sexta-feira, junho 06, 2014

Fanfic O Leão Escocês – Capítulo 17

 



Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo

Capítulo 17

Edward emitiu um grunhido quando entrou no grande salão. Se uma pessoa a mais parasse para recitar louvores a sua esposa ele o estrangularia. Sua presença agora, sem dúvida, era sentida na fortaleza. Os criados falavam dela como se fosse uma Santa.

Para eles ela representava curas milagrosas, palavras agradáveis e um sorriso generoso e contínuo.

Nesse último ele tinha que concordar. Sempre que a olhava, ela estava sorrindo. Se estivesse ocupada na limpeza ou organizando sua cabana, lavrando a terra em seu jardim ou dirigindo aos criados na fortaleza, ela sempre pareceu alegre e contente.

E maldição, isso parecia contagioso. Ele encontrava os criados mais educados e contentes desde que ela tinha assumido o manejo da fortaleza.

Até seus próprios homens tinham trocado sua atitude para com ela, especialmente depois que Stuart tinha compartilhado seu segredo com eles.

Isabella ousadamente lhe tinha informado que precisaria de um pedaço grande de terra só para plantar urtiga e camomila. Ele encontrou o conto divertido e o compartilhou com o Jasper. E pela manhã estava atônito de puxar um pedaço grande de terras completamente limpo e preparado para ser plantado não longe de seu jardim de ervas. Seus homens tinham tomado seu pedido seriamente e ela tinha obtido o que tinha solicitado sem demora.

Esse incidente o transtornou, embora só tivesse acontecido essa mesma manhã. Irritou-se esperando a que sua esposa se unisse a ele para o café da manhã. Ela estava atrasada como era seu costume, mas sua demora o irritou.

Caso tivesse refletido teria dado conta que era porque estava ansioso por vê-la. Tinha planejado uma manobra tática que pensava funcionaria bem. Pediria-lhe que se unisse a ele a um passeio ao lago.

Uma vez a sós tinha intenção de conversar com ela para descobrir mais sobre sua vida na fortaleza de Donnegan.

Infelizmente Edward não sabia que ela tinha atendido a um camponês doente a maior parte da noite e quando ela entrou no grande salão agitada e ruborizada, ele perdeu a paciência. Ele não tinha intenção de gritar. Estava irritado porque ela trabalhava até o esgotamento, mas ele perdeu o controle de suas emoções - uma ocorrência estranha nele. Levantou sua voz lhe exigindo obediência e ela assentiu com uma respeitosa sacudida de cabeça.

Edward não se deu conta que o salão se emudeceu e que todos os olhos estavam fixos neles.

Levou só minutos dar-se conta de seu engano. Todos os olhos pareciam olhar com pena à ama da fortaleza. Estranhamente, ele também se deu conta nesse momento que tinha sido uma decisão sábia tomá-la como esposa. Essa reflexão fez a vitória na escaramuça até mais clara embora o salão estivesse cheio de cenhos franzidos, ele sorriu. O que zangou até mais os ocupantes do salão.

Agora tinha intenção de levar sua esposa a esse passeio ao lago. Ordenou a Mary que preparasse uma cesta com comida. Ela pareceu reticente ao princípio e embora ele não quisesse lhe dizer de suas intenções, sentiu-se obrigado a fazê-lo.

Quando ela soube de seus planos, não opôs nenhuma resistência a preparar uma cesta como para um rei e com um sorriso amplo lhe entregou a cesta.

Os cavalos estavam selados e tudo o que necessitava agora era localizar a sua esposa. Ela não estava na fortaleza. Alice não tinha ideia sobre seu paradeiro.

A moça mal deixava a habitação do Emmett e ele se recordou que devia designar uma nova criada para atender as necessidades da Isabella.

Edward partiu fora da fortaleza e foi em direção à cabana onde Isabella normalmente podia ser encontrada.

Acidentalmente se encontrou com uma cena incrível e se não a tivesse visto com seus próprios olhos nunca a teria acreditado. Dois de seus soldados mais ferozes estavam ocupados ajudando sua esposa. Um levava um baú à cabana e o outro, estava empilhando lenha ao lado da porta da frente. Rook brincava de correr perto da porta, mastigando um grande osso do tamanho de sua pata.

Vozes de mulheres conversando podiam ser ouvidas dentro da cabana e Edward se zangou ainda mais, pois todos pareciam estar aproveitando de um tempo delicioso. Se detiveram abruptamente quando sua presença foi notada.

Os homens saudaram com uma sacudida de cabeça e Rook ladrou respeitosamente uma vez e sacudiu seu rabo para anunciar sua chegada e lhe dar a bem-vinda.

Quando Edward entrou na cabana as mulheres que conversavam fizeram uma pausa súbita e as três mulheres que ajudavam a Isabella a amarrar os ramos de ervas para secar, imediatamente se retiraram.

Sentiu-se satisfeito de ver que sua esposa vestia roupas recentemente costuradas, uma camisa cor verde escura e uma túnica de um tom mais suave.

Edward se perguntou sobre a sabedoria de seus planos.

- Meu lorde - ela disse, e esperou que ele fizesse conhecer a razão de sua presença inesperada.

Isso aumentou sua irritação. Não precisava dar uma razão para aproximar-se de sua esposa e, entretanto ela fez parecer que ele só a buscava por alguma razão em particular.

- Virá comigo - ele ordenou.

Ela pareceu surpreendida por sua ordem seca. - Como desejar.

As línguas murmuraram enquanto o seguia com o passar do pátio do castelo. Os olhos observavam sua aproximação com temor e os sussurros seguiram enquanto a ama da fortaleza lutava por manter o ritmo dos passos determinados de seu marido.

E enquanto o casal atraía cada vez mais a atenção, o temperamento do Leão piorava.

Edward se deteve nos estábulos e fez gestos ao moço para que trouxesse seu garanhão.

Edward montou o cavalo poderoso com facilidade e depois se inclinou, apanhou-a debaixo de seu braço e a levantou para sentá-la diante dele. Soltou o broche de ouro de sua capa de lã e a envolveu o tecido morno em torno deles dois. Logo girou o cavalo e galopou em direção aos portões abertos da entrada.

As intrigas correram pelo castelo até muito depois de que o Lorde e a lady desapareceram de vista.

- Sequestrou-me, meu Lorde - ela o provocou com um sorriso e se aconchegou contra seu peito duro.

- De que outro modo poderia falar com você?

Isabella ignorou seu tom irritado e o feito de que ele só desejava conversar. Seus olhos verdes sensuais diziam outra coisa, mas ela ignoraria sua paixão como melhor pudesse.

Tinha determinado que o contato íntimo que eles compartilhassem seria por escolha de seu marido.

- O tempo se fez muito mais frio - ela disse, procurando conversar e desfrutando do calor que seu corpo emitia.

- O inverno se aproxima rapidamente.

Ela sentiu que as tensões de seus músculos se aliviavam. - Vejo que os campos deram uma colheita generosa.

- Não passaremos fome.

- Todos celebram a colheita e esperam ansiosamente um tempo de descanso.

- Ainda há muito trabalho por fazer.

Ela aceitou o comentário com entusiasmo. - Sim, muitos falam das novas armas que serão forjadas e os tecidos que serão tecidos - ela fez uma pausa com reticência antes de continuar cautelosamente. - E os meninos que nascerão.

Edward não disse uma palavra. As notícias de novos embaraços tinham sido frequentes ultimamente e cada vez que ele ouvia falar de outro bebê por nascerem, seus pensamentos se voltavam para sua esposa. Com sua paixão a borda do descontrole, ele duvidava que lhe levasse muito tempo engravidá-la. E agradá-la.

Perguntava-se frequentemente o que o detinha para conhecer intimamente a sua esposa e a resposta era sempre a mesma. Poderia viver com as consequências de suas ações luxuriosas? Esperava descobrir a resposta logo.

Era uma das razões pelo qual a tinha procurado nessa ocasião. Sentia que se pudesse fazê-la falar do ataque, poderia melhor entender as consequências desse incidente. E estaria muito mais perto de ter sua resposta.

- Onde está me levando? - Ela perguntou, espiando fora da capa que cobria parcialmente seu rosto. - Estas terras são bonitas.

- Sim, é - Edward aceitou e diminuiu a velocidade de seu cavalo.

- Quando era uma menina, a mulher que me cuidava me contou que a Escócia tinha sido criada por fadas mágicas e que por isso é que a terra aqui era tão bonita. Até o dia de hoje lhe acredito, pois quando contemplo os prados vejo tanto verde que me assombra, só fadas poderiam produzir essa beleza mágica.

Edward sorriu ante essa sinceridade que paralisou seu coração. - Os escoceses são os melhores contadores de histórias. Minha própria mãe me mantinha entretido nas noites de inverno com contos dos deuses Celtas.

- Contos de druidas - ela sussurrou quase temerosa.

- Deveria ouvir os contos dos deuses Vikings - ele disse com uma gargalhada.

- Guerreiros ferozes e poderosos, foi isso que ouvi dizer.

- Os mais ferozes - ele disse, olhando-a severamente.

Ela soltou uma risada.

- Atreve-se a rir de um Viking? - Ele disse com um sorriso.

Sua expressão se fez séria. - É um filho da Escócia.

- Por que diz isso?

Sua resposta veio facilmente. - Nasceu em terras escocesas. Alguém nascido aqui é filho ou filha da Escócia para sempre. Possui o sangue de centenas de gerações que lutaram por estas terras.

Não pode negar sua herança como não pode negar seu direito a respirar. É escocês, como o sou eu.

Edward estava mudo. Se tivesse alguma dúvida de que a Escócia era seu lar, sua esposa acabava de dispersá-la. Nunca se tinha sentido parte dessas terras como ela acabava de fazê-lo sentir. Seu peito se inchou com orgulho por sua herança perdida por tanto tempo e pela mulher que tinha escolhido para casar-se.

- Sabe por que os lagos escoceses brilham?

- Não - ele disse, e ansiosamente esperou para ouvir seu conto.

- As fadas pulverizam seu pó mágico sobre eles a cada cem anos.

- A mulher que te criou te disse isso?

- Sim, e me disse que se eu quisesse ver uma fada devia me sentar muito quieta e observar e poderia captar um vislumbre de uma delas. O tentei muitas vezes.

O sorriso de Edward se alargou. - Não posso imaginar sentada quieta por muito tempo.

Ela cravou seu cotovelo em seu peito. - Tampouco minha babá.

Eles riram enquanto Edward detinha o cavalo perto de um lago que brilhava com tal beleza que por um momento ele acreditou nas ações das fadas.

Envolveu um braço ao redor dela e a desceu cuidadosamente ao chão e depois desmontou. Amarrou o cavalo a uma árvore próxima e agarrou a cesta e a manta de lã escura.

Seus expressivos olhos marrons se aumentaram encantados. - Você planejou isso.

Rapidamente ele corrigiu seu comentário. - Tomei medidas necessárias que assegurariam que minha esposa estaria aqui para compartilhar uma comida.

Isabella tomou a manta de debaixo de seu braço e caminhou para mais perto do lago. - Deveríamos nos sentar perto do lago assim poderemos procurar fadas.

- Pensa que poderá sentar-se quieta o tempo suficiente?

Ela sorriu com sua provocação, notando que a tensão se aliviou de seu corpo. - Posso tentá-lo.

Ele deixou a cesta no chão e voltou para seu cavalo enquanto ela abria a manta. Edward voltou com sua capa de lã marrom bastante usada.

- Alice me disse que isto é tudo o que tem para abrigar-se.

Ela tomou, colocando-a ao redor de seus ombros, o sol brilhava mais o ar era fresco. - Com isto me alcança.

- Faz com que os tecedores façam um tecido com minhas cores e feixe que as mulheres lhe façam uma capa - ele ordenou firmemente, assegurando-se de que ela obedeceria a sua ordem.

Ela sacudiu a cabeça, embora parecesse, mas preocupada com a cesta. Logo teve a generosa comida espalhada e rapidamente cortou duas fogaças de pão negro morno e colocou queijo e um molho sobre cada fatia.

Havia fatias de carne de cordeiro frio, pão doce, cerejas e dois odres com vinho. A comida era mais do que duas pessoas podiam comer, mas mal havendo tocado seu café da manhã, Isabella se encontrava faminta e comeu com prazer.

- Este é um lugar bonito. Vem aqui frequentemente? - Ela perguntou.

- O tempo que passei em minha casa foi muito limitado e quando estou aqui, estou ocupado revisando a construção e a fortificação do castelo. Entretanto, vim em alguma oportunidade para nadar no lago no último verão.

- Sabe nadar?

- É algo necessário para um Viking.

- Ouvi que os navios Vikings são dignos de ser vistos, quase uma obra de arte.

Ele colocou uma cereja em sua boca. - Quem te disse isso?

