quarta-feira, setembro 10, 2014

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capítulo 20


Autora: Giis Vieira

Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

 Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência



Capítulo 20

Bella

Parecia que tudo não se passava de um sonho: a imagem de Edward lutando com o urso, nosso beijo, ele me contando sua história, a promessa de que nunca sairia do meu lado. Era tudo bom de mais para ser verdade. Senti algo frio tocar meus lábios suavemente e abri os olhos devagar; a primeira coisa que eu vi foram o dourado dos olhos de Edward.
– Bom dia! - Disse ele dando um sorriso torto lindo.
– Oi. - Eu disse devolvendo o sorriso.
– Então, como dormiu?
– Mais que bem. - Ele riu. - Uhm, eu tenho levantar.
– Não, vai não. - Ele disse beijando meu pescoço. - Não tem ninguém acordado ainda.
Eu não disse mais nada. Aliás eu não conseguia nem pensar direito em algo para falar, com Edward me beijando daquele jeito... Tão cheio de desejo. Puxei- o para os meus lábios. Nem se eu vivesse por eras eu poderia descrever as sensações de ter os lábios de Edward nos meus. Era magnífico, mágico, incrível...
– Posso pelo menos escovar os dentes e pentear o cabelo? - Consegui perguntar entre arfadas, quando ele liberou meus lábios e passou para o meu pescoço a fim de me deixar respirar. Edward levantou o rosto para me olhar. Ele fez uma carinha irresistível, ficava lindo fazendo biquinho. - Eu volto prometo. - Completei depressa.
– Tudo bem. - Mas ao invés de me deixar sair, ele me apertou mais contra seu corpo e capturou novamente meus lábios em um beijo de tirar o fôlego.
– Edward... - Consegui falar entre arfadas alguns minutos depois.
Ele não me respondeu, simplesmente afundou mais sua cabeça em meu pescoço.
Depois de muita insistência - toda vez que eu tinha a chance de sair da cama ele me puxava de volta - Edward me liberou. Corri para o banheiro. Quanto mais rápido eu fosse, mais rápido voltaria para ele. Depois escovar meus dentes, fui pentear meus cabelos. Quando olhei-me no espelho fiquei surpresa: a Bella que me encarava no espelho, era completamente diferente da Bella de alguns dias atrás; olho brilhante, face corada, exalando felicidade, poderia até arriscar a dizer que era bonita. Terminei de pentear o cabelo de corri de volta para o quarto.
Ao entrar no quarto deparei-me com uma cena linda, Edward estava sentado na beirada da cama com o “ Xodó”, tocando uma musica, e apesar de não reconhecer a melodia eu adorei, era suave e muito agradável.
– Não sabia que tocava violão também. - Eu disse admirada.
Ele me olhou e abriu seu sorriso torto que eu amava, mas continuou tocando.
– Estudei um pouco sobre os outros instrumentos também, mas o piano é meu instrumento favorito.
– Essa musica é linda. Composição sua?
– É de uma banda desconhecida dos anos 50. - Deixei essa passar. - As composições de antigamente, realmente eram muito boas. Muito melhor do que a poluição auditiva que existe hoje em dia.
– Há bandas de hoje muito boas. - Disse fechando a cara. Edward lançou-me um olhar incrédulo. - Várias bandas, hoje em dia fazem sons muito bons. - Ele fez um som de desdém com os lábios.
Agora eu me senti pessoalmente ofendida. Era questão de honra provar que eu estava certa. Fui até a mesinha do computador e peguei alguns CDs. Coloquei o primeiro no meu CD player. Edward parou de tocar para ouvir.
Ouvimos o CD todo e depois eu troquei por outro. Coloquei mais alguns CDs. Já estávamos a algum tempo ouvindo musica, até que Edward se rendeu:
– Tudo bem você tem razão, - disse, enquanto passava o braço pela minha cintura e me puxava para o seu colo. - as bandas são realmente boas. Depois você me mostra as outras...
– O que? Já vai embora? - Eu o interrompi. - Fica mais um pouco.
– Sua tia já acordou daqui a pouco ela vem de chamar e... - Ele se inclinou para beijar meus lábios. - Eu realmente preciso ir, Alice vai me matar se eu não chegar em casa a tempo de fazer a ultima prova da minha roupa. - Ele piscou para mim.
– Então... Você vai ir à festa?
– Claro e minha família também. Não vou deixar você sozinha com os clones da Barbie e será uma oportunidade maravilhosa para me apresentar a todos como seu namorado, não acha?
Eu não disse nada, na verdade eu não conseguia dizer nada, mas achei que seria melhor eu mostrar. Puxei seu rosto e o beijei com todo o meu amor. Eu queria que o beijo dissesse o que eu não conseguia com palavras.
– Eu já ia me esquecendo. - Disse ele, quando conseguimos nos separar um pouco. - Eu queria que você usasse um dos vestidos que eu te dei, na verdade um em especial. Caso tenha duvida de qual seja ele está no saco rosa. - Eu apenas assenti. Na verdade não tive muito tempo de responder, logo que viu que minha resposta seria “Sim”, Edward atacou meus lábios novamente.
Ele apertou mais minha cintura e virou-me sobre a cama, posicionando seu corpo sobre o meu, ele sustentou seu peso sobre os braços. Depois se inclinou novamente para beijar-me nos lábios.
Esse beijo era calmo, delicado. Queríamos apenas aproveitar um ao outro. Parecia que o tempo tinha parado, e só existia nós dois no mundo. Até alguém bater na porta do meu quarto. Edward fez menção de levantar, mas eu não permiti - era minha vez de prende-lo -, apertei meus braços em volta de seu pescoço e o puxei de volta para os meus lábios. Voltamos a nos beijar calorosamente enquanto a pessoa do outro lado da porta insistia.
– Bells? Bella querida está acordada? - Era tia Claire. Ouvi a maçaneta da porta mexendo, provavelmente ela estava tentando abrir, mas graças a Deus eu havia trancado a porta.
Queria responder alguma coisa para tia Claire, mas não conseguia pensar em nada. Edward não me deixou responder também, ele pressionou mais seus lábios nos meus aprofundando nosso beijo.
As batidas na porta cessaram. Sinal que minha tia havia desistido de me acordar e foi derrubar Britanny e os outros da cama. Edward riu em meus lábios, eu não resisti e ri também.
Ficamos nos olhando por um tempo, um decorando as feições do outro. Ele beijou minha testa, e depois senti uma de suas mãos frias em minha cintura, e depois a outra. Não havia percebido - tinha ficado presa novamente em seus olhos dourados -, mas Edward havia colado completamente seu corpo ao meu. Pude sentir cada linha do meu frágil corpo, moldado ao corpo frio e musculoso dele. Ele me olhava de um jeito, que me fez ofegar e o meu coração disparar, e é claro provavelmente minha cara devia estar tão vermelha quanto um pimentão. Ele se mexeu sobre mim para se acomodar melhor, ficando entre minhas pernas. Eu arfei pesadamente. Edward limitou-se a dar um sorriso malicioso.
Distribuiu beijos por todo o meus rosto antes de beijar meus lábios, depois passou para meu pescoço, subindo e descendo novamente, beijando meu pescoço, queixo, seus lábios fizeram esse percurso vagarosamente, até chegarem novamente aos meu lábios. Se a intenção era me enlouquecer, ele estava conseguindo. Enquanto ele me beijava pude senti suas mãos frias puxando a barra da minha camiseta para cima. 
– Bells, meu bem. - Minha tia voltar. E a mão de Edward congelara onde estava. - Querida precisa levantar, temos hora no salão de beleza.
Droga! Por que agora?
Havia me esquecido completamente, que tinha deixado minha tia marcar um horário para mim no salão de beleza.
Mas quem em sã consciência se lembraria de coisas tão supérfluas como salão de beleza ou a “ Super Festa de 16 anos” da minha prima, enquanto é beijada por Edward? Eu mal conseguia lembrar quem eu era.
Tia Claire, parou de bater na porta do quarto. E Edward - infelizmente - parou de me beijar. Pela sua expressão dava para ver que ele estava tão frustrado e irritado quanto eu. – Eu tenho que ir. - Ele se levantou. - Nos vemos mais tarde.
Ele se inclinou para beijar minha testa e meus lábios uma ultima vez e depois saltou pela janela. Eu continuei deitada, minha respiração ainda estava agitada e minha cabeça girando. Coloquei a mão no peito, meu coração parecia querer sair do meu peito. Fiquei um tempo deitada na cama, esperando meu coração e minha respiração voltarem ao normal.
Quando já estava mais composta, coloquei qualquer roupa e desci. Fui em direção a cozinha, mas me arrependi imediatamente, assim que vi quem estavam lá. Alem das loiras sebosas e do bombado burro - e brocha segundo Edward -, estavam também o idiota do Kevin Douglas se achando o máximo, entre as gêmeas e Violah Roberts, mãe da Stacy. Ia saindo de fininho, antes que eles me vissem, mas uma voz chamou meu nome.
– Ei, Bella! - Era Jacob Black.
Nesse instante todas as cabeças se viraram na minha direção. Maravilha. Será que se eu o matasse Billy ficaria muito chateado comigo?
– Bom dia gente - Cumprimentei todos e me sentei em uma cadeira da bancada.
– Achei que não ia acordar mais. Fui ao seu quarto duas vezes. - Disse minha tia enquanto servia meu café.
