sábado, agosto 09, 2014

Fanfic: Dois mundos, Duas Vidas - capítulo 13



Autora: Giis Vieira

 Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

 Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência

Capítulo 13
Bella
O tempo estava passando rápido. Era incrível a velocidade com que os dias se passavam como se fossem segundos. Não sei dizer se era pelo fato, de eu ter entrado num estado de torpor depois de ser bombardeada por lembranças dolorosas, ou se estava passando rápido mesmo. Só sei que tudo passou tão rápido que eu nem vi.
Graças a minha quase depressão, minha tia teve que mudar nossos planos para o natal, todos passamos juntos na Califórnia, o que deixou minha prima extremamente feliz, porque não teve que ir para Forks passar o natal com o pai e a família dele. Anna e seus pais também vieram para cá, o que me deixou profundamente triste e culpada, pois não pude aproveitar a visita deles.
Aliás, eu não aproveitei nada, não vi o natal nem a virada do ano passar. Eu estava numa espécie de transe. Só despertei realmente duas semanas depois das aulas terem recomeçado.
Estávamos em maio, na verdade no final do mês, e eu estava correndo para recuperar os trabalhos perdidos, apesar dos professores me garantirem que não afetaria minhas notas, por eu ser uma ótima aluna e ter pontos extras. Mas mesmo assim eu estava paranoica, estudava mais que o necessário para as provas finais, afinal, no próximo ano eu iria pro colegial, e se eu quisesse uma admissão numa ótima universidade teria que ter medias acima das expectativas. Então passava todo meu tempo livre da escola na biblioteca. 
Outra coisa que me incomodava era que minha prima, resolveu de vez me ignorar, nem em casa ela falava mais comigo. Eu sabia que merecia, porque graças a minha quase depressão nas festas de fim de ano, minha tia cancelou a festa de debutante dela. Alegando que eu ainda não tinha sentido fazer uma festa quando eu estava sofrendo, então fazia mais de um mês que Britanny não dirigia uma palavra a minha pessoa. Apesar de me sentir profundamente culpada por ter estragado a festa dos sonhos dela, não podia deixar de ficar magoada com sua atitude.
Todas as outras garotas também se sentiram profundamente ofendidas por eu ter estragado os sonhos da minha querida prima e me viraram as costas também. Mas isso não era novidade nenhuma para mim, o que me deixou mais chateada foi que até Beck, a gêmea que eu mais gostava resolveu se juntar a trupe das loiras e me ignorar também. Então eu passava o máximo de tempo que eu podia na biblioteca ou conversando com os professores. Queria poder ficar o mais longe o possível da minha prima e seu grupinho me acusando com os olhos ou cochichando sempre que me via.
Eu tinha acabado de sair da biblioteca que estava correndo, não podia chegar atrasada na próxima aula, pois teríamos prova. Corria com tanta pressa que nem prestava atenção onde estava indo. Então, é claro, eu tropecei, e como tropeçar já não fosse o bastante esbarrei em alguém. Que para minha tristeza era ninguém mais, ninguém menos do que Chad Cooper. Nunca mais tinha falado com ele depois do episodio do campo de futebol.
– Desculpa - disse sem jeito. 
–Está tudo bem Bella. Atrasada?
– Sim e muito. Se puder me dar licença, eu preciso ir. - Eu já ia saindo quando ele segurou no meu braço.
– Espera Bella. Queria mesmo falar com você. - eu ergui uma sobrancelha. - Você irá ao baile comigo?
– Desculpe Chad, mas você não faz meu tipo. Não sei se esqueceu, mas eu sou lésbica lembra?
Ele me olhou sem jeito, eu consegui livrar meu braço e ia saindo quando ele me puxou de novo.
– Eu sei que fui estúpido Bella, mas é que nunca fui rejeitado antes. Queria me desculpar e para me redimir te levar ao baile.
– Sempre há uma primeira vez para tudo, não se esqueça disso. - Respirei fundo. - Tudo bem eu aceito suas desculpas, mas não vou ao baile com você. Agora se puder soltar meu braço agradeço eu realmente não posso chegar atrasada na aula.
Ele me soltou e eu disparei para a sala, que por sorte ainda estava vazia.
A prova foi fácil, não tive dificuldades, já que estudei que nem uma condenada, eu tinha certeza absoluta que eu passaria. A professora da ultima aula nos dispensou depois da revisão, então aproveitei para ir cedo para o balé. Me perguntava o porque ainda fazia, já que meu equilíbrio não tinha melhorado muito. Mas segundo a coreografa eu estava indo muito bem que se me empenhasse mais poderia entrar no balé semi profissional, e depois me lembrei que foi uma promessa que fiz ao meu pai.
O balé até que não foi tão ruim hoje, acho que começo acreditar que todos tem razão, eu realmente levo jeito para a coisa, talvez eu começasse a dançar ao invés de andar, quem sabe eu não tropeçaria menos.
Cheguei em casa e ouvi vozes exaltadas da minha tia e da minha prima, e não precisava ser uma vidente para adivinhar que o centro da discussão era eu. Ultimamente elas sempre discutiam por minha causa. Eu estava me sentindo desconfortável culpada e uma intrusa. Por isso tomei a decisão de me inscrever para bolsa em um colégio interno de Nova York, era um dos melhores e tinha uma ótima preparação para a universidade, e o mais importante era bem longe para eu não atrapalhar mais a vida da minha tia.
– Britanny, já tivemos essa discussão. - Dizia minha tia.
– Mas mãe e quanto a mim? Quando você vai pensar em mim? Já percebeu que desde que ela chegou tudo é ela? Ela quase roubou meus amigos e o cara que eu gosto, agora rouba minha mãe.
– Isso não é verdade Britanny, e o que isso tem haver estávamos falando de suas notas que estão baixas.
– Ah, claro, porque a perfeição em pessoa nunca te deu um pingo de trabalho, ela sempre tem ótimas notas e elogios. Por que você não a deixou com o Hastings eles gostam dela?
– Por que eu sou a tia dela Britanny, e não se fala mais nisso.
– Tá então, porque o tio Art não fica com ela então? Qualquer pessoa iria querer ficar com ela.
– Chega Britanny não vou discutir isso com você.
– Claro, porque a pobre Bella é sensível demais. Ela está estragando a minha mãe. Eu nem pude fazer minha festa de debutante mês passado porque ela estava sofrendo demais.
– Como você pode ser tão insensível Britanny? - Dava para perceber que tia Claire estava chorando. - Ela está sofrendo, ela perdeu o pai.
– E daí, ela não é a primeira a passar por isso.
– É claro, porque não foi com você Britanny. Você nunca perdeu ninguém que ama e sempre te defendi. Ela não só tinha o Charlie, e depois teve que enfrentar dois abutres.
– Mas mãe isso já faz tanto tempo, tem mais de dois anos.
– Era o pai dela Britanny. - Minha tia gritou. - O pai dela e meu irmão. Ou você acha que eu não sofro também? Você acha que também não dói em mim. E você ainda fala desse jeito como se não fosse nada de mais.
Eu não quis ouvir mais, fui para o meu quarto e deitei na cama. Eu já tinha tomado a minha decisão assim que chegasse a admissão do colégio interno eu me mudaria para lá, se não eu falaria com os Hastings e perguntaria se eu poderia morar com eles. Não poderia mais fazer minha tia sofrer.
Depois de uma noite mal dormida, depois de muitas lagrimas acordei para outro dia. Eu não aguentava mais aquela escola, e contava ansiosamente, para que as aulas acabassem. 
No caminho da escola estávamos todas caladas. Minha prima parecia emburrada, minha tia estava muito magoada, pronta para cair em lagrimas a qualquer momento, me pareceu que nenhuma das duas estava ciente de que eu sabia sobre a discussão delas. Isso era ótimo não queria Britanny dizendo por ai que eu era bisbilhoteira. 
Britanny saiu do carro, sem nem ao menos olhar para a mãe. Eu dei um abraço em tia Claire e um beijo em seu rosto.
– Eu te amo. - Sussurrei em eu ouvido. E depois sai do carro. Olhei para traz e pude ver ela secando os olhos.
Passei as quatro primeiras aulas estudando, faltavam só mais duas provas e depois liberdade. Para variar passei o intervalo na biblioteca estudando, queria tirar 100% na prova de admissão do colégio interno de Nova York. 
Sai da biblioteca um pouco mais cedo, e fui ao banheiro. Quando estava saindo escutei duas vozes que eu conhecia bem. Resolvi continuar no banheiro, não queria que elas me vissem.
– Então amiga me conta, o que está havendo? - Perguntou Stacy com aquela voz rouca e falsa.
– Minha vida está um inferno, não aguento mais. Minha mãe só quer saber da Isabella. A perfeitinha. Ela nunca jogou na minha cara minhas notas, agora só porque aquela nerd veio morar com a gente ela quer que eu seja igual.
– Que barra. E você falou para ela, aquilo que te falei sobre, ver se alguém pode ficar com ela. Afinal ela está atrapalhando a vida de vocês. E sinceramente não é muito bom você ter alguém como ela na família, mancha sua imagem como popular. O melhor seria ela ir embora.
– Eu sei, falei com minha mãe, mas ela não quer nem saber. Ela parece ficar ofendida toda vez que toco no assunto. Agora me diz que culpa eu tenho do pai dela ter morrido?
– Nenhuma Brity, afinal de contas isso acontece não é?
– Tente falar isso para minha mãe, mas ela fica nervosa quando toca no assunto. Ela definitivamente tomou as dores da Isabella.
– Ai, amiga não fica assim é só continuar a ignorá-la, você viu nem a Beck está mais falando com ela. Temos que bolar outro plano. 
– E bem rápido. Fiquei sabendo que ontem o Chad a convidou para ir ao baile.
– Como é? Ele é um idiota, pensei que depois de terminar comigo ia ficar com alguém melhor, não com ela, já viu como ela se veste?
– Nem me fale, mas acho que ela não vai ao baile, ela não gosta desse tipo de coisa.
– Espero mesmo, não quero estragar minha noite olhando para ela. Imagina só como ela irá vestida. - Elas riram.
Ouvi as duas se afastando e depois de um tempo sai do boxe. Então a lambisgóia loira, estava fazendo ela estava bolando planos e mais planos com minha prima para eu poder ir embora. Tudo bem muito em breve elas não precisariam se incomodar mais com minha presença.
As duas ultimas aulas passaram - se voando. Na sexta-feira seria oficialmente o ultimo dia de aula, os professores entregariam as notas e falaria quem passou e quem não passou. Sábado seria o dia do baile de formatura, todos estavam eufóricos menos eu, não via nenhuma graça em ir ao um baile de formatura, e eu nem estaria me formando.
Tinha planejado passar o final de semana, preenchendo fichas de admissão de colégios internos, caso o de Nova York não desse certo, e estudando para entrar no mesmo. Fui para o curso de informática, fiquei lá o máximo de tempo possível, aleguei à instrutora que tinha algumas duvidas e queria aprender melhor como funcionava alguns programas. Era tudo mentira, mas não queria ir para casa cedo.
Quando cheguei em casa minha tia estava sentada no sofá lendo um documento, do lado dela havia um envelope pardo, minha prima chegou logo depois de mim, com suas seguidoras e sua mais nova amiga, Stacy.
– Bella, pode me dizer o que significa isso? - Minha tia estendeu para mim o documento. Pude ver que Stacy e Britanny trocaram um sorriso cúmplice. Provavelmente achando que agora eu tinha me ferrado o bastante para minha tia me mandar embora.
Peguei o envelope e reconheci o timbre era do colégio de Nova York, eles gostaram do meu currículo escolar e haviam agendado uma prova, para dali uma semana. 
– Você se inscreveu num colégio interno em Nova York?
– É, eu tinha lido sobre ele e gostei, eles têm uma ótima preparação e a pessoa que estuda lá é disputada pelas melhores universidades. Alguns professores me indicaram já que eu tive a media mais alta dos dois semestres. E como eu estudo Balé ficou mais fácil também.
Eu expliquei tudo em um fôlego só. Minha tia me olhava incrédula, como se eu a tivesse ofendido com essa escolha, ou talvez só magoada por eu não ter - lhe contado nada.
– E o que fez você achar, que poderia ir sem minha permissão?