- Como lhe disse uma vez, muitas pessoas pensavam que eu era uma simples criada, especialmente nas visitas à fortaleza de Donnegan. Todos sabiam que Lady Sue não tinha nenhum interesse em curar e aqueles que pediam meus serviços acreditavam que era uma curandeira contratada pelo Lorde para atender a seus camponeses.

- Então eles falavam livremente diante de você.

- Frequentemente. Um comerciante solicitava minha ajuda para aliviar um estomago doente e falava incessantemente sobre suas viagens enquanto o atendia. Falava de beleza e a habilidade da navegação dos Vikings.

Alardeava sobre seus negócios com comerciantes Vikings.

- Somos um povo muito habilidoso - ele ostentou orgulhosamente, mas girou a conversa para sua liberdade de movimento na fortaleza de Donnegan. - Seu pai não te restringiu em seus movimentos?

Seu sorriso foi dolorosamente triste. - Ah meu pai não se importava onde fosse somente desejava que eu desaparecesse de sua vista. Não tolerava minha presença porque o envergonhava.

- Então ele simplesmente te deu rédea solta? - ele perguntou incredulamente.

Ela assentiu com a cabeça e jogou com as cerejas vermelhas em sua mão.

Que lembranças dolorosas a invadiram e fizeram fazer essa pausa? Edward queria desesperadamente que ela compartilhasse sua dor com ele para poder entendê-la, e queria que ao mesmo tempo isso a ajudasse a livrar-se da dor.

Ela o olhou, seu cabelo vermelho selvagem era um marco perfeito para sua beleza e seu sangue começou a esquentar-se.

- A princípio, pouco depois do ataque, meu pai insistiu em que eu ficasse dentro da fortaleza. Mas minha presença enervava a minha madrasta e logo me deram uma cabana pequena dentro do terreno do castelo e fui afastada da fortaleza. Se não tivesse sido por meu interesse na arte de curar penso que teria enlouquecido pela solidão. Mas estava todo o tempo ocupada com meus estudos e armando um jardim próprio.

Pelo menos ele entendeu por que seu corpo estava em tão boa forma física. O trabalho no jardim a mantinha magra, e ele aconselhou a si mesmo permitir que ela continuasse cultivando seu próprio jardim.

- Quando minha habilidade como curandeira cresceu, comecei a ter mais conhecidos. Mas não tinha amigos verdadeiros. Os camponeses não podiam ser meus amigos; depois de tudo eu era Lady Isabella para eles e me tinha sido ordenado não participar de nenhuma reunião social na fortaleza. Alice falava comigo, mas acredito que esse vínculo especial entre nós se formou na noite de meu ataque. Ela ajudou a me atender e o fez até o momento em que finalmente pude me atender eu mesma.

A informação era importante e ele não a esqueceria. - Ela foi boa com você.

- Ela é boa e me reconfortava, sua voz era o único tranquilizador que ouvia.

Os pensamentos de como ela devia ter sofrido atormentaram Edward e o fez ficar mais ansioso para conseguir pôr sua mão em cima do pai de Isabella. Ela não só tinha sobrevivido a essa odisseia, mas também se tinha feito mais forte e mais valente.

- Seu pai fez revisar os terrenos do castelo imediatamente depois do ataque?

Isabella sacudiu a cabeça. - Não recordo muito do que seguiu à exceção de minha madrasta me advertindo que mantivesse minhas mentiras para mim mesma.

A paixão em seus olhos verdes se transformou em raiva e Edward controlou a fúria que sentiu crescendo dentro dele. - Mentiras?

Isabella vacilou e ele pôde sentir seu desconforto. Edward estendeu a mão, tomando a sua firmemente. - Não precisamos falar disto.

Ela o olhou com olhos que imploravam compreensão. - Eu não disse nenhuma mentira nessa noite. A verdade é o que contei, mas talvez não fosse o que eles desejavam ouvir.

Edward se moveu a seu lado e tomou em seus braços. - Eu te acredito.

Ela riu brandamente, tirando uma mecha do cabelo de seu rosto. - O Leão me acredita.

Edward empurrou seu cabelo longe de seu rosto, expondo sua cicatriz deliberadamente. - Não, Isabella, SEU marido acredita em você.

A raiva tempestuosa em seus olhos verdes diminuiu e onde normalmente ela via paixão agora via uma profundidade de consideração que comoveu seu coração.

Uma série de nuvens moveu no céu e com elas um súbito vento de frio os açoitou. Isabella estremeceu em seus braços procurando seu calor. Sentia-se segura e protegida em seus braços. Edward não permitiria que nenhum dano ocorresse.

Ele a protegeria para sempre, pois a queria. Mas poderia amá-la?

Com tempo, talvez fosse possível. Mas seu tempo com o Leão Escocês era limitado? De repente ela quis sabê-lo.

- Desejo te perguntar algo, meu Lorde.

Edward apertou um dedo sobre seus lábios e suas palavras soaram mais como uma advertência. - Mas desejas ouvir a resposta?

Realmente queria sabê-la? Queria ouvir que seu tempo com ele era limitado, que não veria florescer seu jardim na primavera ou que o nascimento de seu próprio bebê nunca ocorreria?

Ele passou seu dedo em cima de seus lábios finos. - O que me diz?

Ela queria compartilhar esse tempo com ele. Um tempo para conhecê-lo, um tempo para entendê-lo e um tempo para que ficasse em suas lembranças.

Sua resposta veio com um sorriso. - Me ensina a pescar?

Ele riu uma gargalhada plena, e com um reflexo malicioso em seus olhos, disse. - Só se buscar fadas comigo.

Ela perdeu completamente seu coração por ele nesse mesmo momento. Deus a ajudasse, mas amava o Leão.

Fanfic O Leão Escocês – Capitulo 16



Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo

Capítulo 16

Isabella ficou imóvel, seu corpo tremendo, embora não pelo frio úmido no quarto. Era sua promessa descarada o que causava seus calafrios ingovernáveis. Ela envolveu seus braços ao redor de seu corpo para dar o calor que tanto precisava.

O que devia fazer? Engolir seu orgulho, admitir sua virgindade e submeter-se à vontade de seu marido? Seria uma tola se negasse que queria deitar-se com ele. E, entretanto queria mais do que um acoplamento luxurioso. Mas, por quê?

Verdadeiramente o queria?

A resposta veio facilmente. Ela queria que esse lorde escuro a amasse.

Isabella ficou de pé, ajustando sua roupa e sacudindo o pó de seu cabelo. Caminhou para onde sua roupa descartada jazia no chão e as levantou, abraçando a lã suave contra seu peito.

Tinham passado muitos anos depois do ataque - mal tolerada por sua família, não aceita pelos aldeãos e só amada pelo Rook. Nunca se atreveu a sonhar que um dia se casaria e teria filhos próprios, por isso ela se regozijava cada vez que ajudava a nascer um novo bebê.

Agora, entretanto, por um milagre ela enfrentava a perspectiva de que seus sonhos se realizassem, mas a um custo.

Sua honra.

Como ela poderia render isso pelo que ela tinha lutado tanto por manter? Sempre que se referiam a ela com uma palavra humilhante, ela mantinha sua cabeça em alto. Sempre que um homem o fazia uma sugestão imprópria, mantinha sua cabeça em alto.

Sempre que pensava que não poderia tolerar um insulto mais, mantinha sua cabeça em alto. E quando sua família a rejeitou completamente, ela manteve sua cabeça em alto.

Ao longo dessa triste odisseia ela tinha conservado seu próprio sentido de honra, recusando-se a ceder à injustiça de sua situação. Tinha sido uma luta tão difícil e havia vezes em que desejava desistir e aceitar seu destino doloroso.

Mas sua autoestima sempre saía vitoriosa, forçando-a a lutar, forçando-a a defender-se, forçando-a a ter êxito. Agora enfrentava outra batalha. Fugir era a opção mais fácil, sustentar suas convicções a mais difícil.

Sentia no Edward uma bondade que não podia ser negada e embora ele lutasse por esconder seus próprios segredos, ela tinha vislumbrado sua verdadeira natureza. Ele era um homem capaz de amar profundamente. Ela tinha visto isso no modo atento com que ele tratava a seus homens, no modo em que protegia Emmett e em sua paciência para sua nova esposa a quem ele generosamente tinha permitido atender um parto em sua noite de bodas.

Esse homem não era nenhum leão, e embora a luxúria enchesse seus pensamentos, ela verdadeiramente acreditava que o amor dirigia suas emoções e suas ações.

Então o que devia fazer?

Isabella sorriu para si mesmo e abraçou sua roupa mais apertadamente contra seu peito. - Ensinarei o Leão a amar.

Gritou; Rook, que aparentemente tinha fugido da cabana sem seu conhecimento. O grande cão apareceu sua cabeça molhada na porta, seus olhos revisando o quarto.

- Lorde Edward se foi, pode entrar - ela instruiu com uma gargalhada. Haveria alguém que não temesse a esse lorde escuro?

Ela sacudiu a cabeça e respondeu sua própria pergunta. - Eu.

Esse sentimento a aliviou, e começou a contar a Rook o que planejava fazer com essa cabana.

Edward estava sentado em sua cadeira sobre a plataforma, seu cotovelo na mesa, seu queixo apoiado firmemente sobre sua mão e seu olhar enfocado nas portas.

- Olhando fixamente não vai fazer que ela apareça mais rapidamente - Jasper disse, cravando um pedaço de coelho fora de sua bandeja com sua faca.

- Ela está me desobedecendo a uma vez mais - Edward disse, com um grunhido que saiu de seu peito.

Jasper encolheu os ombros. - Devolve-a a seu pai e exige uma de suas irmãs em troca.

Edward estremeceu e se acomodou contra o respaldo. - Nem o Leão merece semelhante castigo.

- Então o que planeja fazer?

- Procurar a verdade.

Jasper falou baixo. - Poderá aceitar a verdade?

Edward não respondeu. Seu olhar captou a entrada precipitada de sua esposa e ficou fixo nela enquanto avançava através das mesas e os bancos para a plataforma. Rook, naturalmente, estava ao seu lado.

Jasper sussurrou perto de seu ouvido. - A verdade é sabedoria disfarçada.

Edward olhou estranhamente a seu amigo.

- Sinto-o muito, meu Lorde - Isabella disse ofegante quando se apressou a subir a plataforma e se desmoronou na cadeira à direita de Edward.

Edward observou Rook fazer sua viagem noturna para as criadas que estavam paradas esperando para encher bandejas e jarras. Elas sentiam piedade de seu rosto feio e o alimentavam com comida suficiente para cinco homens. Ele sorriu, realmente admirando as táticas do grande cão.

Isabella olhou as bandejas com de decepção. - Já o serviram. Não há nada que possa fazer por você?

- Esse é um pedido que eu não recusaria - Jasper sussurrou a seu lado.

- Você não recusaria a nenhuma mulher - Edward comentou.

Jasper lançou um sorriso arrogante. - Eu não me atreveria a privar a uma mulher de meus encantos deliciosos e de minhas carícias peritas.

- E o amor? - Isabella perguntou, surpreendendo a ambos os homens.

Edward poderia lhe haver ordenado que segurasse sua língua - que a conversa era entre o Jasper e ele somente, e não um assunto adequado para que uma esposa discutisse. Mas queria ouvir sua resposta às palavras de Jasper, então repetiu sua pergunta.

- Sim, Jasper, e o amor?

- Uma emoção enganosa e elusiva, quase impossível de achar.

Isabella sorriu e falou como se instruísse a seus alunos. - Você não acha o amor, o amor encontra você.

Jasper riu. - Quer dizer minha busca foi para nada, e que esse amor me alcançará quando eu menos o esperar?

- E de quem menos o esperar. Por isso o amor é uma emoção elusiva - Isabella explicou. - Muitos olham e procuram na direção errada e se perdem quando o amor frequentemente se encontra exatamente em frente deles.

- Como sabe de amor? - Edward lhe perguntou.

O sorriso de Isabella se fez sério. - Eu só sei o que o sinto e o amor para mim não é uma emoção que pode perseguir procurar ou exigir, deve ser recebido livremente, pois só então o amor verdadeiro pode ser conhecido.

- Recordarei seu conselho sábio - Jasper disse. - E qual é sua opinião, Lorde Edward? O que acha do amor?

Edward pensou mais profundamente, enviando a seu amigo um olhar agudo advertindo-o para deter sua provocação.

Sua esposa esperou pacientemente sua resposta Então ele deu sua opinião em um assunto que o irritava, muito mais ultimamente...

- O amor é tão passageiro como a paixão.

Edward esperou uma expressão atônita dela, mas ela simplesmente sacudiu a cabeça e deu sua resposta pensada antes de expressar sua opinião.

- Penso que amor e paixão se alimentam um ao outro, misturando-se para formar um amor verdadeiro. Então, se a paixão for passageira, é por que carece de amor.

Jasper aplaudiu as costas de Edward. - Casou-se com uma mulher sábia.

