quarta-feira, agosto 06, 2014

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capítulo 12


Autora: Giis Vieira

Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

 Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

 Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Capítulo 12
Bella
Os meses passaram-se rápidos, já estávamos no começo de dezembro, fazendo preparativos para o natal. Eu iria passar na casa dos Hastings, já que minha prima ia para casa do pai em Washington, minha tia sempre passava com o namorado dela. Ela disse que passaria comigo, não queria que eu fosse para Phoenix, mas eu não ia fazê-la mudar os hábitos dela e como Tom afirmou que Renée ia passar o natal com a família de Phil na Florida, ela então ela cedeu. Eu também não estava nenhum pouco a vontade de ir para lá, mas eles me garantiram que não iam passar o feriado na casa deles.
Minha vida estava uma correria, com minha prima e suas amigas resolveram me ignorar novamente na escola eu ficava cada vez mais sozinha, elas alegavam ter muito ensaios já que os jogos finais estavam chegando, mas eu sabia que Stacy havia aumentado os treinos das lideres de torcida, para impedir Beck de conversar comigo. Então para ocupar minha mente, me ofereci para organizar os eventos da escola. Como a decoração do baile de inverno, a organização da feira cultural e de ciências, e um show de talentos, uma ideia que deixou a professora de teatro eufórica.
Quando não estava, na escola ou em casa trancada no quarto respondendo os e-mails de Anna ou estudando - eu era a aluna numero 1 da minha turma -, eu ia para o balé, minha tia impôs que eu continuasse, já que eu fazia para melhorar meu equilíbrio eu até gostava, segundo a coreografa eu tinha talento, me inscrevi em um curso de francês e de informática, eu estava fazendo designer gráfico e digital, todos achavam chato, mas eu gostava e sabia que seria bom no meu currículo.
Tinha acabado de chegar em casa, depois de chegar do balé, minha tia e Britanny estavam discutindo.
– Mãe, por favor? - pedia minha prima chorosa.
– Nada disso Srta Britanny, você vai para casa do seu pai e ponto já combinei tudo com ele.
– Mas mãe eu detesto Washington, e eu não quero ficar olhando para a cara daquela mulher sem um pingo de senso de moda. Ta na cara que a família dela me odeia.
– Não seja dramática, você vai sim, e alias vai poder visitar seu tio Arthur. Faz tempo que ele não vê você.
– Por que a Bella, não vai também ver o tio Art também? Por que eu tenho que sofrer sozinha?
– Porque você está indo para a casa do seu pai. E a Bella vai para a casa dos Hastings, já combinei. É só uma semana Britanny, menos que isso, o ano novo vamos passar todas juntas.
– Mas mãe...
– Nada de mais, nem menos você vai e pronto.
Fui para a cozinha silenciosamente, não queria ser pega ouvindo a discussão das duas. Comecei a preparar alguma coisa para comer.
– Oi Bells. - disse minha prima mal-humorada entrando na cozinha. 
– Oi. Com fome? 
– Não, já comi. Não posso comer muito aumentei 50 gramas, não posso me dar ao luxo de aumentar mais. Acho que vou ter que fazer outra dieta.
Olhei para ela incrédula. Como assim outra dieta? Ela super magra. Tudo bem que eu era mais, mas era só porque ela tinha mais corpo que eu.
– Mas você sabe que não precisa, não é? Quer dizer você é super magra, tem quase o mesmo corpo que eu.
–Não mesmo, alias como você consegue comer tanto e não engordar nada. Eu não posso nem se quer passar perto de comidas de altas calorias, se não meu uniforme não entra mais. Não sei como vou fazer no natal, para não ganhar mais calorias.
– Você também não engorda, a diferença é que você tem mais seios do que eu, mas tirando isso, seu corpo é praticamente igual ao meu. 
– Ah, Bella para com isso. Olha, a Stacy disse que percebeu que eu dei uma engordada, e tenho que perder.
Ah, então a loira aguada que tava falando isso. O que ela queria que minha prima tivesse anorexia, porque ela quase não comia direito, agora então depois que ela disse isso, a menina só passou a viver de água e salada.
– Olha, se a gente fosse a um nutricionista. - eu sugeri. - Ele recomenda uma dieta saudável, eu pego algumas receitas light. Você não precisa ficar passando fome para manter a forma e, além disso, você malha tem que se alimentar.
– Tudo bem. Mas vamos o mais rápido possível.
– Tá amanhã, eu não vou ter curso por causa dos feriados podíamos ir depois da escola.
– Tá. - e saiu.
Juro que eu não entendia a cabeça das meninas desse lugar. Como podem achar uma coisa só porque outra pessoa disse? Eu já não acreditaria só pelo fato de vim da boca de Stacy Roberts.
No outro dia, fomos a um nutricionista. Ele como eu suspeitava, disse a minha prima que ela não seu corpo não tinha mudado, e que ela precisava se alimentar passou uma dieta para ela e fomos para casa. Quer dizer eu fui para casa, ela foi para o treino. 
Peguei o livro de receitas que havia comprado e fiquei folheando, vendo as receitas. Todas eram bem praticas e simples, e o mais importante pareciam ser nutritivas e deliciosas, não sei quanto tempo fiquei ali olhando, eu lembrei-me de meu pai, Charlie nunca gostava muito de seguir receitas, mas sempre saia uma delicia. Às vezes ele criava as próprias receitas dele. 
“ Sabe Bells o segredo não está, no que você segue e sim nas suas mãos, não adianta nada você seguir o livro a risca e não ter o dom ou fazer com carinho.” - ele me disse quando eu perguntei porque ele não estava olhando o livro para fazer o Crepe.
“ Isso, agora coloque uma pitada de orégano.”
“ Orégano papai?” - perguntei incrédula - “ Acho que não vai ficar bom.”
“ Confie em mim princesinha, vai ficar uma delicia” - disse ele, me dando um beijo na testa.
Não sei quando tinha começado a chorar, só vi quando minhas lagrimas mancharam a pagina di livro. Eu estava lendo uma receita de crepe light quando me lembrei. Ele sempre cozinhava comigo, era a melhor coisa do mundo. Sentia falta dele segurando minhas mãos quando para adicionar algum ingrediente em algum prato que fazíamos, sentia falta dele me chamando de princesinha.
“ Como vai minha princesinha?” - ele disse me pegando no colo. Apesar de já ter meus onze anos ele ainda me pegava no colo, acho que é porque sempre fui muito pequenininha. 
Mesmo magro e abatido pela doença, ele ainda era alegre e mantinha aquela beleza que tanto me fascinava. Eu ficava super feliz quando diziam que eu era parecida com ele.
“ Papai, por que me chama de princesinha? Eu já passei dessa fase” 
“ Porque, para mim você vai sempre ser minha menininha, minha princesinha, sempre” - ele disse com intensidade.
Outras lembranças inundavam minha mente.
“ Assim Bells, me segue, dó menor” - dizia ele apertando uma tecla no piano e eu repetia. - “ Muito bem, você está ótima meu amor.” 
Abri meu maior sorriso. Ele me deu um beijo na testa.
“ Papai lembra aquela musica que compôs para mim?”
“ Sim”
“ Eu consegui tocar ela no violão.” Peguei o violão e comecei a dedilhar, a mesma melodia que ele tocava para mim antes de me colocar para dormir
“ Lindo, ficou perfeito.” - ele me deu um beijo na testa - “ Vamos fazer assim, eu toco no piano e você no violão”
Ficamos tocando por um tempo. Eu coloquei o violão preto com detalhes pratas de lado, com cuidado era o xodó de Charlie depois de mim.
“ Ei, quando vai me dar o violão?” - perguntei descarada.
“ Eu já te dei um Bells.”
“ Isso você me deu um, muito bom e caro, mas eu quero aquele.” - Apontei para o xodó que estava em um pufe.
“ Desculpa, princesa, mas não posso te dar seu irmãozinho ele faz parte do meu passado macabro” - ele rio - “ Ele me acompanhou por muita coisa, temos historias juntos. Quem sabe na sua formatura do colegial hein?” - ele piscou para mim. E voltou a tocar, eu andei até ele e sentei em seu colo. 
As lembranças eram tão dolorosas, que chegavam a ser físicas. Senti que não conseguia respirar, me apoiei na mesa da cozinha para não cair.
Entrei no quarto do hospital, e vi meu Charlie, magro e abatido olhando e sorrindo para mim, seu sorriso era lindo.
“ Oi princesinha” - ele pegou na minha mão, a sua estava fria como se tivesse colocado-a no gelo. - “ Que bom que veio, estava com saudades. Gostou do meu presente, desculpe não ter ido passar o natal com você meu bem.”
“ Tudo bem” - eu disse com a voz fraquinha - “ Adorei o presente, foi o melhor de todos” - Ele finalmente tinha me dado o xodó dele, e antes da minha formatura. - “ Mas meu maior presente seria ver você bom logo, para voltarmos a tocar juntos.”
“ Em breve princesa, em breve. Bells quero que me prometa uma coisa” - ele olhou-me com aqueles olhos castanhos claros, que eu tanto amava.
“ O que?”
“ Prometa-me que jamais vai deixar de tocar e cantar, nem de dançar. Jamais vai deixar de sonhar e não vai deixar ninguém estragar seus sonhos e que vai ser feliz. Você me promete?”
“ Sim” - já estava chorando, ele me puxou delicadamente para perto dei um beijo na bochecha dele, depois deitei perto de sua cama e chorei, percebi que ele também chorava.
Eu já não aguentava mais, queria me livrar da ultima, mas não pude, ela sempre estava ali para me assombrar.
“ Mamãe, por favor, eu quero ver o papai” - pedi mais uma vez.
“ Não vai da Bella, não será possível, os médicos não deixarão entrar de novo” - ela disse, percebi que ela estava triste.
Phil entrou logo em seguida, e olhou a cena, minha mãe sentada no sofá e eu de joelhos, implorando para ela me levar para ver meu pai.
“ Conte logo a ela Renée” - disse Phil - “ Não, vão poder esconder por muito tempo, uma hora ela vai saber”
Minha mãe olhou-me com pena, e me puxou para sentar no colo dela.
“ Meu amor fique calma. E lembre-se eu estarei aqui sempre” - deu-me um beijo no rosto. - “ Ligaram do hospital, e bem Charlie havia piorado, desculpe meu amor, mas seu pai não resistiu ele já estava em fase terminal...”
Não terminei de ouvir o que ela falava, disparei porta afora. Ouvi ela e Phil me gritarem, mas eu corri mais rápido. Ainda não sei como consegui correr tão rápido sem tropeçar. Quando vi já estava dentro do ônibus que me levaria ao hospital. Quando cheguei ao ponto não esperei o veiculo parar completamente, disparei parei para dentro.
Corri procurando um elevador. Parecia que minhas pernas iam fraquejar, mas elas não podiam falhar agora, não agora. Cheguei ao quarto de Charlie, tinha um monte de enfermeiros e dois médicos, vi meus avós perto do leito de papai chorando. Eu cheguei mais perto e pude ver o medico retirando os aparelhos de respirar, e a sonda, o aparelho que marca os batimentos cardíacos estava parado, não fazia mais aquele barulhinho que significa que o coração está batendo. Fui para mais perto e vi quando a medica fechou os olhos de Charlie.
“ Não” - murmurei. Todos pareciam não ter percebido minha presença, até eu começar a gritar. - “ NÃO” - falei mais alto. -“ Não, papai, não, você não pode me deixar, eu preciso de você, eu preciso. Quem vai cuidar de mim? Quem vai me ligar para me desejar boa noite?” - disse agarrada ao cadáver de meu pai. - “ Por favor, papai abre os lhos abre, por favor...”
Não vi, mas quando dei por mim já tinha sido arrancada do corpo de Charlie e levada para outra sala. Aplicaram algo no meu braço e eu apaguei.
Aquela lembrança foi demais para mim. Lembrar-me do meu Charlie, que era sempre alegre, pálido, frio, sem vida, sem sorrir para mim, ou falar que eu era sua princesinha. 
Lembro-me quando questionei porque ele me chamava de princesinha, se ele não era rei, nem Renée era rainha. Ele sorriu e disse:
“ Todo pai tem uma princesinha. E você é a minha”
Não resisti, não conseguia respirar. E não vi mais nada a não ser a escuridão.
–- Bella? Oh, meu Deus Bells. - Não reconheci a voz.
–- Vamos levá-la para o sofá.
–- Vou pegar água.
Havia um monte de voz, que não conseguia identificar. A minha cabeça estava pesada e meu peito doía e ainda não conseguia respirar. Consegui abrir os olhos, tinha muitas pessoas na sala, mas não conseguia enxergar os rostos.
–- Bella você está bem? - perguntou-me a voz mais uma vez. Consegui balançar a cabeça. - Karen ligue para minha mãe, diga a ela que a Bells está mal.
Não sei se ela foi ou não. Ouvi o telefone tocar e Karen atender.
–- Alô. Alô. - ela disse mais uma vez. - Oh, meu Deus Bella...
Foi a ultima coisa que eu ouvi.
Edward
Já fazia alguns meses, que eu estava no Alasca com minha família. E também alguns meses que eu estava me envolvendo com Tanya, na esperança de esquecer aquela garota que jamais poderia ser minha.
Vezes ou outra eu me perguntava o que será que ela estava fazendo. 
Eu me sentia um idiota por não ter escutado Alice. Na esperança vã, de esquecer Bella, eu realmente achei que com o tempo começaria a sentir algo por Tanya. No começo confesso que foi legal, tive experiências com ela que nunca havia tido. Mas depois percebi meu grande erro. Eu nunca me apaixonaria por Tanya. 
Eu achei que seria simples, que se eu ficasse com ela. Mas não era, eu estava infeliz e o pior fazia Tanya infeliz, a pesar dela não demonstrar, pelo menos não na frente da minha família. Depois de algumas semanas juntos Tanya começou a cobrar meus sentimentos. Ela dizia que me amava e queria que eu amasse também e dissesse isso. Eu poderia simplesmente dizer que a amava, mesmo sabendo que não era verdade, mas eu não gostava de mentir.