***
Edward
Já estava tudo pronto para nossa mudança, e eu contava os dias fervorosamente. Não me lembro a ultima vez que fiquei tão ansioso para algo.
“ Acalme-se Edward parece uma criança na véspera de Natal.” – Eu ri com o pensamento de Jasper, eu realmente parecia um garotinho ansiando pela chegada do Natal. Normalmente quem tinha esse tipo de comportamento era Emmett e Alice.
Mas só em pensar que em menos de 10 horas eu estaria de volta aos EUA, minha ansiedade aumentava. Em parte era porque eu sabia que minhas chances de reencontrar Bella seriam maiores, mas não era o único motivo. Eu queria deixar o Alasca o mais rápido possível, até porque não aguentava mais os olhares acusatórios de Tanya.
Eu não sei como me deixei enganar que ela aceitaria fácil nosso rompimento, no começo ela se fez de forte, dizendo que estava feliz por pelo menos ser minha amiga. Mas de um tempo para cá, para ser exato depois que Carlisle anunciou que iríamos embora, ela começou a se fazer de triste para me deixar culpado. Acho que ela pensa que eu desistiria da minha decisão e ficaria com ela, ou a levaria conosco.
Antes da viagem fomos caçar minha família, eu e os Denali. Katy e Irina insistiram em nos fazer uma festa de despedida, e nada melhor para comemorar do que uma competição de quem caça a maior presa. Emmett estava super empolgado se gabando que não teria para ninguém, mas para seu desgosto o vencedor foi Jazz que conseguiu abater o maior urso.
Foi uma noitada e tanto, Emmett, o comediante da família contava piadas super engraçadas, eu me acabava de rir, assim como os outros, Jasper parecia que iria flutuar, pois todos os nossos sentimentos estavam em harmonia. Quando o sol estava quase nascendo fomos para casa, já que viajaríamos.
Colocamos todas as malas no carro. Estávamos nos despedindo dos Denali. Fui me despedir de Tanya que estava encostada na porta de casa com um semblante triste.
– Por que está tão triste Tanya?
– Não queria que vocês partissem. Não é por minha causa é? Eu sei que tenho me comportado mal, depois de ter prometido aceitar, mas é que é tão difícil... - Não acredito que ela ia querer me fazer sentir culpado numa hora dessas.
– Não Tanya, não é por causa disso. Estamos aqui por muito tempo. É hora de partir, e você sabe que Carlisle não gosta de ficar parado.
– Nós nunca mais vamos nos ver.
– Não diga isso! Sabe que será sempre bem vinda, em nossa casa. E visitaremos vocês também.
Dei-lhe um beijo na face e entrei no carro. Carlisle iria com Emmett e Rose em um carro. Alice, Jasper, Esme e eu iríamos em outro carro.
A viagem até Seattle foi rápida e bem sossegada. Diria que demorou menos do que quando fui da Califórnia até o Alasca. Depois só mais uma hora de carro até a cidade de Forks.
Estávamos em Julho, mas mesmo assim estava chovendo na cidade e o céu encoberto por grossas nuvens cinzentas. Adorei a cidade, não precisaria me esconder até o anoitecer. A paisagem também era muito bonita, era muito verde. 
Chegamos até a casa. Ela era enorme, bem maior do que a do Alasca, tinha três andares, e algumas paredes foram substituídas por vidros. Era uma bela casa. Toda branca. Esme nos fez entrar para nos mostrar cada detalhe do lugar, por dentro também era de tons variados, todos claros, com alguns detalhes dourados. Fomos para ala sul da mansão e lá todas as paredes de concreto foram substituídas por paredes de vidros. 
Tinha tudo na casa, cozinha - que estava abastecida com comida humana -, sala de jantar, não há usaríamos muito, sala de visitas onde estava meu piano. Aposto que Esme tinha mandado buscar no meu apartamento da Califórnia. Fomos para o segundo andar, ela nos mostrou os quartos tinha um para cada. Rosalie decidiu que ficaria no mesmo quarto que Emmett, Alice decidiu também dormir no mesmo quarto que Jasper. Então os quartos que sobraram seriam para quando tivéssemos hospedes. Passamos pelo quarto dela e de Carlisle e o escritório dele. Já ia perguntar onde ficaria meu quarto, já que ela não me mostrou nenhum cômodo por ali que seria o meu. Parecendo adivinhar meus pensamentos ela falou.
– Eu quero fazer uma surpresa, Edward, então por favor não leia minha mente. Alice? - ela chamou, a baixinha subiu nas minhas costas e topou meus olhos, Esme pegou minha mão e me conduziu, acho que para o andar de cima. Como prometi não li a mente de ninguém.
Depois de subirmos mais um lance de escadas elas me fizeram parar. Lentamente Alice foi tirando as mãozinhas dos meus olhos, eu estava ansioso, pensando seriamente em trapacear e dar uma olhadinha na mente deles, quando ela liberou totalmente meus olhos, então tive uma surpresa.
O cômodo era enorme, um lado era totalmente de vidro e tinha uma grande sacada, o outro era de um tom branco com detalhes dourados, havia um enorme sofá preto, avistei um sistema de som, uma tela de plasma e um notebook, percebi que todas as minhas coisas: livros, CDs, discos, filmes estavam todos organizados em uma prateleira. Era incrível como Esme conhecia meus gostos.
– Alice me ajudou a decorar e arrumar, depois claro se você quiser pode colocar na ordem de sua preferência. - ela disse passando o braço por minha cintura.
– Eu amei, mãe é lindo. Obrigado. - Virei para dar um beijo nela. - Obrigado a você também Alice.
– Não se preocupe com isso, vou pensar em uma forma de recompensar. - ela piscou.
– Então não está mais com raiva de mim?
– Não, não estou mais.
– Bom vamos deixá-lo curtir um pouco seu quarto meu bem. - Esme me deu um beijo.
Depois saiu com os outros, quer dizer nem todos saíram Alice ainda ficou comigo.
– Sei que deveria deixar você sozinho, para curtir seu quarto...
– Mas você não vai me deixar fazer isso. - Eu a interrompi. - Alice? Desculpe-me, eu fui rude com você, muito pior eu não te ouvi, mesmo sabendo que você está sempre certa.
– Nem sempre, mas devo admitir que você foi um idiota. Onde já se viu cair na armadilha de Rosalie e Tanya? - Nós rimos. - Eu sei que você será feliz Edward, só precisa confiar mais em si mesmo e nas minhas visões.
Eu a abracei forte, sentia saudades da minha irmãzinha, baixinha e mandona, que ficava zangada quando não fazíamos as coisas do jeito dela.
Depois de um tempo conversando, descemos Carlisle queria falar com a gente.
– Bom crianças, como essa cidade vai nos proporcionar liberdade para sair de dia como pessoas normais, pensei que talvez vocês quisessem ter uma vida como de adolescentes normais. Eu começarei amanhã no hospital da cidade. Vocês poderão estudar na escola daqui também.
“ Mas tenho que avisar ainda temos que respeitar o tratado que fizemos com os Quileutes, há 70 anos, não podemos entrar nas terras deles, mas isso não será nenhum problema, conversei com o líder antes de nos mudarmos então está tudo acertado.”
– E quanto à escola Carlisle? - Alice estava quase saltitando de ansiedade.
– Bem estamos em Julho então provavelmente a escola está em férias de verão, mas não se preocupem, Esme e eu resolveremos isso. Bem vocês sabem que quanto mais jovens parecermos, mais tempos poderemos ficar na cidade então se vocês aceitarem, eu estava pensando em fazer os documentos de vocês um pouco mais novos do que são. Por exemplo: Emm, Rose e Jasper terão 16 anos e estarão fazendo o 2º ano. Edward e Alice estarão no primeiro ano. O que acham?
–Por mim, perfeito. Vamos manter o mesmo esquema de sempre?
–Sim Rose, será o mesmo esquema de sempre. Então agora que tal se nós fossemos ver um pouco a cidade, tem uma loja de artigos para Camping que vocês vão gostar.
–Estou dentro. - Disse Emmett mais que animado.
Carlisle chamou dois taxis, já que ainda não tínhamos carro. Assim que os taxis chegaram nós dividimos.
Chegamos à loja que Carlisle havia dito, ela parecia realmente ser bem abastecida de todos os utensílios, para acampamento, alpinismo, caminhada, pesca. Fomos atendidos por uma mulher, que não combinava nada com o ambiente onde trabalhava.
“ Oh, minha nossa. Quem serão?”
–Olá sou Karen Newton, em que posso ajudá-los? - E perguntou e deu um sorriso exagerado na direção de meu pai.
–Olá sou Carlisle Cullen...
– Ah, sim claro, o novo médico? - Ela o interrompeu. Pois é cidade pequena.
– Sim. Estamos procurando artigos para camping.
– Claro por aqui.
“ Ah, minha nossa. Eu simplesmente acho que vou ficar doente todos os dias. Preciso urgentemente ligar para a Marcie e Michelle, elas precisam saber, e eu fui a primeira a vê-lo.”
Eu estava quase caindo na gargalhada, mas meu pai me olhou reprovador. Sussurrei um desculpe. 
A Sra Newton estava tagarelando, para Carlisle mostrando todos os itens que tinha na loja, enquanto seus pensamentos eram os mais sórdidos possíveis. 
“ E quem será esses rapazes com ele será que é irmão mais novo?”
Resolvi tirar sua duvida, e aproveitando que Emmett e Jasper estavam se aproximando fiz um sinal super discreto, para eles se juntarem a nós.
–Papai o que acha dessa aqui. - Disse Emmett vindo em nossa direção todo animado com uma barraca de acampar, Jasper apareceu logo depois com algumas lanternas.
Vi os olhos de Karen Newton se arregalarem e ela arfou. 
“ Minha nossa, pai. Ele tem filhos será que é solteiro.”
– São seus filhos? - Ela perguntou.
– Sim. Esses são Edward, Emmett e Jasper, e tenho mais duas meninas Alice e Rosalie.
– Nossa! Cinco? Eles são lindos muito parecidos com você.
“ Mas como ele parece ser tão novo, pare ter 5 filhos e ainda mais desse tamanho.”
– Na verdade eles são filhos adotivos.
– Ah...
Ela continuou mostrando os produtos para nós quando Rosalie, Alice e Esme entraram na loja.
– Acharam alguma coisa meninos? - Esme perguntou docemente.
– Sim. Alice tem uma barraca cor-de-rosa que é a sua cara eu separei para você. - Eu disse e a entreguei.
– Senhora Newton, essas são Rosalie e Alice minhas filhas. - Ele gesticulou para minhas irmãs. - E essa é minha esposa Esme. - Ele disse pegando a mão de Esme.
– Muito prazer. - Disse a dona da loja, mas pelo seu tom dava para perceber que ela não tinha sentido prazer nenhum em conhecer a esposa, do seu mais novo desejo.
“ Ah, merda. Nem para ele ser solteiro, ou viúvo. Eu adoraria poder ajudar o pobre médico que não tem esposa e seus 5 filhos. Mas que droga tudo bem que sou casada, mas ter amante está em alta.”
“ Ed, se essa mulher ter mais algum sentimento desse tipo eu vou explodi-la” . Pobre Jasper se ouvir os pensamentos impuros e infiéis da Sra. Newton já era um fardo, imagina sentir os mesmo desejos que ela.
Compramos tudo o que queríamos, o que deixou a senhora casada e infiel super contente já que compramos bastante coisas. Estávamos no caixa para fazer o pagamento das compras quando entra uma mulher, ela devia ter uns 30 anos, cabelos pintados de vermelhos, ela estava indo diretamente ao caixa quando nos viu.
“ Ai, minha nossa. Eu morri e não percebi porque estou no paraíso. Será que são solteiros?”
– Olá Sheila. - Disse a senhora Newton, seus olhos até brilharam por poder partilhar aquele momento com alguém.
– Olá Karen querida, vim te dar um olá antes de ir para o trabalho.
– É realmente muita gentileza sua. Deixe-me apresentar, os novos moradores de Forks. O Dr. Carlisle Cullen, sua esposa Esme. E seus filhos.
– Muito prazer. - Ela disso olhando para Carlisle.
“ Oh, minha nossa então esse é o medico espero está na mesma equipe que ele. Uma pena ser casado. E que merda, a mulher dele tinha que ser tão perfeita?”
Nós dissemos um “Oi” em conjunto. Ela se aproximou mais de nós e puxou conversa:
– Então é o novo médico? Sabe eu sou enfermeira também, caso precise de ajuda no hospital é só me chamar.
– Obrigado, pela gentileza. Bom já vamos indo. Muito obrigado Sra. Newton. Nos vemos amanhã no hospital Sheila.
– Claro.
“ Ou onde você quiser bonitão. Eu realmente espero ficar no mesmo turno que você.”
Carlisle pegou a mão de Esme. O que não deixou as outras mulheres felizes pude ouvir seus pensamentos. Alice estava quase para cair na gargalhada assim como eu. O pobre Jasper estava mais que aliviado por sair dali. Entrei no taxi novamente. Dessa vez foi com Carlisle e Esme.
Os dias passaram incrivelmente rápidos, as vezes saímos para conhecer a cidade e receber olhares, cobiçosos, invejosos e curiosos. 
Mais rápido que pudéssemos imaginar todos, já sabiam da nova família que morava em Forks. Como eu não aguentava muito aqueles pensamentos nos bombardeando, não íamos muito ao centro da cidade, já que iríamos ter que enfrentá-la muitas vezes quando as aulas começassem. 
Meus irmãos e eu, preferíamos conhecer as florestas, andar pelos bosques e conhecer os nossos possíveis alimentos. Claro sempre respeitando o limite de terras e nunca ultrapassando a fronteira de La Push.
Descobrimos uma grande campina. Alice deu a ideia de jogarmos basebol lá quando estivesse chovendo.
Na ultima semana de férias. Eu estava me preparando para enfrentar os adolescentes curiosos e seus pensamentos. Quando Carlisle chegou dizendo que tinha uma surpresa para nós. Eles nos levou até a garagem e lá pude ver que a Mercedes preta de Carlisle não estava sozinha. Ao lado dela tinha um Jeep Warangler, BMW M3 vermelha e uma Ducat 848 prata, eram carros maravilhosos.
– Bom é um presente de começo de aulas para vocês. O Jeep é de Emmett. - Ele jogou uma chave para Emmett. - A BMW é de Rose. - E jogou uma chave para ela também. - E a Ducat de Jazz. - Disse entregando-lhe a chave da moto.
Ei, espera ai e eu? Eu não fui o único que ficou frustrado. Alice ao meu lado também não estava muito satisfeita.
– Desculpem-me Ed e Alice, mas como vocês são tecnicamente os mais novos e estão no primeiro ano, vocês ainda tem 15 anos então não têm permissão para dirigir. Mas os aniversários de vocês estão chegando então, assim que tiverem idade suficiente, eu lhes darei um carro também. - Disse Carlisle rindo.
– Pode deixar Ed, eu dou uma carona para você - Disse Emmett rindo. - Eu adorei Carlisle é maravilhoso.
– Eu também, você acertou em cheio, era a que eu queria, muito obrigado. - Jasper disse.
– Eu nem preciso falar, simplesmente amei. - Rose correu e foi abraçar Carlisle e Esme.
Era tão injusto, eu era mais velho ali, quer dizer, não mais velho que o Jasper, mas era mais velho que Emmett e Rose juntos.
– Bom o que vocês acham, se formos para escola todos num carro só chama menos atenção, não acham? - propôs Emmett.
– É uma ótima ideia Emm. - Alice concordou. - Mas só até eu ter o meu, e como eu faço aniversário em Janeiro, o meu vem antes.
Ela mostrou a língua para mim e eu fechei a cara. Que ótimo tinha esquecido que só faço aniversario em Junho, ou seja, só vou poder dirigir meu próprio carro quase no final do ano letivo. Ou seja, até o final do ano teria que ir de carona com meus irmãos. Alguém percebeu a injustiça? Porque eu percebi.

