado. Ele segurou firmemente sua mão e ela se perguntou se seu afeto era mais possessivo que protetor.

Achou estranho que ele não gritasse o nome de Rook, mas descobriu sua razão rapidamente. Eles chegaram a uma pequena clareira e abruptamente ele se deteve.

- Rook! - Edward gritou seu nome muito ruidosamente dessa vez e Isabella poderia ter jurado que as árvores estremeceram.

Em segundos eles o ouviram; ele estava correndo e latindo.

Isabella estava tão aliviada que não parou para pensar em suas ações, simplesmente lançou seus braços ao redor do pescoço de seu marido e plantou um beijo agradecido em sua boca aberta. Então seus lábios entraram em contato com os dela, e ele sentiu seu corpo pegar-se ao dela. Sua língua tocou a dela, e ele se rendeu. Seus braços se deslizaram ao redor do corpo dela e ele a apertou.

Suas bocas se moviam tão harmoniosamente que nenhum deles notou Rook, que tinha parado ao lado do casal abraçando-se, estava sentado e terminava de comer as cerejas que tinha roubado.

Eles se detiveram simultaneamente, seus lábios se separaram reticentemente, seus olhos pesavam com desejo e seus corpos ansiavam render-se. Edward apoiou sua testa contra a dela, tentando controlar sua respiração irregular e não querendo separar-se dela. Isabella lutou por tranquilizar seu coração e aliviar o tremor sensual em seu ventre que advertia que ela desejava mais de seu marido, muito mais.

Eles se separaram com um latido forte de Rook.

Edward olhou o cão grande, cuja língua estava pendurada e manchada de cor púrpura a um lado de sua boca. Isabella imediatamente caiu de joelhos ao lado da besta e lançou seus braços ao redor dele.

- Cão mau - ela disse. - Muito mal - todo o tempo ela o abraçava e o beijava.

Edward estava por lhe dar a reprimenda que merecia, mas encontrou a si mesmo sorrindo. Os dois faziam um casal estranhamente delicioso, Rook produto da mistura de tantas raças que ninguém podia definir que espécie de cão era sua pelagem com cores variadas: dourados marrons e patas e orelhas escuras e um rosto...

Edward sacudiu a cabeça. Rook possuía os olhos mais tristes que ele jamais tivesse visto em um animal e essa língua larga que era uma arma que adorava usar na pessoa mais inesperada. Uma lambida e a nós estávamos acabado. Ele te apanhava em seu feitiço especial e imediatamente.

- Deve vir quando te chamo - Isabella o instruiu e Rook respondeu passando sua língua molhada por seu rosto, deixando uma mancha de suco na face dela.

Edward de repente se irritou consigo mesmo. Ele tinha ordenado a ela que se afastasse de sua vista e aqui estava ele desobedecendo a sua própria ordem.

- Chega - ele disse furiosamente, surpreendendo ao casal.

Eles abriram seus olhos enormemente.

- Veem - ele ordenou secamente e girou para ir.

- Edward.

Seu chamado suave e vacilante o fez deter-se abruptamente e silenciosamente amaldiçoou ter dado a volta. Ele a ouviu aproximar-se, ouviu seus pés pequenos esmagando as folhas secas que cobriam o chão e a ouviu respirando ansiosamente.

Recordou os sons que ele ouvia quando estava em uma batalha e podia ouvir um oponente aproximar-se.

Mas ele não estava em uma batalha e Isabella não era seu inimigo. Quanto mais fácil seria essa situação se isso fosse uma escaramuça... E Isabella. Isabella não era o inimigo, era o prêmio.

- Obrigado - ela disse pousando sua mão suave sobre suas costas.

Sua carícia inocente causou um calafrio sensual e ele fechou seus olhos contra essa sensação inesperada.

- Ensina-o a se comportar ou eu farei - ele disse e se afastou mais zangado consigo mesmo que com sua esposa.

Isabella e Rook tomaram seu tempo para alcançar o resto dos viajantes, embora ela notasse que Jasper se mantinha vigiando-a de perto. O incidente com Rook espreitava seus pensamentos; em realidade era o beijo que ela e Edward tinham compartilhado o que espreitava seus sentidos ainda mais do que seus pensamentos.

Não podia encontrar sentido a sua resposta ávida e urgente a ele. Como podia desejar a um homem que lhe ordenava desaparecer de sua vista? Como podia ansiar seus lábios e suas carícias íntimas?

Certamente devia estar louca, embora muito dessa loucura devesse a Edward.

Seu beijo tinha estado cheio de paixão e urgência e isso não se podia negar. Embora fosse inocente, não era uma ignorante e sabia muito bem quando um homem estava faminto por uma mulher. Edward a desejava. E verdade fosse dita, ela o desejava também.

Ela havia se sentido aliviada quando ele os deixou a sós para voltarem caminhando, embora os tinha esperado no caminho aberto. Então se afastou, não muito longe para poder tê-la dentro de sua visão. Jasper tinha aparecido pouco depois.

Que oportunidade a tinha com o Edward? Ele era um guerreiro orgulhoso que tinha sido enganado. E não tomaria semelhante insulto ligeiramente. Seu orgulho exigiria retribuição, mas e suas emoções? Como ele suprimiria ou satisfaria seu desejo por ela?

E como ela se acautelaria de apaixonar-se por ele? Ela se conhecia muito bem para pensar que o que sentia era algo menos que amor. Gostava desse homem, esse guerreiro orgulhoso que tinha lutado muito duramente por ganhar seu respeito. Ela não queria ser um impedimento ou uma vergonha para ele. Se ele não pudesse aceitar com orgulho quem era ela, então não desejava seguir sendo sua esposa.

Isabella lançou um suspiro e Rook latiu.

- Lamento por mim mesma - admitiu ao cão.

Rook latiu novamente.

- Me dê tempo para me lamentar - ela reclamou.

Rook latiu novamente e se apressou a ir a seu lado, cheirando o chão. Seus dentes apanharam um pequeno ramo e ele a levou a ela.

Isabella tomou. - Então não me deixará descarregar minha própria miséria, não é? Bem, jogaremos.

Ela lançou o ramo, embora não muito longe e Rook foi procurar a com alegria, retornando a ela para começar o jogo novamente. Eles continuaram jogando e logo Isabella estava correndo com o Rook.

Edward estava de pé e observava a sua esposa e seu companheiro fiel jogando. Irritou-se com seus gritos de alegria e murmurou furiosamente entre dentes.

Levantou uma mão para fazer gestos a Jasper ao longe, e seu amigo sacudiu a cabeça em reconhecimento.

Agora ia se ocupar de outros assuntos, mas essa noite - essa noite ele teria respostas definitivas a suas perguntas perturbadoras.

Isabella ficou atônita quando lhe mostraram seus aposentos, o quarto era grande, uma cama para dois, uma mesa e duas cadeiras contra uma parede, duas tapeçarias ricamente adornadas nas outras paredes e amplos baús permaneciam abertos e vazios, esperando para ser usados. Três candelabros altos distribuídos em três áreas distintas do quarto, com velas grosas para prover luz. Esses obviamente eram os aposentos do amo e ela estava insegura se tinha havido um engano quando os criados a tinham guiado até ali. Mas Alice, com um sorriso agradado em seu rosto redondo, já estava desempacotando os escassos pertences da Isabella.

- Minha lady, sente-se - Alice disse, retirando os objetos de uma cadeira perto de uma tapeçaria que Isabella notou, tampava uma janela estreita. - Falei aos criados que trouxessem um pouco de comida e depois organizaremos o banho.

Isabella fez o que a Alice indicava, fisicamente e emocionalmente esgotada pela viagem. Ela se deu conta que um banho soava como uma ideia muito atraente para recusar.

Rook encontrou um tapete de sua preferência rapidamente perto do extremo da cama e se acomodou para dormir.

A língua de Alice logo estava conversando alegremente. – Me Contaram que Lorde Edward especificamente fez construir estes aposentos para sua esposa, o quarto dele está atrás dessa porta. - ela sacudiu a cabeça em direção a uma porta fechada na parede oposta. - Os criados com quem me encontrei disseram que ele desejava que sua esposa tivesse privacidade, mas eu acredito que ele também desejava sua própria privacidade.

- Por quê? - Isabella perguntou com ingenuidade.

As faces de Alice ruborizaram e ela se desculpou. - Tenho a língua muito solta.

Isabella sorriu. - Eu conto com você e sua língua. Diga-me.

Alice estava por falar quando um golpe soou. Ela abriu a porta para o criado que trazia uma bandeja de prata carregada com uma variedade de mantimentos, carnes, queijos, pescados, frutas, bolos e jarras com cerveja, e uma com água quente.

Alice se despediu do criado com um sorriso generoso e uma palavra de agradecimento e logo foi servir a sua ama.