Suas palavras transtornaram Edward mais do que gostaria de admitir e muito depois que eles deixaram o grande salão e ele se deitou sozinho em sua cama, essas palavras continuaram atormentando-o.

Isabella foi chamada ao solar de Edward a primeira hora da manhã seguinte. Ela o achou caminhando impacientemente no quarto, vestido com sua roupa habitual vermelha e negra. Ela pensou que ele não pareceria tão detestável se vestisse cores mais alegres, embora, não era uma decisão que ela pudesse fazer.

Edward não lhe fez nenhuma saudação, e foi diretamente ao assunto. - O manejo dessa fortaleza me está enlouquecendo. É minha esposa e assumirá seus deveres legítimos.

Estava por indagá-lo, perguntar se ele queria dizer que ela continuaria sendo sua esposa. Mas sabiamente não procurou nenhuma resposta. Ela tomaria o que lhe dava e com um sorriso agradecido respondeu ao Leão.

- Como desejar, meu Lorde.

Edward parou de caminhar impacientemente, seus olhos verdes se fixaram nela. - A cabana é sua para usá-la como o lugar onde curar. Mas não passará todo o tempo lá. Desejo que sua presença seja sentida na fortaleza.

Seu sorriso cresceu e ela sacudiu a cabeça. - Sim, meu Lorde.

- E se ocupará de que novas roupas sejam costuradas para você. - Edward estava cansado de vê-la sempre com os mesmos e escassos vestidos.

- E você, meu Lorde?

- Eu?

- Novas roupas. Não quereria trocar as cores da roupa?

Ele olhou a si mesmo. - Estas cores me caem bem.

A mudança seria difícil, então ela não forçou o assunto embora sugerisse. - Talvez mais vermelho em seus objetos para fazer uma mudança.

Ele encolheu os ombros. - Faz como desejar, mas as cores permanecem vermelhas e negras. Direi a todos os criados que ponham atenção a suas ordens. E se houver algum problema virá diretamente a mim.

- Sim, meu Lorde.

Ele ficou olhando-há fixamente por vários segundos antes de continuar. - Decidi que já não te quero fora de minha vista.

Seu comentário a surpreendeu.

- Falhou em obedecer minha ordem e me fez desobedecer minha própria ordem. Além disso, é melhor ter a um adversário perto.

- Sou seu adversário? - Ela brandamente perguntou.

- Ainda tenho que decidi-lo - ele firmemente respondeu.

- Não sou perita em batalhas.

Ele riu. - Isto não é uma batalha, é uma mera escaramuça.

Ela sorriu com confiança. - Então Talvez possa ganhá-la.

- Um pensamento tolo.

- Uma possibilidade.

- Tem muitas possibilidades em contrario.

- Porque não sou um guerreiro qualificado?

Ele sacudiu a cabeça. - Justamente por isso.

- Então aprenderei a ser um guerreiro.

- Coragem, força, tenacidade - ele recitou.

- Eu possuo tudo isso - ela disse soberba.

- Não terminei.

Ela esperou.

Ele falou solenemente. - Coragem para fazer o que deve ser feito.

Ela seria suficientemente valente para afastar-se dele com sua honra intacta se ela devesse, ou se renderia? E ele seria suficientemente valente para amá-la sem que sua pergunta fosse respondida?

Ela ansiava estender a mão e tocá-lo, sentir o calor de seu rosto, saborear a abundância de seus lábios, mas ele já a tinha advertido claramente. E ela não o tocaria.

Finalmente respondeu. - Não sei se posso fazer o que deve ser feito.

- Então não é um guerreiro.

- Não - ela admitiu. - Sou uma mulher.

- É assim - ele sussurrou com uma dor que rasgou seu coração.

Definitivamente não era um guerreiro, pois nesse momento o desejo de render-se dominou e seu único pensamento era lançar-se a seus braços e lhe exigir que lhe fizesse o amor. Entretanto, sua tenacidade advertiu das consequências. Sua autoestima sofreria uma perda e a escaramuça só tinha começado.

Era tempo que o Leão encontrasse um rival a seu nível.

- Isso é tudo, meu Lorde? - Ela perguntou docemente.

Ele a olhou estranhamente, seus olhos verdes mais curiosos que luxuriosos. - Sim, pode ir. Sua mão estava na porta quando ele perguntou. - Acha que reconheceria o amor se o encontrasse?

Isabella girou. - Sim, meu Lorde, reconheceria sem dúvida. E Você?

Ela não esperou sua resposta. Girou e saiu do solar, fechando a porta silenciosamente atrás dela.

Por que ele se sentia como se ela acabasse de marcar uma vitória? Edward sacudiu a cabeça e sua expressão dura se suavizou, seu lábio se abriu em um sorriso. Pelo menos agora estava pisando em terreno familiar. Se aproximaria todos os encontros com ela como se fossem uma escaramuça. Estaria preparado como se preparava para todas suas batalhas. E ele sairia vitorioso, como saía em todas suas batalhas.

Teria este assunto entre eles arrumado antes que seu pai chegasse e depois quando seu pai chegasse o arrumaria completamente.

De repente se sentiu soberbo e supremo e se dirigiu ao campo de treinamento.

Isabella passou pelo quarto de Emmett depois de ter visitado os tecedores e as costureiras. Deu instruções específicas relativas aos tecidos que deviam ser usados nos novos objetos de Lorde Edward, sugerindo que mais vermelho devia ser agregado a sua roupa e logo detalhou o que desejava para ela, embora lhes informassem que os bordados seriam feitos por Alice.

Tomou seu tempo para falar com eles e indagar sobre sua saúde e a de suas famílias. As mulheres se relaxaram e falaram livremente com ela. Isabella prometeu retornar com uma mistura de ervas para uma mulher que sofria de enxaquecas e aconselhou a outra para usar uma pomada que tiraria uma verruga molesta em sua mão. Para sua surpresa absoluta, ela lhes advertiu bastante severamente que não deviam trabalhar até o esgotamento.

Quando ela lhes desejou um bom dia ganhou seus corações e seu respeito.

A porta estava entreaberta e Isabella escutou o tom familiar embora problemático de Alice.

- Importo-te? - Sua voz exigia.

Houve uma vacilação momentânea antes que Emmett respondesse e Isabella se inclinou mais perto para ouvir. -Claro que sim. Já disse que sim.

- Quando pensou que estava morrendo falou, mas agora não diz nada.

Isabella só podia imaginar o rosto avermelhado do gigante e sorriu, sentindo compaixão por ele, mas reconhecia a tenacidade de Alice para perseguir seu coração.

- Eu... Não sou bom... Com as palavras.

- Não necessito um poeta.

Outro lapso de silêncio, e Isabella se esforçou por ouvir mais.

- Eu... Eu... - Emmett tropeçava com suas palavras.

- Eu sei o que quero - Alice disse bruscamente e Isabella a visualizou parada perto da cama, suas mãos firmemente plantadas em seus quadris cheios, suas faces rosadas ardendo e seus olhos verdes cravados no gigante tímido.

Emmett não podia falar mais de uma palavra. - O que?

- Eu quero você - sua voz suavizou. - Tenho-o feito desde o primeiro momento que te vi. Meu coração treme quando estou perto de você e quando está fora de sua visão.

Isabella esperou com a respiração contida a resposta de Emmett, seu próprio coração tremendo com excitação. Foi por isso que foi surpreendida quando um braço se deslizou ao redor de sua cintura e uma mão cobriu sua boca.

O temor a invadiu.

O Sussurro da voz de seu marido a aliviou. - Calma, sou eu. Está segura.

Ele tirou sua mão de sua boca, embora seu braço permanecesse firme ao redor de sua cintura. - Estava espiando? - Ele perguntou sua voz baixa.

Ela girou sua cabeça para olhá-lo e falou em um sussurro. - Alice está se declarando a Emmett. E estou esperando sua resposta.

Edward sorriu e sacudiu a cabeça e se inclinou em direção à porta com sua esposa.

- Veem aqui, moça - Emmett disse em um tom que surpreendeu a Isabella. Não mostrava nenhuma vacilação, mas sim era confiada e forte.

Edward sussurrou perto de seu ouvido. - Ele me faz sentir orgulhoso.

Ela riu suavemente e o acautelou para permanecesse mudo, colocando um dedo sobre seus lábios.

- Não sou um homem de muitas palavras.

- Honestidade, um bom caminho para começar uma relação - Edward murmurou e deu a sua cintura um apertão suave embora possessivo.

- Shhh - Ela o desafiou.

Ela voltou sua atenção ao casal, com seu coração apertando seu estomago.

- Não importa, minha boca tem suficientes palavras para os dois - Alice lhe disse e Emmett riu.

- Eu desfruto de seu bate-papo.

- Verdadeiramente?

- De verdade - Emmett disse - Poderia te escutar falando todo o dia e nunca me cansar com o que diz.

- Vai se arrepender muito de haver dito isso - Edward sussurrou, e Isabella lhe cravou o cotovelo em suas costelas.

Uma vacilação nervosa encheu as palavras de Alice. - Você gosta?

- Sim.

- E não deseja saber se eu gosto?

Isabella sorriu, a valente Alice que ela conhecia tinha retornado, e junto com ela, o gigante tímido.

- Eu...

- Quieto Viking - ela ordenou com uma gargalhada. - Deve descansar e te pôr bem e logo te mostrarei quanto eu gosto.

Isabella se perguntou se esse gostar que eles falassem era amor. Nenhum tinha mencionado a palavra, e, entretanto sentiu que esse casal estranho se amava. Embora Alice fosse uma criada e Emmett um guerreiro. Eles verdadeiramente podiam unir-se?

Ela girou com o cenho franzido para seu marido.

- Eles estarão bem - ele assegurou em voz baixa e a arrastou por sua cintura, fez-lhe gestos para que ela o seguisse. - o que ela fez.

Estavam baixando as escadas sinuosas quando ele anunciou. - Um clérigo viajante fez uma parada no castelo. Deseja receber uma bênção dele?

O silêncio lhe respondeu e ele girou seus olhos curiosos para ela. Ela estava mortalmente pálida, ao ponto que ele pensou que ela desmaiaria. Ele subiu os poucos degraus que os separavam e a envolveu em seus braços protetores.

- O que está errado?

- Não me sinto bem - Ela disse e enterrou seu rosto contra seu peito.

Ele se preocupou e cuidadosamente a elevou em seus braços, sentindo seu corpo tremer. – Te levarei a seus aposentos e chamarei Alice para que te atenda.

- Não a incomode. Só Preciso descansar.

Sua voz fraquejava e seu corpo continuava tremendo contra o seu. Edward apertou seus braços ao redor dela, sua preocupação era crescente. Colocou-a em sua cama e ela se aferrou a sua mão.

- Por favor, fica comigo - ela pediu.

- Não sei o que fazer - ele admitiu, sentindo-se débil e inadequado pela primeira vez em sua vida.

- Um pano molhado em minha testa e sua presença é tudo o que necessito.

Ele sacudiu a cabeça, encontrando um pano e uma fonte com água na mesa pequena em frente da lareira. Ele enxaguou o tecido de linho e a dobrou para colocá-la em sua testa, brandamente lavou seu rosto pálido. Uma vez terminado isso se sentou a seu lado na cama e tomou suas mãos entre as suas.

- Seria melhor que Alice te atendesse - estava temeroso de que ela necessitasse mais atenção que a que ele podia prover.

- Não, meu Lorde. É a você a quem necessito neste momento.

Sua mão apertou a dele.

Edward se sentiu completamente impotente. Tudo o que podia fazer era lhe dar a força de seu contato. - Sente alguma dor?

Ela sacudiu a cabeça e lutou contra as lágrimas que ameaçavam seus olhos. - Dói-me a cabeça.

- Há algo que possa conseguir para diminuir essa dor?

- Descansando passará - ela fechou seus olhos, sua mão permanecendo firmemente obstinada à sua.

Edward manteve sua mão apertada firmemente ao redor dela. A pressão protetora pareceu acalmá-la. Sua conduta estranha o deixou perplexo. Estava muito consciente do que o medo lhe podia fazer a uma pessoa. Tinha-o visto em muitos soldados no campo de batalha e ele mesmo recordava sua primeira confrontação com o medo. Mas tinha aprendido a combatê-lo e a usar isso para sua vantagem.

Entretanto nunca tinha esquecido a sensação repugnante, as vontades de vomitar e a palidez mortal que produzia o terror. E agora via esse medo em Isabella e não pôde entender a causa dele, mas queria descobri-la.

Fanfic O Leão Escocês – Capítulo 15



Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo

 

Capítulo 15

Alice ofegou ante a imagem íntima deles dois na cama e imediatamente disse. - Meu lorde, minha lady, me perdoem.

- O que é isto? - Edward explodiu.

Alice se negava a olhá-lo diretamente. - É Emmett. Sente dor.