quarta-feira, agosto 06, 2014

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capítulo 12


Autora: Giis Vieira

Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

 Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

 Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Capítulo 12
Bella
Os meses passaram-se rápidos, já estávamos no começo de dezembro, fazendo preparativos para o natal. Eu iria passar na casa dos Hastings, já que minha prima ia para casa do pai em Washington, minha tia sempre passava com o namorado dela. Ela disse que passaria comigo, não queria que eu fosse para Phoenix, mas eu não ia fazê-la mudar os hábitos dela e como Tom afirmou que Renée ia passar o natal com a família de Phil na Florida, ela então ela cedeu. Eu também não estava nenhum pouco a vontade de ir para lá, mas eles me garantiram que não iam passar o feriado na casa deles.
Minha vida estava uma correria, com minha prima e suas amigas resolveram me ignorar novamente na escola eu ficava cada vez mais sozinha, elas alegavam ter muito ensaios já que os jogos finais estavam chegando, mas eu sabia que Stacy havia aumentado os treinos das lideres de torcida, para impedir Beck de conversar comigo. Então para ocupar minha mente, me ofereci para organizar os eventos da escola. Como a decoração do baile de inverno, a organização da feira cultural e de ciências, e um show de talentos, uma ideia que deixou a professora de teatro eufórica.
Quando não estava, na escola ou em casa trancada no quarto respondendo os e-mails de Anna ou estudando - eu era a aluna numero 1 da minha turma -, eu ia para o balé, minha tia impôs que eu continuasse, já que eu fazia para melhorar meu equilíbrio eu até gostava, segundo a coreografa eu tinha talento, me inscrevi em um curso de francês e de informática, eu estava fazendo designer gráfico e digital, todos achavam chato, mas eu gostava e sabia que seria bom no meu currículo.
Tinha acabado de chegar em casa, depois de chegar do balé, minha tia e Britanny estavam discutindo.
– Mãe, por favor? - pedia minha prima chorosa.
– Nada disso Srta Britanny, você vai para casa do seu pai e ponto já combinei tudo com ele.
– Mas mãe eu detesto Washington, e eu não quero ficar olhando para a cara daquela mulher sem um pingo de senso de moda. Ta na cara que a família dela me odeia.
– Não seja dramática, você vai sim, e alias vai poder visitar seu tio Arthur. Faz tempo que ele não vê você.
– Por que a Bella, não vai também ver o tio Art também? Por que eu tenho que sofrer sozinha?
– Porque você está indo para a casa do seu pai. E a Bella vai para a casa dos Hastings, já combinei. É só uma semana Britanny, menos que isso, o ano novo vamos passar todas juntas.
– Mas mãe...
– Nada de mais, nem menos você vai e pronto.
Fui para a cozinha silenciosamente, não queria ser pega ouvindo a discussão das duas. Comecei a preparar alguma coisa para comer.
– Oi Bells. - disse minha prima mal-humorada entrando na cozinha. 
– Oi. Com fome? 
– Não, já comi. Não posso comer muito aumentei 50 gramas, não posso me dar ao luxo de aumentar mais. Acho que vou ter que fazer outra dieta.
Olhei para ela incrédula. Como assim outra dieta? Ela super magra. Tudo bem que eu era mais, mas era só porque ela tinha mais corpo que eu.
– Mas você sabe que não precisa, não é? Quer dizer você é super magra, tem quase o mesmo corpo que eu.
–Não mesmo, alias como você consegue comer tanto e não engordar nada. Eu não posso nem se quer passar perto de comidas de altas calorias, se não meu uniforme não entra mais. Não sei como vou fazer no natal, para não ganhar mais calorias.
– Você também não engorda, a diferença é que você tem mais seios do que eu, mas tirando isso, seu corpo é praticamente igual ao meu. 
– Ah, Bella para com isso. Olha, a Stacy disse que percebeu que eu dei uma engordada, e tenho que perder.
Ah, então a loira aguada que tava falando isso. O que ela queria que minha prima tivesse anorexia, porque ela quase não comia direito, agora então depois que ela disse isso, a menina só passou a viver de água e salada.
– Olha, se a gente fosse a um nutricionista. - eu sugeri. - Ele recomenda uma dieta saudável, eu pego algumas receitas light. Você não precisa ficar passando fome para manter a forma e, além disso, você malha tem que se alimentar.
– Tudo bem. Mas vamos o mais rápido possível.
– Tá amanhã, eu não vou ter curso por causa dos feriados podíamos ir depois da escola.
– Tá. - e saiu.
Juro que eu não entendia a cabeça das meninas desse lugar. Como podem achar uma coisa só porque outra pessoa disse? Eu já não acreditaria só pelo fato de vim da boca de Stacy Roberts.
No outro dia, fomos a um nutricionista. Ele como eu suspeitava, disse a minha prima que ela não seu corpo não tinha mudado, e que ela precisava se alimentar passou uma dieta para ela e fomos para casa. Quer dizer eu fui para casa, ela foi para o treino. 
Peguei o livro de receitas que havia comprado e fiquei folheando, vendo as receitas. Todas eram bem praticas e simples, e o mais importante pareciam ser nutritivas e deliciosas, não sei quanto tempo fiquei ali olhando, eu lembrei-me de meu pai, Charlie nunca gostava muito de seguir receitas, mas sempre saia uma delicia. Às vezes ele criava as próprias receitas dele. 
“ Sabe Bells o segredo não está, no que você segue e sim nas suas mãos, não adianta nada você seguir o livro a risca e não ter o dom ou fazer com carinho.” - ele me disse quando eu perguntei porque ele não estava olhando o livro para fazer o Crepe.
“ Isso, agora coloque uma pitada de orégano.”
“ Orégano papai?” - perguntei incrédula - “ Acho que não vai ficar bom.”
“ Confie em mim princesinha, vai ficar uma delicia” - disse ele, me dando um beijo na testa.
Não sei quando tinha começado a chorar, só vi quando minhas lagrimas mancharam a pagina di livro. Eu estava lendo uma receita de crepe light quando me lembrei. Ele sempre cozinhava comigo, era a melhor coisa do mundo. Sentia falta dele segurando minhas mãos quando para adicionar algum ingrediente em algum prato que fazíamos, sentia falta dele me chamando de princesinha.
“ Como vai minha princesinha?” - ele disse me pegando no colo. Apesar de já ter meus onze anos ele ainda me pegava no colo, acho que é porque sempre fui muito pequenininha. 
Mesmo magro e abatido pela doença, ele ainda era alegre e mantinha aquela beleza que tanto me fascinava. Eu ficava super feliz quando diziam que eu era parecida com ele.
“ Papai, por que me chama de princesinha? Eu já passei dessa fase” 
“ Porque, para mim você vai sempre ser minha menininha, minha princesinha, sempre” - ele disse com intensidade.
Outras lembranças inundavam minha mente.
“ Assim Bells, me segue, dó menor” - dizia ele apertando uma tecla no piano e eu repetia. - “ Muito bem, você está ótima meu amor.” 
Abri meu maior sorriso. Ele me deu um beijo na testa.
“ Papai lembra aquela musica que compôs para mim?”
“ Sim”
“ Eu consegui tocar ela no violão.” Peguei o violão e comecei a dedilhar, a mesma melodia que ele tocava para mim antes de me colocar para dormir
“ Lindo, ficou perfeito.” - ele me deu um beijo na testa - “ Vamos fazer assim, eu toco no piano e você no violão”
Ficamos tocando por um tempo. Eu coloquei o violão preto com detalhes pratas de lado, com cuidado era o xodó de Charlie depois de mim.
“ Ei, quando vai me dar o violão?” - perguntei descarada.
“ Eu já te dei um Bells.”
“ Isso você me deu um, muito bom e caro, mas eu quero aquele.” - Apontei para o xodó que estava em um pufe.
“ Desculpa, princesa, mas não posso te dar seu irmãozinho ele faz parte do meu passado macabro” - ele rio - “ Ele me acompanhou por muita coisa, temos historias juntos. Quem sabe na sua formatura do colegial hein?” - ele piscou para mim. E voltou a tocar, eu andei até ele e sentei em seu colo. 
As lembranças eram tão dolorosas, que chegavam a ser físicas. Senti que não conseguia respirar, me apoiei na mesa da cozinha para não cair.
Entrei no quarto do hospital, e vi meu Charlie, magro e abatido olhando e sorrindo para mim, seu sorriso era lindo.
“ Oi princesinha” - ele pegou na minha mão, a sua estava fria como se tivesse colocado-a no gelo. - “ Que bom que veio, estava com saudades. Gostou do meu presente, desculpe não ter ido passar o natal com você meu bem.”
“ Tudo bem” - eu disse com a voz fraquinha - “ Adorei o presente, foi o melhor de todos” - Ele finalmente tinha me dado o xodó dele, e antes da minha formatura. - “ Mas meu maior presente seria ver você bom logo, para voltarmos a tocar juntos.”
“ Em breve princesa, em breve. Bells quero que me prometa uma coisa” - ele olhou-me com aqueles olhos castanhos claros, que eu tanto amava.
“ O que?”
“ Prometa-me que jamais vai deixar de tocar e cantar, nem de dançar. Jamais vai deixar de sonhar e não vai deixar ninguém estragar seus sonhos e que vai ser feliz. Você me promete?”