– Eu não consegui dormir muito bem à noite. Estava um pouco cansada, desculpe.
Tia Claire me deu um beijo na testa. Jacob se aproximou e sentou-se em uma cadeira ao meu lado, ele me olhava de uma maneira estranha, como se me acusasse com os olhos. Era desconfortável. Baixei a cabeça, mas ainda podia sentir seus olhos me perfurando. 
Jacob estava muito diferente desde a ultima vez que o vi. Ele estava mais alto, mais forte e seu cabelo muito curto. Ele não tinha mais aquela feição alegre e um pouco infantil, ele parecia um adulto, parecia até mais velho do que eu, mesmo sendo um ano mais novo.
– Então Brity convidou alguém interessante? - Perguntou a Sra. Roberts curiosa. Ela tinha o mesmo jeito seboso da filha, até a voz insuportável, querendo transmiti falsamente simpatia e o olhar desdenhoso. Eu sempre tinha esperança que ela se afogasse na montanha de silicone em seus seios, ou que ela caísse de cara no chão e o silicone estourasse...
–... E também convidei os Cullens. - O sobre nome dele me tirou dos meus devaneios. As Barbies deformadas começaram a dar gritinhos histéricos. Ridículas. – Não acho que seja uma boa ideia convidar os Cullens - Disse uma voz grave. Todos nós olhamos em direção a voz. Era Billy Black, sentado no canto da cozinha em sua cadeira de rodas.
Eu nem tinha o visto ali antes, e não era só ele: Tio Arty, Sue, Leah e Seth também estavam presentes tomando café em silencio.
– Não vejo um motivo para convidá-los - disse Britanny, meio irritada -, eu já enviei os convites, não posso simplesmente barrá-los na entrada. Além disso, tenho certeza que Edward Cullen será meu par. - Ela estava convencida disso mesmo. Elas e as loiras deram risadinhas. Billy sacudiu a cabeça dando de ombros.
Eu baixei a cabeça reprimindo severamente minha risada. Mas de novo veio aquela sensação de desconforto, olhei para o meu lado direito, só para me arrepender, Jacob ainda me olhava daquele jeito estranho. 
Fiquei olhando para todos na cozinha, ainda bem que vovô e vovó Swan resolveram construir uma casa grande, nossa família tinha crescido bastante. Continuei olhando para os rostos conhecidos. Dois me chamaram atenção: Seth e Leah. Eles estavam diferentes. Leah havia cortado seus lindos e longos cabelos negros um pouco acima do queixo, e seu semblante também estava diferente. Não era a mesa Leah animada e apaixonada que fora me ver na minha apresentação de balé. Essa Leah estava triste, meio amargurada. E Seth estava super alto, não tanto quanto Jacob, mas mesmo assim estava alto para um garoto de 12 anos, tinha encorpado um pouco também e seu cabelo estava bem curto quase raspado como o de Jake. Mas ao contrario da irmã ele estava radiante, ele sempre fora animado, mas agora parecia estar mais que antes.
– Bella? Bella em que mundo você está? - Eu quase pulei de susto. Estava tão distraída que nem ouvi minha prima me chamar. 
- Estou falando com você há horas. Então, estávamos combinando os vestidos, as meninas vão se vestir igual. - Ela me mostrou um vestido rosa-choque longe e tomara que caia. 
- Escolhemos esse aqui, e você vai usar um também. - Seu tom não era de quem perguntava ou sugeria era de quem exigia.
– Desculpa Brity, é que já comprei meu vestido. - Ela fechou a cara com a notícia.
– Poxa Bella você é minha prima, tinha que me dar apoio. Jess, Lauren e a Katie vão vestir um desses também. - Ela cruzou os braços, pude ver as outras garotas amarrando a cara também.
Claro como eu poderia esquecer? Ninguém ter mais destaque que ela. Mas eu não estava nenhum pouco a fim de ficar igual às sebosas, e muito menos igual às fofoqueiras da escola.
– É que a foi a Anna que me deu, ela achou a minha cara. E eu realmente gostei dele e queria usá-lo. É perfeito para mim, sabe que não gosto muito de vestidos. - Menti. Eu nem sabia qual era a cor do vestido, só sabia que queria usá-lo porque Edward pediu. Mas o que eu poderia dizer?
“ Sabe o que é querida prima, eu não quero usar esse troço horroroso, e realmente não quero ficar igual as suas amigas burras, sem criatividade e sebosas.”
Eu na verdade queria falar isso e muito mais, só não queria magoar minha tia. Britanny fez cara feia, mas algo em minha expressão desafiadora a fez deixar para lá. Depois do café todas íamos ao salão. Eu não estava nem um pouco a fim de ir, e pelo jeito Leah também não, mas depois de muita insistência minha, da minha tia e da mãe ela cedeu. 
No total éramos 10 mulheres, sendo 7 adolescentes e duas adultas não sabíamos se as cabeleireiras dariam conta, só havia um salão legal em Forks e provavelmente as outras garotas iriam para lá. Eu esperava ansiosamente que não desse tempo de eu ser atendida, já que a prioridade seria Britanny e as outras debutantes. 
Eu estava indo para porta quando um braço me impediu de continuar. Era Jacob, ele segurou meu braço e foi me arrastando para a cozinha. Não sabia o que ele queria, e esperava que ele não viesse com aquele papo de me afastar de Edward outra vez, ele ia ouvir coisas bem mais desagradáveis do que da ultima vez.
– Jacob você está me atrasando. - Cruzei os braços com raiva.
– Você nem quer ir mesmo. - Ele disse debochado. - Está cansada com sono, não deve ter dormido direito à noite. Aliás, não deveria dormir com a janela do seu quarto aberta, pode pegar um resfriado, ou alguém pode pular sua janela, enquanto estiver dormindo. - Eu o encarei de boca aberta. - E sei lá pode te atacar. Ele não estava falando serio, não podia estar ele não deveria saber que Edward passou a noite comigo.
– Pode ficar tranquilo, ninguém vai invadir meu quarto, vou estar bem protegida. - Eu o desafiei.
– Tem certeza? Ás vezes as pessoas em que você mais confia é que a mais perigosa.
– Aonde quer chegar com essa conversa? - Eu perguntei nervosa. 
– Só para alertar. - Ele bufou. - Sabe achei que vi certo alguém que mandei você ficar longe pular da janela do seu quarto. Eu tenho autoridade para atacar qualquer Cullen que passar dos limites. - Ele foi bem direto. Então tive certeza ele sabia que Edward havia passado a noite comigo.
– Jacob, já falei uma vez vou falar de novo. Não se meta na minha vida, não tolero pessoas mandando em mim, nem minha tia manda em mim. E quem passa noite comigo ou deixa de passar não é problema seu. E eu não vou me afastar de Edward se é isso que você quis dizer, você não manda em mim. - Eu dei as costas para ele. Mas depois virei de volta. - E não ouse a tocar em Edward ou qualquer pessoa da família dele, ou eu mesmo acabo com você. Sai da cozinha quase fumaçando de raiva, não sei o que deu em mim para ameaçá-lo daquele jeito, mas a ideia que ele poderia machucar Edward me deixou louca. Eu deveria estar com a mesma expressão que eu estava quando ameacei Phil.
Para minha felicidade não deu tempo para fazer o cabelo de todo mundo, então fiz só minhas unhas. Eu não tinha a mínima idéia de como fazer meu cabelo ou maquiagem, mas só o fato de que não teria aquele monte de gente chata palpitando no que eu deveria fazer, já me deixava aliviada. 
Assim que chegamos em casa, corri para o quarto. Queria ver o vestido que teria que usar. Fui até meu closet e tirei o embrulho rosa de lá e o abri. Fiquei olhando maravilhada. Britanny ia ter uma crise histérica se o visse. Era de um azul bem claro até os joelhos, as alças eram formadas por borboletas prateadas com strass. Tinha mini cristais em todo o vestido. Era simplesmente magnífico. 
Tanto tempo olhando maravilhada para o vestido que nem percebi alguém entrara no meu quarto.
– Nossa é lindo mesmo! - Exclamou Britanny admirada e irritada. - Bella queria saber se pode me emprestar àquela coroa que usou na sua peça, se não for usar claro.
– Claro pode pegar, está naquela no meu porta joias. - Apontei para o enorme porta joias que havia ganhado da vovó Marie. 
Britanny ficou olhando o vestido atentamente e pela sua expressão, eu sabia bem o que ela queria. Provavelmente iria pedir para eu trocar com ela. O vestido dela era perola longo e rodado como o vestido de uma princesa, mas com certeza ela iria querer o meu porque ele dava mais destaque.
Para a infelicidade dela, eu era menor, mais magra e tinha menos seios então ela não caberia nele. Quase fiz a dancinha da vitoria depois que ela saiu.
Estava quase chegando a hora, então resolvi tomar um banho. Coloquei a lingerie que minha tia havia comprado para mim. Eu não sei como ela tinha acertado, mas ela comprou um conjunto da mesma cor que meu vestido, a parte de cima era tomara que caia e enfeitada com strass. Tia Claire sempre pensava em tudo. Vesti o roupão e engoli o orgulho ia pedir para minha prima ou uma das gêmeas me ajudar com o cabelo e maquiagem. 
–... Ela fez de propósito. - Ouvi a voz da sebosa quando cheguei perto da porta do quarto. - Ela quer aparecer mais que você.
– O pior é que nem dá para pedir, pra trocar comigo. Ela é bem mais magra que eu. Droga. E eu achando que meu vestido era maravilhoso.