- Pedi água quente, sabendo que gostaria de preparar suas ervas.

Isabella suspirou. - Está me acostumando mal.

- Com muita alegria - Alice disse com um sorriso amplo.

- Mas me diga o que lhe contaram - Isabella a persuadiu, enquanto tirava umas folhas secas da bolsinha que pendurava de seu cinto e as colocava na água quente.

Alice pareceu incômoda com seu pedido.

- Por favor, Alice, Eu gostaria de saber.

Alice a agradou, embora com um pouco de reticência. - Não todas as fortalezas têm habitações separadas para suas esposas. Lorde Edward pediu especificamente que sua esposa tivesse seu próprio quarto.

Isabella riu, dando-se conta das intenções de Edward - com isso ele assegurou a privacidade para sua nova esposa a quem ele não conhecia muito bem.

Alice assentiu com a cabeça e depois de assegurar-se que sua ama estava comodamente sentada na mesa e após atender suas necessidades, voltou a ocupar-se da roupa de Isabella.

Isabella mordeu um pedaço pequeno de pão preto, Edward tinha planejado ter uma esposa que se ajustasse a suas necessidades; se ele a desejava ou não pouco importava. Quão decepcionado estaria ele ao achar a uma esposa a quem ele desejava só para descobrir que tinha sido enganado.

Outro golpe na porta captou a atenção de ambas as mulheres e Alice imediatamente responderam ao chamado.

Jasper estava na entrada. Alice deu um passo ao lado, lhe dando acesso.

- Lorde Edward solicita sua presença em seu solar dentro de uma hora.

Isabella estava por concordar mais sacudiu a cabeça. - Talvez não possa cumprir com seu pedido. Ainda tenho que comer e tomar um banho. Não estarei pronta até pelo menos dentro de três horas.

Alice contemplou a sua ama com tanta surpresa como Jasper.

O homem parecia atônito e demorou vários segundos em responder. - Informarei o Lorde Edward de sua demora.

- Obrigado, Jasper - Isabella disse com um sorriso agradável.

Ele girava para partir quando Isabella perguntou. - Não tive a oportunidade de ver Emmett. Ele chegou bem?

Alice olhou ansiosamente a Jasper enquanto ele falava.

- Ele está descansando comodamente e perguntou quando irá vê-lo.

- Depois de que fale com Lorde Edward, penso que será um bom momento. Irei ver se estiver cômodo para passar a noite. Alice o assistirá com o jantar.

O rosto da moça jovem se avermelhou grandemente.

Jasper sacudiu a cabeça. - Direi isso a Emmett. Estará contente.

Alice falou hesitantemente depois de fechar a porta após a partida de Jasper.

- Não teme o Diabo, minha Lady?

Isabella sacudiu a cabeça lentamente. - Seria uma tolice não temer o Diabo.

Com seu estomago cheio e um banho relaxante, Isabella estava preparada para enfrentar o Diabo, ou pelo menos ela assumia que estava. Não se tinha dado conta do feito que o tempo extra que se deu a si mesma, também o tinha dado ao Diabo.

Um criado a guiou ao solar de Edward, um piso abaixo das habitações. Deu um golpe suave e sua voz profunda a insistiu a entrar. Ela estava começando a dar-se conta que Edward não tinha economizado nenhum custo ao construir sua casa.

O solar era grande e se ajustava às necessidades do homem. Várias sólidas cadeiras de madeira e duas mesas enchiam o espaço generoso. As tapeçarias que adornavam as paredes eram belas e pintavam cenas de batalhas vitoriosas.

Seus olhos finalmente foram posar-se em seu marido e sua respiração ficou apanhada brevemente em sua garganta. Estava muito bonito.

Tinha tomado um banho e se barbeou. Seu cabelo comprido, brilhando como seda caía em cima de seus ombros largos. Sua roupa era escura, ao ponto que pareciam quase negras embora um matiz vermelho profundo desse ao tecido uma sugestão de cor.

Ele estava perto da lareira acesa com chamas dançantes que o preservavam do frio da noite que se instalou na fortaleza.

Sua postura era relaxada e confiada e sua expressão dura até que seus olhos encontraram os dela. Ele aparentemente ficou surpreso com sua aparência, igual a ela. Alice tinha insistido em arrumá-la especialmente essa noite. Tinha insistido em que

Isabella mostrasse sua melhor imagem.

Na opinião de Isabella, Alice tinha realizado um milagre. Ela vestia uma camisa amarela pálido com uma túnica de igual cor e a roupa clara realçava seu cabelo vermelho. E era ali onde Alice tinha realizado seu maior milagre. Ela tinha domado a maior parte dos cachos rebeldes, limpando seu rosto salvo por alguns cachos de cabelo que caíam ao redor de seu rosto, emoldurando suas belas feições.

Se Isabella já era bonita, parecia ainda mais bela essa noite.

Edward se moveu da enorme lareira de pedra em direção à mesa onde havia várias bandejas de comida.

- Posso te oferecer algo?

- Não, obrigado - Isabella disse suavemente. - Seus criados me hão provido mais do que adequadamente.

- Não está decepcionada com minha casa? - Ele não sabia por que perguntava isso ou por que procurava sua aceitação, mas ele não podia retirar suas palavras, então esperou sua resposta.

- É mais do que esperava e estou mais que agradada. Estou honrada de estar aqui.

Suas palavras sinceras comoveram seu coração e ele não podia tirar seus olhos dela. Isabella simplesmente estava esplêndida, mais bonita que nunca, se isso era possível. O furioso vermelho de seu cabelo era uma cor perfeita contra a palidez delicada de seu rosto. Seus olhos marrons escuros brilhavam, seus lábios rosados convidavam a ser beijados e seu corpo convidava a suas carícias.

- Ouvi que Emmett está bem - ele disse, sabendo que uma mudança de tema era sábia.

- Sim, o vou ver depois de que falemos.

- Eu o visitei faz um momento e ele te espera ansiosamente.

Ela sorriu. - Eu também.

Sua expressão se fez séria. - Primeiro temos um assunto para discutir.

Ela ficou se perguntando sobre esse chamado; e agora descobriria o motivo.

Edward tinha pensado nesta reunião com sua esposa. Pretendia que ela respondesse suas perguntas honestamente para que ele pudesse fazer uma avaliação sábia e razoável. Ele não se conformaria com nada menos e ela sabia.

Ele caminhou de volta até a lareira, ainda não havendo devotado a ela uma cadeira e sem planejar fazê-lo. - Fui indulgente com você desde descobri seu engano.

Isabella ficou rapidamente na defensiva. Ela esperava esta confrontação, realmente a tinha pressentido, e agora ela tinha intenção de defender sua honra. - Eu não te enganei.

- Ocultou-me a verdade.

- Que verdade? Que sofri um ataque e sobrevivi? Minha cicatriz te incomoda? Eu pensei que não o faria, pois é um guerreiro e você mesmo deve ter muitas marcas de suas batalhas e deve estar orgulhoso delas.

- Sou um homem.

- E eu uma mulher que se defendeu. Isso foi um engano?

Ele não esperava que ela ficasse na defensiva. Esperava que ela tremesse, agitasse e cedesse a suas pressões. Ela não estava cooperando e, entretanto Edward encontrava sua coragem admirável e seu desafio provocador.

- Uma mulher tem o direito a defender-se - ele concordou. - Mas ela também tem o dever de informar a seu marido da verdade.

Isabella não necessitou tempo para responder, ela era rápida com as palavras. - Mas um marido não deveria conhecer sua esposa suficientemente bem para saber a verdade sem perguntar?

Edward considerou cuidadosamente sua observação. Sua pergunta sugeria mais do que ela havia dito.

- Talvez o marido precise ouvir as palavras.

- Talvez a esposa sente que isso é desnecessário.

- Chega - Edward gritou irritado porque eles não estavam chegando a nenhum lugar. Desejava acabar com essa disputa e ter a sua esposa em sua cama. - Basta de jogos de palavras. Me responde. É virgem?

Isabella levantou seu queixo e apertou seus lábios.

- Sofrerá por seu silêncio - ele disse e imediatamente lamentou suas palavras precipitadas.

Por um momento ela pareceu afetada por sua ameaça e depois seus olhos arderam defensivamente e seu queixo se elevou até mais.

- É teimosa - ele gritou.

Seu queixo se elevou novamente.

- E tola!