Para piorar minha situação Alice, também não falava comigo e eu ficava cada vez mais deprimido, porque se pelo menos pudesse ouvi-la dizer que meu futuro com Bella estava certo, já me sentiria feliz, mas ela não me dizia nada, e muito menos deixava-me ler seus pensamentos.
Então para aliviar meu sofrimento eu sempre ligava para a casa da tia de Bella, eu nunca falava nada, quando atendia - que para minha alegria era quase sempre Bella. Às vezes tinha imensa vontade de falar para ela me esperar, que estava indo buscá-la, mas não conseguia, eu era covarde de mais.
Mas só de ouvir sua doce voz, já me deixava feliz. Em alguns dias ela estava tensa. Tentei perguntar para Alice se ela poderia ver o que acontecia com Bella, mas ela sempre me ignorava. Eu tinha uma imensa vontade de me chutar por ouvi Rosalie.
Liguei para Bella, seguidas vezes na semana. As vezes ligava mais de duas vezes por dia. Eu tinha medo que a tia dela mudasse o numero de telefone pensando em se tratar de um trote. 
E depois de mais uma discussão com Tanya, por mais uma vez não ter feito sexo com ela - aquilo já estava passando dos limites Tanya era insaciável e eu não queria ferir seus sentimentos. Pois sempre via o rosto de Bella no lugar do de Tanya -. Então mais uma vez fui refugiar-me da minha dor, ligando para Bella, mas desta vez foi uma foz diferente das que eu estava acostumado a ouvir.
–- Alô! Alô! - pediu mais uma vez uma voz desconhecida, ela parecia tensa. - Oh, meu Deus Bella. 
Fiquei tenso de repente. Será que aconteceu alguma coisa com minha garota. Ouvi a respiração da garota se acelerar do outro lado da linha.
“ Pelo amor de Deus Karen desliga esse telefone e ligue para minha mãe logo. A Bella desmaiou de novo. Seja lá quem for vai ligar de novo. Anda rápido.” - Uma voz gritou então ela realmente não estava bem. Fiquei nervoso com vontade de pegar um carro e dirigir até chegar na Califórnia. 
A menina ainda estava na linha então pude ouvir outra pessoa gritando do outro lado.
“ Ela está ficando roxa, acho que não está respirando. Pelo amor de Deus Karen desliga a droga do telefone e liga logo para a Claire.”– a voz de outra menina gritou, quando tive coragem suficiente para perguntar o que estava acontecendo o telefone, ficou mudo.
Fiquei tenso andando de um lado para o outro. Só tinha uma pessoa que poderia me ajudar.
Disparei escada acima, e entrei no quarto de Alice. Ela estava separando algumas coisas com Jasper.
– Nossa Ed. Que tensão é essa? - perguntou Jasper preocupado.
Não lhe respondi, fiquei olhando para a baixinha, que me ignorava.
– Alice, por favor, eu acabei de ouvir pelo telefone... - respirei fundo. - Preciso saber como ela está.
Ela não respondeu, agiu como se eu não tivesse dito nada.
– Alice, até quando vai continuar agindo assim? Isso é infantil. Alice me ajuda, por favor? - eu estava quase de joelhos.
“ Como você desejou, eu não irei me intrometer na sua via Edward então nem adianta insistir” Ela pensou. Que ótimo. 
Olhei-a com raiva, tive vontade de sacudi-la, até ela me ouvir, Jasper percebeu e se postou ao lado de Alice, me fazendo ficar mais calmo.
“ Calma Edward, você sabe como ela é. E você tem que admitir que foi grosseiro com ela. Alice ainda está magoada. Sabe como ela é sensível.”
Sai do quarto batendo a porta com raiva. Desci e fui para sala, lá estavam Rosalie e Tanya. Que ótimo. Elas estavam vendo um catalogo de noivas. Ao que parecia, Rosalie planejava se casar de novo.
Sentei-me na banqueta do piano, e encostei minha cabeça no instrumento. Fazia tempo que não me sentia motivado a tocar. Sentia duas mãos acariciar meu peito e meu abdômen por debaixo da camisa.
“ Sabe, vendo aqueles vestidos de noiva com Rosalie me deu uma vontade enorme de casar-me. O que você acha?” Tanya disse-me em pensamentos enquanto beijava meu pescoço.
– É cedo ainda para pensar em casamento não acha? - Disse da maneira mais cordial que pude. Acho que não seria legal falar que não queria casar-me com ela.
– Amor? - dizia ela enquanto beijava meu pescoço. - Faz uma música para mim? - pediu manhosa.
– Você sabe que não é assim Tanya. Eu tenho que está inspirado.
– Então, que tal de se eu te inspirasse no quarto?
Ela não me deu tempo de responder, me puxou com toda a sua força para o meu quarto.
Algum tempo depois consegui que Tanya me deixasse sair do quarto. Não sei mais por quanto tempo eu aguentaria isso. Varias vezes pensei que se fosse com a Bella eu adoraria ficar trancado por dias no quarto com ela.
“ Uhh, Tanya te deu a carta de alforria Ed?” 
Tinha que ser o Emmett, para fazer esses tipos de comentários. Jasper estava com ele, me analisou atentamente, mas não disse nada só balançou a cabeça.
– Edward você está péssimo, mais que péssimo devo dizer. 
– É mesmo Emmett? Então me diz um motivo para eu estar de bom humor?
– Bom eu não vou te dar motivos, mas você sabe o que tem que fazer. Eu não preciso ler mentes, nem ter o dom do Jazz para saber que você está sofrendo, que está infeliz. Até mais que antes de conhecer aquela garota.
– O que é vai colocar a culpa nela também Emmett? - perguntei com raiva.
– Não até porque eu sei, que ela não deve fazer a mínima ideia que o idiota do meu irmão está sofrendo por ela. Vamos ser realista Edward, Alice tinha razão essa sua felicidade alternativa nunca iria dar certo. Você está infeliz e está fazendo Tanya infeliz também. Por que não acabar logo com isso? - Eu nunca havia visto Emmett falar assim comigo.
– Emm tem razão Ed. - Jasper se pronunciou pela primeira vez. - Você está sofrendo. E quanto a Tanya não se preocupe em dar a noticia a ela.
– Por que não? - perguntei confuso.
–Ora Edward está na cara que ela não sente amor por você. Atração sim, desejo. Mas amor não. Ela só resolveu insistir com você porque foi o único que a rejeitou.
– Eu não sei o que fazer.
– Você sabe. Claro que sabe Ed. - Emmett suspirou. - Bom eu e Jazz vamos caçar, até mais tarde.
Eles saíram. E eu fiquei sozinho com minhas duvidas. Era difícil saber qual caminho certo a seguir.
Desci as escadas e encontrei justamente quem eu queria, Esme estava sentada no sofá desenhando em um bloco, provavelmente planejando mais uma reforma.
– Oi, meu bem. - ela me disse com doçura. - Posso ajudá-lo em algo?
– Sim, acho que preciso de colo de mãe.
Ela riu, deixou o bloco e a caneta em cima da mesinha de centro e abriu os braços. Fui até ela e deitei minha cabeça em seu colo, enquanto ela afagava meus cabelos. Era uma sensação tão boa.
– Então, o que meu filhinho lindo tem?
– Eu não sei o que fazer. Eu não estou feliz com Tanya como eu pensei que ficaria, e pior estou fazendo-a sofrer também, eu simplesmente não consigo tirar Bella da cabeça.
– Bom, eu não falei nada antes, porque vocês tomam suas decisões sozinhos, e eu não gosto de me intrometer, cada um sabe o que é bom para si mesmo, mas como isso está afetando a sua felicidade, vou ter que falar tudo o que penso.
“ Nunca achei que fosse uma boa ideia, essa historia de você se envolver com Tanya. Por isso não falei nada, eu cheguei a repreender Rosalie por isso, mas como você tomou a sua decisão, não pude fazer muita coisa. Mas não gosto de ver você sofrendo Edward, isso me mata.” 
Ela respirou fundo, e continuou:
– Ed, todo relacionamento as duas partes tem que se envolver igualmente, para dar certo ambos têm que estar comprometido. Não adianta vir com essa historia de “eu amo por nós dois”, e só em alguns casos o sentimento mutuo vem com o tempo. Mas você sabe como é para nós Edward nós não mudamos...
– Mas e se ela não sentir o mesmo Esme? - eu a interrompi. - Quero dizer eu sei que a amo, com todas as minhas forças, mas e se ela não sente o mesmo por mim, o que me adianta?
– E por isso você se joga em um relacionamento infeliz? - eu virei para olhar eu seus olhos. - E você nem ao menos perguntou para ela. Eu sei que você tem medo, meu amor, eu sei que vai ser difícil, devido ao que nós somos, mas quem sabe a reação dela não seria diferente? E se ela também te amar. Eu sei também que se preocupa pelo fato dela ser uma menina ainda, mas meu bem ela vai ficar mais velha e você pode esperar. Não precisava se envolver com alguém que você não gosta e ficar sofrendo. E sinceramente não acho que Tanya te ame tão profundamente quanto ela diz.
Esme tinha razão, eu estava tão desesperado e com medo, que aceitei o primeiro conselho que me deram. E logo de quem foi Rosalie, eu deveria ter procurado minha mãe, ou meu pai, até mesmo Emmett. Fui um tolo.
– Eu fui um tolo. - disse por fim.
– Não meu bem, não foi. Mas ainda dá tempo de resolver isso, antes que fique tarde de mais.
– Tem razão obrigada mãe. 
– De nada. - ela inclinou o rosto e beijou-me na face.
Eu sabia o que tinha que fazer, não podia mais perder tempo, mas tinha medo de machucar Tanya. Então eu não sabia o que fazer nem como fazer.
(*)
Os meses foram se passando a situação estava insuportável e eu cada dia mais infeliz. Eu sentia que meu tempo estava se esgotando, eu tinha que dar um fim nisso o mais cedo possível. 
Então um dia tomei a decisão, eu ia terminar tudo com Tanya era agora ou nunca. Conversei com Carlisle e Esme, eles disseram para fazer o que eu tinha que fazer, eles só não aguentavam me ver sofrer. 
Fui para meu quarto, trocar de roupa depois de caçar. Quando cheguei no quarto encontrei Tanya deitada na minha cama.
–Oi Ed. - disse ela sorrindo maliciosamente.
– Oi Tanya. Quem bom que está aqui. Precisamos conversar.
“ Oh, será que ele finalmente vai dizer que me ama, e me pedir em casamento?”
– Não Tanya, não é nada disso. - Ela me olhou confusa. Respirei fundo e continuei. - Você sabe que estamos juntos já faz algum tempo, na esperança de que eu, um dia fosse sentir algo por você. E juro que eu tentei retribuir todo o sentimento que você tem por mim, mas eu não consegui. E ao invés de ser feliz e fazer você feliz, estamos os dois sofrendo.
–Edward... - ela começou a falar, mas eu a impedi.
– Não adianta esconder Tanya, eu sei que você sofre também e muito. Eu não aguento te fazer infeliz. Desculpe Tanya, mas não podemos mais continuar com isso. Não quero mais magoar você.
– Então você está realmente terminando comigo?
– Sim. Eu sinto muito Tanya.
– Tudo bem, eu sabia os riscos. Só me responde uma coisa. É por causa da garota não é?
– Não só por ela, mas também por mim e por você.
Ela abaixou a cabeça e depois levantou sorrindo para mim.
– Bem não se pode ter tudo o que deseja na vida. Ainda amigos? - ela estendeu a mão.
– Sempre. - Ela se aproximou de mim e me deu um abraço e em seguida me beijou nos lábios, eu retribui por um tempo depois me afastei. - Tanya?
– Desculpe, mas se é despedida, tenho que aproveitar. - Ela piscou para mim e saiu em seguida.
Fui de novo para sala, toda a família estava reunida, e pelo que eu pude perceber todos ouviram, meu rompimento com Tanya.
– Como você pode fazer isso, com minha amiga seu insensível? - Rosalie levantou-se vindo em minha direção. Emmett a segurou.
– Rosalie, já chega Rosalie! - disse Esme. - Você sabe o quanto eles estavam infelizes juntos. Bom estamos reunidos aqui porque Carlisle tem uma novidade muito importante.
– Obrigada, querida. - disse Carlisle pegando a mão dela. - Bom, recebi uma proposta para dirigir um hospital em uma cidade em Washington D.C., Forks o nome da cidade, é uma cidade pequena, mas a boa noticia é que vive nublado o ano todo, poderemos andar de dia tranquilamente. Alias toda a Península Olympic é nublado, praticamente o Estado inteiro de Washington, podemos andar livremente e é claro as opções de caça são muito boas. Então o que acham.
– Eu topo. - fui o primeiro a dizer, ia ser bom voltar para os EUA. Alem disso ia ficar um clima chato com Tanya depois do nosso rompimento.
– Opa, também estou dentro. - disse Emmett, eu sabia o que ele estava tramando. Mais competições.
Alice e Jasper trocaram um olhar e assentiram um para o outro. Era estranho como eles conseguiam se comunicar mesmo sem poder ler a mente um do outro, mas era como se pudessem.
– Alice e eu também vamos. - disse Jasper por fim.
– Eu também topo, vai ser bom mudar um pouco. - disse Rosalie e abraçou Emmett.
– Bom já que estão todos de acordo. Mudamos-nos em agosto. E se vocês quiserem podem estudar de novo. - disse Carlisle rindo.
– Isso é ótimo, tenho vontade de voltar ao ensino médio. - comentou Rosalie. Que por incrível que pareça estava animada.
– Bom então tudo resolvido. Já temos uma casa lá, só precisa fazer uma pequena reforma e isso não será problema, podemos ficar em Seattle enquanto a casa não fica pronta.
Todos nós concordamos, estavam todos animados, até eu exceto o fato de frequentar a escola, passar pelo ensino médio de novo. Enfrentar um bando de adolescentes me bombardeando com pensamentos não era nada atraente, os pensamentos das garotas humanas eram os piores, elas sempre pensavam coisas impróprias.
Mas ia ser bom, estaríamos todos juntos, era o começo de uma nova vida. E também tinha outros planos como procurar por Bella e contar tudo a ela.