“ Sim” - já estava chorando, ele me puxou delicadamente para perto dei um beijo na bochecha dele, depois deitei perto de sua cama e chorei, percebi que ele também chorava.
Eu já não aguentava mais, queria me livrar da ultima, mas não pude, ela sempre estava ali para me assombrar.
“ Mamãe, por favor, eu quero ver o papai” - pedi mais uma vez.
“ Não vai da Bella, não será possível, os médicos não deixarão entrar de novo” - ela disse, percebi que ela estava triste.
Phil entrou logo em seguida, e olhou a cena, minha mãe sentada no sofá e eu de joelhos, implorando para ela me levar para ver meu pai.
“ Conte logo a ela Renée” - disse Phil - “ Não, vão poder esconder por muito tempo, uma hora ela vai saber”
Minha mãe olhou-me com pena, e me puxou para sentar no colo dela.
“ Meu amor fique calma. E lembre-se eu estarei aqui sempre” - deu-me um beijo no rosto. - “ Ligaram do hospital, e bem Charlie havia piorado, desculpe meu amor, mas seu pai não resistiu ele já estava em fase terminal...”
Não terminei de ouvir o que ela falava, disparei porta afora. Ouvi ela e Phil me gritarem, mas eu corri mais rápido. Ainda não sei como consegui correr tão rápido sem tropeçar. Quando vi já estava dentro do ônibus que me levaria ao hospital. Quando cheguei ao ponto não esperei o veiculo parar completamente, disparei parei para dentro.
Corri procurando um elevador. Parecia que minhas pernas iam fraquejar, mas elas não podiam falhar agora, não agora. Cheguei ao quarto de Charlie, tinha um monte de enfermeiros e dois médicos, vi meus avós perto do leito de papai chorando. Eu cheguei mais perto e pude ver o medico retirando os aparelhos de respirar, e a sonda, o aparelho que marca os batimentos cardíacos estava parado, não fazia mais aquele barulhinho que significa que o coração está batendo. Fui para mais perto e vi quando a medica fechou os olhos de Charlie.
“ Não” - murmurei. Todos pareciam não ter percebido minha presença, até eu começar a gritar. - “ NÃO” - falei mais alto. -“ Não, papai, não, você não pode me deixar, eu preciso de você, eu preciso. Quem vai cuidar de mim? Quem vai me ligar para me desejar boa noite?” - disse agarrada ao cadáver de meu pai. - “ Por favor, papai abre os lhos abre, por favor...”
Não vi, mas quando dei por mim já tinha sido arrancada do corpo de Charlie e levada para outra sala. Aplicaram algo no meu braço e eu apaguei.
Aquela lembrança foi demais para mim. Lembrar-me do meu Charlie, que era sempre alegre, pálido, frio, sem vida, sem sorrir para mim, ou falar que eu era sua princesinha. 
Lembro-me quando questionei porque ele me chamava de princesinha, se ele não era rei, nem Renée era rainha. Ele sorriu e disse:
“ Todo pai tem uma princesinha. E você é a minha”
Não resisti, não conseguia respirar. E não vi mais nada a não ser a escuridão.
–- Bella? Oh, meu Deus Bells. - Não reconheci a voz.
–- Vamos levá-la para o sofá.
–- Vou pegar água.
Havia um monte de voz, que não conseguia identificar. A minha cabeça estava pesada e meu peito doía e ainda não conseguia respirar. Consegui abrir os olhos, tinha muitas pessoas na sala, mas não conseguia enxergar os rostos.
–- Bella você está bem? - perguntou-me a voz mais uma vez. Consegui balançar a cabeça. - Karen ligue para minha mãe, diga a ela que a Bells está mal.
Não sei se ela foi ou não. Ouvi o telefone tocar e Karen atender.
–- Alô. Alô. - ela disse mais uma vez. - Oh, meu Deus Bella...
Foi a ultima coisa que eu ouvi.
Edward
Já fazia alguns meses, que eu estava no Alasca com minha família. E também alguns meses que eu estava me envolvendo com Tanya, na esperança de esquecer aquela garota que jamais poderia ser minha.
Vezes ou outra eu me perguntava o que será que ela estava fazendo. 
Eu me sentia um idiota por não ter escutado Alice. Na esperança vã, de esquecer Bella, eu realmente achei que com o tempo começaria a sentir algo por Tanya. No começo confesso que foi legal, tive experiências com ela que nunca havia tido. Mas depois percebi meu grande erro. Eu nunca me apaixonaria por Tanya. 
Eu achei que seria simples, que se eu ficasse com ela. Mas não era, eu estava infeliz e o pior fazia Tanya infeliz, a pesar dela não demonstrar, pelo menos não na frente da minha família. Depois de algumas semanas juntos Tanya começou a cobrar meus sentimentos. Ela dizia que me amava e queria que eu amasse também e dissesse isso. Eu poderia simplesmente dizer que a amava, mesmo sabendo que não era verdade, mas eu não gostava de mentir.
Para piorar minha situação Alice, também não falava comigo e eu ficava cada vez mais deprimido, porque se pelo menos pudesse ouvi-la dizer que meu futuro com Bella estava certo, já me sentiria feliz, mas ela não me dizia nada, e muito menos deixava-me ler seus pensamentos.
Então para aliviar meu sofrimento eu sempre ligava para a casa da tia de Bella, eu nunca falava nada, quando atendia - que para minha alegria era quase sempre Bella. Às vezes tinha imensa vontade de falar para ela me esperar, que estava indo buscá-la, mas não conseguia, eu era covarde de mais.
Mas só de ouvir sua doce voz, já me deixava feliz. Em alguns dias ela estava tensa. Tentei perguntar para Alice se ela poderia ver o que acontecia com Bella, mas ela sempre me ignorava. Eu tinha uma imensa vontade de me chutar por ouvi Rosalie.
Liguei para Bella, seguidas vezes na semana. As vezes ligava mais de duas vezes por dia. Eu tinha medo que a tia dela mudasse o numero de telefone pensando em se tratar de um trote. 
E depois de mais uma discussão com Tanya, por mais uma vez não ter feito sexo com ela - aquilo já estava passando dos limites Tanya era insaciável e eu não queria ferir seus sentimentos. Pois sempre via o rosto de Bella no lugar do de Tanya -. Então mais uma vez fui refugiar-me da minha dor, ligando para Bella, mas desta vez foi uma foz diferente das que eu estava acostumado a ouvir.
–- Alô! Alô! - pediu mais uma vez uma voz desconhecida, ela parecia tensa. - Oh, meu Deus Bella. 
Fiquei tenso de repente. Será que aconteceu alguma coisa com minha garota. Ouvi a respiração da garota se acelerar do outro lado da linha.
“ Pelo amor de Deus Karen desliga esse telefone e ligue para minha mãe logo. A Bella desmaiou de novo. Seja lá quem for vai ligar de novo. Anda rápido.” - Uma voz gritou então ela realmente não estava bem. Fiquei nervoso com vontade de pegar um carro e dirigir até chegar na Califórnia. 
A menina ainda estava na linha então pude ouvir outra pessoa gritando do outro lado.
“ Ela está ficando roxa, acho que não está respirando. Pelo amor de Deus Karen desliga a droga do telefone e liga logo para a Claire.”– a voz de outra menina gritou, quando tive coragem suficiente para perguntar o que estava acontecendo o telefone, ficou mudo.
Fiquei tenso andando de um lado para o outro. Só tinha uma pessoa que poderia me ajudar.
Disparei escada acima, e entrei no quarto de Alice. Ela estava separando algumas coisas com Jasper.
– Nossa Ed. Que tensão é essa? - perguntou Jasper preocupado.
Não lhe respondi, fiquei olhando para a baixinha, que me ignorava.
– Alice, por favor, eu acabei de ouvir pelo telefone... - respirei fundo. - Preciso saber como ela está.
Ela não respondeu, agiu como se eu não tivesse dito nada.
– Alice, até quando vai continuar agindo assim? Isso é infantil. Alice me ajuda, por favor? - eu estava quase de joelhos.
“ Como você desejou, eu não irei me intrometer na sua via Edward então nem adianta insistir” Ela pensou. Que ótimo. 
Olhei-a com raiva, tive vontade de sacudi-la, até ela me ouvir, Jasper percebeu e se postou ao lado de Alice, me fazendo ficar mais calmo.
“ Calma Edward, você sabe como ela é. E você tem que admitir que foi grosseiro com ela. Alice ainda está magoada. Sabe como ela é sensível.”
Sai do quarto batendo a porta com raiva. Desci e fui para sala, lá estavam Rosalie e Tanya. Que ótimo. Elas estavam vendo um catalogo de noivas. Ao que parecia, Rosalie planejava se casar de novo.
Sentei-me na banqueta do piano, e encostei minha cabeça no instrumento. Fazia tempo que não me sentia motivado a tocar. Sentia duas mãos acariciar meu peito e meu abdômen por debaixo da camisa.
“ Sabe, vendo aqueles vestidos de noiva com Rosalie me deu uma vontade enorme de casar-me. O que você acha?” Tanya disse-me em pensamentos enquanto beijava meu pescoço.
– É cedo ainda para pensar em casamento não acha? - Disse da maneira mais cordial que pude. Acho que não seria legal falar que não queria casar-me com ela.
– Amor? - dizia ela enquanto beijava meu pescoço. - Faz uma música para mim? - pediu manhosa.
– Você sabe que não é assim Tanya. Eu tenho que está inspirado.
– Então, que tal de se eu te inspirasse no quarto?