Ao mesmo tempo em que ela estava por levantar seu queixo até mais, ele grunhiu como animal zangado partiu para ela, agarrou-a pela nuca e a puxou em direção a ele, apertando sua boca sobre a dela.

segunda-feira, junho 02, 2014

Fanfic O Leão Escocês – Capítulo 10



Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo



Capítulo 10
Rejeitada por seu marido e evitada por seus homens, Isabella passou muito tempo a sós ou em companhia de Alice ou Emmett.
Emmett tinha se recuperado bem nos dois dias prévios. Uma febre leve deu causa para preocupar-se, mas só durou a metade de um dia.
Ele já estava protestando pelo confinamento no carro onde viajava, embora ele não se queixasse sobre a companhia. Alice atendia todas suas necessidades e os dois se fizeram inseparáveis.
O incidente tinha ficado rotulado como um acidente, o guerreiro jovem que tinha disparado a flecha cumpria penitência por seu engano e sofria tremendamente por esse engano desgraçado, pois os homens zombavam impiedosamente de suas habilidades para a caça.
Isabella montava sua égua ou caminhava ao lado do carro, com o Rook em seus calcanhares. De noite quando o acampamento tinha sido instalado e Emmett tinha sido atendido, ela procurava abrigo perto do fogo. Tinha sido instruída por Jasper de fazer uso da barraca, mas ela ignorou sua oferta e escolheu em troca dormir sobre uma manta no chão perto do fogo.
Não viu seu marido desde a briga. Qualquer instrução que ele dava era comunicada por Jasper. Os murmúrios e sussurros ao redor dela continuavam, embora as mulheres não lhes prestassem nenhuma atenção aos falatórios. Parecia que Alice e as poucas mulheres da fortaleza de Donnegan tinham falado com as outras mulheres e elas aceitavam sua versão do desgraçado incidente.
Os homens, como seu marido, pensavam diferente.
Isabella tinha caminhado uma boa distância atrás do carro hoje, deixando Emmett e Alice a sós para conversar. Rook tinha caminhado ao lado dela embora de vez em quando ele se afastasse para internar-se na vegetação.
E enquanto ela sempre tinha desfrutado de sua solidão, sentia-se muito solitária.
Sentia saudades de Edward. Sentia saudades de compartilhar seu cavalo, conversar com ele, rir com ele, abraçá-lo, mas por cima de tudo sentia saudades da proximidade que eles compartilhavam. Ela deveria estar zangada com ele e, entretanto não estava.
Ele deveria ter sido informado da verdade desde o começo e lhe permitir uma escolha.
Ele tinha ficado como um idiota enganado e isso era inaceitável para qualquer homem, especialmente para um guerreiro da reputação de Edward.
E ela? Ela era só um peão no jogo de seu pai. Então, o que devia fazer? Sentar-se a um lado e esperar e novamente ser usada de acordo com os ditados de um homem.
Ela sacudiu a cabeça. Não, isso era completamente inaceitável. Ela faria o que melhor parecesse. Ela criaria uma boa vida independente dentro da fortaleza, servindo aos aldeãos doentes.
Edward alcançaria suas próprias conclusões, se não o tinha feito já. E sua decisão no assunto seria a palavra final. Ela não poderia fazer nada para fazê-lo mudar de ideia. Se ele não conhecia seu caráter verdadeiro até agora, então o que mais podia fazer para convencê-lo de sua inocência? A verdade devia ser descoberta por ele.
Jasper se aproximou cavalgando. - Por que caminha? Para irritá-lo?
- Irritar a quem?
Jasper a olhou estranhamente. - Seu marido.
Isabella sorriu com o conhecimento de que pelo menos Edward se importava o suficiente para notá-la. - Caminho porque me agrada.
- Isso não o agrada.
Ela sentiu o Leão provocando-a e com seu sorriso amplo, disse. - Ele me tem medo?
- Que tolice está dizendo? - Jasper perguntou surpreso por sua pergunta.
Isabella encolheu seus ombros. - Perguntava-me por que um homem de sua coragem enviaria a alguém para que me falasse em nome dele. Assumo que se ele tivesse algo para me falar e não o faz ele mesmo?
- Sabe muito bem que ele não deseja falar com você.
- Então, por que ele se preocupa se caminho ou monto.
Jasper vacilou brevemente antes de responder. - Ele cuida de tudo o que é de sua propriedade.
Isabella levantou seu queixo. - Eu ainda não sou legalmente sua propriedade, então farei o que me agrade. E me agrada caminhar.
Jasper ficou surpreso com sua resposta valente e sorriu. - Tenta aos fogos do inferno, mulher.
Isabella sorriu. - É outono e faz frio, me virá bem um pouco de calor.
Jasper riu. - Direi a ele sua resposta.
- Espero que o faça.
Jasper se afastou e Isabella continuou caminhando, seu sorriso satisfeito consigo mesma e com sua confiança, de repente, forte.
Seu humor melhorou por volta do meio-dia. Duas mulheres que recentemente se uniram a dois dos homens de Edward caminharam a seu lado. Elas fizeram muitas perguntas sobre sua habilidade para atender partos, e ela por sua vez perguntou se alguma delas estava grávida. As duas sorriram e cada uma admitiu que logo esperasse está-lo.
Alice se uniu há ela pouco depois que as duas mulheres se afastaram. A moça conversava incessantemente sobre Emmett, embora nem uma vez ela mencionasse sua saúde. A Isabella fez bem saber que pelo menos uma relação resultaria frutífera.
- Preocupa-me, minha lady - Alice disse repentinamente.
- Que? - Isabella perguntou com preocupação.
Alice vacilou em falar e Isabella estendeu a mão para ela. - Me diga, Alice. Não sou como minha madrasta. Não há necessidade de temer falar comigo.
- Não se parece em nada a Lady Sue. Ela é malvada e cruel. E você é considerada e honesta.
- Então, o que teme?
Alice baixou sua voz, embora não havia ninguém que pudesse ouvir suas palavras. - Comenta-se que Lorde Edward planeja devolvê-la a seu pai. Se isso for verdade então eu vou com você; mas a verdade seja dita, preferiria ficar ao serviço de Lorde Edward.
A intriga era o entretenimento principal de todos os aldeãos e frequentemente terminava sendo mais nocivo que entretido. Embora Isabella tivesse enfrentado as línguas fofoqueiras antes e tinha sobrevivido, não capitularia agora.
Ela falou com o coração. - O que me aconteça só será meu destino. Pode ficar onde queira. Nisso te dou minha palavra - ela adicionou com um sorriso. - Além disso, penso que Emmett terá algo que ver nesse tema.
O rosto de Alice se coloriu. - Ele é diferente de todos os homens que conheci. Ele é considerado, terno, e não se irrita com meu infinito bate-papo.
Isabella estava por responder quando de repente o rosto de Alice perdeu toda a cor e com um assentimento de cabeça rápido, ela se afastou.
Havia só um homem que podia provocar tal susto - seu marido. Ela girou para vê-lo aproximar-se.
Seu garanhão não vinha em um galope suave e sua expressão e postura rígidas alertavam do feito que Jasper finalmente devia haver repetido sua conversa a ele.
Edward não falou uma palavra, embora seus olhos a olhavam. Ela sorriu e caminhou sem interrupção.
- Cavalgará - ele ordenou, e não foi suavemente.
Isabella respondeu sem olhá-lo. - Prefiro caminhar.
Ela ouviu como um grunhido que ele sempre fazia quando estava irritado, e o som familiar a deixou satisfeita. Antes que ele pudesse repetir sua ordem, ela disse. - Ouvi dizer que estamos perto da fortaleza de Stirling.
- Chegaremos antes do anoitecer.
- Espero ansiosamente ver sua casa.
- Não está acabada.
- Sei, disse-me isso, mas mesmo assim espero ansiosamente nossa chegada lá, e claro, também ver meu jardim de ervas. Prometeu-me um bom pedaço de terra - com isso seu grunhido soou novamente. - Não vim aqui a conversar com você.
Dessa vez ela o olhou, sua mão dificultosamente tampava o sol brilhante de frente que a fazia vê-lo como uma sombra volumosa flutuando em cima dela. - Então, por que veio?
- Você me obedecerá - sua voz era firme, sua ordem clara.
- Eu te obedeci - ela replicou. - Eu me afastei de sua vista.
- E me provoca para que eu contradiga a minhas próprias ordens.
Ele gritou, fazendo girar as cabeças das testemunhas.
- Desejo caminhar - ela disse e avançou, Rook trotava a seu lado acompanhando seus passos longos.
- Cavalgará.
Por que ela ficava tão inflexível em obedecê-lo, Isabella não poderia dizê-lo. Só sabia que queria dar o gosto. - Caminharei.
- Maldição, pelo menos descobri a verdade antes que fosse muito tarde.