sábado, agosto 02, 2014

Fanfic A Fera Vermelha–Capítulo IV

Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo

A Fera Vermelha

***

Capítulo IV

― Ah, vejo que ainda está forte e saudável, Janet — Isabella provocou ao cumprimentar a mulher ao lado do galpão da lavanderia.

— É cedo, milady. Ainda posso pegar uma friagem.

Isabella revirou os olhos num gesto de exasperação, mas também riu. Royal Deeside havia sido uma agradável surpresa. Era preciso pouco trabalho para tornar o lugar habitável, embora tudo ali fosse simples. A simplicidade não a incomodava. Seria agradável dar os próprios toques à casa.

Porém, os trabalhadores e o povo que vivia em torno de Royal Deeside precisava de boas noções de higiene pessoal. Ela ignorara os uivos, pusera de lado os temores de contrair uma friagem fatal por causa de um banho, e insistira para que todos seguissem as mesmas regras de higiene que ela adotava. Muitas das queixas e das apreensões haviam desaparecido com o passar do tempo, e ninguém morrera por ter perdido a grossa camada de sujeira sobre a pele. Alguns, como Janet, se sentiam à vontade para brincar e fazer piadas. Isabella esperava não encontrar grande resistência quando, dentro de alguns dias, anunciasse a regra do banho diário e da limpeza completa da casa uma vez por semana.