Isabella imediatamente se moveu para deixar a cama, mas Edward a deteve com uma mão forte sobre seu estomago.

- Está sofrendo? - Edward indagou.

- Ele solicitou ver lady Isabella - Alice respondeu seu rosto ruborizado e seu olhar nervoso enfocado no piso.

- Por favor, Edward - Isabella sussurrou. - Ele pode esta doente.

- É melhor que esteja doente ou lhe arrancarei o pescoço.

Isabella suprimiu o sorriso, sabendo que seria inútil demonstrar o prazer que sua reação inesperada causava. Ele estava zangado pela interrupção. O lorde escuro começava a suavizar-se?

Edward deu instruções rápidas à mulher tremula. - Diga a Emmett que ela o atenderá.

Alice fez uma reverência com sua cabeça e fugiu do quarto.

A perna do Edward se deslizou em cima de Isabella quando ela fez um movimento para partir. - Temos algo importante que discutir, minha Lady.

A dureza de seu joelho descansando muito intimamente entre suas pernas enviou uma quebra de onda de emoções a seu corpo e ela lutou por permanecer sob controle. - Você disse ...

- Nada - ele terminou por ela. - Mas espero que me diga tudo em breve.

Ele rapidamente se moveu da cama.

Ela estava surpreendida por suas palavras. Por que ela deveria admitir para ele? A decisão a tinha que fazer ele, não ela. Isabella já lhe havia dito que não diria mais.

Isabella saiu da cama e agarrou sua cesta de remédios enquanto seguia a seu marido pela porta. Ele a acompanhou à habitação de Emmett, nenhuma palavra mais foi trocada entre eles.

Uma inspeção mais próxima da condição de Emmett realmente confirmou que ele estava dolorido.

- Atende-o - Edward ordenou a Isabella com comando e Isabella se deu conta que se tratava de medo.

Alice estava de pé ao lado da cama, nervosamente movendo suas mãos.

Isabella tranquilamente tomou controle da situação, sentando-se em um banco ao lado da cama. - A dor vem da ferida?

Emmett sacudiu a cabeça. - Da parte inferior.

Isabella girou para o Edward. - Tem uma faca?

Edward imediatamente colocou a mão em sua bota e tirou uma fina folha.

Ela pegou e suavemente cortou a bandagem.

Emmett estremeceu embora ela tivesse separado cuidadosamente a bandagem fora da ferida.

Alice ofegou e Edward se esticou.

- Tão mal está? - Emmett perguntou, contando com Edward para uma resposta honesta.

Isabella respondeu. - Não tão mal como parece, embora seja uma complicação desnecessária. Não deveria ter saído desta cama antes que eu o ordenasse.

Emmett pareceu arrependido.

- Idiota cabeça dura - Edward disse.

- Corre no sangue de nossa família - foi à resposta de Emmett.

- Ficará deitado até que Isabella diga o contrário.

- Isso é uma ordem, meu Lorde? - Emmett explodiu.

- Se for necessário - Edward replicou.

- Chega - Isabella ordenou bruscamente, surpreendendo os irmãos. - Preciso pôr uma cataplasma na área inflamada e depois ele precisa descansar - ela não esperou uma resposta e girou rapidamente para Alice. - Vá me buscar água quente e panos limpos.

Alice sacudiu a cabeça e se retirou rapidamente.

Era tarde, mas Isabella permanecia alerta enquanto lavava ligeiramente a área avermelhada e depois aplicava a cataplasma e colocava uma bandagem sobre a ferida. Depois lhe deu uma bebida calmante de boldo e camomila para ajudar a Emmett a dormir.

Ela já não sentia as dores e o cansaço do longo dia quando finalmente terminou sua tarefa.

Um gemido suave escapou de seus lábios quando se curvou para tomar sua cesta de remédios do piso.

Edward roçou sua mão e a levantou em seus braços. Isabella não protestou; sua cabeça caiu agradecidamente contra seu peito.

- Alice, atenderá Emmett até que eu ordene o contrário.

- Mas, meu Lorde, quem atenderá a minha lady? - Ela ansiosamente perguntou.

Edward estava por desafiá-la por haver-se atrevido a questioná-lo quando Emmett falou, com voz baixa mais firme.

- Isso é assunto de Lorde Edward, não seu.

Alice o olhou com os olhos alargados, surpreendida pela reação de Emmett. Ela caminhou ao lado da cama e lhe estendeu sua mão. Ela pegou, sentando-se a seu lado na cama.

Edward sorriu e acomodou a sua esposa mais perto dele, sua respiração suave era sinal seguro que ela estava por dormir. Ele a devolveu ao seu quarto e ela não se moveu quando a colocou na cama. Esteve tentado de despi-la, mas se deu conta que seria pouco inteligente de sua parte. Muito pouco inteligente. Colocou uma manta de lã em cima dela e roçou seus cachos revoltos para tirá-los de seu rosto.

Inclinou-se em cima dela e localizou a cicatriz fina com seu dedo. - Que segredos me escondem esposa querida?

Suas palavras sussurradas fizeram que ela roçasse sua face contra sua mão. Ele acariciou seu rosto, passou seu dedo polegar sobre seus lábios úmidos.

Deixou seu quarto e foi ao dele. Tinha que deter essa obsessão por ela. Pretendia conseguir respostas e em troca se encontrava com mais perguntas. O que lhe tinha acontecido realmente essa noite fatal? Por que o atacante não tinha sido apanhado?

E quem tinha sido ele?

As perguntas perturbaram seus pensamentos e continuaram em seus sonhos quando finalmente foi a sua cama e dormiu.

Edward enfrentou uma manhã ocupada, escutando as reclamações menores dos camponeses, encontrando-se com o pedreiro, conversando com o carpinteiro, bebendo cerveja com um comerciante ambulante e resolvendo algumas brigas insignificantes entre os criados. Estava começando a pensar que era mais fácil lutar uma batalha que administrar um castelo.

Entretanto, corrigiu esse pensamento quando ele tirou seu garanhão e cavalgou até a costa para observar suas terras. Ainda não podia acreditar que tudo isso lhe pertencesse. Tinha escolhido sabiamente quando tinha tomado essa extensão de terras.

A parte traseira do castelo encontrava-se o Rio Forth.

Tinha contratado um exército de homens para construir o castelo e o que teria levado muitos anos para ser completado, ele o veria concluído em dois anos. O castelo era de uma estrutura onde passava imponência e segurança o mais expressivo castelo da Escócia.

O bosque para o oeste o provia com Pássaros e animais e os campos dentro e fora das paredes do castelo adicionavam abundantes provisões. Sua gente não sofreria fome.

O frio do outono o envolveu, fazendo-o ajustar sua capa de lã negra e vermelha. As cores que ele frequentemente vestia. Olhou o céu cinza que ameaçava com chuva, mas as nuvens escuras não podia derrubar seu espírito. Sua terra estendia diante dele em esplendor. Tinha obtido muito e realizaria mais. Na Próxima primavera começaria a construir outra fortaleza, mais perto da costa e a daria a Jasper para administrar.

Tinha intenção de afirmar suas posses e não permitir que nenhum intruso tomasse o que era dele.

Essas terras, esse pedaço dá Escocês era dele, e ele as defenderia com sua vida. A terra o alimentaria e ele responderia a essa generosidade. Defenderia essas terras e sua riqueza cresceria e um dia passaria esse legado a seu filho.

Uma neblina começou a baixar, mas não lhe prestou atenção. Seus pensamentos estavam ocupados com planos para o futuro e as sementes que precisava plantar agora - a semente mais importante era a que queria plantar no ventre de sua esposa.

Com a neblina se tornando uma garoa, Edward voltou para o castelo com o pensamento de achar a sua esposa.

Encontrou-a em uma cabana semi ruída atrás da cozinha, não longe de seu jardim. Ela estava examinando-a com a fascinação de uma criatura que acabava de receber uma surpresa inesperada. Rook cheirava o quarto, um espaço que mal era suficiente para duas pessoas, e depois saiu da cabana para responder ao chamado da natureza.

A porta aberta provia a única fonte de luz e com as nuvens cinza, a luz estava severamente limitada. Havia uma pequena lareira apagada, e uma cadeira e uma cama eram os únicos móveis que ocupavam o quarto.

Entretanto Isabella parecia absolutamente maravilhada.

A escassa luz rapidamente desapareceu quando seu grande corpo encheu a entrada.

Isabella girou com um sobressalto, embora seu sorriso permanecesse constante.

- Assustei-a? - Ele perguntou, entrando para permitir a passagem da luz.

- Não, não é isso - sua resposta foi honesta. - Rook me teria advertido da presença de um intruso.

- Intrometo-me?

Sempre. Sempre te entremete em meu coração, em minha alma, em minhas emoções.

A resposta permaneceu em seus pensamentos e ela simplesmente sacudiu a cabeça. - É meu marido. Um marido nunca se intromete em assuntos de sua esposa.

- Fala como uma esposa obediente.

Ela sacudiu a cabeça e forçou seus olhos a encontrar os dele, um intento difícil. Ele era muito tentador. Seu cabelo úmido espalhado em seu rosto, ressaltando suas feições belas e seus olhos verdes pecaminosos. Sua túnica vermelha profundo parecia quase negra e marcava seu corpo musculoso. E tudo no que ela podia pensar era em tocá-lo.

Seus pensamentos sensuais a ruborizaram, pensando como se sentiria ao passar seus dedos sobre seu peito nu. Ela desviou sua cabeça, desejando evitar ser descoberta.

- Procurou refúgio da chuva aqui? - Ele perguntou.

- Não - ela disse, girando suas costas a ele como se ela estivesse inspecionando o quarto. - Mary me disse sobre este lugar. Ela mencionou que estava vazio e pensei que talvez se não lhe dava utilidade a este lugar, eu poderia usá-lo como minha cabana para cura.

Ela sentiu que ele se movia atrás dela e continuou conversando, dando-se tempo para que o calor em suas faces desaparecesse. - Necessito um lugar...

- Para se esconder de mim? - Ele perguntou em um sussurro próximo a seu ouvido.

Sua respiração morna arrepiou a carne em seu pescoço, e ela estremeceu. - Não, não desejo me esconder de você.

Seu braço se deslizou ao redor de sua cintura e ele lentamente aproximou suas costas contra ele. - Então por que esconde esse rubor adorável de mim?

Ela não podia evitar o tremor de sua voz. - Não o faço...

- Deseja-me?

Seus lábios se apoiaram perto de sua face e a força dele apertando-a revelou a evidência de seu desejo. Podia negar ela seu desejo quando Edward claramente exibia o seu?

- Importa se não te desejo?

- Um homem prefere a uma mulher disposta.

- Inclusive um marido?

- Especialmente um marido.

Ela relaxou contra ele e Edward beijou sua face. - Me diga o que quer.

Se sentiria melhor se dissesse a verdade? Sua admissão de seu desejo por ele ajudaria a resolver seu dilema? Nenhuma resposta lhe chegou. A escolha seria só dela, e ela a fez.

- Quero te tocar.

Ele a girou em seus braços. - Toca onde queira.

Ela inclinou sua cabeça para apoiá-la contra seu peito e evitar seus olhos enquanto falava.

- Desejo sentir sua carne.

Ele levantou seu queixo. - Quer-me nu?

Ela sacudiu a cabeça, suas faces uma vez mais ardendo. - Não, seu peito, desejo tocar seu peito nu.

E ele obedeceu, despindo-se até a cintura.

Ela permaneceu olhando-o fixamente, incapaz de se mover, seus olhos fixos na extensão larga de seu peito, sem pelo e muito musculoso.

- Sou seu para me explorar, minha lady - ele disse brandamente, estendendo seus braços.

Ela avançou dois focos de calor ainda manchando suas faces. Ele se moveu em direção a ela, suas mãos estendidas como em súplica.

Ela avançou hesitantemente, sua mão estendendo-se, seus dedos indo para frente.

Edward fez o próximo movimento, caminhando para ela.

Sua mão pousou em seu peito por um momento e depois ela deslizou seus dedos lentamente, indo a seu mamilo suave e parando-se junto a suas costelas.

Edward nunca tinha experimentado uma tortura tão deliciosa, nunca havia sentido seu próprio mamilo endurecer-se com semelhante prazer; nunca tinha ansiado tanto ser tocado pela mão de uma mulher. E amaldiçoou a si mesmo por render-se a esse desejo, mas permitiu que ela continuasse, ansiou que ela continuasse, rezou para que ela fizesse isso.

E ela o fez.

Isabella se moveu para frente, sua outra mão tocando seu ventre plano, subindo com mais lentidão aos mamilos duros e depois baixando a sua cintura estreita, só para começar todo o caminho de novo.

Ela suspirou com prazer, mas enquanto continuava explorando, seus suspiros se fizeram gemidos suaves e seu corpo se balançou contra ele, um movimento sensual declarando seus desejos.