Suas palavras a detiveram e lhe lançou um olhar furioso. - Verdade? Não sabe a verdade, nem deseja aceitar a verdade. Seu orgulho masculino decide e obscurece sua razão.
- Chega. - Ele rugiu, perto de explodir. - Sobe no carro.
Com suas mãos em seus quadris, em desafio aberto ela disse. - Não o farei.
Edward desceu de seu cavalo em segundos. Elevou-a em seus braços, partiu para o carro e a soltou ao lado de um Emmett perplexo.
Ele falou a Emmett. - Ela fica aqui ou sofrerá minha ira.
Emmett segurou seu pulso quando Edward girou, caminhou para seu cavalo, montou e se afastou sem um olhar atrás.
- Desafia o fogo do inferno - Emmett disse.
- Assim me disseram - ela comentou, acomodando-se reticentemente no carro.
- Por que o provoca?
Ela encolheu os ombros e estendeu a mão para verificar a bandagem feita por Alice essa manhã. - Não sei.
- Ele é um homem orgulhoso - Emmett disse em defesa.
Ela levantou seu queixo, embora tremesse. - Eu sou uma mulher orgulhosa.
- Tem de que estar orgulhosa - ele disse a sério. - Qualquer mulher que pode sobreviver a um ataque tão sério merece respeito e admiração.
Lágrimas encheram os seus olhos. - Perdi todo o respeito nessa noite fatal. Onde um homem ganharia honra por defender a si mesmo, uma mulher ganha vergonha, pois ninguém me acha suficientemente forte para repelir um ataque.
- Os idiotas acreditam nisso.
Ela secou seus olhos. - Por que você acha isso e ele não?
- Descubra quem é ele verdadeiramente e terá sua resposta.
Ela sorriu. - Desejaria que fosse tão fácil.
- É - Emmett disse. - Edward admira o espírito do povo escocês e não se dá conta que ele o possui. É um orgulho nascido da teima e o amor, um orgulho indomável profundamente enraizado e herdado de geração em geração. Compreenda isso e verdadeiramente compreenderá o homem.
Isabella se silenciou e os olhos de Emmett foram se fechando. Ela o observou dormir, um muito necessitado descanso curativo e seus pensamentos se moveram para seu marido.
Orgulho escocês.
Como devia lutar com isso?
- Paciência - ela sussurrou para si mesmo. O melhor modo para lutar com o orgulho sempre era a paciência.
Edward gritou ordens a vários de seus homens enquanto passava cavalgando ao lado deles, fazendo que a maioria se sobressaltasse e imediatamente fazia seu pedido. Estava de um humor negro e sabia, embora não se importasse.
Estava furioso consigo mesmo, por ter falado com ela e até mais furioso porque ele tinha desfrutado da curta conversa. O fez dar-se conta quanto sentia saudades, coisa que não necessitava que o recordassem. Não podia pensar em nada mais além dela.
Isabella estava em sua mente dia e noite. Amaldiçoou a si mesmo muito frequentemente por haver ordenado desaparecer de sua vista.
Havê-la visto hoje o tinha feito até mais consciente de suas emoções traiçoeiras. Só precisava observar suas feições delicadas, seu cabelo vermelho e esses lábios para dar-se conta que a desejava.
Seu membro tinha ficado rígido desde sua confrontação inesperada com ela. Quanto mas ela discutia, mas ela demonstrava seu espírito, e tanto mais ele a desejava.
Ficou tentado de carregá-la sobre seu ombro e desaparecer entre os arbustos com ela e acabar com todo esse problema.
Mas seu orgulho prevaleceu e até que pudesse desentranhar esse problema e chegar a uma aceitação, não a tocaria.
A dor insatisfeita em sua virilha lhe dizia o contrário. E ele não tinha nenhuma dúvida que teria dificuldade em obedecer suas próprias ordens, mas o tentaria - Deus , tentaria-o.
Pensou na cicatriz dela e recordou que a tinha mantido escondida quando tinha falado com ela. Sentia vergonha? Ela escondeu a verdade junto com essa marca? E por que não respondia simplesmente e acabavam com o problema?
Ele assumia o pior, e por que não? Que mulher podia repelir a um homem que sustentava uma faca?
Isabella.
Seu nome veio facilmente a sua mente. Se alguém possuía força, coragem e vontade de sobreviver, essa era Isabella. Ela possuía um espírito extraordinário. Ela era forte, confiada e orgulhosa.
Ela tinha enfrentado os fogos do inferno e tinha emergido vencedora.
Então por que questionar sua integridade?
Edward sacudiu a cabeça e amaldiçoou entre dentes. Talvez fosse sua própria integridade que ele questionava, e talvez a resposta não fosse de sua preferência.
Uma coisa era segura - ele obteria suas respostas. Se ocuparia disso. Nada o deteria.
Urgiu a seu cavalo a avançar. De repente queria estar na fortaleza de Stirling. Essa noite ele dormiria em sua própria cama.
Sozinho.
Jasper se uniu a ele, ignorando seu mau humor. - Arrumou a disputa?
- Não havia nenhuma disputa. Ela obedeceu.
- Com sua ajuda - Jasper disse com uma gargalhada.
- As línguas de meus homens são tão fofoqueiras como as das mulheres.
- Eles aguardam ansiosamente o próximo encontro.
Edward lhe lançou um olhar zangado.
- Não me culpe - ele disse. - Eu só entrego as notícias.
- É uma intriga a mais.
Jasper sorriu. - As intrigas são bom entretenimento.
- As intrigas não servem nenhum propósito mais que machucar e envergonhar.
- É assim - Jasper disse seriamente. - Talvez seja uma boa coisa para recordar - ele se afastou, deixando ao Edward para que ponderasse suas palavras.
Chegaram à fortaleza pouco antes de anoitecer. Edward cavalgava adiante, sua excitação por retornar a sua casa era muito para contê-la. Queria pôr seus olhos no que era dele. Aquilo pelo que tinha lutado tão duramente e aquilo pelo que continuaria lutando por manter.
Dirigiu seu cavalo costa acima lentamente, antecipando a primeira imagem de sua casa, e sua respiração se conteve em sua garganta. Era mais bonita do que recordava.
O sol brilhando sobre sua terra e pintando a área de uma cor ouro vívido. A terra em seu esplendor; alguns dos campos mostravam colheitas ricas prontas para ser colhidas.
Os muros exteriores do castelo estavam completados, envolvendo protetoramente a fortaleza e todas as construções anexas, e embora a fortaleza estivesse em obra, à imagem o encheu de prazer e orgulho.
Os portões de entrada estavam bem defendidos por três de seus homens, embora o portão de grade permanecesse aberto. Os homens e as mulheres trabalhavam nos campos, transportavam suas cargas dentro da fortaleza e os guardas observavam tudo com olhos agudos, protegendo o que era deles e dele.
Jasper se uniu a eles. - Os homens fizeram bem sua tarefa.
- Não era uma tarefa fácil, pois eu insisti em usar pedra em vez de madeira.
- Muito sensato - Jasper disse.
- A guerra e as batalhas são os melhores professores.
- Esperemos que eles não necessitem, mas lições.
Edward sacudiu a cabeça. - Concordo.
- Os homens estão ansiosos e vão cavalgar velozmente estas últimas milhas.
- Estaremos acomodados dentro dos muros antes do anoitecer. Se ocupe de que Emmett seja levado quanto antes e que esteja cômodo.
- Já ordenei isso. Ele está bem - Jasper respondeu.
- Melhor do que esperado.
- Isabella é uma... - Jasper de repente se deteve.
Captando o olhar de descrença nos olhos de Jasper, Edward seguiu a linha de sua vista.
Isabella não estava no carro e em nenhuma parte a vista. Nem caminhando atrás do carro, nem uns metros mais adiante. Ela simplesmente não estava.
- Irei ver...
Edward não deixou que Jasper terminasse. - Não, eu irei procurar a minha esposa.
- Mas... - Jasper tentou protestar.
- Chega - Edward ordenou severamente. - Ela desobedeceu minha ordem e estava advertida das consequências. Se ocupe dos homens.
Edward se afastou e Jasper cavalgou diretamente para o carro. - Onde está ela?
- Não pude Pará-la - Emmett disse. - Ela ficou mal quando chamou Rook e ele não respondeu. Ela temeu que estivesse com problemas e depois de várias tentativas inúteis de minha parte desceu do carro contra meus protestos.
- Edward a seguiu - Jasper disse.
Emmett sorriu. - E quem acha que ganhará esta escaramuça?
Jasper riu. - Minha aposta é pelo Leão.
- É tolo - Emmett disse. - Minha aposta é a curandeira.
- Ficarei rico com estas apostas - Jasper disse confidencialmente.
- Será um mendigo, perdendo dinheiro em apostas tolas.
- O Leão nunca perde - Jasper o recordou.
- E quem disse que vai perder? - Emmett sorriu e fechou seus olhos agradado.