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capítulo 11


Autora: Giis Vieira

 Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

Avisos: Linguagem Imprópria. Sexo, Violência



Capítulo 11
Bella
Chad aproveitou que eu estava presa em um debate interno, e colocou seus lábios no meu, forçando minha boca com a língua que pedia passagem. Correspondi o beijo por um momento, mas como eu esperava não senti nada. Nem os pelos da minha nuca se eriçando, nem corrente elétrica passando pelo meu corpo, nem o tremor em minhas pernas. 
De repente para mim parecia que eu estava fazendo algo muito errado, como se fosse um crime, parei de corresponder o beijo e fiquei imóvel, depois comecei a tentar empurrá-lo, mas ele era muito forte. Percebendo que eu queria me afastar ele me segurou com mais força. 
Não tive escolha, pisei com toda a minha força no pé dele. Acho que ele sentiu muita dor porque no mesmo instante ele me soltou bruscamente, que sem apoio fui direto ao chão.
– Merda, Bella por que fez isso? - perguntou ele massageando o pé.
– Eu queria que você me soltasse. - Ele me lançou um olhar incrédulo. Como se pensasse que eu era louca por tê-lo rejeitado.
– Pensei que estivesse gostando, nenhuma garota até agora reclamou. - disse-me mal-humorado.
– Com certeza não, mas é errado poxa você namora a Stacy. 
– Nosso relacionamento é aberto, e eu nem estou mais com ela. Agora já que está tudo esclarecido, vamos voltar para o que estávamos fazendo. - ele estendeu a mão para que eu a pegasse.
– É melhor não, isso foi um erro eu não deveria ter cedido. Isso não devia ter acontecido nunca.
Ele me fitou incrédulo. Seu olhar ia de incredulidade a raiva. Chad Cooper era o tipo de cara que não lidava muito bem com a rejeição.
– Vai se arrepender Swan. - Ele disse de uma forma ameaçadora.
Eu fiquei sentada no chão vendo ele se afastar, marchando com raiva. Suspirei. É agora as coisas vão ficar meio complicadas. Levantei e voltei para o salão. Parecia que todos estavam me olhando, na verdade eram só a Stacy e suas seguidoras sem personalidade. A loura me encarava com raiva e malicia. Ponto Isabella. Você conseguiu despertar a ira da abelha rainha. Fui procurar minha prima e as outras meninas aquela festa, já tinha dado pra mim. Queria ir para casa dormir e sonhar com Edward.
Quando as encontrei, Britanny estava com a cabeça baixa parecia estar chorando e quando olhou para mim seus olhos tinham raiva como se me acusassem de algo que eu fiz, Karen também dividia o mesmo sentimento da amiga assim como Milly, a única que não me acusava com os olhos era Beck ela lançou-me um olhar tristonho, não tinha percebido, mas minha tia também estava ali parada no carro me olhando.
– Bom já podemos ir - disse minha tia, não entendi seu tom de voz nem seu olhar para mim. Entrei no carro.
Sentei-me na janela ao lado de Beck que pegou minha mão e apertou delicadamente. Não entendi o gesto. Fomos para casa em total silencio. A não ser os olhares que me mandavam o resto estava tudo bem, eu ainda não entendia, mas com certeza assim que chegasse em casa eu iria saber. 
Britanny foi a primeira a sair do carro, seguida por Karen e Milly minha tia saiu sem olhar para mim. Beck foi a única que ficou no carro comigo, a única que me cativou de verdade, ela era mais sincera que as outras e menos metida também, sabia conversar sobre outras coisas, alem de roupas de marcas e garotos.
– Isabella, entre! - ouvi minha tia gritar meu nome. Devia ser sério mesmo, ela nunca me chamou de Isabella.
Suspirei e sai do carro para enfrentar seja lá o que for.
– O que houve? - perguntei à Beck.
– Acho melhor você entrar para saber. - ela respondeu pegando minha mão. - Eu estou do seu lado. - ela sussurrou.
Fiquei feliz por saber que pelo menos ela, ficaria em minha defesa. Entrei na casa. Minha tia estava com os braços cruzados, Karen e Milly sentadas uma de cada lado de Britanny a consolando. Ela olhou-me com os olhos cheios de lagrimas e gritou:
– Bella sua traidora, como pôde fazer isso comigo?
– Como é? - perguntei incrédula.
– Você beijou o Chad Cooper, e todos sabem que a Brity gosta dele. - intrometeu - se Karen. Todo mundo sabia, mas esqueceram de me avisar.
– Bella, explique-se, isso é verdade? - interveio minha tia - Porque até onde eu sei Britanny me ligou chorando para ir buscá-la disse que não queria ficar mais na festa por sua causa.
A merda já estava feita mesmo. Respirei fundo e comecei a falar.
– Sim eu o beijei - eu pude ouvir um coro de “Oh”, e as três garotas no sofá colocarem a mão na boca. - Mas ele me pegou distraída, mas aí percebi que estava fazendo algo muito errado e o empurrei. E Britanny, eu juro para você que não sabia que você gosta dele. 
– Isso é verdade - disse Beck - A gente nunca falou nada para ela, então não podemos culpá-la.
Eu ia dever a Beck pelo resto da minha vida. Minha tia veio para perto de mim e me deu um beijo na testa.
– Mas a Stacy disse que... - minha prima começou falar, então eu entendi tudo. Provavelmente aquela loira de farmácia me viu com o namorado dela e foi correndo contar para minha prima. 
– A Stacy é uma falsa - eu disse. - Ela não gosta de mim, ela não se conforma de eu não querer ser igual a ela, muito menos do namorado dela ter me beijado. Mas eu juro Britanny se eu soubesse que você gastava dele, jamais eu teria feito isso, jamais mesmo. Eu faço qualquer coisa para você me perdoar.
– Qualquer coisa? - ela me perguntou sorrindo, eu balancei a cabeça afirmando. Ela correu até mim e me abraçou. - Desculpa Bells, eu fui injusta com você. É que a Stacy me disse que viu você e o Chad na piscina, e que ela tinha ido falar com você sobre eu gostar dele e tudo mais.
– Mas ela não falou, ela nem chegou perto da gente. Me desculpa, me desculpa mesmo? - pedi mais uma vez.
– Claro, mas você ainda vai ficar com ele? - ela me perguntou meio triste.
– Não, eu não quero mais ficar com ele, eu nem gosto dele. Ele é um convencido isso sim.
Ela me abraçou de novo. Depois fomos todas para o quarto dela, elas me perguntaram se Chad beijava bem. Eu tive que falar a verdade. Disse que não saberia dizer, mas que eu não tinha sentido nada de especial com o beijo. O que ao que parecia tinha deixado minha prima feliz.
Nos sábado fomos ao shopping, minha tia foi resolver sobre a audiência de minha tutela com o advogado dela. No domingo, combinamos das meninas aparecerem lá na casa da minha tia, para assistir filme.
Quando eu estava a caminho da sala com as meninas levando as pipocas, refrigerantes e os doces o telefone tocou, fui atender, poderia ser minha tia que estava fora, ou os Hastings.
– Alô! - atendi sem fôlego, mas na outra linha ninguém disse nada. Só ouvi a respiração e depois o telefone ficou mudo e desligaram. Já era a segunda vez em menos de uma semana.
Entrei na sala, as meninas me perguntaram quem era, eu respondi que devia ser engano já que ninguém disse nada. Mas logo o telefonema foi esquecido enquanto assistíamos Romeu e Julieta, era meu filme favorito.
O fim de semana passou rápido, e logo apareceu a segunda-feira e com elas alguns problemas que eu teria que enfrentar. 
Foi prazeroso ver a cara de tacho da Stacy quando ela me viu andando e conversando com minha prima e as meninas. Felizmente ela não tinha poder de expulsar Britanny e as meninas das lideres de torcida, se não provavelmente o faria. Mas o que eu não sabia que a cara de ódio da Stacy era o meu problema menor perto do que estava para vir.
Eu não tinha desconfiado de nada até a hora da educação física, eu só percebia que estava todos me olhando, principalmente a ala masculina da escola, isso era um pouco incomodo. Mas logo eu ia ficar sabendo do que se tratava, um menino da minha turma que eu não lembrava o nome se aproximou de mim enquanto eu me alongava.
– Então Swan é verdade o que o Chad anda dizendo por ai? 
– O que o Chad anda dizendo? - perguntei desconfiada.
– Ele disse que você não sabe beijar, porque nunca beijou ninguém. Ele disse que quando foi te beijar você saiu correndo. - ele mais um grupinho que estava perto riram.
Encarei-o e os demais, eu poderia deixar passar, mas não ia ficar por baixo enquanto aqueles dois sem cérebros me repudiavam.
– Pois é, e ele foi tão competente, que ao invés de me fazer querer mais por seus beijos ele me fez correr de medo dele. - disse com sarcasmos. Todos que estavam rindo pararam na hora e sai tranquilamente para o vestiário.
Mas isso não era nada comparada ao que eu enfrentaria no intervalo. Alguém, eu já desconfiava quem havia espalhado por toda a escola folhetos dizendo que eu era lésbica, por isso não tinha gostado dos beijos de Chad. Aquilo foi à gota d’água. Enquanto eu passava pude ver várias pessoas cochichando enquanto me olhava. 
Sai como uma bala para o campo onde se encontrava a corja. “Stacy me olhava com cara de satisfação, Chad tinha uma cara de”. “Viu como você ia se arrepender”. Eu já estava na merda mesmo. Marchei com toda a minha raiva até aqueles dois.
– Isso foi baixo até para vocês. - disse jogando alguns cartazes que eu havia arrancado dos corredores na cara neles. - Legal! Vocês queriam me humilhar na frente da escola toda, conseguiram. - eu já estava gritando. - Agora todo mundo sabe meu segredo que ótimo. Agora eles vão saber também o que uma patricinha sem cérebro é capaz de fazer quando o namorado a dispensa para ficar com uma garota branquela e sem graça. E também o que o capitão do time que tem esteroides no lugar do cérebro faz quando é rejeitado. 
Eles me olharam com os olhos arregalados, praticamente a escola toda estava assistindo eu gritar com eles, pude ver Britanny e as outras meninas em um canto. Beck me olhava e sorria como se tivesse aprovando minha atitude.
– Sabe de uma coisa? - disse já cansada de gritar. - Vocês dois se merecem formam o casal perfeito. Baixos e fúteis. Podem ficar com a popularidade de vocês, eu não a quero nunca quis, porque eu sei que o mundo lá fora é mais do que ser o rei e a rainha do baile, sei que no mundo de verdade vai muito mais, além disto, aqui. Então podem ficar trancados no seu mundinho de popularidade à vontade, mas lembre-se que o mundo lá fora é completamente diferente, e do mesmo jeito que vocês foram cruéis comigo, podem acontecer o mesmo com vocês.
Eu virei às costas para eles, só para depois virar de novo, eles ainda não conseguiam falar.
– Ah! E não ser que vocês não queiram o diretor da escola envolvido, eu acho melhor retirarem todos os cartazes e limparem meu nome até a ultima aula.
Depois sai sem olhar para trás. Eu estava morrendo vontade de chorar, não porque eu estava triste, muito pelo contrário eu estava até aliviada por ter colocado tudo para fora. Acho que depois que eu desabafei tudo que eu pensava sobre Phil, ficou mais fácil colocar minha opinião para fora sobre o resto do mundo. Eu estava com tanta raiva que sentia as lagrimas de ira. 
Senti alguém me seguindo era Beck, ela me abraçou. Encostei a cabeça no ombro dela, ela me puxou para o banheiro e trancou a porta. Eu não resisti e chorei.
– Bella, aquilo foi de mais, você não deixou eles te humilharem, como eles fazem com todos.
– É eu sei, eu estou com tanta raiva que seria capaz de bater naqueles dois.
– Seria engraçado, você toda pequenininha e magrinha, batendo no Chad, se bem que ele merece. - ela disse rindo, eu ri entre lagrimas.
Beck me ajudou a me recuperar, ficamos no banheiro até bater o sinal. Quando saímos não tinha mais nenhum cartaz nos corredores, mas as pessoas ainda me olhavam. Eu simplesmente fiz que sempre fazia em situações como essa: erguia a cabeça e deixava o resto para trás. Amanhã seria um novo dia.
Fui o comentário da semana mais uma vez, mas desta vez era bom. As pessoas comentavam como foi ver Stacy Roberts e Chad Cooper sem fala, na frente de toda a escola. Bom quem sabe agora as pessoas não aprendiam a enfrentá-los. Mas eu tinha problemas maiores para enfrentar, a audiência da minha tutela estava chegando, e eu teria que ficar frente a frente com Renée e Phil novamente. Fora que os telefonemas anônimos estavam aumentando, e era sempre a mesma coisa ninguém falava nada, só ouvia uma respiração da outra linha depois ficava mudo e desligava.
Por fim o resto do mês foi bem tranquilo, quer dizer desde meu confronto com Stacy e Chad, minha prima e as outras meninas meio que me olhavam estranho com exceção de Beck, eu sempre podia contar com ela. 
Na semana que antecedeu a audiência eu andava tensa. Tinha constantes pesadelos de que o juiz não me deixava ficar com minha tia, e me mandava de volta para Phoenix morar com Renée e Phil, normalmente eu acordava gritando, minha tia sempre ia ao meu quarto assustada ver o que eu tinha. Por fim a semana foi longa, eu estava exausta por não conseguir dormir direito, preocupada com o resultado da audiência, estressada por causa das provas. E durante uma semana inteira eu não sonhei com Edward. Isso para mim era o fim. Sempre que eu sonhava com ele acordava mais tranquila.