- Você gosta de me tocar? - Ele perguntou, tentando com sua língua em seus lábios pra logo dar um beijo breve.

- Sim, eu gosto - ela disse.

Ele lhe deu outro beijo breve e ela suspirou com frustração.

Sem pensar em suas ações ou considerar as consequências, sua mão vagou para seu estomago, apressando-se a tomar seu membro inchado.

Edward se esticou quando ela tomou, embora seu contato fosse suave e exploratório, temia que ela se arrependesse e que depois não pudesse se segurar . Sua mão cobriu a dela, detendo-a.

- Por favor, Edward - ela disse.

Ele se deu conta então que tinha permitido que ela fosse muito longe, muito longe.

Um trovão causou que ela se sobressaltasse com susto e lentamente se afastasse dele, seus olhos largos e sua respiração, irregular.

- Sou uma idiota.

- Não, é apaixonada - ele avançou para ela com passos determinados.

Ela levantou suas mãos em uma defesa fútil. - Não terá nenhuma resposta de mim.

- Não procuro nenhuma - ele disse e a agarrou pela cintura. - Esquece como te agradei antes?

Ela sacudiu a cabeça, tentando negá-lo.

Ele riu brandamente. - Quero ouvir seus gemidos de rendição.

O pó voou sobre sua cabeça quando ele a levou a um montão de palha em um canto do quarto. Sua mão imediatamente se moveu debaixo de sua camisa, entre suas pernas, e quando seus dedos acharam sua umidade feminina, ela congelou.

- Você me tocou aqui - ele brandamente sussurrou. - Agora eu te toco.

Seu dedo entrou lentamente e ela ofegou com o prazer que lhe produziu. Suas dobras estavam inchadas e Isabella estava extremamente molhada e foi fácil inserir um segundo dedo e mais fácil ainda acelerar a massagem.

Ela gemeu e se moveu ao ritmo que ele fixou e Edward se inclinou para que sua boca reivindicasse a dela.

Suas línguas se entrelaçaram de modo selvagem e seu próprio corpo demandou de modo mais veemente, forçando-o a responder.

- Maldição - Ele murmurou, tirando sua boca, deslizando seus dedos fora dela e abrindo suas pernas para poder acomodar-se entre elas. Deslizou sua boca pelas coxas e beijando e desfrutando até chegar ao seu objetivo.

Passou a língua bem devagar apenas para sentir seu mel, e foi impossível se conter, mergulhou a língua dentro do seu núcleo. Chupou, mordeu e desfrutando o seu mel.

Isabella por sua vez gemia despudoradamente, e clamava por Edward a cada chupada que ele dava.

Edward amaldiçoou aos céus por fazê-lo desejar a sua esposa nessa obsessão, enfiando-se no meio das pernas de Isabella amaldiçoou seu próprio orgulho enquanto se esfregava intimamente em cima dela. E amaldiçoou aos céus novamente quando ela lançou seus braços ao redor dele, moveu-se contra ele com desejo selvagem e gritou seu nome quando chegou ao clímax.

Edward tragou seu próprio grito angustiado de liberação. Não tinha derramado seu sêmen fora de uma mulher desde que ele era um rapazinho, e não deixaria que isso acontecesse novamente.

Ele lançou um olhar severo em sua esposa atônita. - Recorda este momento bem, pois a próxima vez que me toque, prometo que sentirá toda minha força dentro de si, e enfrentaremos as consequências.

Ficou de pé e saiu abruptamente da cabana sob uma chuva furiosa.

quinta-feira, junho 05, 2014

Fanfic O Leão Escocês – Capítulo 14



Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo

Capítulo 14

Isabella não pôde evitar notar o olhar dele à luz da lua. Um santo cairia em pecado contemplando suas feições bonitas, especialmente com o brilho da lua revestindo-o com um esplendor prateado.

- Se me olhar com tanta intensidade eu não terei outra opção que te satisfazer - ele disse em um sussurro rouco.

Ela levantou seu queixo em desafio. - Sem ter satisfeito primeiro a pergunta sobre minha virtude?

Seus olhos verdes intenso arderam com uma malícia que não podia ser ignorada. - Esqueceu nosso breve encontro no bosque?

Um calor se apressou a subir a suas faces quando ela recordou o prazer que tinha sentido. Ele roçou sua face fresca contra a sua morna. - Está tentando o Leão.

- O Leão atrai às inocentes.

- É inocente? - Edward perguntou com um sussurro ansioso.

Isabella respondeu rapidamente. - Inocente de todo mal.

- Joga com as palavras - ele disse bruscamente.

- Digo a verdade - ela insistiu.

- O que ainda está por ver-se - ele girou para partir e ordenou. - Vem comigo, ainda tem que responder minha pergunta.

Isabella o seguiu. O dia tinha sido comprido e cansativo e ela agora lamentou ter descarregado sua raiva com a enxada no jardim. Seus braços doíam, a cesta de remédios se fazia mais pesada a cada segundo e seu estomago grunhia de fome, pondo a de mau humor para responder mais perguntas exigentes.

Edward diminuiu a velocidade de seus passos, consciente de sua condição de cansaço. Estendeu a mão quando ela se aproximou e tomou a cesta de seu braço. Antes que ela pudesse protestar, ele lançou a pergunta novamente.

- Como sabe que a erva é considerada um afrodisíaco?

Uma pergunta que não importava responder. - Fiz um estudo sobre várias ervas e suas propriedades. A planta tem um aroma fedido e esse aroma me pareceu uma advertência. Decidi estudar em profundidade antes de fazer uso dela.

E foi bom que o fizesse, logo depois fui chamada a ajudar uma mulher doente em um castelo vizinho e descobri que ela tinha tomado uma poção com essa erva. Infelizmente, a mulher sucumbiu à enfermidade.

- Como descobriu que pensavam que era um afrodisíaco?

- A intriga é o meio de comunicação principal de qualquer castelo. Os criados não sabiam que eu era Lady Isabella; pensaram que era uma camponesa e falaram livremente. Parece que a lady da fortaleza era adversa às carícias de seu marido e ele cansou que ela o rechaçasse . Ele procurou os serviços de uma curandeira da aldeia que recomendou uma poção, dando ao cozinheiro instruções específicas para prepará-la. O cozinheiro protestou quando a curandeira insistiu em adicionar essa erva fedorenta; o aroma era tão forte que ele pensou que essa erva deterioraria a poção. A curandeira explicou que o mau aroma realmente funcionava como um afrodisíaco, fazendo desaparecer a frieza das mulheres e curando a homens impotentes.

Edward se deteve na porta da fortaleza. - E o que é essa poção que deu a Mary?

- Camomila e romeiro.

- E funciona? - Ele perguntou ceticamente.

Isabella sorriu e depois riu. - Eu bebo essa mistura todo o tempo - ela agarrou sua cesta da mão dele e entrou no salão, os gritos de seu marido se ouviam atrás dela.

Edward não pôde alcançá-la no salão. Muitos de seus homens, com várias taças de vinho em cima, aproveitaram a oportunidade para comentar suas habilidades excepcionais no campo de treinamento esse dia. Teria sido rude de sua parte protestar por seus elogios, embora tivesse preferido seguir a sua esposa e exigir uma explicação. O que ele até tinha intenção de fazer uma vez que conseguisse desprender-se de seus homens.

Jasper e Emmett estavam em suas cadeiras sobre a plataforma, observando-o com sorrisos largos, e se ele não estivesse tão apressado tomaria o tempo para lhes apagar os sorrisos satisfeitos de seus rostos.

Ele tratou de maneira agradável seus homens, todo o tempo movendo-se, mas perto das escadas. Até que finalmente se livrou deles para fazer sua fuga.

- Lorde Edward vem compartilhar uma última taça conosco - Jasper gritou, com sua taça levantada quando Edward lhe lançou um olhar assassino.

Não podia recusar-se a beber com eles. Seus homens o respeitavam e o admiravam e para eles era uma honra compartilhar um brinde com ele.

Um caminho milagrosamente aberto entre a multidão o permitiu partir através do grande salão diretamente para a plataforma.

- Calma com ele - Emmett acautelou a Edward quando ele se aproximou. - Ele provou o novo vinho e o encontrou muito rico.

Jasper sorriu. - Minha aposta é por você.

Edward olhou a Emmett.

- Uma aposta inocente - O gigante encolheu os ombros.

- E por quem aposta você? - Edward perguntou.

- Pelo ganhador - Emmett disse com um sorriso confiado e deu uma taça de vinho.

Edward sacudiu a cabeça. - Uma resposta sábia, irmão.

Ansioso por ir-se, ele girou, levantou sua taça em alto e falou para que todos ouvissem. - Pelos guerreiros valentes e poderosos que lutam a meu lado - ele baixou o conteúdo da taça.

Gritos de alegria ecoaram no grande salão, punhos golpearam as mesas e logo se elevou uma voz em uma canção.

Edward se voltou para Emmett. - Está suficientemente bem para subir as escadas por conta própria?

- Estou suficientemente bem para subir tudo - Emmett murmurou.

Jasper riu silenciosamente. - Certamente que a Alice estará contente de ouvir essa notícia.

Emmett pareceu preparado para lançar-se sobre ele.

Edward interveio. - É o vinho que fala.

- É a verdade que fala - Jasper murmurou embriagado.

- Vocês dois necessitam sexo e nenhum tem a coragem para fazer o que é necessário.

- E eu suponho que sabe o que é necessário? - Emmett perguntou.

Jasper deu um assentimento com a cabeça lentamente. - Sei.

- E compartilhará essa sabedoria com dois idiotas? - Edward perguntou, aplacando a seu amigo embriagado.

Jasper fez um gesto com a cabeça e se aproximou como se estivesse para dar uma inestimável informação. Edward e Emmett se moveram para mais perto.

Levou três tentativas a Jasper para pôr seu dedo sobre seus lábios em advertência. - É um segredo.

Emmett escondeu uma gargalhada atrás da mão que ele levou a sua boca e Edward seguiu o jogo. - Não o diremos a ninguém.

Jasper olhou a Emmett procurando a mesma confirmação.

- Prometido - o gigante disse, sua mão continuava escondendo sua gargalhada.

Jasper sacudiu a cabeça, evidentemente não acreditando neles. - Ambos são muito tolos.

- Para fazer o que é necessário? - Emmett perguntou, sua gargalhada se transformou em um sorriso amplo.

Jasper ainda sacudiu a cabeça. - Para saber o que é necessário.

- O que é que deveríamos saber amigo? - Edward perguntou.

Jasper colocou uma mão sobre o ombro de Edward. - Quando você souber o que é necessário, fará o que é necessário?

- Está falando enigmaticamente - Emmett insistiu.

- Digo a verdade - Jasper discutiu.

Emmett replicou. - Está bêbado.

- Sou um bêbado sábio.

Isso causou que ambos, Edward e Emmett, sorrissem.

- Eu sei a verdade - Jasper persistiu, puxando a túnica de Edward. - Você Sabe a verdade também, Edward, sabe a verdade.

Suas palavras repetitivas transtornaram Edward e não quis ouvir mais delas. Estava por lhe fazer gestos a um de seus homens para que se ocupassem de levar Jasper a seu quarto quando ele captou o olhar ansioso de uma criada que ele sabia que gostava de Jasper.

Ele a chamou e ela se apressou a aproximar-se. – Te Ocupa que Jasper encontre sua cama?

- Sim, meu Lorde - ela disse com um sorriso e embora ela tropeçasse sob o peso de Jasper pendurado nela, também sorriu e riu das palavras que Jasper sussurrou em seu ouvido.

- Como ele faz isso? - Emmett perguntou. - Ele mal pode estar de pé e a moça igualmente cai sob seus malditos encantos.

- Ele tem um dom especial com as mulheres, sempre teve, e às vezes o invejo a facilidade e a inteligência com que ele luta com elas.

- Você nunca teve dificuldade para levar uma mulher para cama.

- É verdade, pois existe certo ar de perigo e intriga em deitar-se com o Leão.

Sem outra palavra Edward saíram do grande salão, suas próprias palavras perseguindo-o enquanto subia as escadas em busca de sua esposa.

Não importaria se achasse Isabella deitada. Ela o tinha provocado com sua resposta e ela tinha que explicar-se, embora, honestamente, admitia que tivesse desfrutado conversar com ela. Ela era muito mais inteligente do que esperava.

Seu pai tinha sido generoso em sua educação, insistindo na importância de aprender a lutar com terras estrangeiras e sua gente. A maioria das pessoas assumia que os vikings eram selvagens, e enquanto a herança viking continha algo de uma história selvagem, os vikings também eram excelentes navegantes, bons artesãos e comerciantes competentes. Para que tivesse êxito em qualquer tipo de comércio, seu pai se assegurou que a matemática e os idiomas formassem parte dos estudos de Edward.