– Mas ele é Brity, vai parecer uma princesa. - Consolou uma das gêmeas.
Elas começaram falar mais alguma coisa sobre mim, mas sai de lá antes que eu fizesse que nem da ultima vez. E eu não estava a fim de estragar festa de ninguém. Pensei em pedir ajuda para minha tia, então me lembrei que ela tinha ido ver como estava o andamento das coisas no salão do hotel. Teria que pesquisar na internet ou ligar para Anna. Abri a porta do quarto e estaquei com a pessoa sorridente que estava sentada na minha cama.
– Oi Bella, espero que não se importe, eu previ que você precisaria. Desculpe ter invadido seu quarto assim. - Tagarelou Alice. 
– Está tudo bem. - Consegui falar. Ela abriu um sorriso deixando-a mais linda ainda. Alice segurava uma maleta enorme rosa e dourada e fez sinal para que eu me sentasse na cadeira que tinha no meu quarto.
– Normalmente prefiro fazer isso no meu banheiro, porque lá tem de tudo, mas como eu não poderia simplesmente de raptar e não quero que Edward veja - ele trapaceia às vezes - resolvi vir para cá... - ela continuou tagarelando enquanto mexia em meu cabelo, depois foi para o meu rosto ela foi tão rápida que me assustei quando ela falou. 
- Acabei. Espera falta só mais uma coisa. - Ela pegou algo na maleta e colocou no meu cabelo. Depois foi até meu porta joia e pude reconhecer os brincos e colar que eu havia herdado de vovó Marie.
Ela deu um passo para trás me analisando. Não me surpreendeu que tivéssemos os mesmo tamanho. Ela deveria ter a mesma idade que eu quando foi transformada. Fiquei pensando se eu seria tão linda quanto ela, se Edward cumprisse sua promessa de estar sempre comigo e me transformasse em vampira?
– Está perfeita. - Ela disse em júbilo. - Ah, só uma coisa, sua prima vai querer morrer ou te matar, mas não se preocupe passa. E sua tia vai aceitar você e Edward juntos. Nem acredito que finalmente eu conheci você. - Ela se aproximou de mim e me abraçou e deu um beijo em minha bochecha. - Bem cunhada, preciso ir, te vejo mais tarde. - E foi para a janela.
– Obrigada Alice, você salvou minha vida. E ... Também foi um prazer conhecê-la. -Ela piscou e mandou-me um beijo antes de saltar minha janela.
Olhei-me no espelho, na hora entendi o porquê minha prima iria querer morrer. Alice me deixara deslumbrante, e em menos de cinco minutos. Ela passara uma sombra azul perolada em meus olhos e deu um toque com um pouco de glitter em meus olhos, um batom rosa claro com brilho labial cintilante. 
Meu cabelo estava em um coque bem elaborado em cima, com cascatas de cachos caindo pelas minhas costas e a franja lisa, percebi algo cintilando nos fios dos meu cabelos, ela havia colado cristais de cabelo neles. E algo que mais chamou minha atenção era uma presilha de cabelo pequena em forma de borboleta prateada e cheia de strass colocada estrategicamente do lado para dar destaque. Alice era um gênio e minha prima ia me jogar pela janela, principalmente quando ela soubesse que Edward não ia chamá-la para dançar e iria me pedir em namoro.
Estava me preparando para colocar o vestido quando minha tia entrou no quarto.
– Bells amor, me desculpe entrar assim... - Ela perdeu a fala assim que me viu. - Nossa está maravilhosa.
– Obrigada tia, liguei para Anna e ela me ajudou a fazer o penteado e a maquiagem. - O que diria? Que havia sido minha cunhada vampira que via o futuro e invadira meu quarto para me ajudar?
– Quer ajuda com o vestido? - Ela perguntou vendo que eu estava tendo dificuldades.
– Por favor.
Tirei o roupão e fiquei esperando ela deslizar o vestido pelo meu corpo, mas isso não aconteceu alguma coisa em minhas costas chamou sua atenção. 
– Bella o que é isso nas suas costas? - Ela perguntou preocupada.
– O que? - Virei-me tentando ver o que era. - Garanto que seja o que for não é tatuagem.
– Não, não é mesmo é bem pior. Onde arrumou esses roxos?
Roxos? Que roxos. Lembro perfeitamente de não ter caído nas ultimas semanas.
– Andou brigando com alguém?
– Não, não sei de onde... - Então, lembrei-me. Uma campina, alguns beijos, o abraço de Edward que foi forte de mais sem querer. - Eu devo ter caído ou batido em algum lugar.
– Ah, bom por sorte não em nenhum lugar visível. - Menos mal, pelo menos Edward não ficaria se sentindo culpado.
Tia Claire me ajudou a me vestir e depois saiu para se arrumar. Fui escolher o meu sapato, tinha uma sandália que combinava perfeitamente com meu vestido era da mesma cor, com borboletas e strass. Tinha tiras finas e tranças e era de amarrar no pé. Pelo menos eu não iria perder, para minha sorte o salto era pequeno apesar de ser fino. Tinha um bilhete do lado.
“ Espero que goste achei sua cara beijos A.C.”
Alice era perfeita, eu já podia ver que íamos nos dar muito bem, calcei as sandálias de desci, todos já estavam na sala. Pude ver todos os olhares, alguns admirados, outros orgulhosos e também os raivosos e invejosos. Edward Depois que cheguei da casa da Bella me tranquei no quarto, não queria conversar com ninguém, muito menos com a Alice, mas eu sabia que logo ela apareceria para me fazer vestir a roupa que ela havia escolhido para mim. 
Fiquei pensando em Bella e na expressão do seu rosto enquanto ela dormia, o grito dela, aquele grito de gelar o sangue. Era horrível não poder ouvir seus pensamentos e para piorar ela não quis me contar sobre o que era o sonho, mas talvez ela não se lembrasse.
 Repassei a nossa noite, todas as risadas enquanto tirávamos sarro dos amigos da prima dela. Seu sorriso deslumbrante quando abriu os olhos e me viu. E então outra coisa veio em minha mente. 
Onde eu estava com a cabeça para fazer aquilo? Se a tia dela não tivesse chegado na hora - tenho que admitir que fiquei meio irritado na hora -, não sei nem o que teria acontecido. Mas sempre que estou com ela, tudo parece perder o sentido e meu corpo começa a ter vontade própria.
Tinha ficado cansado de me isolar no quarto. Também estava muito ansioso queria que as horas passassem logo para estar ao lado dela. Não via a hora de assumir logo que estávamos juntos. Decidi ir para sala quase todos estavam lá, Carlisle ainda estava no hospital. Esme estava sentada com Alice e Rose fazendo os últimos ajustes nos vestidos delas. Jasper estava ensinando para Emmett alguns movimentos de luta.
– Oh... Olha quem desceu da torre para nos ver. - Falou Emmett, assim que percebeu minha presença.
– Minha nossa Edward, mais um pouco, vamos sair saltitando que nem a Alice. - Caçoou Jasper.
Nossa eu estava tão feliz assim? Eu sabia a resposta. Eu com certeza estava exalando felicidade.
“ É tão bom ver você feliz assim meu filho.” 
Sentei-me para ver Jasper dando as dicas para Emmett. Fiquei absorvendo alguns movimentos que estavam na mente de Jasper e já ia pedir para testá-los quando Alice arfou e pulou da cadeira.
– Ai, minha nossa. Não acredito nisso.
– Alice o que... - Rose tentou dizer, mas Alice ergueu a mão silenciando-a.
– Eu precisarei sair, você podem se virar sem mim não é? - Esme e Rose assentiram. 
- Ótimo, voltarei logo prometo. E quanto a vocês três, - Ela apontou para Jazz, Emm e eu - não sumam voltarei logo para arrumar vocês. Ah, não sei como não previ isso antes.
– Alice o que está havendo? Aonde você vai? - Jazz perguntou, mas ela simplesmente balançou a cabeça em negativa. Claro que ela não iria contar nada. Tentei dar uma espiada em seus pensamentos, mas ela não deixou.
“Oh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh! Caught in a bad romance Oh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh! Caught in a bad romance Rah-rah-ah-ah-ah-ah! Rama-ramama-ah GaGa-ooh-la-la! Want your bad romance” Ela saiu correndo escada acima cantarolando a musica. Serio onde será que Alice aprendeu a ter um gosto musical tão ruim? Frustrado, contrariado e ansioso, só pude ficar olhando a luta de Jasper e Emmett terminar, para depois eu começar uma, precisava de alguma coisa para me distrair antes de ver a Bella. Alice apareceu três horas e meia depois, ela estava exponencialmente mais animada que o normal. Tentei dar uma espiada em sua mente, mas ela estava cantando uma musica pior que a primeira. Acho que ela fez de propósito.
– Vamos Edward, pare de bisbilhotar meus pensamentos e vai se arrumar. - disse me puxando pelo braço.
Ela me fez esperar em meu quarto, enquanto ia buscar minha roupa no dela. Voltou logo depois trazendo um smoking preto e depois saiu para eu poder me trocar. Coloquei a camisa branca e a calça preta, Alice apareceu logo depois trazendo uma gravata borboleta azul claro. 
Eu não ia perguntar para ela o porquê aquela cor, mas eu sabia que tudo para Alice tinha um significado então resolvi confiar em seu gosto. Depois de um tempo, ajeitando os detalhes do meu smoking, ela deu um passo para trás como um artista para olhar a obra de arte pronta.