Na semana da audiência eu já estava mais tranquila, depois de conversar com Mark e mais um advogado que era amigo de papai, minha tia me levou à uma psicóloga, ela disse que era só para me deixar mais tranquila. Para melhorar minha semana, vi minha prima conversando com Stacy Roberts e Chad Cooper. Depois do que Stacy e Chad aprontaram comigo, ela, Karen e as gêmeas haviam se afastado do pessoal popular, acho que era por isso que elas estavam tão estranhas comigo, talvez me culpassem, por não fazerem mais parte da nata da escola.
Nesse mesmo dia, ela e as amigas voltaram a andar com Chad, Stacy e seu bando, eles alegaram arrependidos e me pediram desculpas, claro que a minha querida prima aceitou, eu por outro lado não acreditei em uma palavra, então resolvi me afastar, passava a maior parte do meu tempo quando não estava em aula na biblioteca estudando. Às vezes olhava algum livro sobre leis. Eu queria ter certeza que não haveria nenhuma probabilidade de Renée conseguir minha guarda.
Eu ficava sozinha, quase sempre nos intervalos, quando estava na escola. Sempre que tinha tempo, quando não estava ensaiando com as outras lideres de torcida Beck vinha me ver na biblioteca e ficávamos conversando e estudando. Eu a estava ajudando em algumas matérias se não ela levaria bomba.
– Boa sorte Bella. - Beck me desejou assim que saímos da escola, e me eu um abraço. - Vai dar tudo certo. - depois me deu um beijo no rosto. 
Beck era a única que tinha coragem de demonstrar afeto por mim na frente da turma dos populares, ate mesmo minha prima evitava contato comigo quando estava perto deles. Depois daquele dia que disse algumas verdades para Stacy e Chad, eles começaram uma espécie de programa anti-Bella, ou seja, quem quisesse continuar sendo popular, teria que começar a me ignorar também. Desde aquele dia os dois nem ao menos olhavam para mim, era como se eu não existisse, o que para mim era ótimo. Para mim eles não passavam de amebas também.
Fui direto para casa me trocar, minha tia me buscaria logo. Quando ela chegou eu já estava pronta. No caminho até o tribunal ela pegou minha mão para me tranquilizar.
– Nossa Bells você, está tão fria. Não fique com medo, eu moverei céus e montanhas para que você não precise voltar para Phoenix.
Apenas balancei a cabeça. Quando cheguei lá logo o Dr. Mark e o Dr. Gomez, vieram para o meu lado, eu tremi quando vi Renée e Phil, eu não sei por que eu tinha tanto medo deles. Mais a frente estava Sandra e Tom Hastings, eu fiquei mais aliviada, sabia que eles fariam tudo para me ajudar.
Entramos na sala, e esperamos o juiz Friman começar a falar. Um a um ele foi chamando as testemunhas, o advogado de Renée e Phil não era muito bom, ele era daqueles que não tinha no que investigar para ajudar seus clientes então ia para apelação. Logo os advogados Dr. Mark e o Dr. Gomez se levantaram protestando. Depois foi a vez de a minha tia falar, ela contou tudo desde a briga dela com Renée até a morte do meu pai, que foi quando ela proibiu a visita dela e dos meus avós de me visitarem. Sandra e Tom também deram seu testemunho, dizendo que eu sempre fui uma ótima criança, e depois da morte do meu pai eu ficara triste. Por ultimo ele pediu para que eu contasse minha versão dos fatos. E eu contei tudo desde o divorcio de meus pais até fatídico dia que fui colocada para fora de casa, depois de ser quase violentada pelo meu padrasto.
O juiz pediu alguns minutos de recesso para dar o veredicto. Eu não sabia o porque Renée queria tanto minha guarda de volta se, ela mesma tinha dito para eu nunca mais voltar, pelos olhares que ela me dava, ela não estava arrependida, ela nem sequer veio me dar um abraço como fizeram os Hastings. 
Tom veio em minha direção e me abraçou, Sandra e minha tia fizeram o mesmo. Logo o Dr. Mark McDouglas e o Dr. Gomez vieram ao nosso encontro.
– Como foi que eles souberam? - perguntou Tom com indignação. 
– Não, sei. Mas agora eu entendo porque Renée mudou de ideia na hora de assinar os documentos da tutela de Bella. - disse minha tia chorando.
– Calma Claire, ela não vai conseguir tirar Bella de você, o juiz ouviu nosso testemunho, nós vimos o quanto ela sofreu esses últimos quatro anos. - disse Sandra também chorando.
– Acontece que ela é mãe. - se pronunciou o Dr. Gomez. - Ela pode ter errado, mas ela se fazer de mãe arrependida, a lei é clara quanto a isso.
– Mas e o desejo do menor? Eles não contam o que eles preferem? - perguntou Sandra.
Mark chegou perto de nós, olhou para minha tia e falou:
– Claire eu vou fazer de tudo, para você ter a guarda de Bella. Mesmo se eles ganharem eu irei recorrer. Já temos o fato deles terem caído em contradição no depoimento é claro que aquele advogadozinho porta de cadeia deles, não faz a mínima ideia do que está fazendo, vai ser fácil ganhar.
Nessa hora apareceu uma moça, dizendo que o juiz já nos esperava na sala. Ele ia dar o veredicto final. Eu tremi. Estava morrendo de medo.
O juiz Friman levantou-se, e começou a falar:
– Eu ouvi todos os depoimentos, ambos os lados foram analisados com muito cuidado, para saber qual será a melhor escolha. Sim tivemos que fazer com muita cautela, analisar os mínimos detalhes, afinal é do futuro de uma criança que estamos falando. Mas antes que eu dê o veredicto final, eu quero ouvir a opinião da menor Isabella. 
Levantei-me decidida e fui até o local indicado para dar meu depoimento final.
– Obrigada, meritíssimo. Bom eu sei que já dei meu depoimento, mas queria ressaltar alguns pontos. - respirei fundo. - Desde que meu pai morreu, eu não tenho sido feliz, tinha vivido naquela casa, como um fantasma, fazia muito tempo que eu não sabia o que era ter uma mãe. Renée já não ligava mais para mim, o mundo dela era o Phil, que por sua vez fazia tudo para infernizar minha vida e colocar minha mãe contra mim. E se não fosse Tom e Sandra Hastings me amparar e interceder por mim, talvez ela já teria me colocado para fora de casa há muito tempo.
“ No dia em questão que eu sai de casa, que eles alegam que eu fugi, é a mais pura mentira. Ela me colocou para fora e disse para nunca mais voltar, porque ela não tinha mais filha, e ia ser como se eu tivesse morrido. Então eu fui. Não só por isso. Mas porque eu não aguentava mais ser infeliz, humilhada e pisada. Nesses últimos dois meses tia Claire me mostrou como é ser amada de novo, como é ter uma família apesar de morarmos, só eu, ela e a minha prima, mas mesmo assim, eu nunca me senti tão feliz, eu tinha esquecido como é sorrir, tinha esquecido como é alguém cuidar de mim. Me levar para escola e se preocupar com minhas notas, roupas, ou se eu tenho algum problema e queira conversar. Por isso meritíssimo eu lhe peço que, não eu imploro, que por favor, me deixe continuar morando com minha tia.”
Olhei para tia Claire ela estava chorando. Sandra estava segurando a mão dela, como se desse a ela energia.
– Obrigada Isabella. - disse o juiz enquanto eu voltava para o meu lugar. - Bom, antes eu já não tinha mais duvida, agora menos ainda. Era só mesmo para saber a opinião da menor que conta muito. - ele pigarreou. - E já deixando claro que o veredicto pode ser mudado de acordo com o desejo da menor em questão, caso ela queira mudar de idéia. Mas por enquanto o júri e eu decidimos que pelo bem estar tanto físico quanto psicológico da menor. Eu concedo a guarda da menor Isabella Marie Swan fica com a tia Anne Claire Swan. Ressaltamos que a visita da mãe a menor terá que ser de acordo com a vontade de Isabella caso ela deseje vê-la. Julgamento encerrado. - ele finalizou batendo o martelo.
Eu não me aguentei chorei, mas de felicidade. Sai correndo para os braços de minha tia, que me levantou no colo. Minha tia abraçou os Hastings enquanto eu agradecia os advogados Mark e Gomez. Depois abracei Tom e Sandra.
Voltamos para casa em clima de festa, Beck, Britanny, Milly e Karen havia feito uma recepção de boas vindas para nós, eu estava muito feliz, alias mais que feliz. Os Hastings só iriam embora no dia seguinte. Eu fiquei conversando com as meninas no meu quarto até tarde da noite, elas queriam saber cada detalhe do julgamento e eu fui contando, eu estava exausta pelo dia cheio que eu tive e acabei dormindo sem nem menos perceber.
Eu não tive mais pesadelos, muito pelo contrário. Depois de semanas sem sonhar com ele, eu sonhei tive o sonho mais lindo da minha vida com Edward, eu sonhei que nos reencontrávamos em um lugar desconhecido, mas era lindo parecia uma campina. Acordei no outro dia super feliz.
Cheguei na escola no outro dia leve, sem pressão agora eu poderia estudar tranquila. Encontrei com as outras meninas. Elas estavam tão felizes com o resultado do julgamento que nem ligaram em me abraçar ou demonstrar que gostavam de mim na frente da loira aguada da Stacy. Beck segurou meu braço, e me puxou para longe do aglomerado de pessoas que estavam por ali.
– Então Bella, quem é Edward? - ela me perguntou num tom malicioso.
Eu abri a boca, e quase me esqueci de como se fecha.
– Como você sabe sobre isso? - eu estava perplexa.
– Bom, na sexta quando dormi na sua casa, eu fiquei no seu quarto, bom e você meio que fala dormindo. Juro não vou contar para ninguém. Mas você ficou murmurando o nome dele a noite dele e coisas tipo, “ Ah Edward é tão bom te ver de novo”, fiquei curiosa. Não vou pressionar, mas se quiser me contar juro que não falo para ninguém.
Apesar de prometer não contar para ninguém sobre Edward, eu podia contar para Beck, ela já havia me mostrado inúmeras vezes que era leal e amiga.
– Bom Edward é um cara que conheci, ele me ajudou a chegar até minha tia. Ele me encontrou quando eu estava perdida, foi ele que me deu aquele monte de roupas. E eu meio que me apaixonei por ele.
– Uhm, legal. Bom, eu não vou falar para ninguém eu juro. - ela prometeu.
Depois me puxou de volta para o aglomerado de pessoas. Até a última aula eu estava despreocupada. Sai da escola e como todos os dias eu para casa caminhando, não era longe, e eu gostava de ver a paisagem. Como as meninas tinham que ensaiar com as lideres de torcida, então fui para casa sozinha.
Quando cheguei quase tive um infarto, Renée estava na porta de casa esperando com um sorriso cínico nos lábios.
– Oi meu bem como está? Estava pensando se você não gostaria de passear comigo?
Não consegui responder, fiquei parada olhando para ela.
– Ah, vamos vai ser divertido Phil está esperando a gente do outro lado, com o carro.
Meu sangue gelou. Não era coisa boa, ela e Phil aqui com um carro e estacionado do outro lado da rua.
– Eu não posso. - respondi. - Tenho uma pilha de lição de casa para fazer e tia Claire, não está em casa.
– Meu amor, mas eu sou sua mãe. Você lembra que o juiz falou que eu tenho direito de te visitar.
– Sim, mas só se eu quiser e com aviso prévio, perante ao advogado. E até onde eu sei não combinamos nada.
– Você deveria ser mais educada com sua mãe, querida. Não vai querer que sua tia se decepcione com você.
– Não se preocupe Renée, não tem como se decepcionar com uma menina igual a Bella. - disse tia Claire saindo do carro com o advogado Mark, Tom e Sandra. - Agora pode dizer o que você quer e ir embora, Bella tem lição de casa não é querida?
Eu assenti e corri para os braços da minha tia. Minha mãe ficou olhando nós duas com raiva.
– Mas eu sou mãe tenho os meus direitos.
– Na verdade não tem não. - disse o Dr. Mark. - Eu tenho aqui em escrito que você só poderá ver Bella se ela quiser. E tenho certeza que quando Bella decidir te ver ela falará conosco.
– Agora eu vi tudo, não poder ver minha própria filha. - Renée fingiu incredulidade.
– Por que não acaba logo com esse teatrinho barato Renée, e fala logo o que quer? - tom já estava com raiva.
– Bom, soube que Charlie deixou uma pequena fortuna, eu quero minha parte. - como ela era cara de pau.
– Na verdade, ele deixou para Isabella, e como eu sou a tutora dela e dos bens dela, você não leva um centavo. 
– Uhm, entendi era um complô contra mim. O que você vai tirar disso Claire? Fala a verdade você não faria isso de graça, nem por amor ao seu irmão. Ah, já sei você vai transformá-la em uma bisca que nem você e sua filha. - Renée provocou.
Tia Claire deu um passo para Renée, mas Tom a segurou. 
– É incrível, nem morto Charlie me deixa em paz, fez de tudo para ferrar minha vida e agora isso. Cuidado Claire, Bella aprende muito fácil e como vai ter a melhor professora vadia, ela vai roubar todos os seus namorados, ela só tem cara de anjo.
Eu ia abrir a boca para xingá-la, quando tia Claire se soltou dos braços de Tom e correu para Renée e lhe deu uma porrada certeira no olho.
– Agora Renée você vai saber a não ofender a minha família, e muito menos Bella, alias eu to te devendo uma surra por todos esses anos e é claro pela surra que deu em Bella injustamente. Bom, são muitas acumuladas então se prepare.
Ela tirou os sapatos e os brincos e partiu para cima de Renée, socando, estapeando, chutando e puxando o cabelo. Só depois de muito esforço, Tom e de Mark conseguiram tirá-la de cima de Renée, que foi embora cambaleando. Por outro lado tia Claire não tinha nenhum arranhão.
– Tia você não devia fazer isso. Não precisava sujar as mãos por aquela mulher.
– Bella meu amor, eu nunca me senti tão bem na vida. Adorei, aliviou todo o estresse acumulado.
– É verdade Bella, ela mereceu, eu teria feito isso antes, mas a Sandra me impediu. - disse tom rindo. Eu ri também.
Depois fomos todos para dentro tomar chá, com bolo.