E embora ele não tivesse escolhido nenhuma dessas ocupações na vida, seus estudos tinham permitido ter êxito onde muitos fracassavam.

Ele entendia as línguas de seus adversários, podia calcular distâncias e movimentos de tropas para as batalhas e podia desenhar um mapa rapidamente.

Edward respeitava o conhecimento, e era por isso que admirava a tenacidade de sua esposa como curandeira. Ele estava orgulhoso de suas habilidades, que obviamente, ela tinha lutado arduamente para obter - uma qualidade que um marido não achava frequentemente em uma esposa e uma que raramente procurava.

Aproximou-se de sua habitação com um propósito específico em mente - esclarecer a resposta que lhe tinha dado e descobrir mais sobre a mulher com quem se casou.

Seus aposentos estavam situados diretamente ao lado dos dela; seu primeiro pensamento quando tinha ordenado sua construção tinha sido que se não agradasse sua esposa poderia isolar-se dela. Por incrível que parecesse agora se encontrava procurando os aposentos dessa esposa e, se perguntassem, o faria habitualmente.

Não golpeou para anunciar sua entrada. Por que deveria fazê-lo? Ele era o Lorde dessa fortaleza e tinha direito a entrar em qualquer quarto que escolhesse.

Isabella estava sentada À mesa, olhando fixamente as chamas dançarem na lareira. O frio da noite tinha entrado na fortaleza, fazendo que várias lareiras fossem acesas.

- Guardei-te um pouco da bebida de camomila e romeiro - ela disse e lhe deu um sorriso.

- Acha que necessito disso? - Ele perguntou, fechando a porta e unindo-se a ela.

Ela estendeu a xícara. - Se te acalmar é o que deseja.

Edward aceitou a oferta e se sentou em frente a ela, saboreando a bebida quente. - Um sabor agradável. Pior, por que recomendou isto a Stuart. Para que se acalme?

- Ele está ansioso, precisa acalmar-se.

- E esse é o problema?

- Isso eu descobrirei brevemente. Se não ouvir mais queixa de Mary, então saberei que o tratei apropriadamente.

Edward simplesmente sacudiu a cabeça, embora em silêncio aplaudiu a inteligência perceptiva de sua esposa.

- Sinto muito se minha ausência do jantar te causou vergonha.

- Sei que tem seu companheiro fiel para te proteger - Edward disse, enviando um olhar breve ao cão adormecido profundamente perto da lareira. - E enquanto não tenho nenhuma dúvida sobre sua segurança dentro das paredes do castelo, prefiro saber pelo menos por que minha esposa não estará presente em uma comida.

- Como deseja meu Lorde.

Edward entendeu que sua resposta formal era dada pelo respeito a sua posição, e não se ofendeu. A mistura de ervas o acalmou e encontrou a si mesmo relaxando em uma cadeira de madeira dura.

- Informaram-me que descobriu um pedaço de terra para seu jardim.

Isabella colocou sua xícara sobre a mesa e empurrou os cachos para longe de seu rosto enquanto falava. - O lugar é perfeito com sol e sombra por igual e está localizado em um lugar que não será incomodo e, se você não se importa.

Disse-me que podia ter um jardim.

- Não me importa - ele disse, seu olhar foi para a pálida cicatriz ao lado de seu rosto, não longe do nascimento do cabelo. Não a achava pouco apresentável, embora o perturbasse pensar no horror que ela devia ter sofrido.

- Embora me preocupe que faça o trabalho físico você sozinha. Peça e o trabalho serão feitos para você.

Isabella o olhou como se a tivesse insultado.

E por um momento ele pensou que a tinha insultado com o modo em que tinha observado sua cicatriz.

- Mas é meu jardim, minhas mudas crescerão ali. Então, é minha tarefa ver que a terra esteja suficientemente preparada. Não serviria que outra pessoa trabalhasse em meu jardim. É meu e sou eu quem deve cuidá-lo.

Edward estava por lhe comentar bruscamente que se ela levasse a seu filho no ventre não estaria trabalhando a terra a não ser vendo por seu próprio cuidado.

Mas se conteve, dando-se conta que não havia nenhuma possibilidade de que ela estivesse grávida, e o pensamento o deixou amargamente decepcionado.

- Também me disseram que percorreu o castelo.

- Desejo explorar e descobrir tanto como possa sobre seu lar.

Ele notou que ela não se referia à fortaleza de Stirling como sua casa, embora não lhe tinha dado razão para acreditar que ela ficaria. Mesmo assim ela desejava explorar seu ambiente.

- Vi que fez o seu oratório privado dentro da fortaleza, e uma capela foi ereta no pátio para os residentes do castelo, mas ainda não encontrei o clérigo.

Ele sorriu. - Enquanto eu siga fazendo que meus homens me sigam até o inferno ida e volta, é muito difícil conseguir que um sacerdote aceite ao Leão permanentemente.

Ela riu e por incrível que parecesse, Edward pareceu aliviado.

Tinha decidido que era momento de trocar o tema da conversa e levá-la em direção aonde ele queria que fosse. – Me surpreende que caminhe tão livremente, sem medo, por todo o castelo.

- Por que não o faria? Não temo a ninguém aqui.

Então não o temia. Ele estava aliviado de descobrir isso, e estava interessado em saber mais. - Pensei que talvez o ataque te deixasse com alguns medos.

Ela fez uma pausa em sua resposta como se estivesse insegura, ou talvez as lembranças a incomodassem. - Enfrentei meus medos e eles me fizeram mais forte.

A informação era vital se ele queria descobrir a verdade, então ele explorou.

- Mencionou que o ataque aconteceu nos estábulos. Não teme ir aos estábulos aqui?

Ela sacudiu a cabeça. - Não, Rook sempre vai comigo.

- Iria sozinha?

Dessa vez ela estremeceu, embora tentasse esconder sua reação.

Edward foi persistente. - Seu atacante foi apanhado?

Ela pareceu vacilante ao responder e depois cedeu. - Não, ele nunca foi encontrado.

- Ofereceu-lhes uma descrição?

Novamente a vacilação. O que estava escondendo ela?

- Era de noite e estava escuro, muito escuro para identificar o homem.

- Um rosto nem sempre é necessário, a descrição da roupa serviria. Ele estava vestido como um camponês ou com roupas de nobre?

Sua mão foi para seu pescoço e ela esfregou a cicatriz fina que descia para sua clavícula. Permaneceu muda e ele se perguntou se ela estava pensando em suas palavras. Obviamente estava recordando algo, mas ela compartilharia essa recordação com ele?

Isabella sacudiu a cabeça. - Não recordo. Sei que ele era forte, pois tive que lutar duramente para me manter longe da faca, embora ele deixasse sua marca.

- Pelo menos não levou sua vida.

Ela o olhou com olhos doídos. - Mas de algum modo o fez. Ele mudou minha vida para sempre.

Edward não podia achar palavras de consolo nem podia alterar a verdade que ela dizia. Isabella tinha sofrido muito por algo que não era sua culpa e, entretanto tinha sobrevivido e se feito forte.

- Olha-me fixamente - ela abruptamente disse. - Minha cicatriz te incomoda?

Sua pergunta sincera o surpreendeu como o fez dar-se conta que tinha permitido que seu olhar se atrasasse muito tempo em sua cicatriz. E embora ele fosse o Lorde e podia fazer o que quisesse, não gostava de comportar-se de uma maneira tão agreste.

Edward deixou sua xícara sobre a mesa antes de levantar-se, e caminhar para ela. Agachou-se diante dela e os olhos dela notaram suas coxas firmes e a protuberância considerável entre suas pernas.

Ela forçou seus olhos até encontrar os dele e se sentiu agradecida de que ele não notasse seu exame íntimo. Um dedo suavemente procurou seu queixo e empurrou sua cabeça a um lado para que ele pudesse olhar de perto sua cicatriz.

Passou seu dedo até onde começava seu olho, perto do nascimento do cabelo, debaixo de sua face, sua mandíbula, ao longo de seu pescoço e ainda por cima de sua clavícula. Deteve-se quando seu dedo tocou a túnica.

- Leva meu dedo pelo caminho da cicatriz - ele disse brandamente.

Ela não o questionou, fechando seus dedos ao redor do dele, lentamente lhe mostrou a extensão da cicatriz que chegava debaixo de sua camisa. O caminho terminava em seu mamilo e ela examinou seus olhos verdes com um olhar ardente que poderiam acender a alma mais celibatária.

Seu dedo percorreu um círculo tenro ao redor de seu mamilo e este respondeu imediatamente endurecendo-se com seu contato.

Isabella soltou seu dedo, sentindo-se culpada, como se fosse ela quem iniciasse seu contato, Sua mão caiu junto com a dele. - É uma mulher valente.

- Muitos pensaram que era uma covarde - sua voz tremeu.

- Por quê?

Seus lábios estavam muito perto de seu rosto e eles estavam úmidos e cheios, preparados para serem beijados ...

- Por quê? - Ele repetiu, seu fôlego cheirava a romeiro.

Ela sacudiu a cabeça, tentando esclarecê-la. - Muitos sentiram que eu deveria ter rezado para morrer, não para viver.

- Uns imbecis.

Ela o observou incredulamente. - Minha cicatriz não te envergonha?

Ele passou seu dedo uma vez mais pela cicatriz. - Leva uma marca de coragem. Por que sua coragem me envergonharia?

Ela soube então que era ela quem se moveria em uma tentativa de tocar seus lábios com os dele. Ele a tocou de volta brandamente. Sua língua pequena apareceu entre seus lábios.

Edward gemeu, mas ficou onde estava lhe permitindo explorá-lo.

Sua resposta não evasiva a persuadiu a avançar e sua língua começou a localizar seus lábios repetidas vezes. O sabor doce dele agradou e ela continuou seu inocente assalto.

Deslizou a ponta de sua língua entre seus lábios e ele lentamente abriu sua boca, permitindo sua entrada. Ela o provocou hesitantemente.

As mãos dela foram aos seus ombros, as dele ao redor de sua cintura. Ela se inclinou para frente, ele se inclinou e em um momento surpreendente eles estiveram abraçados. O beijo dócil se fez selvagem e seus corpos se derreteram um contra o outro.

Só em pensar que Edward pudesse levá-la para a cama, despi-la e tomá-la. Ao Leão com as consequências. Ele a desejava. Ele estava duro por ela.

Edward se separou e a tomou em seus braços poderosos e a levou a cama. Recostaram-se nela, suas bocas nunca se separando.

Pensar racionalmente era impossível para Isabella, seu corpo simplesmente tinha uma vontade própria. Desejava-o, queria-o e o amava. Nesse momento estava totalmente rendida ao Leão Escocês.

O medo às consequências a perturbou e seu corpo se estremeceu.

- Shhh, calma - Ele sussurrou perto de seu ouvido e colocou beijos suaves, ternos em seu pescoço. - Não te machucarei.

- Promete? - Ela perguntou.

Ele examinou seus olhos escuros tão puros e inocentes.

Inocentes.

A palavra o perseguiria para sempre?

Edward escolheu suas palavras cuidadosamente. - Esconde-me segredos, Isabella?

- Eu não tenho nenhum segredo.

Sua mão se moveu para apertar a zona entre suas pernas. - E não acharei nenhum aqui?

Suavemente e com força, ela disse. - Achará a verdade.

Com a respiração suspensa ela esperou. A escolha era dele. Verdadeiramente Edward a conhecia? Verdadeiramente se importava o suficiente para aceitar qualquer que fosse às consequências? Verdadeiramente ele a desejava ou isso simplesmente era luxúria?

Um golpe ansioso soou na porta antes de abrir-se e Alice entrou.

quarta-feira, junho 04, 2014

Fanfic O Leão Escocês – Capítulo 13



Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo

 

Capítulo 13

Sangue manchava o peito nu e os punhos de Edward. Ele permanecia firmemente de pé, mal arqueado, mal demonstrando seu esforço embora ele acabasse de brigar a golpes de punhos com três homens e nesse momento estava procurando um quarto para continuar.

O grupo de homens que estava no campo de treinamento, ao redor de sessenta, gritava com excitação, suas vozes altas ecoando nos muros de pedra da fortaleza que se elevavam só alguns metros. O edifício de pedra imponente se erguia como um símbolo da força e a coragem de seu Lorde.

- Chega - Jasper gritou, abrindo passo no círculo de homens que observavam com uma mistura estranha de excitação e medo como seu líder repetidamente demonstrava a razão para sua notória reputação como guerreiro.

- Você agora dá as ordens? - Edward perguntou muito tranquilamente, e Jasper foi suficientemente sábio para dar atenção à advertência atrás de suas palavras contidas, embora o fizesse com seu humor habitual.

- Não, meu Lorde - ele disse, sorrindo. - Mas temo que não fique nenhum homem para defender a fortaleza se você continuar golpeando-os tão brutalmente.

Edward sacudiu a cabeça, embora sua irritação fosse evidente.