Ela não me deu tempo de responder, me puxou com toda a sua força para o meu quarto.
Algum tempo depois consegui que Tanya me deixasse sair do quarto. Não sei mais por quanto tempo eu aguentaria isso. Varias vezes pensei que se fosse com a Bella eu adoraria ficar trancado por dias no quarto com ela.
“ Uhh, Tanya te deu a carta de alforria Ed?” 
Tinha que ser o Emmett, para fazer esses tipos de comentários. Jasper estava com ele, me analisou atentamente, mas não disse nada só balançou a cabeça.
– Edward você está péssimo, mais que péssimo devo dizer. 
– É mesmo Emmett? Então me diz um motivo para eu estar de bom humor?
– Bom eu não vou te dar motivos, mas você sabe o que tem que fazer. Eu não preciso ler mentes, nem ter o dom do Jazz para saber que você está sofrendo, que está infeliz. Até mais que antes de conhecer aquela garota.
– O que é vai colocar a culpa nela também Emmett? - perguntei com raiva.
– Não até porque eu sei, que ela não deve fazer a mínima ideia que o idiota do meu irmão está sofrendo por ela. Vamos ser realista Edward, Alice tinha razão essa sua felicidade alternativa nunca iria dar certo. Você está infeliz e está fazendo Tanya infeliz também. Por que não acabar logo com isso? - Eu nunca havia visto Emmett falar assim comigo.
– Emm tem razão Ed. - Jasper se pronunciou pela primeira vez. - Você está sofrendo. E quanto a Tanya não se preocupe em dar a noticia a ela.
– Por que não? - perguntei confuso.
–Ora Edward está na cara que ela não sente amor por você. Atração sim, desejo. Mas amor não. Ela só resolveu insistir com você porque foi o único que a rejeitou.
– Eu não sei o que fazer.
– Você sabe. Claro que sabe Ed. - Emmett suspirou. - Bom eu e Jazz vamos caçar, até mais tarde.
Eles saíram. E eu fiquei sozinho com minhas duvidas. Era difícil saber qual caminho certo a seguir.
Desci as escadas e encontrei justamente quem eu queria, Esme estava sentada no sofá desenhando em um bloco, provavelmente planejando mais uma reforma.
– Oi, meu bem. - ela me disse com doçura. - Posso ajudá-lo em algo?
– Sim, acho que preciso de colo de mãe.
Ela riu, deixou o bloco e a caneta em cima da mesinha de centro e abriu os braços. Fui até ela e deitei minha cabeça em seu colo, enquanto ela afagava meus cabelos. Era uma sensação tão boa.
– Então, o que meu filhinho lindo tem?
– Eu não sei o que fazer. Eu não estou feliz com Tanya como eu pensei que ficaria, e pior estou fazendo-a sofrer também, eu simplesmente não consigo tirar Bella da cabeça.
– Bom, eu não falei nada antes, porque vocês tomam suas decisões sozinhos, e eu não gosto de me intrometer, cada um sabe o que é bom para si mesmo, mas como isso está afetando a sua felicidade, vou ter que falar tudo o que penso.
“ Nunca achei que fosse uma boa ideia, essa historia de você se envolver com Tanya. Por isso não falei nada, eu cheguei a repreender Rosalie por isso, mas como você tomou a sua decisão, não pude fazer muita coisa. Mas não gosto de ver você sofrendo Edward, isso me mata.” 
Ela respirou fundo, e continuou:
– Ed, todo relacionamento as duas partes tem que se envolver igualmente, para dar certo ambos têm que estar comprometido. Não adianta vir com essa historia de “eu amo por nós dois”, e só em alguns casos o sentimento mutuo vem com o tempo. Mas você sabe como é para nós Edward nós não mudamos...
– Mas e se ela não sentir o mesmo Esme? - eu a interrompi. - Quero dizer eu sei que a amo, com todas as minhas forças, mas e se ela não sente o mesmo por mim, o que me adianta?
– E por isso você se joga em um relacionamento infeliz? - eu virei para olhar eu seus olhos. - E você nem ao menos perguntou para ela. Eu sei que você tem medo, meu amor, eu sei que vai ser difícil, devido ao que nós somos, mas quem sabe a reação dela não seria diferente? E se ela também te amar. Eu sei também que se preocupa pelo fato dela ser uma menina ainda, mas meu bem ela vai ficar mais velha e você pode esperar. Não precisava se envolver com alguém que você não gosta e ficar sofrendo. E sinceramente não acho que Tanya te ame tão profundamente quanto ela diz.
Esme tinha razão, eu estava tão desesperado e com medo, que aceitei o primeiro conselho que me deram. E logo de quem foi Rosalie, eu deveria ter procurado minha mãe, ou meu pai, até mesmo Emmett. Fui um tolo.
– Eu fui um tolo. - disse por fim.
– Não meu bem, não foi. Mas ainda dá tempo de resolver isso, antes que fique tarde de mais.
– Tem razão obrigada mãe. 
– De nada. - ela inclinou o rosto e beijou-me na face.
Eu sabia o que tinha que fazer, não podia mais perder tempo, mas tinha medo de machucar Tanya. Então eu não sabia o que fazer nem como fazer.
(*)
Os meses foram se passando a situação estava insuportável e eu cada dia mais infeliz. Eu sentia que meu tempo estava se esgotando, eu tinha que dar um fim nisso o mais cedo possível. 
Então um dia tomei a decisão, eu ia terminar tudo com Tanya era agora ou nunca. Conversei com Carlisle e Esme, eles disseram para fazer o que eu tinha que fazer, eles só não aguentavam me ver sofrer. 
Fui para meu quarto, trocar de roupa depois de caçar. Quando cheguei no quarto encontrei Tanya deitada na minha cama.
–Oi Ed. - disse ela sorrindo maliciosamente.
– Oi Tanya. Quem bom que está aqui. Precisamos conversar.
“ Oh, será que ele finalmente vai dizer que me ama, e me pedir em casamento?”
– Não Tanya, não é nada disso. - Ela me olhou confusa. Respirei fundo e continuei. - Você sabe que estamos juntos já faz algum tempo, na esperança de que eu, um dia fosse sentir algo por você. E juro que eu tentei retribuir todo o sentimento que você tem por mim, mas eu não consegui. E ao invés de ser feliz e fazer você feliz, estamos os dois sofrendo.
–Edward... - ela começou a falar, mas eu a impedi.
– Não adianta esconder Tanya, eu sei que você sofre também e muito. Eu não aguento te fazer infeliz. Desculpe Tanya, mas não podemos mais continuar com isso. Não quero mais magoar você.
– Então você está realmente terminando comigo?
– Sim. Eu sinto muito Tanya.
– Tudo bem, eu sabia os riscos. Só me responde uma coisa. É por causa da garota não é?
– Não só por ela, mas também por mim e por você.
Ela abaixou a cabeça e depois levantou sorrindo para mim.
– Bem não se pode ter tudo o que deseja na vida. Ainda amigos? - ela estendeu a mão.
– Sempre. - Ela se aproximou de mim e me deu um abraço e em seguida me beijou nos lábios, eu retribui por um tempo depois me afastei. - Tanya?
– Desculpe, mas se é despedida, tenho que aproveitar. - Ela piscou para mim e saiu em seguida.
Fui de novo para sala, toda a família estava reunida, e pelo que eu pude perceber todos ouviram, meu rompimento com Tanya.
– Como você pode fazer isso, com minha amiga seu insensível? - Rosalie levantou-se vindo em minha direção. Emmett a segurou.
– Rosalie, já chega Rosalie! - disse Esme. - Você sabe o quanto eles estavam infelizes juntos. Bom estamos reunidos aqui porque Carlisle tem uma novidade muito importante.
– Obrigada, querida. - disse Carlisle pegando a mão dela. - Bom, recebi uma proposta para dirigir um hospital em uma cidade em Washington D.C., Forks o nome da cidade, é uma cidade pequena, mas a boa noticia é que vive nublado o ano todo, poderemos andar de dia tranquilamente. Alias toda a Península Olympic é nublado, praticamente o Estado inteiro de Washington, podemos andar livremente e é claro as opções de caça são muito boas. Então o que acham.
– Eu topo. - fui o primeiro a dizer, ia ser bom voltar para os EUA. Alem disso ia ficar um clima chato com Tanya depois do nosso rompimento.
– Opa, também estou dentro. - disse Emmett, eu sabia o que ele estava tramando. Mais competições.
Alice e Jasper trocaram um olhar e assentiram um para o outro. Era estranho como eles conseguiam se comunicar mesmo sem poder ler a mente um do outro, mas era como se pudessem.
– Alice e eu também vamos. - disse Jasper por fim.
– Eu também topo, vai ser bom mudar um pouco. - disse Rosalie e abraçou Emmett.
– Bom já que estão todos de acordo. Mudamos-nos em agosto. E se vocês quiserem podem estudar de novo. - disse Carlisle rindo.
– Isso é ótimo, tenho vontade de voltar ao ensino médio. - comentou Rosalie. Que por incrível que pareça estava animada.
– Bom então tudo resolvido. Já temos uma casa lá, só precisa fazer uma pequena reforma e isso não será problema, podemos ficar em Seattle enquanto a casa não fica pronta.
Todos nós concordamos, estavam todos animados, até eu exceto o fato de frequentar a escola, passar pelo ensino médio de novo. Enfrentar um bando de adolescentes me bombardeando com pensamentos não era nada atraente, os pensamentos das garotas humanas eram os piores, elas sempre pensavam coisas impróprias.
Mas ia ser bom, estaríamos todos juntos, era o começo de uma nova vida. E também tinha outros planos como procurar por Bella e contar tudo a ela.