A..aii.. dá vontade de bater nesse Edward.
E será que Bella fugiu??

domingo, junho 01, 2014

Fanfic O Leão Escocês – Capítulo 9



Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo

 

Capítulo 9

- Isabella, me ajude - Emmett ofegou quando ela caiu de joelhos ao lado dele.

O sangue cobria todo seu peito e por um segundo breve ela ficou congelada, seus pesadelos vieram a sua mente e o medo da morte flutuava no ar. Então abruptamente ela entrou em ação, tomando o comando.

- Necessito de minha cesta de remédios, panos, e preciso movê-lo aonde haja mais luz para poder parar a hemorragia - Isabella disse a Edward quando ele ficou de joelhos ao seu lado.

- Como? - Foi tudo o que Edward conseguiu dizer. Havia visto muitos homens perder sua vida ou um membro em batalha, mas este era seu irmão e se sentia impotente observando-o sangrar.

- Um acidente, acredito - Emmett disse com dificuldade.

- Ficará bem - Edward ordenou severamente.

Emmett deu um sorriso dolorido embora confiado. - Sim, Isabella me salvará.

Isabella desejava poder compartilhar sua confiança e recordou a seu marido de seu pedido. - Agora, Edward, necessito essas coisas agora.

Edward deu uma palmada tranquilizadora no ombro de Emmett. – Salve-o - disse a sua esposa. Não era uma ordem ou um comando, mas simplesmente uma declaração de fato.

Então ele se levantou e se meteu no bosque, Rook estava mais atrás, custodiando a sua ama e ao homem ferido.

Isabella cortou a borda de sua túnica e com um contato delicado começou a absorver o sangue ao redor da ferida. Em uma inspeção mais próxima viu que a flecha alojada na área do ombro e com sorte nenhuma parte vital do corpo tinha sido alcançada.

Mas ela não podia estar segura até que tirasse a flecha e explorasse a ferida.

Tratou cuidadosamente e diligentemente de seu amigo, pois ele se transformou em seu amigo. Ele falava frequentemente com ela, oferecendo conselhos relativos a Edward e respondendo a suas perguntas infinitas.

Verdadeiramente era uma alma gentil e considerada. Ela não podia, não deixaria que nada mal acontecesse.

- Quão mal se vê? - Emmett perguntou sua voz fraca pela dor.

Ela respondeu honestamente. - Não estou segura.

- Diga-me - Emmett mal conseguiu tirar as palavras quando tossiu a dor que isso causou o pôs mortalmente branco.

- Eu disse a verdade - assegurou.

- Vai a... - Suas palavras se perderam quando sua energia diminuiu.

Ela terminou a frase por ele, sabendo que era importante. – Te direi tudo, bom ou mau.

Ele fechou seus olhos e sua respiração se aliviou um pouco.

Edward apareceu repentinamente, Jasper o seguia com vários homens correndo atrás dele. Alice corria ao lado de Jasper, sua expressão era uma máscara de preocupação desesperada.

Edward colocou a cesta de remédios de Isabella a seu lado, sua atenção imediata foi para o Emmett.

Isabella leu a preocupação em seus olhos. - Ele descansa - deu um apertão tranquilizador em sua mão.

- Lhe fará bem.

Novamente uma declaração de fato, mas a Isabella tinha intenção de esclarecer. - Tentarei.

Alice se ajoelhou em frente a Isabella, do lado direito de Emmett. - O que posso fazer?

Emmett lentamente abriu seus olhos e sorriu a Alice.

Ela sorriu em resposta. - Agora, Emmett, não deve preocupar-se. Lady Isabella verá que esteja bem em um instante. E eu pessoalmente me ocuparei de seu cuidado e recuperação.

Isso trouxe um sorriso ao rosto do gigante e Isabella sentiu prazer ao ver isso.

- Preciso deter a hemorragia antes de movê-lo - Isabella explicou a aqueles ao redor dela.

- E a flecha? - Jasper perguntou.

- Não pode ser tirada até que seja levado aonde haja luz suficiente para ver a ferida mais claramente. Agora se vocês cavalheiros derem um passo atrás e me deixarem trabalhar. Estão bloqueando a pouca luz que tenho.

Edward e Jasper imediatamente fizeram o que ela pediu, afastando-se para permitir que a luz solar que se filtrava entre as copas das árvores chegasse a ela.

- Alguém lançou essa flecha - Edward disse em voz baixa a Jasper, seus olhos fixados em sua esposa e inspecionando a tarefa difícil que ela tinha. - Descubra quem.

Jasper sacudiu a cabeça, sua preocupação e seus olhos enfocados na cena diante dele.

- Alice - Isabella sussurrou suavemente.

A moça imediatamente deu a Isabella toda sua atenção.

- Deve vir deste lado e me ajudar.

Alice foi até Isabella.

- Do outro lado.

Alice finalmente se deu conta que Isabella estava pedindo que se movesse a uma posição para bloquear o lado de seu rosto onde estava a cicatriz.

- Agora me tire o cabelo da face só para que não caia nos olhos - Isabella instruiu.

Alice fez o que ela pedia, vendo por um momento a cicatriz fina que a marcava e dizendo uma prece muda por seu bem-estar.

Isabella terminou de limpar a ferida ao redor da flecha, envolvendo-a com panos limpos e Emmett estava preparado para ser removido.

- Edward - ela gritou e ele estava imediatamente ao seu lado, embora não antes que ela deixasse cair seu cabelo sobre sua face.

Os olhos de Emmett se abriram brevemente e ele deu a Edward um sorriso cansado.

- Rompe o extremo da flecha tão cuidadosamente como for possível - Isabella pediu.

Ela colocou suas mãos delicadas ao redor da base da ferida enquanto Edward quebrava a flecha como um ramo seco.

Emmett estremeceu, embora seus olhos permanecessem fixos.

Isabella examinou a ferida novamente e vendo que só uma hemorragia secundária tinha ocorrido, ela ordenou que Emmett fosse removido.

Sabia que a flecha precisava ser retirada imediatamente e a ferida limpa e costurada para uma melhor recuperação, sempre e quando a flecha não tivesse feito algum dano severo.

Colocaram-no sobre umas pedras planas próximas à área do acampamento que tinham sido preparadas com uma capa espessa de palha e cobertas com uma manta para o homem ferido. A altura da cama provisória provia a Isabella um acesso fácil para trabalhar com Emmett. Ela não perdeu tempo em dar ordens, água fervida e que Alice preparasse várias misturas de ervas.

Edward e Jasper a ajudaram a cortar a túnica de Emmett, mas só depois que ela o forçou a tomar um líquido. Com tudo preparado ordenou a Edward que tirasse a flecha.

Novamente Emmett estremeceu, mas a bebida sedativa que Isabella tinha dado já entorpecia seus sentidos.

Suas mãos lavadas estavam imediatamente sobre seu peito, explorando delicadamente a ferida.

- Me diga - Edward ordenou incapaz de ficar em silencio um segundo mais.

- Não acredito que exista algum dano severo ou permanente. A flecha entrou limpa e diretamente, só necessitará alguns pontos e evitar a infecção. Mas agora, devo conseguir fechar a ferida, pois a hemorragia parou.

Ele sentiu a urgência em sua voz e se fez a um lado, unindo-se a Jasper a uma curta distância.

Alice não podia permanecer sem fazer nada. Isabella pediu que preparasse o fio e a agulha de osso. Isabella não teve mais opção que permitir que seu cabelo caísse e tampasse sua vista e enquanto continuava trabalhando ficou mais irritada com a interferência do cabelo. Mas Edward, Jasper e o círculo de homens que aumentava grandemente estavam muito perto para atar o seu cabelo e correr o risco de expor seu segredo.

Isabella limpou ao redor da ferida com uma mistura especial de ervas que ajudava a cicatrizar e repelir a febre. Lavou as mãos com sangue uma vez mais antes de pegar a agulha. A flecha tinha deixado um buraco que levaria grande habilidade e paciência para remendar, mas era o sangue que continuava fluindo lentamente da ferida o que preocupava a Isabella. Se ela não fechasse isso rapidamente a vida de Emmett estaria em risco. Enquanto que alguns pensavam que sangrar uma pessoa doente era frequentemente efetivo, Isabella sustentava uma opinião diferente. Tinha visto muitas pessoas sangrando ficar muito pálidas e débeis com a perda de sangue e morrer pouco depois. Emmett já tinha perdido muito; e não podia dar a oportunidade de que ele perdesse mais.

Explicou a situação a Alice, instruindo à moça para que tivesse todas as agulhas alinhadas e prontas para dar continuidade a sua tarefa. Alice não falharia - estava segura disso. Ela sabia exatamente o que precisava ser feito.

Alice tinha realizado uma tarefa similar antes, só que então tinha sido Alice quem tinha costurado.

Alice preparou tudo de acordo com suas instruções, até limpava as mãos frequentemente por insistência de Isabella. Todos estavam preparados para começar.

Emmett lutou por abrir seus olhos e olhar para Isabella. - Confio em você - então ele olhou a Alice e disse. - Eu gosto de você.

Sua declaração simples trouxe lágrimas aos olhos de Alice e ela apressadamente as secaram, suas mãos prontas com as agulhas que ajudariam a salvar sua vida.