– Está perfeito. Bom é melhor deixar seu cabelo assim mesmo, fica mais charmoso. Bom vou indo arrumar Rose e Esme, assim que Carlisle chegar sairemos. - Ela me deu um beijo no rosto e saiu saltitando e cantando, agora graças a Deus uma musica melhor. Carlisle chegou logo, então agora estávamos todos prontos para ir a tal festa. Queríamos chegar cedo, pois já chamávamos atenção mais que o normal, imagina se chegássemos atrasados então. 
Olhei para as meninas e minha mãe elas estavam lindas dignas de passarelas. Alice vestia um vestido longo e rosa perolado com uma tiara de cristais e nada mais. Rose estava linda em um vestido vermelho frente única, com o decote enorme nas costas, seu cabelo estava em um coque bem elaborado. Esme estava linda, seu vestido era verde e inspirado nos modelitos parisienses dos anos 40. Os rapazes assim como eu estavam de smoking. Alice realmente era um gênio da moda.
Entramos em nossos carros e fomos. Quer dizer eu fui com Esme e Carlisle já que tecnicamente ainda não tinha idade para dirigir. Eu juro que da próxima vez que nos mudarmos não vou mais deixar Alice escolher nossas idades. 
Chegamos ao hotel de Port Angeles, Forks não tinha nada parecido onde poderia ser feito uma festa desse tipo. 
Assim que chegamos pude ver bastante rostos conhecidos da escola: Lee Stephen, Mike Newton e sua gangue. Quando sai do carro pude ver muitos Quileutes nenhum trocou nenhum palavra conosco somente balançaram a cabeça, como uma confirmação que se não arrumássemos encrencas eles também não arrumariam.
Entramos no salão e pude ver Ângela Weber e Ben Cheney, eles acenaram simpaticamente para mim, eu e Alice retribuímos os acenos. Eles eram as únicas pessoas descentes daquela escola, e Bella é claro. 
Ao lado norte do salão pude ver os amigos de Britanny: Chad Cooper ( o drogado, burro e brocha) e tal de Kevin Douglas, ao lado deles as loiras, Jessica Stanley, Lauren Mallory e Katie Marshall, a corja de fofoqueiras da Forks High School também estavam com eles. Todas as garotas trajavam um vestido tomara que caia rosa - choque, minúsculo e colada.
– Minha nossa isso é que é ser o cumulo da preguice. - Rosalie num tom audível só para nós.
– Chega a doer os olhos. - Concordou Alice. - Pelo menos a aniversariante está decente, mas acho que... - Ela se interrompeu e recomeçou a cantar aquela musica horrível.
Olhei para Britanny realmente ela estava bonita, com um vestido longo da cor pérola, justo até a cintura, e depois ia se alargando até chegar aos pés. Ela logo percebeu nossa presença, e correu para perto das amigas, para falar aos cochichos.
– Ah, minha nossa. Eles vieram, ele veio. Nem acredito. - Ela falava baixo para que só as amigas ouvissem. Mas ela não sabia que nós poderíamos ouvir.
– Nossa quem são aqueles? - Perguntaram as gêmeas ao mesmo tempo.
– A loira é Rosalie Halle, o moreno ao lado dela é Emmett namorado dela. - Explicava uma Jéssica afobada. Fofocas era com ela mesma.
– Loira gostosa. - Murmurou o bombado brocha. Senti Emmett enrijecer. Ao meu lado. E ainda bem que Emmett não podia ler pensamentos, caso contrario Chad já estaria sem cabeça.
- A baixinha também é bem gostosinha. Qual é o nome dela? - Ouvi um rosnado, mas desta vez não foi de Emmett e sim de Jasper, que não podia ler mentes, mas podia sentir os outros. E eu não gostaria de estar na pele de Chad agora.
– Ela é Alice e o cara ao lado dela é Jasper Hale, o namorado dela. E aqueles dois são os pais o Dr. e Sra. Cullen - Jessica concluiu satisfeita por estar prestando serviços de informações aos outros. Patética.
– Eles são irmãos e se namoram? - Stacy parecia estar escandalizada.
– Não são irmãos de sangue de verdade, quer dizer só Jasper e Rosalie Halle que são gêmeos. - Tranquilizou Lauren. - Eles são sobrinhos da Sra. Cullen, então tecnicamente eles namoram os primos. Elas ainda ficaram fofocando mais um pouco sobre nós, e comentando os vestidos perfeitos de Rosalie, Alice e Esme. Pareciam que todos estavam ali, todos menos uma pequena garota de cabelos castanhos e olhos cor de mel. Fiquei esquadrinhando o salão, mas não vi nenhum sinal dela. Só parei minha busca quando Alice me cutucou nas costelas, dizendo que deveríamos pelo menos ir cumprimentar a aniversariante e entregar o presente que compramos para ela. Suspirei e segui Alice resmungando, os outros vieram conosco.
– Ahhh, meu Deus ele está vindo. - Disse uma Britanny histérica. - Será que o chamo ele para ser meu par agora?
– Calma, se controla e não estrague tudo. - Ralhou Stacy. Era incrível como a prima de Bella era manipulada facilmente pela sebosa.
“ Vai ser hoje, tenho certeza que depois de dançar comigo e me beijar ele vai ser meu para sempre. Não sempre não, mas o suficiente para esfregar na cara de todas.”
Pobre Britanny, mal ela sabia que nem se quer ia ganhar um beijo na bochecha meu. Que hoje apresentaria Bella como minha namorada. Tive que reprimir a risada.
– Feliz Aniversário Britanny. - Disse Esme educadamente.
– Obrigada Sra. Cullen. Recebi outra cotovelada nas costelas de Alice, ela me passou o presente sem que ninguém visse.
“ Vamos Edward, termina logo com isso. Logo Bella estará aqui.”
– Parabéns, Britanny. Desejo-lhe muitas felicidades. - Ela abriu um sorriso enorme. Achei por um momento que sua boca fosse rasgar. A garota deu dois passos na minha direção, na esperança de receber um beijo ou um abraço meu assim seria mais fácil para ela me agarrar. Vai sonhando.
“ Cuidado Edward, ela ira te atacar em dez segundos” - Alertou-me Alice.
– Ah, isso é para você. - Disse colocando o embrulho na mão dela, antes que ela me atacasse, ou caísse de cara no chão tentando fazê-lo.
Ela pegou o embrulho, e piscou para mim. Abriu e colocou a mão no peito ao ver o porta - joias de prata com algumas pedras azuis e verdes. Ela abriu e começou a tocar uma melodia suave. Britanny estava fascinada vendo os cisnes de cristais girarem graciosamente ao som da musica.
– É lindo Ed. - Ela sorriu.
Ed? Como assim Ed? Só meus irmãos me chamavam assim, nem a Bella me chamava assim.
“ Oh, nossa. Ele me deu um presente. Eu tenho que beijá-lo para agradecer.”
 - Eu quase falei que não era nada comparado ao que eu daria a Bella, então não era necessário o beijo, mas achei melhor não. Não é normal as pessoas saberem o que as outras estão pensando.
– É de todos nós. - Disse antes que ela fizesse algo.
– Espero que tenha gostado querida. - Esme se pronunciou. Lancei a ela um olhar de gratidão. Minha mãe sempre me salvando de situações perigosas.
– Claro é lindo. Obrigada. - Ela ficou em silencio alguns segundos, na verdade ela estava se decidindo se me chamava para dançar agora ou não. - Bem. Ed eu estava pensando... Você quer ser meu par?
Agora quem ficou em silencio foi eu. Fiquei olhando para ela, que me encarava esperançosa.
“ Ahhh. Pela cara dele, ele vai dizer sim...”
Como ele estava enganada. Eu na verdade estava pensando em uma forma de dizer não educadamente, mas não via como fazer isso, já que elas e suas amigas histéricas estavam quase gritando. E foi então que eu a vi...
Bella estava do outro lado do salão, conversando animadamente com Ângela Weber e Ben Cheney. Ela estava absurdamente linda, usava um vestido até os joelhos azul claro incrustado de mini - cristais, - agora entendi o porquê de a minha gravata ser daquela cor - as alças do vestido era formadas por borboletas prateadas com strass, seus lindos cabelos estavam presos em um coque bem elaborado no alto da cabeça com alguns cachos soltos e a franja lisa. Até o cabelo dela tinha mini - cristais também, e uma presilha pequena em forma de borboleta incrustada de diamantes brancos e azuis bem pequenos. Mas só uma pessoa que eu conhecia tinha uma presilha como aquela...
– Mas como...? - Não consegui terminar. Eu conhecia bem aquela presilha, ela era única, era de minha mãe biológica Elisabeth Masen.
Não tinha a mínima idéia de como fora parar nos cabelos de Bella, mas havia ficado lindo nela.
“ Por que ele está olhando para a palerma?”
Os pensamentos de Britanny me tiraram do transe. Havia me esquecido completamente das pessoas ao meu redor assim que a vi. Nem estava mais preocupado em dar uma resposta educada a ela, na verdade eu não estava nem preocupado em dar resposta alguma.
Já ia dar o primeiro passo para ir até ela, mas duas pessoas me detiveram. Ainda bem que eram Alice e Rose, já estava pronto para xingar em todas as línguas os indivíduos. Elas passaram os braços pelos meus, uma de cada lado.
– Nossa ela é realmente bonita. - Elogiou Rosalie. Que estranho. - Fez um ótimo trabalho Alice.
– Alice o que...? - O que a baixinha tinha a ver com a história?
– Agradecimentos e explicações depois, agora vá. Ela está esperando. - Senti as duas beijarem as minhas bochechas ao mesmo tempo e liberaram meus braços.
Então fui em direção a ela, ignorando as caras pasmas de alguns e a cara irritada de Britanny quando ela me chamou e eu nem ao menos olhei para trás.