Jasper fez um gesto com a cabeça ao grupo para que se fossem e ordenou aos três homens que Edward tinha golpeado. - um mais ensanguentado que outro - que fossem ver lady Isabella. Eles ansiosamente obedeceram a sua ordem e se retiraram.

Edward caminhou para o balde de água perto de uma pilha de pedras, levantou-o e derramou seu conteúdo sobre sua cabeça. Enxaguou o sangue de seu peito e suas mãos e depois agitou seu cabelo comprido, antes de passar seus dedos pelo cabelo molhado.

- Com seu próprio calor subindo junto com as temperaturas destes últimos dois dias, um mergulho no lago poderia te vir melhor - Jasper disse, surgindo atrás dele.

Edward deu a volta. - Escuta Jasper, não estou de humor para seus comentários provocadores.

- Não há ironia atrás do que digo.

- Então é uma briga o que está procurando?

- A Paz, realmente - ele francamente respondeu. - Esteve insuportável nos últimos dias. Se deite com sua esposa e acaba com isto.

- Não até que ela me responda. E, além disso, não é teu assunto.

- Está equivocado.

Edward caminhou para ele, sua mão fechada em um punho, e Jasper sabiamente retrocedeu vários passos.

- Vê - Jasper disse quase com um grito. - Seu primeiro pensamento é me golpear e esse não é você. Você nunca me levantaria um punho, nem eu a você.

Edward sacudiu a cabeça.

- Se deite com uma mulher e acaba com esta ira que te consome.

Edward disse às palavras que o espreitavam todos seus pensamentos nos últimos quatro dias. - Quero a minha esposa.

- Então fala com ela - Jasper urgiu.

- Tenho feito - Edward insistiu, e ela se recusa a me responder.

- Eu não disse que fizesse uma pergunta a ela, disse que fale com ela. Do modo em que o fez nesses primeiros dias depois do matrimônio. Verdadeiramente chegou a conhecê-la.

Edward fez uma pausa pensativamente. Tinha desfrutado desse tempo com ela. Eles compartilhavam uma intimidade que o tinha agradado. Ela falava livremente e sinceramente, disso ele estava seguro. Ele tinha esperado ansiosamente seus encontros.

Talvez se deitar com sua esposa não era a única coisa que ele queria dela.

A Ideia de que ele realmente achava prazer em conversar com sua esposa era uma surpresa.

Ele tinha pensado em formar uma relação com a mulher que casasse, simplesmente tinha assumido que escolheria uma mulher que se ajustasse a suas necessidades, engravidá-la e que ela se ocupasse do manejo do castelo.

Nunca tinha considerado que realmente desfrutaria da companhia de sua esposa ou até que a desejaria na cama.

- Falarei com ela - Edward disse, suas palavras eram mais uma confirmação para si mesmo que para Jasper.

- Bem - Jasper disse com uma gargalhada. - Porque ela está vindo para cá.

Edward olhou para onde o olhar de Jasper ia e observou a sua esposa partir em direção a ele com passos longos e determinados. Ela vestia a familiar túnica azul escura e a camisa celeste, só que dessa vez uma tira de tecido branco envolvia sua testa e parecia ter manchas de sangue nela. Edward recordou a si mesmo ordenar fazer novas roupas. Seus cachos vermelhos rebeldes estavam longe de seu rosto - um rosto que não só mostrava sua beleza, mas também a marca que era razão para sua briga contínua.

- E nesse momento ele estava preparado para a batalha. Realmente esperava ansiosamente a confrontação.

- Vai - ordenou a Jasper.

- Não é justo - Jasper murmurou seu protesto com um sorriso, mas obedeceu a ordem de seu Lorde.

Edward estava firme em seu terreno, mas estava mal preparado para a manobra inesperada dela.

Seus olhos marrons aumentaram com alarme e ela ofegou, estirando-se imediatamente para tomar suas mãos ensanguentadas. - Está machucado.

Edward simplesmente ficou mudo porque não tinha palavras, e quando ela o arrastou para sentá-lo em uma pedra grande, ele obedeceu como um menino obediente.

- Agora fique aqui - ela ordenou com uma severidade gentil e se afastou alguns metros para pegar o balde de água. Ela empapou o extremo limpo do tecido branco na água fresca, retorceu-o e depois foi atender o corte e as contusões.

No momento em que ela o tocou Edward soube que estava perdido.

- O que estava pensando? - Ela perguntou.

Ele não podia dizer a verdade - que ele desejava tão desesperadamente deitar-se com ela que descarregava sua frustração sexual em combates físicos. Então, ele perguntou. - Meus homens estão bem?

Isabella falou enquanto sua atenção permanecia fixa em atender as mãos dele. - Um nariz quebrado, um lábio partido, dois olhos negros, uma mandíbula torcida e dois dentes caídos, mas os três sobreviverão.

Alice e outras mulheres estão ocupando-se deles.

- E você veio a me atender? - Ele perguntou em voz baixa.

Ela empapou o extremo do tecido uma vez mais na água e começou a limpar sua outra mão, mas primeiro ela o olhou. - Vim porque não podia acreditar que um homem podia infligir semelhante dano e estar de pé.

Ele se inclinou para frente. - O Leão pode - ele sussurrou com um sorriso rápido e roubou um beijo muito mais rápido.

Ela o olhou com olhos surpreendidos.

- Duvida de minha força?

Ela sacudiu a cabeça, ignorando seus lábios que formigavam. - Duvido de seu senso comum.

A propósito ela lançou um olhar a sua mão, limpando suavemente seus nódulos ensanguentados.

Edward simplesmente não aceitaria ser ignorado. Ele levantou seu queixo com um dedo, forçando-a a olhá-lo. - Eu sei o que quero.

Isabella sabia o que ele queria e ela lutou contra o desejo de dizer quanto ela o desejava. Desejar fisicamente a alguém era fácil, mas amá-lo não era, e ela não renderia sua honra à luxúria.

Idiota.

A palavra frequentemente invadia seus pensamentos e recordava o que seu marido era - o Leão Escocês. Como podia esperar mais do que luxúria desse homem? Embora tivesse disposta há usar algum tempo para familiarizar-se com ele e tinha gostado do homem que tinha descoberto. Era esse homem que ela desejava, esse homem queria amar e por quem ansiava ser amada.

- E você, Isabella, sabe o que quer? - Ele perguntou.

Ela respondeu do único modo que podia, honestamente, embora não completamente. - Sim, eu sei o que quero.

Ela esperou que ele questionasse mais, que contra-atacasse, e por isso foi tomada com a guarda baixa quando ele respondeu com um beijo.

Lentamente e sensualmente ele se apropriou de sua boca, provocando-a com a habilidade de um amante perito. Ele invadiu seus sentidos até que ela esteve completamente mole em seus braços, sem dar-se conta que ele a capturava em um abraço íntimo.

Seu peito nu parecia duro, morno e reconfortante; seus braços musculosos a envolveram possessivamente e protetoramente.

Ela se sentiu segura em seus braços, e enquanto seu corpo tremia com uma paixão que seus beijos facilmente acendiam, Isabella sentiu que havia um laço mais profundo entre eles. E isso a assustou.

- Não a machucarei, Isabella - ele sussurrou em seu ouvido, sentindo a mudança sutil em seu corpo.

Com dificuldade ela se afastou dele e sentiu suas pernas tremulas. - Já me disse isso.

Edward a observou afastar-se e de repente se sentiu vazio, como se tivesse sido roubado de uma parte de si mesmo. Ele grunhiu sua irritação diante dessa sensação estranha, queria respostas e queria a sua esposa. E conseguiria a ambos.

Com essa decisão tomada, ele se afastou apressadamente em direção ao castelo.

Isabella atacou o chão duro com a enxada, sua frustração se descarregou com toda sua força na ferramenta. Rook silenciosamente foi esconder se atrás de uma árvore grande, mantendo uma distância segura dos movimentos poderosos de sua ama.

Ela não estava segura se estava zangada com ela mesma ou com seu marido. Ele só via o que tinha diante de si; nunca olhava mais além.

Edward era um guerreiro e um guerreiro julgava com seus olhos e com seus instintos, não com seu coração ou suas emoções.

A enxada descendeu sobre os torrões de terra várias vezes antes que ela detivesse seus movimentos. Secou a transpiração de sua testa com o dorso de sua mão e olhou o sol, brilhante e quente da manhã. O verão estava despedindo-se para dar passo ao outono. Este era o tempo em que a Sue devia ser preparada para o inverno. Ela olhou abaixo, seu pedaço de Sue quase preparado para receber os bulbos que ela plantaria.

Perto do muro do castelo havia uma pilha de folhas que ela tinha misturado e que usaria para nutrir a terra para o inverno. Depois adicionaria às sementes e seu jardim floresceria em abundância. Se ela ainda estivesse aqui.

A ideia a irritava e a transtornava. Ela estava sendo obstinada, ou seu marido estava sendo obstinado? Ela facilmente poderia arrumar esse assunto, pior, por que não o fazia?

Por que ela se agarrava tão tenazmente à verdade quando dizê-la a liberaria?

Ela deixou cair à ferramenta no chão e caminhou para sentar-se debaixo da sombra da árvore. Rook caminhou por trás e se uniu a ela, sua grande cabeça apoiada comodamente em seu colo.

De repente uma lágrima apareceu em seu olho e ela a secou resolutamente, obstinada a não permitir que caísse. Tinha derramado muitas lágrimas inúteis e não derramaria mais. Tolamente tinha pensado que seu pai a amava.

Até tinha gritado por seu auxílio quando ela estava sendo atacada. Nunca tinha imaginado que depois de sobreviver ao ataque, sofreria coisas muito piores.

Momentaneamente fechou seus olhos contra as lembranças dolorosas. Seu pai tinha entrado em seu quarto e com ela deitada sangrando e a borda da morte, ela havia estendido a mão para ele. Seu malicioso ataque verbal a tinha surpreendido tanto que seu medo se dissipou e em seu lugar ela tinha erguido um muro de força e coragem. Ela não tinha feito nada errado, e mesmo assim era obrigada a sofrer as consequências insuportáveis devido à ignorância.

E embora sua virgindade permanecesse intacta, tinham-lhe roubado sua inocência. Ela não estava preparada, nem renderia o que ficou sua honra. Pagou muito caro por defender sua honra. Tinha aprendido a manter sua cabeça muito em alto, ganhou o respeito dos aldeãos e diligentemente tinha restabelecido sua autoestima.

Com muita dificuldade podia aceitar o que seu pai era, um homem que não sentia amor por sua filha.

O matrimônio não tinha sido uma possibilidade depois do ataque. Seu pai repetidamente tinha informado que um contrato matrimonial lhe custaria muito caro e que não estava disposto a ceder uma porção de sua riqueza para uma união matrimonial que não o beneficiasse enormemente.

Tinha levado tempo aceitar seu destino solitário, mas ela o fez e nunca protestou. Então tinha se educado na arte de curar e tinha achado grande consolo no conhecimento de saber que podia ajudar a outras pessoas. Aceitando seu destino, ela tinha descoberto que se orgulhava da mulher em que se transformou.

Fez-se forte e mantinha sua cabeça em alto e não renderia o que ganhou com tanto trabalho a ninguém, especialmente ao Leão.

- Minha Lady - a voz ansiosa de Alice interrompeu seus pensamentos.

Isabella imediatamente ficou de pé. - Algo está errado?

- O marido da Mary, a cozinheira, esteve mal faz alguns dias e ela está preocupada. Ela perguntou se lhe faria uma breve visita.

- Claro - Isabella disse, sentindo que tinha passado suficiente tempo sentindo piedade por si mesma, limpou as lagrimas, era melhor superá-la e não derrubar-se nela.

A cabana de um quarto estava a uma escassa distância da cozinha. Era limpa e estava bem mantida. Isabella notou ao entrar fontes com flores e ervas em todas as partes. Havia uma mesa com duas cadeiras, um móvel de madeira, uma cama grande e um baú ao pé da cama. Uma lareira de pedra permanecia apagada, uma escolha sensata com o tempo quente que tinham.

Isabella e Alice foram para a cama. - Stuart, ela é Lady Isabella. Ela veio para te pôr bem.

O homem gemeu E sacudiu a cabeça. - Muito tarde.

- Tolices - Alice o desafiou. - Estará bem. Provavelmente não tenha nada mais do que estomago doente.

Isabella caminhou mais perto da cama. O colchão era de palha, mas tinham agregado lavanda que dava um aroma doce. Ao olhar o homem Isabella se alarmou. Ele estava mortalmente pálido; seus lábios grossos estavam secos, quase gretados; e seus olhos marrons tinham dificuldade para enfocar. Ele era muito alto, tinha um peito volumoso e pernas sólidas.

- Traz sua esposa rapidamente, Alice - ela ordenou.

Alice a olhou com alarme antes de sair do quarto.