Isabella tomou a agulha fina de osso e começou a trabalhar. Só uns minutos dessa tarefa e ela se deu conta que costurar essa ferida seria uma odisseia. O sangue começou a fluir com mais força, seus dedos ficaram escorregadios e seu cabelo se recusava a ficar fora de sua vista. Não importava quão duramente ela tentava, a tarefa estava levando mais tempo do que tinha planejado.

Tinha duas opções. Manter seu segredo e pôr em risco a vida de Emmett ou atar o cabelo e enfrentar a verdade. Sua escolha era simples.

Rapidamente limpou suas mãos em um balde com água recém-gasta e sem vacilação agarrou a massa de cachos vermelhos e limpou seu rosto, expondo seu segredo a todos os que estavam ao seu redor.

Ouviu os ofegos, enquanto Alice fazia o sinal da cruz e murmurava uma oração por ela, mas Isabella ignorou tudo isso e ficou a trabalhar para salvar a vida de Emmett. Sem o cabelo interferindo foi capaz de enfocar-se melhor em sua tarefa e seus dedos se moveram com maior velocidade e eficiência apesar de que o sangue continuava emanando, embora em menor quantidade quando a ferida foi fechada finalmente.

Isabella começou a limpar a ferida fechada e não notou seus olhos muito abertos. Ele a observava, embora não em choque, ou com desgosto ou condolência. A observava com compreensão e ela esteve agradecida com o seu olhar pormenorizado.

Sentiu-se confiada que Emmett se recuperaria apesar da grande perda de sangue. Ela se ocuparia que ele descansasse e comesse corretamente e em pouco tempo estaria de pé. E embora levaria tempo e exercícios para recuperar todas suas forças, ele pelo menos poderia estar de pé fazendo tarefas leves.

Não se incomodou em olhar Edward; não precisava fazê-lo. Quase podia sentir seus olhos ardentes queimando-a e quando girou sabia muito bem que ela enfrentaria a ira do Diabo irlandês. Depois de limpar as mãos novamente, aplicou uma pomada em torno dos pontos que esperava ajudaria a acautelar o inchaço temido e o enrijecimento que precedia o início de febre. Alice a ajudou a enfaixar o tórax e o ombro de Emmett.

O gigante não protestou quando aproximou uma gamela de madeira com líquido morno a seus lábios. Ele simplesmente bebeu e uma vez mais fechou os olhos; mas não sem antes de dizer obrigado.

Não havia nada mais por fazer, então ela virou seu rosto para seu marido.

- Deus a benza, minha lady - Alice sussurrou e tomou a mão de Emmett entre as suas.

Isabella não virou só para enfrentar a seu marido, mas também os sussurros das pessoas que se juntaram para observá-la curar Emmett.

Todos os olhos estavam enfocados nela, embora fosse sua cicatriz o que eles contemplavam. A pálida e fina cicatriz se destacava em sua pele ruborizada.

Ela estava muito consciente do que acontecia com cada uma de suas mentes. Como tinha chegado a ter essa marca? E até onde debaixo de sua túnica essa cicatriz se estendia?

Ninguém fez um movimento. Os sussurros de repente se transformaram em murmúrios suaves e se perderam com a brisa do final da tarde, e depois só houve silêncio. O som do silêncio era mais horrível que qualquer grito de batalha para ela, sabia que debaixo dele havia ira.

Olhando a seu marido, forçou-se a levantar seu queixo e tomou uma posição firme e orgulhosa.

Seus olhos azuis ardiam e ele lutou por controlar suas emoções enfurecidas. Suas mãos estavam fechadas em punhos aos flancos, sua respiração estava muito contida e sua boca muito firme. Ela se perguntou quando explodiria.

Edward partiu para frente, muito dos homens afastaram para deixá-lo passar.

Ele se deteve diante dela, seus olhos a propósito evitando a cicatriz. - Como está ele?

Isabella lutou corajosamente por manter sua voz sem tremer. - Com o repouso adequado estará bem, embora exista o perigo da febre.

Edward olhou a Alice. - Atende-o, Jasper te ajudará.

Ele estendeu a mão e a agarrou pelo braço. Ela não fez nenhum movimento para detê-lo quando ele a puxou para o seu lado em direção a um grupo de pequenas árvores.

Os olhos curiosos e as línguas fofoqueiras seguiram seu progresso e Edward não se deteve até que as poucas árvores e a abundância de arbustos proveram o isolamento necessário para falar.

Ele foi curto e exigente. - Se explique.

Ele acreditaria na verdade? A conhecia suficientemente bem para julgá-la sabiamente? Ela estava por descobrir.

Com sua cabeça no alto, ela falou. - Uma noite fui chamada para atender um aldeão doente. Não suspeitei nada desse chamado e parti. No caminho para os estábulos, alguém me agarrou e me arrastou para dentro. Eu lutei com todas as minhas forças - ela estremeceu, recordando a lembrança terrível. Ela podia sentir o corpo pesado do homem sobre ela, Viu o brilho da folha afiada e sentiu o primeiro corte em sua pele. - Infelizmente, ele possuía uma faca.

Por isso levo esta cicatriz - Sua mão foi para seu rosto. - Como lembrança.

- Onde termina a cicatriz? - Ele perguntou, seu rosto era uma máscara de fúria controlada.

Isabella reticentemente e indecisamente moveu sua mão até tocar seu seio.

Ele soltou seu braço e a olhou acusadoramente. - É virgem?

Sua pergunta foi como uma navalhada diretamente em seu coração. Ela pensava, esperava que ele tivesse chegado a conhecê-la bastante bem para saber a resposta. Obviamente havia sido tola em pensar isso dele, que o Diabo irlandês seria diferente do resto das pessoas. Ela fez o que qualquer homem teria feito. Defender-se. Só que um homem teria sido admirado por sua cicatriz como mostra de sua coragem. Mas, uma mulher? Uma mulher sofria a vergonha por ter tido coragem.

- Me responda - ele explodiu e a surpreendeu.

- Por quê? Você já acredita no pior.

- Quero uma resposta - ele insistiu.

Ela permaneceu muda.

Ele a agarrou pelos ombros. – Me Responderá.

Ela pensou em manter-se muda, mas falou suavemente. - Já sabe a resposta.

Suas palavras o deixaram perplexo, e Edward a empurrou para longe dele.

A raiva o consumia e ele falou sem pensar. - Seu pai pensa me apanhar neste matrimônio, mas como nossos votos ainda não foram consumados posso te devolver a ele e exigirei uma retribuição.

Isabella permaneceu firme, embora suas pernas tremessem. O seu coração se sentia como se quebrasse em mil pedaços. - Sobrevivi a coisas muito piores que seu orgulho.

- Como se atreve a me falar de orgulho quando você vive atormentada pela vergonha.

Ela não sabia quantos ataques verbais mais poderia tolerar antes de desintegrar-se. Esse homem, seu marido, a quem ela tinha chegado a admirar, respeitar e até querer a tratava agora como um estranho desprezível.

Esse pensamento perturbador a impulsionou a falar. - Minha única vergonha é que não matei o homem que me fez isto.

Ela pensou ter visto uma faísca de admiração em seus olhos azuis, embora eles brilhassem com fúria.

- Seu pai pagará por isso - ele disse, embora soasse, mas como uma promessa. - E você- Ele a empurrou longe dele. - Permanecerá fora de minha vista.

Isabella fez o que ele ordenou, apressando-se para ir longe dele, fora de sua vista. Tinha que apressar-se, pois suas lágrimas se juntavam rapidamente em seus olhos e não permitiria que ele visse seu pranto.

Passou correndo ao lado de Jasper e Rook, quem imediatamente girou e partiu atrás de sua ama.

Jasper foi até o Edward, quem estava sozinho, seu rosto inexpressivo e seus olhos fixos em sua esposa que fugia. Edward levantou uma mão de advertência para que Jasper não falasse. Estava furioso, absolutamente furioso - mas, com quem?

Não estava seguro a quem dirigir sua raiva, a sua esposa tinha mantido esse segredo oculto, ou a seu pai, que obviamente tinha usado isso para sua vantagem. E em algum lugar entre eles dois estava a verdade.

Sua fúria quase explodiu quando Isabella lhe contou que tinha sido atacada. Não podia pensar em nada mais além do medo intenso que ela devia ter sofrido quando sua força minguava e seu atacante a cortava. Mas e então, o que?

O que tinha feito seu atacante então? Ela tinha estado muito exausta, muito assustada para evitar o abuso físico?

Era a vergonha que impedia de dizer a verdade? E agora o que ele devia fazer?

Fez um gesto para que Jasper falasse.

- Os homens já estão falando - Jasper o advertiu.

- Sem dúvida nenhuma. - O que estão dizendo?