Tinha que concentrar-me ao máximo para manter uma velocidade normal e humana, mas a ansiedade era tanta que acabei indo um pouco mais rápido que o normal. Logo eu estava ao lado dela.
Bella estava parabenizando Ângela pelo namoro com Ben. 
– Espero que vocês sejam muito felizes Angel. - Disse ela. Apesar de não poder ler seus pensamentos pude sentir a sinceridade em suas palavras.
– Obrigada, amiga.
– Oi pessoal - Disse abraçando Bella por trás. Ela encostou a cabeça em meu peito e sorriu.
– Oi Edward. - Responderam os três juntos. E depois riram.
– Se importam se eu roubar a Bella de vocês? 
– Claro fique a vontade. - Disse Ângela simpaticamente. - Vamos Ben eu quero dançar. Ela saiu puxando o namorado pela mão, seguindo para a pista de dança, que estava lotada, mas eu ainda pude ouvir seus pensamentos.
“ Eles estão juntos? Espero que sim. Ele é tão simpático e ela tão meiga, ficam lindos juntos.”
Se antes céu já gostava de Ângela, agora mais ainda. Ele e Ben sempre foram gentis conosco, na verdade eles eram os únicos.
– Então, quer dançar? - Bella perguntou de repente me deixando espantado.
– Essa fala era minha. 
– Sim, mas eu quis variar um pouco. - Ela riu e se virou para colocar os braços em meu pescoço, envolvi sua cintura e comecei a conduzi-la.
Dançar com Bella era uma das melhores coisas do mundo, ela dançava super bem. Parecia que tinha nascido para isso. Como a própria dizia ela dançava melhor que andava. E eu estava completamente satisfeito em tê-la em meus braços, mas ainda não estava satisfeito, eu queria ter seus lábios nos meus. Inclinei-me e a beijei.
Pude ouvir vários pensamentos, mas bloqueei todo, porem teve dois que se sobressaíram. Não era para menos aquelas duas estavam praticamente gritando de raiva em suas mentes.
“ Não acredito nisso, ele preferiu a palerma. Droga. Pior que agora eu nem vou poder aproveitar para dar uns cato nele também. Cadê o idiota do Chad que não seduziu ela logo?” - Pensou a loira sebosa.
Stacy estava irritada, mas nada comparado à Britanny. A loira versão menos sebosa da Stacy estava irada:
“ Aquela vaca, cadela, vadia...” - Ela lançou um olhar assassino em nossas direções. E ainda bem que Bella não viu. - “ Como ela se atreveu a pega o que é meu? Isso não vai ficar assim!” - Ela saiu do salão e as suas seguidoras foram atrás.
Agora era melhor ficar o tempo todo ao lado da Bella, ou pedi a Alice para ficar caso eu não puder. Aquela garota era louca. POV Britanny ( N.A. Esse vai ser o único capitulo que terá a visão dela, era só para vocês saberem como ela se sentiu) Eu queria matá-la. Aquela piranha ficava se fazendo de boazinha, a garota perfeita, mas era tudo fachada. Ela era uma tremenda de uma vagabunda que nem a mãe. Estava sempre estragando tudo. Sempre estragando minha vida. Achei melhor sair do salão antes que a pegasse pelo cabelo.
– Eu não acredito que ela teve a coragem. - Dizia Stacy vindo atrás de mim. - Aposto que foi tudo armado. Por isso ela não quis usar o vestido igual aos nossos, ela sabia que chamaria mais atenção...
Eu só ouvia Stacy parcialmente estava surda de ódio e me controlava para não ir até lá e arrancá-la do meu homem pelos cabelos. Ou estrangulá-la em plena pista de dança.
– É verdade, você falou a semana toda, que iria convidá-lo para ser seu par. - Concordou Milly.
– Ela não tinha parado de falar com ele? - Karen também estava incrédula. - Isso foi de propósito. Você tem que se vingar.
Karen havia dito tudo. Eu não conseguia pensar direito devido ao ódio, mas eu queria. Queria me vingar daquela garota que entrou na minha vida só para fazer estragos. Ela quis roubar minhas amigas, quase tomou meu lugar de chefe de líder de torcida, tomou minha mãe e agora e Edward, ela ia pagar. E não ficaria com ele não mesmo...
– Mas gente, olha. Eles se conhecem faz mais de um ano lembra. Foi ele quem salvou ela quando ela estava perdida... - O que a idiota da Beck estava falando?
– CALA A BOCA BECK SUA IDIOTA. - Eu a interrompi. - DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ? QUER SER AMIGA DELA OTIMO. PODE FICAR DO LADO DA VAGABUNDA. EU NÃO PRECISO DE UMA AMIGA TRAIDORA, JÁ BASTA UMA PRIMA.
– Beck pelo amor cala a boca. - Ralhou Milly com irmã. - Ela tinha parado de falar com ele, há mais de uma semana e de repente, ela começa a beijar ele, por favor.
Eu andava de um lado para o outro, tentando pensar em alguma maneira de fazê-la pagar, e pagar bem caro. 
Quando eu já estava mais calma Stacy sugeriu que entrássemos, afinal de contas íamos cantar os parabéns logo e dançar a primeira valsa. Mas assim que coloquei meus pés no salão me deparei com uma cena que me deu mais raiva ainda. Lá estava ela se achando sendo apresentada aos irmãos e aos pais dele. Eles a abraçavam com carinho, e sorriam. 
A tratavam como se já fizesse parte da família. 
– Eu que era para estar ali abraçando as irmãs dele, não ela. - Murmurei para mim mesma. Tive que virar o rosto.
Quando olhei de novo, o que eu vi me fez fechar as mãos em punhos tão apertado, que senti minhas unhas entrar na palma da mão. Eles estavam dançando uma musica lenta, abraçadinhos e se beijando. E eu só não fui até lá porque Stacy e Karen me seguraram.
– Brity, você vai por tudo a perder se agir agora. Temos que ser cautelosas. - Karen estava certa, se eu agisse com agora, com a raiva que estava seria capaz dele pensar que estou com inveja dela.
Como se eu pudesse ter inveja de uma garotinha magricela órfão que foi rejeitada pela mãe.
– Oh, nossa seu par não parece estar ligando muito para você.
– Cala boca Chad. Aposto que está feliz agora não é? Mas mesmo assim não vai ser meu par.
– Quem disse que eu quero ser seu par garota? O que eu queria de você já consegui há muito tempo. Confesso que vou sentir falta porque você dá fácil, mas a Bella era virgem ainda e quem sabe... - Ele saiu me deixando mais irada ainda.
Olhei para porta e lá estava Jacob. Esse idiota só me aparece agora, ele poderia ter me poupado muito aborrecimento se tivesse aparecido antes. Já estava indo em direção a ele, quando vi sua expressão, havia ali puro ódio, suas mãos estavam fechadas em punhos como as minhas e seu corpo tremia. Ele olhava fixamente para um determinado ponto e eu sabia exatamente para onde ele olhava. 
Sempre soube que ele tinha uma quedinha pela babaca da minha prima, mas não sabia que era tanto assim, ele estava sentindo a mesma coisa que eu. Queria conversar com ele seria perfeito nos juntarmos. Mas algo aconteceu à chance perfeita. Edward saiu de perto de Bella, mas infelizmente estava com os irmãos dele, então não daria para fazer muita coisa, mas eu poderia me vingar da nojentinha, não do jeito que eu queria, mas havia muitos motivos para u me vingar e eu ia começar pelo mais banal.
Peguei uma bebida de um tom de roxo bem forte eu conhecia essa bebida, sabia que quando ela manchava nunca mais saia. Segui com as garotas para perto da safada que estava conversando animadamente com as cunhadas que eram para serem minhas.
Quando cheguei bem perto pedi para que uma das meninas ficasse dançando comigo, e me empurrarem “sem querer”, dito e feito eu despejei a bebida todinha naquele vestido idiota, e para minha felicidade o copo era bem grande, então tinha muita bebida.
– Ops... Desculpa Bells, eu estava dançando e tropecei. - Falei cínica. Ela ficou olhando os estragos feitos como uma idiota. Não teria como tirar mais mesmo.
– Tudo bem Bella, vamos dar um jeito, eu tenho um jeito. - Disse Alice tentando tranquilizá-la. 
A lesada não conseguiu dizer nada. Não estava satisfeita ainda não tinha me vingado plenamente, mas estava me sentindo melhor. Virei às costas, mas algo pegou meu braço, ia me virar para xingar achando que era a Bella, mas me deparei com Rosalie. Ela me olhava de um jeito que dava medo.
– Isso não foi sem querer, foi de propósito eu vi. 
– Está tudo bem Rose. - Rose? Rose? Ela até as chamavam pelos apelidos.
– Não, não está Bella. Você teve um trabalhão para se arrumar e olha que ela fez. - Enquanto Alice e Bella tentavam tirar a mancha enorme e roxa do vestido Rosalie se inclinou para falar em meu ouvido.
- Eu vi que não foi sem querer, e sei por que fez. Eu sei que só tem inveja no seu coração que não se conforma em perder. Mas vou te avisar uma coisa estou de olho em você. E não tente chegar perto dela de novo. Eu vou saber. Vamos Alice, vamos pro banheiro.
Fiquei estática enquanto observava elas guiarem a cachorra até o banheiro. No inicio fiquei com medo de Rosalie, mas depois me deu ódio, muito ódio. Agora ela era até defendida. Não ia ficar assim. Vi quando Rosalie voltou ao salão e seguiu para o lado onde ficava o estacionamento, e voltou em trinta minutos indo novamente para o banheiro. 
Quinze minutos depois as três saem do banheiro e para o meu completo desgosto e ódio Bella estava com outro vestido, da mesma cor, quase o mesmo modelo, a única diferença é que ele era longo, mas as alças tinham as borboletas, e ele era repleto de mini cristais. Que ódio.