quarta-feira, julho 30, 2014

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capitulo 10


Autora: Giis Vieira

Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

 Avisos: Linguagem imprópria sexo, Violência




Capítulo 10
Bella
– Oi aqui é o Mark a Claire está? - perguntou o homem do outro lado da linha. 
– Sim, quer dizer ela está dormindo. Quer que eu a chame?
– Não, não precisa só estou retornando uma ligação dela.
– Ah, posso anotar recado quer deixar seu número.
– Diga que eu liguei, ela tem meu número, estarei esperando a ligação dela. Obrigado.
– De nada.
Desliguei o telefone e continuei meu caminho para a cozinha. A cozinha era enorme toda branca com detalhes rosa, sai a procura de ingredientes para fazer o café da manhã especial. Enquanto o café era feito na cafeteira, eu misturava os ovos e olhava as panquecas na frigideira. Eu sempre gostei de cozinhar, puxei de Charlie o dom da cozinha, quando ia visitá-lo sempre fazíamos pratos especiais. Depois que ele morreu não senti mais animo para fazer nada. Mas minha tia merecia que eu fizesse algo por ela.
– Nossa que cheiro bom – disse ela aparecendo de repente na porta da cozinha.
– Estou fazendo o café, espero que goste – eu disse sorrindo.
– Não sendo eu que cozinhe. Alias onde aprendeu a cozinhar, até onde sei Renée não era lá essas coisas na cozinha?
– Com papai, eu ele sempre cozinhava para nós, e quando eu ia visitá-lo também. Ele sempre disse que eu tinha o dom.
Falar do meu pai era sempre triste. Mas eu sempre tentava lembrar-se de, como ele era alegre, divertido e me amava acima de tudo.
– Um rapaz chamado Mark te ligou, pediu para você retornar.
– Ah, claro, Mark é um amigo meu e advogado ele vai te ajudar. – Isso me espantou para que eu iria querer um advogado.
– Mas por quê? 
– Para resolver o problema da casa, meu bem e da sua herança.
– Sinceramente, eu não me importo com aquela casa. Renée pode fazer bom proveito dela. E que herança? – perguntei, eu até onde eu sabia, eu só tinha a conta com minha poupança e não tinha muito dinheiro. Se houvesse mais provavelmente Renée não teria me deixado ir embora.
– Antes de seu pai morrer – ela suspirou - ele passou uma procuração para mim, ele desconfiava que depois que morresse aqueles dois pudesse explorar você. E achou que você não teria um futuro muito confortável, temia que você passasse necessidade. Então ele começou a juntar dinheiro, enquanto era vivo, você sabe que seu pai era um advogado bem sucedido, então ele fez algumas aplicações em bolsas e o dinheiro foi crescendo fora os imóveis então colocou tudo em seu nome. E me nomeou procuradora para cuidar enquanto você for menor.
– E para que o advogado?
– Bom você sabe que depois que Charlie faleceu, aquela vaca te proibiu de nos ver, e me proibiu de te visitar. Mas eu tinha medo de que você não estivesse sendo bem tratada, que estivesse sofrendo, então entrei em contato com os Hastings, eles iam me ajudar a entrar na justiça pela sua tutela. Bom eu entrei uma vez ha dois anos atrás, mas perdi a causa. E agora eu ia entrar de novo, mas como dessa vez ela que te colocou para fora vai ficar mais fácil pegar sua tutela. Por isso ontem quando você foi dormir liguei pro Mark meu amigo advogado.
– Com certeza agora, ela vai fazer – se de mãe arrependida só para me ter de volta e pegar a grana, eu conheço aqueles dois.
– Não, não vai, porque ela não sabe dessa fortuna que Charlie deixou e não vai saber até depois do julgamento. – ela sorriu. Minha tia era muito esperta – Foi ideia do Mark e do seu pai eles eram sócios. E quando eu tiver sua tutela eu vou te emancipa, assim ela não vai poder recorrer e você estará livre, mas é claro ainda vai estar sobre minha proteção, mas vai poder usar seu dinheiro.
– Nossa, vocês pensaram em tudo mesmo. Obrigada tia, obrigada mesmo. 
– É o mínimo que eu podia fazer, afinal de contar você é minha sobrinha. – ela piscou para mim e eu fui ver as panquecas e as coloquei na mesa.
Depois tirei o bolo de chocolate do forno. Eu sorri ao lembrar-me de cena. Edward colocando o bolo na minha boca. Só em pensar nele meu peito já doía. Apesar de amar muito minha tia, e estar super feliz que agora iria morar com ela. Eu não queria ter deixado Edward, queria que ele tivesse ficado aqui comigo, ou me levado com ele.
Edward, um estranho lindo e atraente que me ajudou numa hora muito difícil, realmente ele era especial. Meu primeiro amor, meu primeiro beijo. Onde será que ele estava agora? Será que pensava em mim?
Claro que não vamos ser realista Isabella, você acabou de completar 14 anos, Edward provavelmente deve beirar seus 18, e com aquele rosto e aquele corpo, ele deve ter muitas mulheres. Provavelmente ele nem se lembrava mais de mim. Mas ainda assim eu o amava. E eu nem sabia seu sobrenome. 
Suspirei.
– Bells, está me ouvindo? – minha tia perguntou – Amor onde está seus pensamentos?
– Ah, desculpa, eu me distrai. Qual foi a pergunta? – perguntei sem graça. 
Ela riu e me perguntou:
– Você avisou os Hastings?
– Não, mas mandei um e-mail contando tudo o que aconteceu – eu disse. Menos é claro a parte que estava no apartamento de um cara super lindo e desconhecido – e disse que ligaria quando chegasse aqui.
– Uhm... Então não é melhor ligar para eles?
– Claro.
Ela me passou o telefone. Disquei o número que atendeu no primeiro toque.
–Alô – atendeu uma voz conhecida.
– Anna é a Bella?
– Ah Meu Deus, Bella? Bella você está bem? Onde você está? Já está na casa da sua tia? – ela me perguntou de um fôlego só, dava para notar que ela estava desesperada.
– Eu estou bem, sim estou com tia Claire, podem ficar tranquilos.
– Ah, Bella aconteceram tantas coisas.
– Então me conte.
– Bom, quando você não chegou em casa no horário combinado ficamos desconfiados. E depois você faltou à escola dois dias seguidos e sem avisar, achamos estranho você nunca falta. Então fomos até a casa de Renée, mas ninguém atendeu. E quando voltei da escola vi seu e-mail, eu fiquei pasma. Mostrei a mamãe ela ficou irada, mas quando mostrei para o papai ele surtou.
– Como? – perguntei, estava com uma impressão que não teria boas noticias.
Ela respirou fundo e continuou:
– Bom você sabe como papai te ama como se fosse filha dele, e como ele odeia o Phil. Ele disse que imaginou o que faria se fosse comigo, então ele foi até lá, arrombou a casa, Phil e Renée estavam se escondendo deles há dias. Papai deu uma surra nele e por pouco não deu um tiro também, e por pouco também não bateu em Renée. Todos estamos indignados a atitude dela.
– Ele não precisava ter feito isso, não vale a pena sujar as mãos com aqueles dois.
– Mamãe disse a mesma coisa, mas todos nos sentimos bem melhor depois dele ter se vingado por você. Bella eu preciso ir atrasada para a escola. Só estava esperando você ligar.
– Tudo bem vai lá, diga a eles que estou bem e que agradeço por tudo. Tchau beijos.
– Tchau Bells.
Desliguei o telefone. Estava me sentindo bem melhor depois de ter falado com Anna. Minha tia me olhava atentamente e eu podia ver o brilho de curiosidade em seus olhos.
– Então, como está por lá?
– Tom deu uma surra em Phil e quase bateu em Renée, mas Sandra não deixou.
– Ah, que maravilha ele merecia, mas Sandra devia ter o deixado dar uma surra em Renée, ela merece, mas tudo bem quando eu encontrá-la eu mesmo vou dar. – ela disse rindo.
Começamos a tomar nosso café. Fazia muito tempo que eu não tomava um café assim tranquilo, normalmente eu ia direto para a escola, ou então ia para cada de Anna. Acho que vai ser bom eu vir morar na Califórnia.
– Nossa Bella, isso está realmente bom parabéns. Eu não sei cozinhar Charlie sempre tirou sarro disso.
– Obrigada. Eu posso cuidar da cozinha enquanto estiver aqui e ajudo a manter a casa limpa.
– Não precisa, mas como sei que você vai insistir eu aceito, principalmente a parte de cozinhar, faz tempo que eu não sei o que é comida de verdade. Acho que é por isso que a Britanny nunca está em casa. Você vai conhecê-la, acho que ter alguém da idade dela dentro de casam, fazê-la parar mais em casa.
– Onde ela está?
– Na casa de uma amiguinha. Ela é líder de torcida e estão sempre ensaiando.
Britanny era a única filha de tia Claire, ela era alguns meses mais velha do que eu. Ela foi o fruto de um amor proibido quando minha tia tinha 17 anos. Ela era uma colegial e o cara casado. Foi uma época difícil para ela, mas como sempre papai lhe estendeu a mão. Mamãe sempre falava que ela era uma vadia desde nova. Que ironia não é?
– O que acha de ir se arrumar enquanto, eu limpo a cozinha e depois irmos as compras?
– Tudo bem.
Levantei-me e fui para o quarto. Ainda bem que Edward havia me dado roupas novas, se não, não teria nada para vestir. Coloquei novamente o vestido que ele me deu, me trazia boas recordações. Quando desci as escadas minha tia já estava pronta me esperando.
– Nossa que vestido lindo, onde comprou?
– Ganhei da Anna – menti, não falaria nada sobre Edward para ninguém nem mesmo para Anna. Alguma coisa me dizia que eu devia manter meu encontro com ele em segredo. Ele seria para sempre meu anjo da guarda.