- Não queira saber.

- Parece um dia de perguntas sem respostas.

Jasper seguiu Edward, quem caminhou para uma grande árvore , e se sentou , unindo-se a ele.

- Ela não disse a verdade? - Jasper perguntou.

- Ela assume que eu devo saber.

- E não é assim?

- Só sei que seu pai mentiu.

- E Isabella, ela mente?

Edward honestamente respondeu. - Não sei.

- Então deve descobri-lo.

- Esse é um dilema até mais difícil, se o averiguar, ficarei preso com os resultados.

- E não deseja isso? - Jasper perguntou.

Edward sacudiu a cabeça. - Minha mãe era uma prostituta que se deitou com um Viking. Ela conseguiu me inculcar um orgulho e um amor profundo por meu lugar de nascimento. Irlanda. Ainda lembro ter cinco anos e observar os prados tão cheios de cor e lembrança sentir a Sue debaixo de meus pés descalços. Minha mãe queria para mim algo mais que a pobreza e a desesperança. Queria que eu desfrutasse de toda a riqueza que esta Sue podia dar.

Ela me chamava Edward de Stirling, pelo nome de um monastério, para que eu sempre recordasse meu lugar de nascimento. Quando eu tinha cinco anos ela adoeceu gravemente e contatou meu pai, lhe contando de minha existência.

Edward fez uma pausa antes de parar diante de Jasper. - Suas últimas palavras foram para me recordar que minhas raízes estavam firmemente plantadas na terra da Escócia e que para sempre seria filho da Escócia. Fiz uma promessa de retornar a Escócia quando vi a costa escocesa afastar-se do navio de meu pai. E embora meu pai me ensinasse muito, e me fez sentir orgulho do sangue Viking em mim, eu nunca esqueci as palavras de minha mãe nem minha promessa.

Jasper ficou de pé. - Fez tudo o que planejou fazer.

- Não, não ainda. Prometi que plantaria minhas raízes firmemente na Sue da Irlanda para sempre.

- E o fará - Jasper disse.

- Sim, farei - Edward aceitou. - Mas não com sementes manchadas.

Fanfic O Leão Escocês – Capítulo 8

Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo

 

Capítulo 8

Edward insultou entre dentes.

Jasper riu cordialmente...

Emmett sacudiu a cabeça...

- Desiste - Jasper seriamente disse, embora não podia evitar sua gargalhada ao dar seu conselho.

Edward o ignorou e manteve a rédea do seu garanhão apertada, que parecia ser tão temperamental como ele.

Jasper continuou embora Emmett mandasse uma advertência muda de conter sua língua. - Estaremos na fortaleza em três dias e logo sua esposa será toda sua.

- Uma palavra mais, Jasper - Edward firmemente advertiu. - E descarregarei minha frustração em você. Agora vá achar um lugar onde possamos parar e descansar.

Jasper sabiamente permaneceu mudo e fez o ordenado.

- Se estivesse pensando em me oferecer um conselho, não o faça - Edward disse a Emmett sem olhar em sua direção.

Emmett manteve seus olhos fixos no caminho diante deles. Era um caminho aberto, os homens viajavam sem dificuldade ou demora. O clima era bom, um dia temperado com uma leve brisa de outono. Um bom dia para viajar, Emmett murmurou entre dentes.

- Não tem nada que reclamar - Edward explodiu.

- Tolo obcecado.

- Assumo que está se referindo a você mesmo - Edward disse, finalmente girando sua cabeça para olhar diretamente a Emmett.

O gigante encontrou seu olhar duro com um sorriso. - Ela é sua esposa.

- Não exatamente.

Emmett bufou em desgosto. - Sua própria culpa.

A acusação aumentou o mau humor de Edward em vários graus. - Minha culpa? Minha culpa quando lhe permito atender o nascimento de um bebê, minha culpa quando permito que as mulheres ensopadas se refugiem em nossa barraca, minha culpa quando permito que ela atenda os homens feridos, minha culpa quando... - Ele de repente cessou seu discurso e sacudiu a cabeça, amaldiçoando entre dentes.

A natureza tinha interferido com a promessa de Edward e depois de cinco dias de espera, sua paciência tinha desaparecido e seu mau humor reinava. Olhou o carro aonde Isabella ia sentada com Alice.

Elas conversavam e riam, e pareciam estar passando um momento delicioso, o que o irritou ainda mais.

- Amaldiçoa, resmunga e explode com os homens - Emmett disse. - Vá conversar com sua esposa.

- Por quê? Você está cansado de minha conversa? - Edward perguntou, lutando por manter uma rédea firme com o seu garanhão, que ficava mais irritável.

- Ele sente seu desgosto, como todos nós o padecemos. Vá e faz o que deseja muito - com seu desafio jogado, Emmett se afastou para unir-se a Jasper.

Edward observou suas costas, um objetivo grande e um alvo que ele não podia falhar, e estava muito tentado de apontar a ele, mas racionalmente descartou a ideia. Emmett dizia a verdade.

Ele sempre dizia a verdade, mesmo quando ninguém mais se atrevesse, e inclusive quando sabia que suas palavras zangariam Edward.

Em Três dias eles chegariam à fortaleza de Stirling e essa viajem com infinitas demoras e frustrações estaria terminada. Seriamente considerou esperar até esse momento para consumar o matrimônio, mas infelizmente seu corpo estava exigindo satisfação. Não era que ele não pudesse controlar seus impulsos. Tinha ocorrido em ocasiões incontáveis; Mas esta ocasião era diferente. Isabella era sua esposa e deitar-se com ela era seu dever.

Edward murmurou obscenamente e seu cavalo bufou. - Meus sentimentos são esses, não se queixe.

Podia convencer a si mesmo da tolice desse desejo obsessivo, mas a verdade do assunto era que desejava a sua esposa. Ela era como um presente maravilhoso. Quanto mais capas do pacote ele tirava, mais ela se fazia desejada.

O que mais desejava era deitar-se com ela para reivindicar sua posse.

Dirigiu seu garanhão para que girasse, deteve-se um momento, lançou um olhar ao carro e cavalgou diretamente para ele.

Alice o viu aproximar-se e fez o sinal da cruz enquanto rezava. - Senhor santo do céu, nos ajude.

Surpreendida e pensando que eles estavam sendo atacados, Isabella seguiu a direção dos olhos aumentados de Alice. Sua própria respiração se tornou agitada.

Edward cavalgou diretamente para elas. O vento sacudia seu cabelo escuro, sua capa vermelha profundo flutuava como asas gigantes atrás dele, e seus olhos azuis brilhavam lançando chamas como o inferno.

Ele era o Leão irlandês.

Isabella e Alice instintivamente se moveram mais perto uma da outra.

Edward dirigiu seu cavalo para perto do carro. – Vai se unir a mim na comida do meio-dia.

Isabella assentiu com a cabeça, sua voz se perdeu em algum lugar debaixo do nó em sua garganta.

- Está bem? - Ele perguntou, fazendo com que Alice ruborizasse violentamente.

Isabella sacudiu a cabeça uma vez mais.

Seus olhos a cobiçavam como só o Leão poderia fazê-lo, intimamente e sensualmente, e ambas as mulheres estremeceram.

Ele se afastou sem uma palavra, seu comando tinha sido dado, sua obediência era esperada.

- É atrevido - Alice disse, encontrando sua respiração.

- Ele é meu marido - Isabella disse em sua defesa, embora agitada por sua demanda autoritária.

- Me perdoe, minha lady - Alice se desculpou. - É só que nunca tinha ouvido um marido perguntar a sua esposa se... - Suas palavras desapareceram e seu rosto se ruborizou brilhantemente.

Isabella ignorou a moça agitada e olhou fixamente a seu marido. Ele era atrevido, mas o desejo em seu atrevimento falava claramente. Ele a desejava e não importava que Alice estivesse presente quando falou.

Embora de muitas formas ele ainda seguisse sendo um estranho para ela, em outros modos eles se estavam familiarizando e era essa familiaridade o que faria sua primeira vez juntos menos atemorizante para ela.

Ela tinha descoberto seu lado terno, embora muitos se recusavam a acreditar que o Leão possuía alguma ternura. Mas ela tinha visto isso com seus próprios olhos e essa qualidade a fazia querê-lo mais.

Ele era considerado também, embora raramente mostrasse esse aspecto e só se a pessoa estivesse atenta podia ser testemunha desses momentos estranhos.

Ele possuía outra qualidade que poucas pessoas tinham e era uma que ela sempre respeitava e estimava, embora ultimamente resultasse difícil de manter. Ele dizia a verdade.

Ao longo dos últimos dias, enquanto ela viajava no carro, ela havia pensado muito em lhe dizer a verdade. Deu-se conta que quanto mais tempo passava pior a situação se tornaria.