sábado, agosto 02, 2014

Fanfic A Fera Vermelha–Capítulo IV

Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo

A Fera Vermelha

***

Capítulo IV

― Ah, vejo que ainda está forte e saudável, Janet — Isabella provocou ao cumprimentar a mulher ao lado do galpão da lavanderia.

— É cedo, milady. Ainda posso pegar uma friagem.

Isabella revirou os olhos num gesto de exasperação, mas também riu. Royal Deeside havia sido uma agradável surpresa. Era preciso pouco trabalho para tornar o lugar habitável, embora tudo ali fosse simples. A simplicidade não a incomodava. Seria agradável dar os próprios toques à casa.

Porém, os trabalhadores e o povo que vivia em torno de Royal Deeside precisava de boas noções de higiene pessoal. Ela ignorara os uivos, pusera de lado os temores de contrair uma friagem fatal por causa de um banho, e insistira para que todos seguissem as mesmas regras de higiene que ela adotava. Muitas das queixas e das apreensões haviam desaparecido com o passar do tempo, e ninguém morrera por ter perdido a grossa camada de sujeira sobre a pele. Alguns, como Janet, se sentiam à vontade para brincar e fazer piadas. Isabella esperava não encontrar grande resistência quando, dentro de alguns dias, anunciasse a regra do banho diário e da limpeza completa da casa uma vez por semana.