Isabella cheirou a jarra que estava em uma pequena mesa ao lado da cama. Parecia bastante inocente, urtiga para acalmar o estomago, embora parecesse ter pouco efeito no homem doente.

Isabella localizou o barril de água da chuva fora da porta da frente, encheu uma fonte de madeira com a água e procedeu a lavar a testa do homem com água fresca. Ele não tinha febre, o que mais a alarmava e a deixou perplexa.

Mary encheu a soleira da entrada. Ela era magra, com bom tom muscular e seu peso estava uniformemente distribuído em sua estrutura óssea grande. Tinha um bonito rosto e olhos expressivos que abertamente expressaram uma preocupação temerosa.

Isabella não pôde evitar pensar nos pequenos gigantes que esse casal conceberia.

- O que está mau? - Mary perguntou, apressando-se ao lado de seu marido. Ela se ajoelhou perto da cama, agarrando sua mão flácida.

- Preciso saber o que lhe deu - Isabella disse suavemente.

- Urtiga - Mary se apressou a explicar. - Para seu estomago doente, acredito que foi carne ou pescado em mal estado.

Não era raro que consumissem comida em mal estado e que os estômagos protestassem por isso, mas Stuart estava doente já ha alguns dias, o que significava que se tratava de algo mais.

- Quais foram suas queixas? - Isabella perguntou.

Mary foi rápida em responder. - Ele deixou de comer dizendo que estava enjoado.

- Ele comeu algo hoje?

Mary sacudiu a cabeça negando. - Nada nos últimos dois dias exceto chá.

Isabella parecia perplexa e preocupada.

- Não há nada que possa fazer por ele? Tem febre? - Mary perguntou ansiosamente.

- Não tem febre, embora suas queixas me preocupem.

Alice entrou na cabana ofegante. - Os criados lhe necessitam na cozinha Mary. O cordeiro deve ser condimentado e guisado e um criado jovem pôs muito tomilho à massa do pão e ficou ...

- Basta - Isabella disse. - Mary, vá se ocupar de seus deveres. Eu atenderei seu marido e se necessitar de sua ajuda, enviarei Alice para te buscar.

Mary pareceu hesitar entre seu dever e seu marido, mas Isabella sabia que seria melhor que ela estivesse ocupada com seu trabalho enquanto Isabella cuidava de seu marido doente.

Isabella estendeu a mão e a colocou sobre a de Mary, que continuava mantendo firmemente a mão flácida de seu marido. - Prometo que te mandarei procurar se te necessito.

Mary sacudiu a cabeça e Isabella caminhou para onde Alice estava na entrada, ainda ofegando. - Me traga minha cesta de remédios e um balde de água tirada do poço.

Alice sacudiu a cabeça e partiu.

Mary se uniu a Isabella na porta. - Há algo que necessite?

- Nada que não possa fazer. Vá e não se preocupe.

Mary sorriu incomodamente e caminhou em direção à cozinha com passos reticentes.

Isabella caminhou impacientemente pela cabana, insegura sobre que medidas tomar para ajudar o homem. Era difícil tomar uma decisão de como tratar um doente quando a razão de sua enfermidade era desconhecida.

Ela podia prejudicar em vez de ajudar se não estava segura de qual era o problema.

Stuart dormia de tanto em tanto, murmurando incoerentemente. Parecia preocupado pelas savanas, sempre insistindo que ele devia tomar agora.

Alice anunciou que era o horário do jantar e que ela deveria ir tomar um banho e vestir-se. Isabella a despediu com um gesto de sua mão. Não tinha apetite e estava muito preocupada com o Stuart para ir ao jantar.

Tinha pensado em purgá-lo, mas não estava segura se lhe faria bem a sua condição já muito debilitada. Continuava concentrando-se em tudo o que tinha aprendido sobre ervas e seus efeitos ao longo dos anos.

Ela tinha feito vários descobrimentos estranhos e assombrosos que esperava poder aplicar à condição de Stuart.

Isabella acendeu várias velas quando a noite começou a cair e revisou o conhecimento que mantinha arquivado em sua mente.

Edward olhou da plataforma os ocupantes do grande salão. Estava cheio com seus homens e suas mulheres rindo, comendo e desfrutando do jantar.

Jasper estava sentado com ele e até Emmett havia se sentido suficientemente bem nos últimos dois dias para unir-se a eles. Mas sua esposa estava ausente.

A comida era excelente, um saboroso cordeiro guisado, teria que recordar em felicitar a Mary pelo pão verde que acompanhava o guisado; a coloração chamou sua atenção.

Perguntou-se pelo paradeiro de sua esposa.

Ela o estava evitando propósito? Tinha intenção de descobri-lo.

Ele olhou o recinto procurando Alice. Não a vendo, ele girou para o Emmett. - Onde está sua mulher?

Emmett quase se afogou com um pedaço de cordeiro. - Minha mulher?

- Ainda não a fez sua mulher? - Edward perguntou irritado.

Emmett ruborizou e sacudiu a cabeça, negando.

Jasper riu. - Acredito que vocês dois estão necessitando de uma série de instruções de como levar para cama uma mulher.

Edward o silenciou com um olhar letal.

- Onde está Alice? - Edward perguntou a Emmett.

Efetivamente Emmett sabia exatamente onde ela estava. - Alice está ajudando lady Isabella a atender ao marido da cozinheira. Ele está doente.

- Minha esposa ignora seus deveres de esposa para atender a um homem doente? - Ele perguntou a ninguém em particular, e muito ruidosamente.

O salão de repente se silenciou salvo por alguns sussurros e murmúrios.

Já tinha suportado o bastante. Este era seu castelo, e sua esposa o obedeceria.

- Diga à cozinheira que desejo vê-la - Edward ordenou a uma criada.

A pobre moça tremeu quando ela se aproximou da plataforma. - A cozinheira foi chamada a sua cabana por Lady Isabella, meu Lorde.

Edward ficou de pé, sua grande altura lançando uma sombra ameaçadora sobre a moça temerosa. Ela rapidamente tropeçou saindo de seu caminho quando ele desceu da plataforma e se dirigiu diretamente para fora pelas portas da frente da fortaleza.

- Minha aposta é pelo Leão - Jasper disse a Emmett.

- Te deixarei pobre - Emmett riu. - Minha aposta é pela curandeira.

Alice estava fora da porta fechada da cabana e imediatamente deu vários passos ao lado quando Edward se aproximou.

Seu cabelo comprido e escuro e as roupas escuras misturando-se com as sombras da noite e seus olhos verdes lançando um brilho de fogo que era raiva.

- Ela está ai dentro? - ele perguntou.

- Sim, meu Lorde - Alice respondeu com uma respeitosa inclinação de sua cabeça. - Mas ela não deseja ser incomodada.

- Vai, Alice - Edward disse com tranquilidade e firmeza. - Vá assistir a Emmett.

Alice olhou apreensivamente em direção à porta fechada e nesse momento Edward claramente entendeu onde estava a lealdade da moça.

- Não repetirei o mesmo - ele disse com uma aspereza que imediatamente a pôs a correr.

Ele agarrou o cabo de madeira e em vez de entrar ruidosamente, entrou lentamente e silenciosamente, abrindo a porta só uns centímetros e escutou.

Isabella e Mary estavam sentadas à mesa enquanto Stuart dormia profundamente.

- Ele contínua falando de uma poção, Mary. A que se refere? - Isabella perguntou à mulher chorosa.

- Não sei - Mary disse com um sacudir da cabeça. - É importante?

- Poderia sê-lo. Preciso saber se ele esteve adicionando algo a sua comida ou bebida.

Mary pensou por um momento e depois sacudiu a cabeça novamente. - Não recordo havê-lo visto fazer isso.

Isabella suspirou e prosseguiu tão delicadamente como era possível. - Então devo te fazer uma pergunta pessoal que poderia me ajudar a descobrir se ele tomou uma poção.

Mary a olhou estranhamente. - Pessoal?

- Sim, e se não desejar respondê-la depende de você, mas sua resposta pode ajudar a seu marido a fazer uma recuperação bem-sucedida.

Mary sacudiu a cabeça. - Responderei qualquer coisa que me pergunte.

- Bem - Isabella disse com uma gentil tapinha em sua mão e continuou reticentemente. - Preciso saber se seu marido procurou cumprir com seus direitos conjugais mais frequentemente do que o habitual ultimamente.

Os olhos da Mary se aumentaram. - Uma enfermidade pode fazer que um marido procurasse a sua esposa mais frequentemente?

- Não - Isabella assegurou. - Mas certa erva é considerada por alguns como um afrodisíaco.

- É por isso que ele não pode manter suas mãos longe de mim? - Mary perguntou com uma mistura de surpresa e decepção e com isso respondeu a pergunta de Isabella.

Isabella sacudiu a cabeça. - Não, a erva não tem nenhuma qualidade afrodisíaca; realmente é venenosa.

Mary se alarmou. - Stuart morreria se tomasse isso?

- Sim, se tomasse muito - Isabella confirmou.

Lágrimas apareceram nos olhos de Mary, mas tinha devotado a informação de boa vontade. - Quando Stuart voltou de lutar, ele teve um problema.

Isabella escutou silenciosamente, sem comentários.

- Tentou-o noite após noite, mas nada aconteceu. Então ele partiu para acompanhar Lorde Edward a Cork. Ele não tentou me tocar por uma semana antes de partir. Depois voltou, e em sua primeira noite... - Ela sorriu com prazer.

- Era como se estivéssemos recém-casados e foi assim até que ele adoeceu.

- Ele trouxe algo de volta de sua viagem?

- Ele tem uma bolsa que mantém entre suas coisas privadas, eu nunca me atreveria.

- Eu sim - Isabella disse. - Me passe a bolsa.

Mary vacilou.

- Deseja que seu marido fique bem?

Mary não pensou duas vezes. Dessa vez ficou de pé e foi procurar a bolsa do baú de madeira no extremo da cama.

Isabella estudou o conteúdo com cuidado. A grande bolsa de couro continha vários artigos e ela se encontraram abrindo caixas de couro e desenrolando tecidos, só para sentir-se decepcionada com cada artigo. Pensou que sua busca era um fracasso até que viu uma bolsa de tecido dobrado em um canto. Abriu lentamente e derramou uma pequena quantidade do conteúdo em sua mão. Ela cheirou as folhas da erva. Tirou seu nariz com desgosto, o aroma fedido confirmou suas suspeitas.

- Este é o problema - Isabella explicou pacientemente. - E pode agradecer a Deus que quem deu isto só adicionou uma quantidade mínima da erva a poção, de outro modo seu marido estaria morto.

Os olhos de Mary aumentaram novamente. - Ele estará bem?

- Ele deve melhorar - Isabella disse. - Teve muita sorte. Se assegure de que ele descanse, que beba chá e caldos. Em um dia penso que o achará muito melhor.

Mary assentiu com a cabeça e baixou seus olhos para o chão de terra enquanto perguntava. - Seu problema retornará agora que ele não pode mais usar a poção?

Isabella agarrou suas mãos, forçando à mulher a olhá-la. - A poção quase o matou e não ajudou a resolver seu problema; ele só acreditou no poder da erva.

- Mas agora ele acreditará que seu problema voltou - Mary disse tristemente.

- Então ele precisará de algo para substituir essa poção tóxica.

- Tem algo? - Mary ansiosamente perguntou.

Isabella sacudiu a cabeça e tirou de sua cesta de remédios uma pequena bolsinha de couro. - Estas folhas são muito potentes. Deve só preparar um pingo em água quente.

- E ele não terá nenhum problema?

- Nenhum problema - Isabella lhe assegurou. - E não me surpreenderia que tivesse um bebê para o verão.

Mary lançou seus braços ao redor do pescoço de Isabella e a abraçou firmemente antes de dar-se conta que suas ações eram impróprias. - OH, minha lady, Me perdoe - ela se afastou, agitando sua cabeça e continuou desculpando-se.

- Tolices, estou contente porque pude ajudar. Agora te prepare um chá e relaxe. Teve muita preocupação ultimamente. Deveria descansar.

- Verdadeiramente é uma dama muito amável - Mary disse e curvou sua cabeça com respeito.

- Obrigado por suas palavras amáveis - Isabella disse e juntou suas coisas.

- Me ocuparei que uma bandeja com comida seja levada a seu quarto. Não comeu nada desde manhã e deve ter fome.

Isabella tentou protestar.

- Por favor, minha lady, Eu gostaria de fazer isso por você - Mary disse.

Isabella sacudiu a cabeça. - Como desejar.

Isabella examinou o homem adormecido uma vez mais, assegurando a Mary que ele estaria bem e foi para a porta, direto aos braços de seu marido.

- Uma pergunta, esposa querida - Edward disse, assegurando-se que a porta estivesse fechada atrás dela. - Como sabe que essa erva é considerada um afrodisíaco?