E se ela consumasse o matrimônio sem esclarecer seu passado, podia destruir qualquer oportunidade de um futuro com ele.

A verdade também trazia consigo um risco - o risco de perdê-lo; e por incrível que parecesse, esse pensamento a perturbava mais do que gostava de admitir. Ele tinha deixado suas intenções perfeitamente claras. Ele a desejava e não aceitaria nenhuma demora adicional.

O que ela devia fazer?

O carro entrou no acampamento e Emmett de repente estava ali, as ajudando. Isabella se divertia ao observar o gigante perder sua língua quando estava perto da sociável Alice.

Ele simplesmente caminhava atrás dela como um cachorrinho perdido, lhe entregando seus olhos apaixonados e sua admiração.

Isabella tirou a palha pega a sua roupa. Deixou sua capa no carro; passou seus dedos pelos cachos volumosos de seu cabelo comprido, assegurando-se de esconder sua cicatriz; e sorriu a Rook, quem pacientemente estava sentado esperando, seu grande rabo golpeando o chão atrás dele.

- Vamos, moço, vamos ver que plantas podemos achar no bosque.

Isabella deixou a preparação do acampamento aos criados, numerosas vezes tinham sido advertidas por seu marido que seus cuidados seriam atendidos por outros. Ela usava o tempo para passear com o Rook, procurar mudas e passar tempo a sós.

Sentia saudades de sua vida solitária e a só depender dela mesma, ao que se acostumou sozinha ao longo dos últimos anos. E quando podia, procurava uns momentos dessa solidão apreciada. O tempo tinha refrescado, esclarecendo sua mente e enchendo-a com uma sensação de paz.

Rook foi adiante e Isabella o seguiu. Esperava que dessa vez tomasse uma pausa para considerar seu dilema e finalmente tomar uma decisão que beneficiaria a todos.

Edward viu Isabella desaparecendo no pequeno bosque atrás de Rook, enquanto ele desmontava seu garanhão. Distraidamente passou as rédeas a Jasper, que estava perto e foi atrás dela.

Jasper girou por volta de um dos homens que estava a uns metros de distância dele e disse. - Diga aos homens que não se apressem. Estaremos aqui mais tempo do que o planejado.

Levou uns poucos segundos a Edward para alcançá-la. Inclusive com os arbustos densos foi fácil segui-la. Ela estava parada em uma clareira estreita do bosque. Seu olhar vagando pelo chão ao redor, ela e Rook cheiravam algo que captava seu interesse.

Levantando a cabeça o cão olhou em direção a Edward e voltou para as plantas que estava cheirando.

Os dois faziam um casal estranho. A mulher bonita de cabelo vermelho e o grande cão feio, que a defendia fielmente.

Mas, do que?

Edward avançou e Rook latiu, surpreendendo Isabella, que se abaixava para examinar uma planta. Ela teria caído sobre seu traseiro se Edward rapidamente não tivesse ido em seu socorro.

Ele a pegou por debaixo de seus braços e facilmente a levantou para pô-la de pé. - Não te ouvi.

- Não queria te assustar.

- Rook normalmente me alerta.

- Ele me viu e não fez nenhum movimento até que eu o fiz.

Isabella bateu levemente na cabeça de Rook. O cão se afastou para investigar o ambiente, Edward deu vários passos em direção a Isabella e ela por sua vez deu vários passos atrás. Estava nervosa e ele não a culpava, embora não tinha intenção de permitir que sua apreensão o detivesse.

- Procurava plantas? - Ele perguntou, tendo-a visto com Alice em mais de uma ocasião com uma cesta cheia de plantas e suas raízes.

Ela assentiu e olhou no chão ao redor dela.

Negar o óbvio não estava fazendo bem a nenhum dos dois. Edward escolheu ser direto. - Entende que este momento chegaria.

Sua cabeça assentiu rapidamente e seus olhos aumentaram. - Sim, mas estou nervosa.

Ele deu alguns passos lentos, cautelosos para ela enquanto falava. - Aliviaria saber que não consumo nosso matrimônio por dever, mas sim por desejo?

Isabella sorriu. - De verdade?

Ele caminhou mais perto até que esteve a meros centímetros dela. - Na verdade, faço-o.

Ela falou suavemente e não recuou. - Isso alivia minha preocupação.

- Estou contente, então - ele disse e estendeu a mão para passar seu dedo em cima de seus lábios. - Seu sabor permanece em meus lábios e me recorda quanto eu gosto de seu sabor.

Ela disse o óbvio. - Deseja me saborear.

- Cada parte de você, Isabella - ele sussurrou e baixou sua boca sobre a dela, sua mão deslizando atrás de seu pescoço para aproximar seus lábios.

Seu beijo foi potente. Não havia ternura ou mera provocação dessa vez; ele exigiu e ela simplesmente se rendeu. E ela queria fazê-lo - verdade fosse dita , ela o desejava tanto como ele a desejava.

E a verdade?

Nada mais importava. Nada mais existia além deles dois e de seu desejo de ser um. Ela ansiava esse sentimento de unidade, ser um, e esperar que sentisse quão mesmo ela.

Sua boca brevemente deixou a dela para falar. - Não te machucarei.

- Sei - ela disse pouco antes que ele reclamasse sua boca novamente.

Seus beijos se fizeram urgentes e suas mãos vagaram em seu corpo, começando por seus seios e detendo-se em sua cintura estreita, em cima de suas nádegas arredondadas.

Ele a puxou contra a rigidez de seu membro excitando-a e ela gemeu suavemente em sua boca.

Seu sorriso era maliciosamente satisfeito quando separou seus lábios dos dela. - Farei que seus gemidos ressonem por todo o bosque.

Ela ruborizou. - Todos ouvirão.

- Não me importa - ele disse com uma gargalhada. - Seus gemidos me agradam.

- E seus gemidos? - Ela o provocou intrepidamente.

- Pensa me fazer gemer? - Ele perguntou surpreso e encantado.

- Posso tentar - ela o desafiou e moveu sua mão para explorar seu peito duro, seu ventre plano e depois de uma vacilação breve ela passou sua mão entre suas pernas para apertar seu pênis inchado.

Ele ofegou, ela gemeu.

Estava por retirar sua carícia tentativa quando a mão dele cobriu a sua e a apertou com mais força.

- Suas carícias sempre são bem-vindas.

Suas palavras a agradaram.

- Mas agora é minha vez.

Sua mão soltou a dela e se moveu para tocar intimamente entre suas pernas. Seu corpo imediatamente se afrouxou e ela apoiou sua cabeça contra seu ombro, suas mãos se agarraram a sua túnica, seus gemidos amortecidos por seu peito.

- Vou tomar meu tempo com você e te introduzir a todos os prazeres da paixão.

Ele continuou massageando-a intimamente.

Seus sussurros sugestivos causavam estremecimentos, especialmente quando ele disse. - Desta vez quando alcançar o clímax estarei dentro de você.

- Sim, Edward - ela mal murmurou. - Dentro de mim.

Ele estremeceu dessa vez, seu convite inocente alimentou sua paixão próxima à erupção.

Rook gemeu surpreendendo-os a ambos e eles se separaram.

Edward ordenou ao cão que se fosse sua voz era áspera e impaciente.

O grande cão simplesmente o ignorou e olhava com olhos lastimosos a sua ama.

- Por seu próprio bem, diga que parta, Isabella - Edward disse, começando a desatar o cinto.

Isabella conhecia bem Rook e de repente sentiu temer. - Algo está errado.

Edward gemeu e tentou permanecer tranquilo. - Nada está errado. Ele quer sua atenção.

- Não, ele está tentando me dizer algo.

- Ele está ciumento.

- Tolices. Algo o perturba.

- Sim, minhas mãos em seu corpo - ele explodiu com raiva.

- Edward, por favor - ela implorou. - Digo-lhe isso, algo está errado.

Ele respirou profundamente e reuniu suas emoções contraditórias. Uma parte dele queria matar o cão e outra parte o advertia a prestar atenção.

Os gemidos de Rook se fizeram mais altos.

- O que aconteceu, rapaz? - Edward perguntou, seus próprios sentidos estavam alerta.

Rook partiu para o bosque.

Edward amaldiçoou silenciosamente e o seguiu. Isabella caminhou atrás deles. Vários minutos passaram e Edward estava começando acreditar que sua primeira suspeita era correta - o cão simplesmente estava ciumento. Mas quando Rook atravessou vários arbustos e deu volta a uma árvore, Edward tinha a respiração contida.

Isabella surgiu ofegante atrás dele.

Emmett caído em uma clareira pequena, coberto com sangue da flecha cravada em seu peito.

 

Eu sei que tem muita gente me xingando e dizendo - CADÊ A CONSUMAÇÂO DESSE CASAMENTO????

Tem uma razão para não ter acontecido e no próximo capítulo vamos descobrir!!!