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capítulo 11


Autora: Giis Vieira

 Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

Avisos: Linguagem Imprópria. Sexo, Violência



Capítulo 11
Bella
Chad aproveitou que eu estava presa em um debate interno, e colocou seus lábios no meu, forçando minha boca com a língua que pedia passagem. Correspondi o beijo por um momento, mas como eu esperava não senti nada. Nem os pelos da minha nuca se eriçando, nem corrente elétrica passando pelo meu corpo, nem o tremor em minhas pernas. 
De repente para mim parecia que eu estava fazendo algo muito errado, como se fosse um crime, parei de corresponder o beijo e fiquei imóvel, depois comecei a tentar empurrá-lo, mas ele era muito forte. Percebendo que eu queria me afastar ele me segurou com mais força. 
Não tive escolha, pisei com toda a minha força no pé dele. Acho que ele sentiu muita dor porque no mesmo instante ele me soltou bruscamente, que sem apoio fui direto ao chão.
– Merda, Bella por que fez isso? - perguntou ele massageando o pé.
– Eu queria que você me soltasse. - Ele me lançou um olhar incrédulo. Como se pensasse que eu era louca por tê-lo rejeitado.
– Pensei que estivesse gostando, nenhuma garota até agora reclamou. - disse-me mal-humorado.
– Com certeza não, mas é errado poxa você namora a Stacy. 
– Nosso relacionamento é aberto, e eu nem estou mais com ela. Agora já que está tudo esclarecido, vamos voltar para o que estávamos fazendo. - ele estendeu a mão para que eu a pegasse.
– É melhor não, isso foi um erro eu não deveria ter cedido. Isso não devia ter acontecido nunca.
Ele me fitou incrédulo. Seu olhar ia de incredulidade a raiva. Chad Cooper era o tipo de cara que não lidava muito bem com a rejeição.
– Vai se arrepender Swan. - Ele disse de uma forma ameaçadora.
Eu fiquei sentada no chão vendo ele se afastar, marchando com raiva. Suspirei. É agora as coisas vão ficar meio complicadas. Levantei e voltei para o salão. Parecia que todos estavam me olhando, na verdade eram só a Stacy e suas seguidoras sem personalidade. A loura me encarava com raiva e malicia. Ponto Isabella. Você conseguiu despertar a ira da abelha rainha. Fui procurar minha prima e as outras meninas aquela festa, já tinha dado pra mim. Queria ir para casa dormir e sonhar com Edward.
Quando as encontrei, Britanny estava com a cabeça baixa parecia estar chorando e quando olhou para mim seus olhos tinham raiva como se me acusassem de algo que eu fiz, Karen também dividia o mesmo sentimento da amiga assim como Milly, a única que não me acusava com os olhos era Beck ela lançou-me um olhar tristonho, não tinha percebido, mas minha tia também estava ali parada no carro me olhando.
– Bom já podemos ir - disse minha tia, não entendi seu tom de voz nem seu olhar para mim. Entrei no carro.
Sentei-me na janela ao lado de Beck que pegou minha mão e apertou delicadamente. Não entendi o gesto. Fomos para casa em total silencio. A não ser os olhares que me mandavam o resto estava tudo bem, eu ainda não entendia, mas com certeza assim que chegasse em casa eu iria saber. 
Britanny foi a primeira a sair do carro, seguida por Karen e Milly minha tia saiu sem olhar para mim. Beck foi a única que ficou no carro comigo, a única que me cativou de verdade, ela era mais sincera que as outras e menos metida também, sabia conversar sobre outras coisas, alem de roupas de marcas e garotos.
– Isabella, entre! - ouvi minha tia gritar meu nome. Devia ser sério mesmo, ela nunca me chamou de Isabella.
Suspirei e sai do carro para enfrentar seja lá o que for.
– O que houve? - perguntei à Beck.
– Acho melhor você entrar para saber. - ela respondeu pegando minha mão. - Eu estou do seu lado. - ela sussurrou.
Fiquei feliz por saber que pelo menos ela, ficaria em minha defesa. Entrei na casa. Minha tia estava com os braços cruzados, Karen e Milly sentadas uma de cada lado de Britanny a consolando. Ela olhou-me com os olhos cheios de lagrimas e gritou:
– Bella sua traidora, como pôde fazer isso comigo?
– Como é? - perguntei incrédula.
– Você beijou o Chad Cooper, e todos sabem que a Brity gosta dele. - intrometeu - se Karen. Todo mundo sabia, mas esqueceram de me avisar.
– Bella, explique-se, isso é verdade? - interveio minha tia - Porque até onde eu sei Britanny me ligou chorando para ir buscá-la disse que não queria ficar mais na festa por sua causa.
A merda já estava feita mesmo. Respirei fundo e comecei a falar.
– Sim eu o beijei - eu pude ouvir um coro de “Oh”, e as três garotas no sofá colocarem a mão na boca. - Mas ele me pegou distraída, mas aí percebi que estava fazendo algo muito errado e o empurrei. E Britanny, eu juro para você que não sabia que você gosta dele. 
– Isso é verdade - disse Beck - A gente nunca falou nada para ela, então não podemos culpá-la.
Eu ia dever a Beck pelo resto da minha vida. Minha tia veio para perto de mim e me deu um beijo na testa.
– Mas a Stacy disse que... - minha prima começou falar, então eu entendi tudo. Provavelmente aquela loira de farmácia me viu com o namorado dela e foi correndo contar para minha prima. 
– A Stacy é uma falsa - eu disse. - Ela não gosta de mim, ela não se conforma de eu não querer ser igual a ela, muito menos do namorado dela ter me beijado. Mas eu juro Britanny se eu soubesse que você gastava dele, jamais eu teria feito isso, jamais mesmo. Eu faço qualquer coisa para você me perdoar.
– Qualquer coisa? - ela me perguntou sorrindo, eu balancei a cabeça afirmando. Ela correu até mim e me abraçou. - Desculpa Bells, eu fui injusta com você. É que a Stacy me disse que viu você e o Chad na piscina, e que ela tinha ido falar com você sobre eu gostar dele e tudo mais.
– Mas ela não falou, ela nem chegou perto da gente. Me desculpa, me desculpa mesmo? - pedi mais uma vez.
– Claro, mas você ainda vai ficar com ele? - ela me perguntou meio triste.
– Não, eu não quero mais ficar com ele, eu nem gosto dele. Ele é um convencido isso sim.
Ela me abraçou de novo. Depois fomos todas para o quarto dela, elas me perguntaram se Chad beijava bem. Eu tive que falar a verdade. Disse que não saberia dizer, mas que eu não tinha sentido nada de especial com o beijo. O que ao que parecia tinha deixado minha prima feliz.
Nos sábado fomos ao shopping, minha tia foi resolver sobre a audiência de minha tutela com o advogado dela. No domingo, combinamos das meninas aparecerem lá na casa da minha tia, para assistir filme.
Quando eu estava a caminho da sala com as meninas levando as pipocas, refrigerantes e os doces o telefone tocou, fui atender, poderia ser minha tia que estava fora, ou os Hastings.
– Alô! - atendi sem fôlego, mas na outra linha ninguém disse nada. Só ouvi a respiração e depois o telefone ficou mudo e desligaram. Já era a segunda vez em menos de uma semana.
Entrei na sala, as meninas me perguntaram quem era, eu respondi que devia ser engano já que ninguém disse nada. Mas logo o telefonema foi esquecido enquanto assistíamos Romeu e Julieta, era meu filme favorito.
O fim de semana passou rápido, e logo apareceu a segunda-feira e com elas alguns problemas que eu teria que enfrentar. 
Foi prazeroso ver a cara de tacho da Stacy quando ela me viu andando e conversando com minha prima e as meninas. Felizmente ela não tinha poder de expulsar Britanny e as meninas das lideres de torcida, se não provavelmente o faria. Mas o que eu não sabia que a cara de ódio da Stacy era o meu problema menor perto do que estava para vir.
Eu não tinha desconfiado de nada até a hora da educação física, eu só percebia que estava todos me olhando, principalmente a ala masculina da escola, isso era um pouco incomodo. Mas logo eu ia ficar sabendo do que se tratava, um menino da minha turma que eu não lembrava o nome se aproximou de mim enquanto eu me alongava.
– Então Swan é verdade o que o Chad anda dizendo por ai? 
– O que o Chad anda dizendo? - perguntei desconfiada.
– Ele disse que você não sabe beijar, porque nunca beijou ninguém. Ele disse que quando foi te beijar você saiu correndo. - ele mais um grupinho que estava perto riram.
Encarei-o e os demais, eu poderia deixar passar, mas não ia ficar por baixo enquanto aqueles dois sem cérebros me repudiavam.
– Pois é, e ele foi tão competente, que ao invés de me fazer querer mais por seus beijos ele me fez correr de medo dele. - disse com sarcasmos. Todos que estavam rindo pararam na hora e sai tranquilamente para o vestiário.
Mas isso não era nada comparada ao que eu enfrentaria no intervalo. Alguém, eu já desconfiava quem havia espalhado por toda a escola folhetos dizendo que eu era lésbica, por isso não tinha gostado dos beijos de Chad. Aquilo foi à gota d’água. Enquanto eu passava pude ver várias pessoas cochichando enquanto me olhava. 
Sai como uma bala para o campo onde se encontrava a corja. “Stacy me olhava com cara de satisfação, Chad tinha uma cara de”. “Viu como você ia se arrepender”. Eu já estava na merda mesmo. Marchei com toda a minha raiva até aqueles dois.
– Isso foi baixo até para vocês. - disse jogando alguns cartazes que eu havia arrancado dos corredores na cara neles. - Legal! Vocês queriam me humilhar na frente da escola toda, conseguiram. - eu já estava gritando. - Agora todo mundo sabe meu segredo que ótimo. Agora eles vão saber também o que uma patricinha sem cérebro é capaz de fazer quando o namorado a dispensa para ficar com uma garota branquela e sem graça. E também o que o capitão do time que tem esteroides no lugar do cérebro faz quando é rejeitado. 
Eles me olharam com os olhos arregalados, praticamente a escola toda estava assistindo eu gritar com eles, pude ver Britanny e as outras meninas em um canto. Beck me olhava e sorria como se tivesse aprovando minha atitude.
– Sabe de uma coisa? - disse já cansada de gritar. - Vocês dois se merecem formam o casal perfeito. Baixos e fúteis. Podem ficar com a popularidade de vocês, eu não a quero nunca quis, porque eu sei que o mundo lá fora é mais do que ser o rei e a rainha do baile, sei que no mundo de verdade vai muito mais, além disto, aqui. Então podem ficar trancados no seu mundinho de popularidade à vontade, mas lembre-se que o mundo lá fora é completamente diferente, e do mesmo jeito que vocês foram cruéis comigo, podem acontecer o mesmo com vocês.
Eu virei às costas para eles, só para depois virar de novo, eles ainda não conseguiam falar.
– Ah! E não ser que vocês não queiram o diretor da escola envolvido, eu acho melhor retirarem todos os cartazes e limparem meu nome até a ultima aula.
Depois sai sem olhar para trás. Eu estava morrendo vontade de chorar, não porque eu estava triste, muito pelo contrário eu estava até aliviada por ter colocado tudo para fora. Acho que depois que eu desabafei tudo que eu pensava sobre Phil, ficou mais fácil colocar minha opinião para fora sobre o resto do mundo. Eu estava com tanta raiva que sentia as lagrimas de ira. 
Senti alguém me seguindo era Beck, ela me abraçou. Encostei a cabeça no ombro dela, ela me puxou para o banheiro e trancou a porta. Eu não resisti e chorei.
– Bella, aquilo foi de mais, você não deixou eles te humilharem, como eles fazem com todos.
– É eu sei, eu estou com tanta raiva que seria capaz de bater naqueles dois.
– Seria engraçado, você toda pequenininha e magrinha, batendo no Chad, se bem que ele merece. - ela disse rindo, eu ri entre lagrimas.
Beck me ajudou a me recuperar, ficamos no banheiro até bater o sinal. Quando saímos não tinha mais nenhum cartaz nos corredores, mas as pessoas ainda me olhavam. Eu simplesmente fiz que sempre fazia em situações como essa: erguia a cabeça e deixava o resto para trás. Amanhã seria um novo dia.
Fui o comentário da semana mais uma vez, mas desta vez era bom. As pessoas comentavam como foi ver Stacy Roberts e Chad Cooper sem fala, na frente de toda a escola. Bom quem sabe agora as pessoas não aprendiam a enfrentá-los. Mas eu tinha problemas maiores para enfrentar, a audiência da minha tutela estava chegando, e eu teria que ficar frente a frente com Renée e Phil novamente. Fora que os telefonemas anônimos estavam aumentando, e era sempre a mesma coisa ninguém falava nada, só ouvia uma respiração da outra linha depois ficava mudo e desligava.
Por fim o resto do mês foi bem tranquilo, quer dizer desde meu confronto com Stacy e Chad, minha prima e as outras meninas meio que me olhavam estranho com exceção de Beck, eu sempre podia contar com ela. 
Na semana que antecedeu a audiência eu andava tensa. Tinha constantes pesadelos de que o juiz não me deixava ficar com minha tia, e me mandava de volta para Phoenix morar com Renée e Phil, normalmente eu acordava gritando, minha tia sempre ia ao meu quarto assustada ver o que eu tinha. Por fim a semana foi longa, eu estava exausta por não conseguir dormir direito, preocupada com o resultado da audiência, estressada por causa das provas. E durante uma semana inteira eu não sonhei com Edward. Isso para mim era o fim. Sempre que eu sonhava com ele acordava mais tranquila.