Passamos o dia inteiro fora, comprando acessórios para o meu quarto, roupas, sapatos e material escolar, eu iria estudar com minha prima, na escola do bairro. Como a período letivo havia começado só há algumas semanas eu não iria me prejudicar muito, e minhas notas na antiga escola me ajudariam bastante.
Chegamos em casa cheias de sacola e cansadas. Tia Claire não me deixou pagar nada. Ela disse que eram presentes de boas vindas. Quando entramos na casa, ouvirmos vozes que logo pararam.
– Brity, chegamos! – disse minha tia animada entrando na sala.
Britanny estava sentada na sala, com algumas amigas. Ela era visivelmente o oposto de mim. Um pouco mais alta e tinha um pouco mais de corpo também. Na verdade mais seios – ela tinha os cabelos claros com mechas douradas olhos verdes, era a que mais se destacava entre as outras. As meninas que estavam ao seu lado eram quatro, todas loiras, mas variava um pouco a tonalidade dos loiros.
– Britanny, essa é sua prima Isabella Swan, você lembra-se dela, vocês costumavam a brincar quando eram pequenas? – disse minha tia animada. Mas pela cara de Britanny ela não compartilhava o mesmo sentimento da mãe. Ela me olhou de cima com um ar desdenhoso.
– Oi prazer Isabella, bom te ver novamente. Deixe-me apresentar minhas amigas, essa é Karen – ela apontou a uma das amigas, ela tinha olhos azuis claros e o seu louro era um pouco mais escuro – E essas são as gêmeas Milly e Beck – ela apontou para as gêmeas idênticas, do cabelo louro claro e olhos cinzentos.
Todas eram bem bronzeadas, acho que seria a aberração com minha pele de marfim.
– Oi prazer – eu disse timidamente. Na verdade eu estava me sentindo intimidade com aquele bando de loura.
– Meu bem, o que você acha de ir guardando enquanto as coisas enquanto eu faço algo para comermos. Prometo que não vai ser nada desastroso.
– Tudo bem.
Subi para meu quarto, e comecei a arrumá-lo do meu jeito. Coloquei meu violão de um lado peguei as roupas que havia comprado e espalhei na cama a fim de dobrar e colocar no closet peguei também as que Edward havia me dado eu não tinha notado, mas tinha muita roupa na mochila e todas de grife. A irmã dele tinha bom gosto para roupa. Enquanto estava arrumando as roupas em cabides ouvi passos de pessoas entrando no meu quarto.
– Oi não se importa de ficarmos aqui não é? – perguntou Britanny entrando no meu quarto. – É que mamãe está conversando no telefone com o amigo dela, e não queríamos atrapalhar.
– Tudo bem – e continuei arrumando o quarto, as quatro se sentaram na cama enquanto eu fui colocar meu novo notebook na escrivaninha.
– Nossa, esse vestido é da Gucci? – perguntou uma das gêmeas.
– Não sei acho que sim – elas me olharam incrédulas. Eu não entendia muito de marcas famosas, mas como eu não ligava muito para mim não fazia diferença.
– Não acredito esse sapato é um Prada! – exclamou minha prima excitada. Espera ai sapatos? Edward colocou sapatos na mochila para mim? 
– Nossa olha só essas roupas, Armani, Gucci, Prada. Como você conseguiu e essa mochila? Ela nem foi lançada ainda, eu deixei reserva na loja – disse a menina do cabelo louro escuro.
– Eu ganhei – disse simplesmente. Não ia comentar de quem eu ganhei.
Ela ficaram olhando minhas roupas e comentando, sobre marcas modelos e tudo mais. Parecia que eles só sabiam falar sobre isso. Eu as olhei mais atentamente. Todas vestiam saia de prega rosa lisa, uma baby look branca, com detalhes de strass rosa e um colete rosa por cima, fora que todas usavam rabo de cavalo.
Era espantoso de ver como elas se vestiam e agiam da mesma forma, mas era visível que minha prima tinha destaque no meio delas. Depois que terminei de guarda tudo, fui sentar-me com elas.
– Então Isa... – começou Karen.
– Isa? – a interrompi.
– É Isa, seu nome é Isabella, então o diminutivo de é Isa, não é? – ela perguntou-me meio na duvida.
– Pode ser, é que é estranho... A maioria das pessoas me chamam de Bella ou Bells, mas pode me chamar de Isa se quiser.
– Legal.
– Bella de onde você é? – perguntou-me uma das gêmeas Beck se eu não me engano. 
– Phoenix.
– Ah, é que não se ofenda querida você não é bronzeada. – disse ela sem jeito.
– É que, eu não saia muito no sol. E quando saia não ficava bronzeada, mas sim um camarão. – disse rindo, elas riram também.
– Mas sua pele é linda Bella. – Britanny tocou o meu rosto. – É macia por natureza, não precisava ficar gastando litros, e litros de hidratante, não é?
– É, mas em compensação, tenho que gastar litros em protetor solar. – isso não era totalmente verdade.
Ficamos mais um tempo conversando, e pude perceber que apesar de serem um pouco fúteis e não ligarem para nada alem, de líder de torcidas, popularidade, roupas da moda, rapazes e falar de como são lindas, elas eram até legais. Elas ficaram encantadas pelo fato de eu saber tocar alguns instrumentos, e me fizeram tocar e cantar para elas. Ao que parecia eu havia sido aprovada.
Depois que as meninas foram embora, eu e Britanny fomos para a cozinha eu fui preparar o jantar. Ela e tia Claire ficaram conversando comigo enquanto eu fazia o capeleti, elas aprovaram. Então eu ficaria encarregada de alimentá-las.
Fui dormir tarde já, tia Claire ficou nos contando, como foi à adolescência dela antes de papai se casar, e antes dela engravidar. Eles aprontavam muito mesmo. Estava cansada e muito feliz, o ocorrido com Phil e Renée já estava quase esquecido, para mim eles já eram passado. A único que eu não conseguia tirar da minha cabeça era Edward, desde que o conheci eu sempre sonhava com ele.
Acordei no outro dia antes do despertador, desci para a cozinha e fui fazer café, fiz alguns pãezinhos doces com canela, ovos com bacon, suco de laranja e café. Logo tia Claire se juntou a mim.
– Minha nossa, acho que posso me acostumar com isso – disse ela rindo quando entrou na cozinha e viu a mesa posta, ela me deu um beijo e se sentou – Eu nem acredito que além de ser uma ótima cozinheira, eu não preciso te derrubar da cama. Às vezes me da vontade de jogar água gelada na Britanny, ela demora a acordar e depois reclama que não tem tempo para se arrumar. – disse ela rindo eu ri também.
Era bom experimentar de novo, esse clima de família unida. A pesar de sermos só quatro garotas, não me sentia desamparada. Britanny desceu um tempo depois.
– Até que fim, vamos chegar atrasada. – ralhou minha tia com a filha.
– Mãe, eu preciso do meu sono de beleza.
– Então durma mais cedo hoje. Vamos tome logo seu café, a Bella já terminou o dela, e você vai lavar a louça.
Britanny fez cara feia para a mãe, mas não discutiu, eu mesma iria lavar, mas tia Claire protestou dizendo que eu já tinha feito o café então era justo que Britanny lavasse a louça.
Subi para o quarto, para me arrumar coloquei meus cadernos e livros dentro da mochila que eu havia comprado, poderia ir com a que Edward me dera, mas eu não gostava de ostentação e depois eu descobri que ela nem ao menos fora lançada ainda. Então era melhor não arriscar, eu não queria ter que dar explicações. 
Coloquei uma bermuda jeans, uma camiseta e meu tênis. Amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo e desci. Minha tia já estava na sala, e parecia impaciente, ela andava de um lado para o outro. Depois de alguns minutos minha prima desceu hoje ela estava com um conjuntinho verdade claro, com saia de pregas e blazer.
– Até que enfim mocinha. Eu estou atrasada.
– Mãe eu precisava me arrumar.
Entramos no carro tia Claire deu partida. Chegamos à escola com alguns minutos de folga. Olhei para o prédio era como a escola de Phoenix, um prédio grande com vários alunos, muitos carros de marca no estacionamento, alguns chegavam com os pais outros como nós, outros chegavam no próprio carro. Não havia nada de diferente. A não ser é claro que ali era a Califórnia.
– Bem Brity eu vou acompanhar Bella até a secretária. – disse tia Claire ela deu um beijo na filha e pegou em minha mão – Nervosa?
– Não.
Segui direto para a Secretária, eu teria uma entrevista com o direto Vincent. Chegamos até a sala dele onde ele já nos esperava, a entrevista foi tranquila, uma vez que ele ligou para minha antiga escola e eles lhe informaram que eu era uma das melhores da minha turma e depois mandaram meu boletim por fax. O diretor me deu parabéns pelas minhas notas e me desejou “as boas vindas”.
Despedi-me de tia Claire, e fui para minha primeira aula, para minha sorte eu teria todas as aulas com Britanny e suas amigas. 
Para meu horror quando entrei na sala, todos olharam para mim, alguns curiosos, outros com interesses e eu corei absurdamente, pude ouvir alguns risinhos. Entreguei meu passe à professora de história a Srta Stone, e fui sentar-me numa cadeira ao fundo. Senti os olhares das meninas me seguindo, acho que elas queriam que eu me sentasse perto delas.