Bella
Eu estava no banheiro com Alice e Rosalie. Rose estava furiosa murmurando coisas inaudíveis, mas consegui captar coisas como: “Invejosa trapaceira. Isso não se faz nem com o pior inimigo”.
Alice também estava furiosa, acho que até mais que Rose, mas era pelo fato de que minha prima estragou uma de suas criações. E mais ainda por não ter conseguido ver o que minha prima planejava.
– Me perdoe Bella, eu deveria ter visto. Para que serve uma cunhada vidente, se não pode prever quando a prima invejosa vai tacar bebida em seu vestido. - Ela murmurava.
- Você estava tão perfeita.
– Tudo bem Alice, eu já esperava algo assim dela, na verdade esperava algo pior. - Era verdade eu sabia que ela não ia deixar passar esse fato. Ela estava certa que Edward seria dela ma festa, ela queria esfregá-lo na cara de todas, mas graças a mim seus planos foram para o ralo.
– Mesmo assim Bella, ainda bem que tenho meu kit de emergência. Rose sabe o que fazer. - Ela piscou e Rosalie saiu sorrindo.
Rosalie voltou depois de trinta minutos com algo que parecia uma saia longa, era da mesma cor do meu vestido e possuía até os mini cristais em toda a saia. Rosalie e Alice trancaram o banheiro e vieram tirar meu vestido. Alice arrancou a saia do meu vestido com a maior facilidade e depois pegou uma maquina de costura de mão e mais rápido que eu pudesse imaginar ela havia colocado a parte longa. 
Ela rasgou uma longa tira da saia que estava manchada e fez um lindo laço em minha cintura para disfarçar que fora remendado ali, mas mal podia se ver o remendo.
– Pronto está perfeita. - Ela disse alegre.
– Obrigada a vocês duas. - Elas me abraçaram. 
Rosalie abriu a porta e virou para mim:
– Bella vamos fazer de tudo para mantê-la longe de você, e nos manteremos longe dela, mas eu não repondo por mim se ela passar dos limites. - Fomos para fora do banheiro e vi a cara de ódio que minha prima lançou quando me viu saindo com um vestido novo. Quer dizer quase novo. Alice realmente era um gênio.
Por falar em Alice, ela estava com olhos fixos, parecia ver algo que acontecia alem do salão. Depois ela arfou.
– Alice? Alice o que houve? - Perguntou Rose preocupada.
– O que houve com ela? Ela viu algo? - Rose assentiu.
– O futuro de Edward sumiu. Rose você sabe que as únicas pessoas que não conseguimos ver... - Ela não terminou a frase.
– Onde Alice?
– Eu não consigo ver muito bem, eles anulam meu poder você sabe. Mas sei que é aqui perto, uns 4km/h a leste. - Eu sabia mais ou menos onde ficava eu vim aqui muitas vezes nas duas ultimas semanas ajudando na decoração, e quando não suportava ficar perto das pessoas eu fugia e ia andar um pouco pela mata.
– Eu vou procurar Carlisle e os outros, fique com Bella. - Rosalie saiu quase correndo.
– Alice, você consegue ver o que vai acontecer com ele? - Eu estava apavorada, o que será que acontecera com Edward.
– Não consigo ver nada, preciso tentar. Tem muita interferência aqui... Bella? - Ela gritou, mas eu não olhei para trás ela já tinha me dado as coordenadas, eu já sabia aonde ir. Alice ficou parada me gritando. Ela não poderia me alcançar com o salão cheio de gente. 
Dei graças a Deus por não tropeçar nos saltos, porque eu corri, corri como no dia que minha mãe deu a noticia que meu pai havia morrido. E eu queria ir vê-lo para constatar que era mentira, mas desta vez eu corria para saber o que acontecia com Edward. 
Nem me importei que meu vestido fosse rasgado em alguns galhos, muito menos que meu penteado se desfez. Mais alguns minutos correndo e eu já não sabia onde eu estava. A noite era escura e as árvores altas não me deixavam ver nem a lua, nem as estrelas.
 Então eu ouvi, ouvi a voz dele. Era difícil não reconhecê-la, segui para o lado de onde sua voz vinha, até que cheguei a uma espécie de campina, não como a campina que eu e Edward ficamos, porque esta era meio irregular, mas era o que parecia ser.
Me aproximei de vagar, não queria ser pega, mas se fossem vampiros eu sabia que eles me ouviriam. Edward me disse que eles tinham super audição. Fiquei escondida atrás de uma árvore.
Inclinei meu corpo para poder ver o que acontecia, eu vi e fiquei horrorizada: Edward estava deitado no chão, suas roupas rasgadas e ele era segurado por dois lobos enormes, ele se debatia, mas não conseguia se soltar, talvez porque não quisesse machucá-los, eu o vi lutar com um urso bem maior. Havia mais uma pessoa ali, me parecia familiar, mas não consegui ver seu rosto. Então ele falou:
– Eu te disse Cullen, para você ficar longe dela, não disse? - Deus do céu era a voz de Jacob. O que ele estava fazendo com Edward? Será que Jake sabia que Edward era um vampiro. - Seu sanguessuga nojento, como ousou achar que poderia ficar com ela? - Sim ele sabia.
– E você acha que me matando vai ficar com ela Jacob?
– Chega! Já poupei de mais você. Não estou nem ai que estou quebrando um tratado de 70 anos. Ele deviam é me agradecer.
Jacob se afastou um pouco, ele ficou bem o no meu campo de visão. Ele tirou a camisa e começou a tremer e depois não era maias Jacob e sim um lobo enorme, ainda maior que os que seguravam Edward, castanho a vermelhado. Ele pulou em cima de Edward e eu vi quando ele mordeu o ombro dele. 
Ouvi seu grito de dor foi o mesmo que tivesse enfiado um ferro em brasas no meu peito, era estranho, porque a dor não foi só emocional foi física também. Não pensei duas vezes, peguei o maior tronco que consegui aguentar e corri para o grande lobo que parecia querer acabar com amor da minha vida. Edward
Não acredito que fui tão idiota, achando que ele queria conversar comigo civilizadamente, que era só para nos avisar que tinham avistados vampiros nômades. E muito menos deveria ter aceitado conversar com ele sozinho.
Eu deveria saber que ele seria traiçoeiro, bem que Jasper me avisou. Isso porque o leitor de mentes sou eu.
Agora estou aqui com dois lobos enormes me segurando. E o safado do Black me olhando com deboche. Ele sabe que eu não vou atacá-los, porque vai contra minha índole, ele sabe que eu não irei lutar.
– Eu te disse Cullen, para você ficar longe dela, não disse? -Ele cuspiu na minha cara - Seu sanguessuga nojento, como ousou achar que poderia ficar com ela? 
– E você acha que me matando vai ficar com ela Jacob? - Perguntei debochado.
– Chega! Já poupei de mais você. Não estou nem ai que estou quebrando um tratado de 70 anos. Ele deviam é me agradecer.
Ele se afastou um pouco e tirou a camisa e começou a tremer. Logo ele deixara de ser o garoto debochado e virou o lobo. E pulou em cima de mim, afundando suas garras em mim e rasgando mais ainda minhas roupas.
“ Você nunca mais vai pular pela janela dela. Mas quem sabe eu possa te substituir nisso.” - Ele era tão covarde eu estava impossibilitado de lutar e ele ainda fazia essas coisas.
Senti seus dentes perfurarem a pele do meu ombro e gritei de dor. Eu nunca mai havia sentido dor na minha vida. Mas esse covarde de uma figa me fez sentir dor. Eu sentia que ele queria arrancar membro por membro bem de vagar e dolorosamente. 
Foi então que ela apareceu. Pequena, mas obstinada. Por um momento eu achei que fosse Alice, mas reconheci seus longos cabelos castanhos, ela segurava um enorme tronco, era até grande demais para o tamanho dela, seria engraçado se a situação não fosse tão perigosa para ela. Ela pulou em cima do lobo batendo nele com o tronco.Ele soltou meu braço e fez um movimento brusco e acabou jogando-a longe.
– BELLA! - Foi só o que eu consegui gritar.