Na semana da audiência eu já estava mais tranquila, depois de conversar com Mark e mais um advogado que era amigo de papai, minha tia me levou à uma psicóloga, ela disse que era só para me deixar mais tranquila. Para melhorar minha semana, vi minha prima conversando com Stacy Roberts e Chad Cooper. Depois do que Stacy e Chad aprontaram comigo, ela, Karen e as gêmeas haviam se afastado do pessoal popular, acho que era por isso que elas estavam tão estranhas comigo, talvez me culpassem, por não fazerem mais parte da nata da escola.
Nesse mesmo dia, ela e as amigas voltaram a andar com Chad, Stacy e seu bando, eles alegaram arrependidos e me pediram desculpas, claro que a minha querida prima aceitou, eu por outro lado não acreditei em uma palavra, então resolvi me afastar, passava a maior parte do meu tempo quando não estava em aula na biblioteca estudando. Às vezes olhava algum livro sobre leis. Eu queria ter certeza que não haveria nenhuma probabilidade de Renée conseguir minha guarda.
Eu ficava sozinha, quase sempre nos intervalos, quando estava na escola. Sempre que tinha tempo, quando não estava ensaiando com as outras lideres de torcida Beck vinha me ver na biblioteca e ficávamos conversando e estudando. Eu a estava ajudando em algumas matérias se não ela levaria bomba.
– Boa sorte Bella. - Beck me desejou assim que saímos da escola, e me eu um abraço. - Vai dar tudo certo. - depois me deu um beijo no rosto. 
Beck era a única que tinha coragem de demonstrar afeto por mim na frente da turma dos populares, ate mesmo minha prima evitava contato comigo quando estava perto deles. Depois daquele dia que disse algumas verdades para Stacy e Chad, eles começaram uma espécie de programa anti-Bella, ou seja, quem quisesse continuar sendo popular, teria que começar a me ignorar também. Desde aquele dia os dois nem ao menos olhavam para mim, era como se eu não existisse, o que para mim era ótimo. Para mim eles não passavam de amebas também.
Fui direto para casa me trocar, minha tia me buscaria logo. Quando ela chegou eu já estava pronta. No caminho até o tribunal ela pegou minha mão para me tranquilizar.
– Nossa Bells você, está tão fria. Não fique com medo, eu moverei céus e montanhas para que você não precise voltar para Phoenix.
Apenas balancei a cabeça. Quando cheguei lá logo o Dr. Mark e o Dr. Gomez, vieram para o meu lado, eu tremi quando vi Renée e Phil, eu não sei por que eu tinha tanto medo deles. Mais a frente estava Sandra e Tom Hastings, eu fiquei mais aliviada, sabia que eles fariam tudo para me ajudar.
Entramos na sala, e esperamos o juiz Friman começar a falar. Um a um ele foi chamando as testemunhas, o advogado de Renée e Phil não era muito bom, ele era daqueles que não tinha no que investigar para ajudar seus clientes então ia para apelação. Logo os advogados Dr. Mark e o Dr. Gomez se levantaram protestando. Depois foi a vez de a minha tia falar, ela contou tudo desde a briga dela com Renée até a morte do meu pai, que foi quando ela proibiu a visita dela e dos meus avós de me visitarem. Sandra e Tom também deram seu testemunho, dizendo que eu sempre fui uma ótima criança, e depois da morte do meu pai eu ficara triste. Por ultimo ele pediu para que eu contasse minha versão dos fatos. E eu contei tudo desde o divorcio de meus pais até fatídico dia que fui colocada para fora de casa, depois de ser quase violentada pelo meu padrasto.
O juiz pediu alguns minutos de recesso para dar o veredicto. Eu não sabia o porque Renée queria tanto minha guarda de volta se, ela mesma tinha dito para eu nunca mais voltar, pelos olhares que ela me dava, ela não estava arrependida, ela nem sequer veio me dar um abraço como fizeram os Hastings. 
Tom veio em minha direção e me abraçou, Sandra e minha tia fizeram o mesmo. Logo o Dr. Mark McDouglas e o Dr. Gomez vieram ao nosso encontro.
– Como foi que eles souberam? - perguntou Tom com indignação. 
– Não, sei. Mas agora eu entendo porque Renée mudou de ideia na hora de assinar os documentos da tutela de Bella. - disse minha tia chorando.
– Calma Claire, ela não vai conseguir tirar Bella de você, o juiz ouviu nosso testemunho, nós vimos o quanto ela sofreu esses últimos quatro anos. - disse Sandra também chorando.
– Acontece que ela é mãe. - se pronunciou o Dr. Gomez. - Ela pode ter errado, mas ela se fazer de mãe arrependida, a lei é clara quanto a isso.
– Mas e o desejo do menor? Eles não contam o que eles preferem? - perguntou Sandra.
Mark chegou perto de nós, olhou para minha tia e falou:
– Claire eu vou fazer de tudo, para você ter a guarda de Bella. Mesmo se eles ganharem eu irei recorrer. Já temos o fato deles terem caído em contradição no depoimento é claro que aquele advogadozinho porta de cadeia deles, não faz a mínima ideia do que está fazendo, vai ser fácil ganhar.
Nessa hora apareceu uma moça, dizendo que o juiz já nos esperava na sala. Ele ia dar o veredicto final. Eu tremi. Estava morrendo de medo.
O juiz Friman levantou-se, e começou a falar:
– Eu ouvi todos os depoimentos, ambos os lados foram analisados com muito cuidado, para saber qual será a melhor escolha. Sim tivemos que fazer com muita cautela, analisar os mínimos detalhes, afinal é do futuro de uma criança que estamos falando. Mas antes que eu dê o veredicto final, eu quero ouvir a opinião da menor Isabella. 
Levantei-me decidida e fui até o local indicado para dar meu depoimento final.
– Obrigada, meritíssimo. Bom eu sei que já dei meu depoimento, mas queria ressaltar alguns pontos. - respirei fundo. - Desde que meu pai morreu, eu não tenho sido feliz, tinha vivido naquela casa, como um fantasma, fazia muito tempo que eu não sabia o que era ter uma mãe. Renée já não ligava mais para mim, o mundo dela era o Phil, que por sua vez fazia tudo para infernizar minha vida e colocar minha mãe contra mim. E se não fosse Tom e Sandra Hastings me amparar e interceder por mim, talvez ela já teria me colocado para fora de casa há muito tempo.
“ No dia em questão que eu sai de casa, que eles alegam que eu fugi, é a mais pura mentira. Ela me colocou para fora e disse para nunca mais voltar, porque ela não tinha mais filha, e ia ser como se eu tivesse morrido. Então eu fui. Não só por isso. Mas porque eu não aguentava mais ser infeliz, humilhada e pisada. Nesses últimos dois meses tia Claire me mostrou como é ser amada de novo, como é ter uma família apesar de morarmos, só eu, ela e a minha prima, mas mesmo assim, eu nunca me senti tão feliz, eu tinha esquecido como é sorrir, tinha esquecido como é alguém cuidar de mim. Me levar para escola e se preocupar com minhas notas, roupas, ou se eu tenho algum problema e queira conversar. Por isso meritíssimo eu lhe peço que, não eu imploro, que por favor, me deixe continuar morando com minha tia.”
Olhei para tia Claire ela estava chorando. Sandra estava segurando a mão dela, como se desse a ela energia.
– Obrigada Isabella. - disse o juiz enquanto eu voltava para o meu lugar. - Bom, antes eu já não tinha mais duvida, agora menos ainda. Era só mesmo para saber a opinião da menor que conta muito. - ele pigarreou. - E já deixando claro que o veredicto pode ser mudado de acordo com o desejo da menor em questão, caso ela queira mudar de idéia. Mas por enquanto o júri e eu decidimos que pelo bem estar tanto físico quanto psicológico da menor. Eu concedo a guarda da menor Isabella Marie Swan fica com a tia Anne Claire Swan. Ressaltamos que a visita da mãe a menor terá que ser de acordo com a vontade de Isabella caso ela deseje vê-la. Julgamento encerrado. - ele finalizou batendo o martelo.
Eu não me aguentei chorei, mas de felicidade. Sai correndo para os braços de minha tia, que me levantou no colo. Minha tia abraçou os Hastings enquanto eu agradecia os advogados Mark e Gomez. Depois abracei Tom e Sandra.
Voltamos para casa em clima de festa, Beck, Britanny, Milly e Karen havia feito uma recepção de boas vindas para nós, eu estava muito feliz, alias mais que feliz. Os Hastings só iriam embora no dia seguinte. Eu fiquei conversando com as meninas no meu quarto até tarde da noite, elas queriam saber cada detalhe do julgamento e eu fui contando, eu estava exausta pelo dia cheio que eu tive e acabei dormindo sem nem menos perceber.
Eu não tive mais pesadelos, muito pelo contrário. Depois de semanas sem sonhar com ele, eu sonhei tive o sonho mais lindo da minha vida com Edward, eu sonhei que nos reencontrávamos em um lugar desconhecido, mas era lindo parecia uma campina. Acordei no outro dia super feliz.
Cheguei na escola no outro dia leve, sem pressão agora eu poderia estudar tranquila. Encontrei com as outras meninas. Elas estavam tão felizes com o resultado do julgamento que nem ligaram em me abraçar ou demonstrar que gostavam de mim na frente da loira aguada da Stacy. Beck segurou meu braço, e me puxou para longe do aglomerado de pessoas que estavam por ali.
– Então Bella, quem é Edward? - ela me perguntou num tom malicioso.
Eu abri a boca, e quase me esqueci de como se fecha.
– Como você sabe sobre isso? - eu estava perplexa.
– Bom, na sexta quando dormi na sua casa, eu fiquei no seu quarto, bom e você meio que fala dormindo. Juro não vou contar para ninguém. Mas você ficou murmurando o nome dele a noite dele e coisas tipo, “ Ah Edward é tão bom te ver de novo”, fiquei curiosa. Não vou pressionar, mas se quiser me contar juro que não falo para ninguém.
Apesar de prometer não contar para ninguém sobre Edward, eu podia contar para Beck, ela já havia me mostrado inúmeras vezes que era leal e amiga.
– Bom Edward é um cara que conheci, ele me ajudou a chegar até minha tia. Ele me encontrou quando eu estava perdida, foi ele que me deu aquele monte de roupas. E eu meio que me apaixonei por ele.
– Uhm, legal. Bom, eu não vou falar para ninguém eu juro. - ela prometeu.
Depois me puxou de volta para o aglomerado de pessoas. Até a última aula eu estava despreocupada. Sai da escola e como todos os dias eu para casa caminhando, não era longe, e eu gostava de ver a paisagem. Como as meninas tinham que ensaiar com as lideres de torcida, então fui para casa sozinha.
Quando cheguei quase tive um infarto, Renée estava na porta de casa esperando com um sorriso cínico nos lábios.
– Oi meu bem como está? Estava pensando se você não gostaria de passear comigo?
Não consegui responder, fiquei parada olhando para ela.
– Ah, vamos vai ser divertido Phil está esperando a gente do outro lado, com o carro.
Meu sangue gelou. Não era coisa boa, ela e Phil aqui com um carro e estacionado do outro lado da rua.
– Eu não posso. - respondi. - Tenho uma pilha de lição de casa para fazer e tia Claire, não está em casa.
– Meu amor, mas eu sou sua mãe. Você lembra que o juiz falou que eu tenho direito de te visitar.
– Sim, mas só se eu quiser e com aviso prévio, perante ao advogado. E até onde eu sei não combinamos nada.
– Você deveria ser mais educada com sua mãe, querida. Não vai querer que sua tia se decepcione com você.
– Não se preocupe Renée, não tem como se decepcionar com uma menina igual a Bella. - disse tia Claire saindo do carro com o advogado Mark, Tom e Sandra. - Agora pode dizer o que você quer e ir embora, Bella tem lição de casa não é querida?
Eu assenti e corri para os braços da minha tia. Minha mãe ficou olhando nós duas com raiva.
– Mas eu sou mãe tenho os meus direitos.
– Na verdade não tem não. - disse o Dr. Mark. - Eu tenho aqui em escrito que você só poderá ver Bella se ela quiser. E tenho certeza que quando Bella decidir te ver ela falará conosco.
– Agora eu vi tudo, não poder ver minha própria filha. - Renée fingiu incredulidade.
– Por que não acaba logo com esse teatrinho barato Renée, e fala logo o que quer? - tom já estava com raiva.
– Bom, soube que Charlie deixou uma pequena fortuna, eu quero minha parte. - como ela era cara de pau.
– Na verdade, ele deixou para Isabella, e como eu sou a tutora dela e dos bens dela, você não leva um centavo. 
– Uhm, entendi era um complô contra mim. O que você vai tirar disso Claire? Fala a verdade você não faria isso de graça, nem por amor ao seu irmão. Ah, já sei você vai transformá-la em uma bisca que nem você e sua filha. - Renée provocou.
Tia Claire deu um passo para Renée, mas Tom a segurou. 
– É incrível, nem morto Charlie me deixa em paz, fez de tudo para ferrar minha vida e agora isso. Cuidado Claire, Bella aprende muito fácil e como vai ter a melhor professora vadia, ela vai roubar todos os seus namorados, ela só tem cara de anjo.
Eu ia abrir a boca para xingá-la, quando tia Claire se soltou dos braços de Tom e correu para Renée e lhe deu uma porrada certeira no olho.
– Agora Renée você vai saber a não ofender a minha família, e muito menos Bella, alias eu to te devendo uma surra por todos esses anos e é claro pela surra que deu em Bella injustamente. Bom, são muitas acumuladas então se prepare.
Ela tirou os sapatos e os brincos e partiu para cima de Renée, socando, estapeando, chutando e puxando o cabelo. Só depois de muito esforço, Tom e de Mark conseguiram tirá-la de cima de Renée, que foi embora cambaleando. Por outro lado tia Claire não tinha nenhum arranhão.
– Tia você não devia fazer isso. Não precisava sujar as mãos por aquela mulher.
– Bella meu amor, eu nunca me senti tão bem na vida. Adorei, aliviou todo o estresse acumulado.
– É verdade Bella, ela mereceu, eu teria feito isso antes, mas a Sandra me impediu. - disse tom rindo. Eu ri também.
Depois fomos todos para dentro tomar chá, com bolo.