Sentei-me perto de um garoto, ele era bonito não ao ponto de me fazer suspirar, – depois que conheci Edward fiquei bem mais seletiva com o quesito beleza, não ninguém no mundo igual a ele – mas que faria meninas como Beck, Milly e Karen se jogam aos pés dele.
Ele olhava-me com curiosidade, e eu simplesmente o ignorei fiquei prestando atenção na professora, que contava a história dos primeiros peregrinos na América. Eu sempre gostei de história sempre me dei bem nessa matéria, então queria prestar atenção. Mas toda hora alguém fazendo “psiu” me desconcentrava.
Virei minha cabeça pronta para falar mal do futuro defunto, que estava me atrapalhando, era garoto que estava me encarando.
– Oi, eu sou Kevin Douglas. – sussurrou ele.
– Oi sou Isabella Swan. – respondi
– Eu sei sua prima Brity me falou bem vinda.
– Obrigada. – ah, tinha que ser as fofoqueiras de plantão, elas até podiam ser super legais, mas pelo visto adoravam uma fofoca.
As outras aulas também foram tranquilas, gostei do fato que nenhum professor me obrigou a me apresentar na frente da sala.
Quando bateu o sinal para o almoço, as menina emparelharam comigo e foram conversando, fomos para perto de um grupo que estava próximo ao campo de futebol e minha prima me apresentou a eles, no meio estava o tal Kevin Douglas. Conheci um loiro alto chamado Brad, e dois morenos um se chamavam Ryan e o outro Jason, e tinha mais alguns que eu na hora esqueci os nomes. Depois chegaram mais três caras um se chamava Chad foi difícil de esquecer já que as meninas só faltaram babar por ele, e ele era o capitão do time da escola.
Todos ali eram jogadores e as meninas lideres de torcida, percebi que tirando eu, minha prima, as amigas dela e Kevin o resto do pessoal eram todos do colegial. Ficamos conversando algum tempo quer dizer eles ficaram. Eu não falei muito eles não tinham um assunto que me interessasse. Depois de alguns minutos chegaram mais três meninas parecia que a escola inteira parou para olhá-las.
Uma era loura – para variar – , a outra tinha alguns traços orientais, e a ultima era ruiva. Britanny me puxou e sussurrou em meu ouvido:
– A loira é a Stacy ela é chefe das lideres de torcida, está no primeiro ano, a japonesinha é a Tess, e a ruiva Lindsay, ela é a mais popular da escola.
Stacy veio cumprimentando todos, deu um super beijo na boca do garoto chamado Chad, claro ela era chefe, ele capitão do time. Tão obvio. Pensei que talvez devesse procurar um grupo mais parecido comigo quem sabe um grupo de nerds.
– Oi Britty – a loura veia dar um beijo no rosto da minha prima – Beck. Milly. Karen – e fez o mesmo. Ela olhou para mim com curiosidade. – E você?
– Essa é minha prima Isabella, ela veio morar com a gente por um tempo. – minha prima falou, rapidamente antes que eu pudesse abrir a boca.
– Prazer – ela estendeu a mão e eu apertei.
Todos voltaram a conversar, toda hora via Stacy me observar com interesse. Eu só fiz uma analise para saber que ela era perigosa, e que ninguém deveria entrar em seu caminho. Eles me convidaram para ir numa festa do time dali a duas semanas e depois de muita insistência da minha prima e das meninas durantes as ultimas aulas eu cedi.
Cheguei em casa exausta, mas não tanto, arrumei algumas coisas na casa, e fui preparar o jantar de hoje. Percebi que minha vida não seria difícil, o único problema é que eu não estava acostumada a andar com tanta gente, e ainda por cima a galera popular da escola, em Phoenix sempre foi só eu e Anna. Eu não gosto muito de atenção, no meu caso não é muito bom.
Os dias passaram rápido, já havia mais de uma semana que eu estava com tia Claire e Britanny, conviver com elas era fácil. Minha tia era sempre atenciosa comigo, uma coisa que minha mãe não era há muito tempo.
Britanny também era legal, ficávamos bastante tempo conversando. Ela só não gostava quando percebia que eu aparecia mais que ela. Como uma vez quando Beck soltou sem querer que eu era uma ótima cantora para o pessoal, claro que o pessoal mais velho adorou, até Stacy que quase nunca falava comigo se animou, e propôs que eu tocasse na festa. Eu recusei porque isso envolvia atenção e eu sabia que não podia cantar em publico. Sem contar que era um passo para a popularidade então Britanny arrancaria meus olhos.
Na sexta-feira no dia da festa, estavam todos animados, essa era uma festa para animar os ânimos, e estimular o time da escola para o campeonato estadual de futebol americano. Eu e as garotas estávamos sentadas nas arquibancadas enquanto os garotos treinavam. Elas conversavam sobre que roupa usaria.
Stacy lançou um olhar curioso para mim por causa de algum comentário que Tess fez, as duas riram, provavelmente estava falando do meu visual. Só porque eu me recusei andar igual a elas, não que eu andasse mal vestida, mas eu era mais básica tinha um estilo próprio.
– Então meninas já sabem o que vão usar? – perguntou Lindsay já jogando um olhar malicioso na minha direção. Eu juro que mais uma insinuação ela estaria sem cabelo.
Todas responderam o que iriam usar. Elas já haviam separado as roupas há semanas.
– E você Bella, já sabe o que vai usar – a ruiva me perguntou.
– Ainda não, estou vendo minhas opções não sei se escolho um Gucci ou um Armani, essa duvida está me matando. – usei o mesmo estilo que elas usavam, só que com sarcasmo. Pelo canto do olho pude ver as gêmeas cobrindo a boca para não rir. Minha prima me deu um sorriso de aprovação. Em geral eu não fazia essas coisas, mas ela estava pedindo.
Depois da ultima aula, Brity me fez correr para casa, ela queria começar a se arrumar logo. Quando chegamos a casa ela subiu a escada em uma velocidade impressionante eu me arrastei para o quarto. Abri o guarda-roupa, eu até que tinha bastantes opções, tinhas as roupas que Edward me deu e as que minha tia e Brity havia escolhido para mim, na ultima vez que fizemos compras, fiquei parada olhando as roupas.
Peguei uma minissaia rodada rosa que tinha uma fita de cetim para amarrar na cintura, e uma blusinha de alças fina branca, a blusa era um pouco decotada então escolhi um bolero rosa de mangas curtas. Eu estaria bem no estilo Britanny. Deixei as roupas em cima da cama e fui tomar banho.
Sai do banho coloquei a roupa, agora só faltava o sapato, fiquei em duvida entre uma sapatilha e uma sandália de salto, avistei meu all star rosa, e o calcei. Arrumei meu cabelo passei um pouco de maquiagem – na verdade só um brilho labial – e desci para esperar minha prima, mas ela já estava na sala me esperando com as meninas.
– Nossa Bella adorei, seu estilo – disse Beck 
– Verdade é tão independente e original – completou Karen.
– Vocês estão ótimas também – falei, e realmente estavam todas usavam vestidinhos lindos, o da minha prima era Salmão, da Karen era azul bebê, da Beck era rosa bebê e o da Milly um rosa mais escuros.
Antes de sairmos o telefone tocou, as meninas pediram para deixar tocando, mas mesmo assim fui atender. Tirei o telefone do gancho e falei “Alô”, mas ninguém disse nada só ouvia uma respiração do outro lado e depois ficou mudo e desligaram. As garotas me perguntaram quem era e eu falei o que havia acontecido. Ninguém se importou muito isso acontece sempre, elas estavam mais preocupadas com a festa.
Minha tia levou a gente até o local da festa, deixando claro que era para termos juízo e não aceitar nada que nos oferecessem, para ligar quando quiséssemos ir embora. Milly e Beck seguraram no meu braço uma de cada lado e entramos na festa.
Já estava bombando, pude ver o pessoal do time, as outras garotas, elas estavam com micro vestidos iguais, no modelo, só o que mudava era a cor. Brity e as meninas me puxaram para a pista de dança.
Depois de um tempo, tentando seguir os passos delas, eu sai da pista e fui me sentar logo Chad o capitão do time veio se juntar a mim.
– Gostando da festa?
– Sim está bem legal.
– Eu vi você dançando, dança bem. Brity me contou que você faz balé – não acredito eu vou matar minha prima – Por que não vira líder de torcida?
– Não obrigado, eu sou muito desastrada. É por isso que faço balé desde pequena para ajudar na coordenação motora, mas não funcionou muito. Sou melhor dançando do que andando.
Ele riu. Ficamos conversando sobre, muitas coisas, gostos musicais, sobre sonhos que gostaríamos realizar, que faculdades gostariamo de fazer.
– Você é tão diferente das outras garotas. 
“Ha conta outra canastrão essa não pega mais” eu pensei, mas limitei-me a erguer a sobrancelha.
– É verdade, as meninas daqui só pensam, em maquiagem, roupas o carro que você usa.
– Gosto de ser diferente.
– É isso que gosto em você. Você é diferente.
Eu não estava gostando nem um pouco daquela conversar, então para distrair o convidei para dar uma volta. Ficamos andando pelo clube conversando um bom tempo, depois inesperadamente ele pegou na minha mão com firmeza, ele parou me puxando me obrigando a olhá-lo. Ele segurou meu rosto entre suas mãos e foi se inclinando. E eu fiquei no dilema interno beijo ou não beijo. É certo beijar uma pessoa quando se gosta de outra? Mas meu beijo com Edward nem foi um beijo direito. Será que eu vou sentir a mesma sensação?