sábado, setembro 06, 2014

Fanfic A Fera Vermelha – Capítulo X

Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo

A Fera Vermelha

X

Isabella olhou pela janela e viu a luz do fogo no acampamento de Edward. Queria estar com ele, abraçá-lo e encerrar esse tormento.

Um ruído na porta interrompeu seus pensamentos.

Sem nenhum interesse, ela viu Quil deixar a comida sobre uma mesa enquanto John se mantinha na porta. Quando os dois a encararam, ela suspirou e foi se sentar na banqueta diante da mesa. Sentia fome. Era desleal pensar em comer quando a vida do marido estava por um fio, mas tinha de pensar na criança dentro dela.

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas- Capítulo 19


Autora: Giis Vieira

Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

 Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência





Capítulo 19

Edward

Eu queria ficar ali, beijando Bella por toda a eternidade. Mas ao contrario de mim, ela precisava respirar. Bella já estava com dificuldade de respirar, resolvi dar-lhe um tempo e delicadamente interrompi o beijo, dei um ultimo selinho em seus lábios e fui distribuindo beijo por todo o seu rosto.
Bella arfava pesadamente e seu coração estava disparado. Se meu coração ainda batesse, ele provavelmente estaria no mesmo ritmo que o dela. E embora eu pudesse ficar tempo indeterminado sem precisar respirar, sentia que minha respiração também estava descompassada.
Eu a abracei e pude sentir seu coração pulsando, ouvia até o sangue sendo bombeado rápido. Era tentador, ainda mais com seu cheiro doce. Mas ela era a Bella, a minha Bella e jamais poderia pensar nela dessa maneira.
– Você não sabe o quanto estava ansioso para fazer isso. - Sussurrei em seu ouvido.
– Eu também. - Bella disse baixinho. - Então... Suponho que agora você vai me contar tudo não é? - Ela insistiu.
– Você não vai sossegar enquanto eu não contar, não é? - Ela riu.
Afastei-me um pouco para olhar seu rosto. Bella me olhava com curiosidade. Eu queria muito saber o que se passava na cabecinha dela. Era realmente uma pena por eu não poder ler sua mente, mas por outro lado eu até gostava, era como se eu fosse quase normal, então nem me importava mais com isso. Inclinei-me para beijar seus lábios.
– Tem... Certeza... Que... Você... Quer... Conversar... Agora? - Eu perguntei, intercalando as palavras com beijos em seus lábios cheios e vermelhos.
Beijamos-nos mais demoradamente por um tempo. Nada podia ser comparado ao beijo de Bella. Era indescritível ter seus lábios doces e quentes nos meus. Nunca havia experimentado nada igual. Era completamente diferente, porque nosso beijo tinha amor e carinho. Tinha namorado Tanya por quase um ano, mas seu beijo nunca me causou as sensações que o beijo de Bella me proporcionava.
Eu queria poder continuar a beijá-la, mas lembrei-me que Bella precisava respirar com mais frequência do que eu, então separei - contrariado- nossos lábios mais uma vez.
– Quem disse que você podia parar? - Reclamou uma Bella arfante, mas que estava terrivelmente irritada e contrariada. - Você não foi o único que ansiou por esse momento. - Ela falava serio. Eu ri e ela franziu a testa.
– Você não queria conversar? Não queria que eu te contasse tudo? - Perguntei maliciosamente.
Ela mordeu o lábio parecendo pensativa por um instante depois, deu uma risadinha maliciosa e apertou mais seus braços em meu pescoço.
– Não eu quero continuar matando a saudade. Ela ficou nas pontas dos pés para poder me beijar. Bella era tão pequenina e frágil. Abracei-a mais apertado e a levantei novamente, tirando seus pés do chão. Bella Eu nem acreditava que ele estava aqui, e que eu estava em seus braços, beijando-o como se não existisse mais o amanhã. Era maravilhoso ter meus lábios em contado com os de Edward, como se tivessem sido feitos um para o outro. Seus lábios eram frios e um pouco duros, mas era de um sabor indescritível, seu hálito era doce e inebriante, minha cabeça girou. Mas nem me importei. Aliás, eu não me importava mais com nada. Não me importava com meus pulmões que protestavam dolorosamente por falta de ar, nem com meu coração quase arrebentando meu peito.
E também não me importava com o fato de Edward ser um vampiro, na verdade esse fato era o que menos importava. E a cena que eu havia presenciado há alguns minutos atrás já não significava mais nada, parecia pertencer a um passado distante e remoto.
Quem ligava se Edward era um vampiro? Eu certamente que não. Ele poderia me transformar também, assim nunca haveria diferença e poderíamos ficar juntos pela eternidade. Seria maravilhoso. Felizes para sempre, no sentido literal. Com esse pensamento aprofundei ainda mais nosso beijo. Edward correspondeu imediatamente e apertou mais seus braços à minha volta. Só que ele usou um pouquinho de força a mais. Soltei um gemido abafado de dor. No mesmo instante ele interrompeu nosso beijo e me baixou.
– Bella, você está bem? - Perguntou preocupado. - Me desculpe, não queria machucá-la.
– Está tudo bem. - Menti para não deixá-lo mal, provavelmente ficaria um hematoma ali.
– Esse era um dos muitos motivos porque não poderíamos ficar juntos.
– Como assim? - Perguntei exasperada. Nem queria imaginar quantos motivos existiam e que poderia nos separar.
Ele pegou em minha mão e sentamos encostados em uma árvore. Edward passou o braço pela minha cintura e eu encostei a cabeça em seu ombro.
– Quando nos encontramos aquele dia, eu havia te dito que não podíamos ficar juntos. - Ele falava tão rápido que tive que prestar o máximo de atenção para não perder uma palavra. 
- Mas naquela época eu me referia ao fato do que eu sou. Eu tinha medo que você não me aceitasse e deixasse de me amar. - Edward suspirou exasperado.– Isso é bobagem. Eu te amo tanto que você poderia ser até um sapo, que mesmo assim eu continuaria te amando. - Ele sorriu e me deu um beijo no rosto.
– Mas não é só isso anjo. É perigoso para você. - A voz dele havia ficado meio desesperada. - Você viu o quanto somos fortes, e se eu te machucar? Mesmo que seja sem querer? E se um dia eu me descontrolar e quiser beber seu sangue? - Eu olhei em seus olhos dourados, parecia que tinha uma chama queimando-o por dentro. - Você não faz ideia de como seu cheiro é bom. É tentador.
– Você tem um cheiro bom também. - Disse num tom divertido.
– Claro faz parte do que somos. Como se fosse marca registrada. - Ele riu sem humor. 
- Bom tudo em um vampiro atrai a presa: o cheiro, a voz, o rosto, o corpo. O que eu acho desnecessário já que somos extremamente fortes e rápidos, fora os dons a mais que alguns de nós temos. Depois que um vampiro pega sua presa não há como fugir. - Olhei para ele interrogativa.
“ Nós temos venenos em nossas presas. Então quando uma pessoa é mordida, o veneno entra em contato com a corrente sanguínea, ela começa a sentir dor, uma dor tão forte, que é como se ela estivesse em chamas. A dor deixa a pessoa incapacitada, então fica mais fácil para drenar o sangue da vitima. Mas tem que ser feito até a pessoa morrer.”
– E se a pessoa não morrer, o que acontece? - Eu já imaginava qual seria a resposta, mas tive que perguntar para ter certeza.
– Ela se transforma em um vampiro. Mas a dor da transformação é tão forte, que a pessoa prefere morrer. E são poucos de nós que tem o controle suficiente para morder uma pessoa sem matá-la. Depois que se sente o gosto do sangue é muito difícil parar. - Ele baixou a cabeça e pela sua expressão parecia não estar tendo lembranças, muito agradáveis. 
Ficamos em silencio por algum tempo. Eu pensava em tudo o que ele me disse, tudo o que eu vi, e realmente eu não me importava com o fato dele ser um vampiro, e também não estava com medo. Preferia mil vezes que ele drenasse todo o meu sangue do que ficar longe dele.
– Era só por isso que você tinha medo? - Voltei ao assunto.
– Por tudo Bella. A primeira vez que te vi, ou melhor, dizendo, a primeira vez que senti seu cheiro. Não me importei com mais nada. Não importava quem eu era, os meus ideais, não importava se eu iria decepcionar meus pais, os nossos valores. Eu tinha que ter aquele sangue. - Ele suspirou e olhou em meus olhos.
 - Mas no momento que eu ia me aproximar mais, eu vi você, tão pequena, tão frágil. - Eu fiz uma careta. - Vi seu rosto. O rosto mais lindo e angelical que já tinha visto. Alguma coisa em você me fez lembrar o que eu era. Eu não sabia o porquê, mas eu não podia machucá-la, isso seria o meu fim.
“ E depois quando te vi sozinha, assustada, triste. Eu tive que te ajudar por mais errado que fosse mesmo sabendo que eu deveria ficar longe de você. “Mas só a ideia de te deixar desprotegida, que alguém poderia fazer mal a você me atormentava”.
– Mas você resistiu. - Eu disse em voz baixa. - Você poderia ter me atacado quando me encontrou naquele beco, ou sei lá, você teve varias chances de me atacar, mas resistiu.
– Sim e sabe o porquê? - Ele se virou para ficar de frente para mim e pegou meu rosto entre suas mãos longas. Eu acenei negativamente com a cabeça - Porque mesmo sem saber eu já te amava. Fiquei pensando em milhares de desculpas para não deixá-la ir. 
Cogitei a hipótese de dizer que não tinha achado nada sobre sua tia e te levar comigo, porque mesmo te conhecendo apenas algumas horas, eu sentia que já te conhecia a vida toda, você já fazia parte da minha vida, e eu não poderia mais ficar sem você. E quando você me beijou, veio tudo a tona teve que fazer o máximo de esforço para não te colocar de volta no carro e te levar para bem longe.
– Você deveria ter feito isso, eu não ia me importar de ir para bem longe com você. - Ele riu e eu deitei minha cabeça em seu colo.
– Eu tive medo, amor. - Ele afagava meus cabelos. - Eu tinha medo de machucá-la, mas mais medo ainda de ser repulsivo para você. Tive medo de que você não me amasse também.
– Não sei o porquê de tanto medo. Eu que tive medo, de não passar de uma pirralha para você, alguém que você estava somente ajudando. Ele olhou para minha cara e riu.
– Nós temos tecnicamente a mesma idade Bella. E alem do mais, não seria um problema, já que eu não envelheço. - Ele deu o sorriso torto que fez meu coração disparar e piscou para mim.
– É verdade. Deve ser legal nunca envelhecer. Viver por eras e participar da historia, de todo o processo da evolução da sociedade.
– Não é tão fascinante, quando se é uma pessoa solitária. - Sua voz estava triste novamente. Eu sabia que tipo de solidão Edward falava, já que tinha uma família grande. Levantei-me para ficar de frente à ele e o abracei forte, eu queria que ele sentisse todo o meu amor naquele abraço.
– Você não vai estar sozinho nunca mais. Eu amo você e quero ficar ao seu lado para sempre.
– Sério? - Ele me perguntou surpreso. - Você se tornaria vampira para ficar comigo?
– Minha vida sem você não faz mais sentido Edward. Eu já perdi mais do que uma pessoa pode suportar. Eu morreria se te perdesse também. Não dissemos mais nada, não precisava de palavras para descrever. Só nossa troca de olhares e caricias dizia tudo. Nós nos amávamos. Um não poderia viver sem o outro.
– Eu sou um idiota! - Exclamou ele de repente enquanto tocava meus lábios com os dedos.
– Por quê?
– Bom, pelo simples fato de que eu nunca ouço os conselhos da pessoa certa. Edward respirou fundo e recomeçou a falar:
– Eu tenho que te contar tudo, então está preparada? - Assenti. - Depois que me despedi de você e fui para o Alasca reencontrar minha família. Encontrei também uma velha amiga, a família dela também é como nós. Eles são como se fossem nossos primos. - Ele fechou os olhos e suspirou.
- Bom tinha uma vampira, Tanya ela sempre disse gostar de mim, mas eu nunca a correspondi. - Completou rápido. - Quando eu os reencontrei, estava desesperado, confuso e com medo. E embora Alice me dissesse que daria tudo certo, eu não acreditava, mas Rosalie... - Quando disse o nome da irmã parecia frustrado e irritado. - Rosalie sempre quis que eu e Tanya ficássemos juntos. Ela me disse para seguir em frente e que desse uma chance à Tanya então eu cedi...
– E ficou com Tanya. - Completei temendo o que viria a seguir.
– Sim, mas não foi como Rosalie disse que seria. Eu estava infeliz, fazia Tanya infeliz. Não conseguia tirar você da minha cabeça. Tanya ficava cada dia mais insuportável com suas cobranças então para me refugiar e ter pelo menos alguns segundos de alegria eu ligava para sua casa, para ao menos ouvir sua voz.
– Então... então era você? - Ele assentiu timidamente. Eu estava encantada e aliviada por saber que não era Renée e Phil com ameaças. - Você poderia ter se identificado, eu ia gostar de ouvir sua voz também.
– Eu era covarde de mais. Ainda mais com meu relacionamento confuso e mal resolvido com Tanya.
– Vocês... ainda estão juntos?
– Claro que não! Eu não a amava e estava infeliz. E ainda por cima ela era infiel. Olhei para ele incrédula. Que criatura no mundo, vampira ou humana teria coragem de trair um ser tão perfeito?
Colei meus lábios nos dele, num beijo crescente. Ficamos nos beijando por algum tempo. Eu pretendia ficar ali por muito tempo, mas eu era humana frágil, e precisava respirar. Droga.
– É melhor eu levá-la para casa, já vai escurecer. - Eu olhei para o céu com a cara fechada, não queria ir embora.
– Tudo bem.
Ele me ajudou a levantar e me guiou para fora da campina. Seguimos pela mata fechada, nem me lembrava de ter andado tanto, estava com tanta raiva da sebosa que nem percebi por onde andava. Agradeci fervorosamente por ter encontrado Edward. Eu não saberia como voltar para casa. Edward Por mais que eu quisesse ficar o máximo de tempo com Bella, eu tinha que levá-la de volta. Já estava muito escuro. Enquanto andávamos, falamos sobre nossas famílias. Bella ficou encantada, com o fato de só nos alimentarmos com sangue de animais. E mais ainda quando lhe disse que Carlisle era medico há séculos e nunca havia bebido sangue humano. Contei um pouco de cada um de minha família. E ela contou um pouco da dela. 
– E o que você quis dizer naquela hora sobre os dons amais?
– Eu lhe disse que temos super audição, supervisão, somos rápidos e fortes. - Pisquei para ela. - E alguns de nós temos dons a mais. Por exemplo: Alice pode ver o futuro, mas é uma coisa subjetiva, nada está gravado, o futuro muda de acordo com as escolhas da pessoa. 
- Eu olhava o rosto dela para ver sua reação, pelo menos, por enquanto ela estava levando muito bem. - Jasper pode senti e controlar as emoções das pessoas. É um pouco chato, mas muito útil. E eu, bem... eu leio mentes.
– Sério? - Ela perguntou surpresa. - Bem então o que eu estou pensando agora?
– Eu não sei. - Ela me olhou incrédula. - Na verdade você é a única pessoa que eu não consegui ler a mente em cem anos. Não sei bem o porquê.
– Você pode ler a mente de varias pessoas ao mesmo tempo?
– Sim, mas é horrível. Parece que estou trancado em uma sala cheia de pessoas gritando em meu ouvido ao mesmo tempo.
– Deve ser horrível mesmo. - Ela ficou um tempo pensando. - Rosalie e Emmett também têm dons.
– Emmett é extremamente forte e Rosalie extremamente chata e teimosa. - Ela caiu na gargalhada.
Continuamos andando enquanto conversávamos. Contei a ela minha história com Tanya, percebi que ela tinha ficado meio tensa, mas quando garanti que não queria mais nada com aquela vampira Bella relaxou.
Bella me contou como era a vida dela em Phoenix com os pais, a separação deles, e como ficou extremamente insuportável morar com a mãe e o padrasto depois que o pai morreu. 
Contou-me como era sua vida na Califórnia, e que apesar de amar muito a tia, sentia imensa falta do pai. Gargalhei quando ela imitou a prima e as amigas, chamando-as de Hannah’s Montana falsificadas, e Stacy Roberts de loira peituda e sebosa. 
Corou violentamente quando admitiu ter beijado o jogadorzinho ex-namorado da prima, mas odiou e que depois disso ele passou a caçoar da cara dela.
Confessou o quanto estava triste porque, desde sua quase depressão, a prima e as outras garotas passaram a tratá-la mal, e só falavam com ela quando queriam algo. Percebi pelo tom de sua voz o quanto foram difíceis para ela esses últimos meses. Ela sempre mencionava os Hastings, um casal que eram amigos do seu pai e que sempre a protegeram da mãe e do padrasto que a exploravam.
Eu estava admirado com a força de vontade dela, determinação e coragem, qualquer garota que tivesse passado pela mesma situação que ela, teria sucumbido ao mudo das drogas e prostituição.
Havíamos chegado a sua casa, já tinha um tempo. Bella estava de cabeça baixa, e seu semblante era triste. Acho que não fez bem a ela relembrar de tantos momentos tristes.
Quando estava perto da porta da casa, que graças a Deus estava vazia no momento, eu a abracei forte. Peguei seu rosto pequeno e delicado entre as mãos. Fixei meus olhos nos dela, me perdendo por um momento nas profundezas de seus lindos olhos cor de mel.
– Bella me escute, eu nunca, nunca vou te deixar. Vou ficar para sempre ao seu lado. - Pude sentir a força de minhas palavras. Bella também por que quando menos esperava, ela me abraçou forte e selou nossos lábios terno, suave, cheio de amor e carinho.
– Obrigada. - Ela sussurrou um momento depois. - Só em saber que você está aqui comigo, me da forças para continuar. Eu amo você.
– Eu te amo também, minha pequena. - Disse secando suas lagrimas. - Precisa entrar. - Eu não queria deixá-la, mas sua tia podia chegar a qualquer momento. E ainda não estava na hora de ser apresentado a ela.
Bella suspirou e ficou nas pontas dos pés para me dar um ultimo beijo. Ela se virou para abrir a ultima porta, então segurei seu braço, uma ideia se formava em minha cabeça. Eu não precisava ficar longe dela.
– Deixe a janela do seu quarto destrancada. - Ela me encarou sem entender meu pedido, mas assentiu. Beijei todo o seu rosto antes de beijá-la nos lábios novamente. Esperei ela entrar e disparei para casa.
Corri o mais rápido que pude, eu só iria trocar de roupa, por isso nem me dei ao trabalho de entrar pela porta, subir direto pela janela do meu quarto. Queria chegar rápido ao quarto de Bella, antes que ela dormisse, mas para minha frustração e irritação, Alice já estava me esperando no meu quarto, dando pulinho e batendo palmas. 
“Conta-me tudo!” - Ela praticamente gritava em seus pensamentos.
– Contar o que se você já viu tudo? - Às vezes era extremamente chato ter uma irmã vidente. Estragava todo o suspense.
– Por favor? Eu preciso de detalhes.
– Tudo bem. Nós conversamos, pedimos desculpas, nos declaramos e nos beijamos, mãos alguma coisa?
– Fantástico. - Ela disse saltitante. Não pude esconder meu sorriso, eu estava prestes a saltitar junto com ela.
Alice veio para perto de mim, achei por um momento que ela iria me abraçar, mas ao invés de um abraço recebi um soco no ombro.
– Ei, por que fez isso? - Perguntei fingindo estar indignado. Eu bem sabia o porque e até merecia.
– Não é nada. Só para deixar de ser burro e confiar mais em mim.
– É, eu sei. Mereci essa, me desculpe Alice.
– Ah tudo bem, vou pedir favores. 
Ficamos conversando por muito tempo. Alice queria saber todos os detalhes da minha tarde com Bella. Tudo o que falamos, a reação dela. Minha pequena irmã ficou encantada pelo fato de Bella ter aceitado tudo tão bem. E ainda confirmou que elas seriam grandes amigas.
– Ah minha nossa, vá se trocar logo, - disse ela olhando o relógio - ainda tenho que terminar de separar nossas roupas para a festa de amanhã. - Eu havia me esquecido completamente da festa, nem queria ir antes.
Alice saiu do quarto e eu fui trocar de roupa, não poderia mais perder tempo, sai do quarto disparado. Passei pela sala e todos com exceção de Alice estavam na lá. Dei um “Oi pessoal”, Jasper e Emmett sorriam para mim, acho que estava estampado no meu rosto o quanto eu estava feliz, ou talvez Alice já tenha fofocado antes. Esme estava sentada desenhando em um bloco, - provavelmente mais uma reforma - dei um beijo rápido em seu rosto e sai. Quer dizer, tive que parar por que Alice apareceu de repente.
– Ah, Ed, por favor, por favor. Peça para Bella usar isso amanhã. - Ela me entregou um embrulho. - Não olhe, é surpresa. Se ela perguntar diz que estava junto com os vestido que você deu a ela daquela vez.
Depois que Alice entrou em casa -saltitando -, corri o mais rápido que pude, e em questão de segundos estava na casa dela. Não foi difícil achar seu quarto, apesar da casa ter muitos, só precisei seguir seu cheiro, e é claro o quarto dela era o mais silencioso.
Não sei como uma pessoa conseguia dormir em uma casa com aquele barulho. A prima dela, as três amigas, a loira sebosa e o bombado sem cérebro estavam jogando Streep Poker, bebendo cerveja e... fumando maconha? Ainda bem que Bella se afastou deles. A tia dela estava no quarto com o namorado/marido, não sei ao certo, e eu nem queria saber o que eles estavam fazendo. Não perdi mais tempo fui direto a sua janela que ficava um pouco mais afastado do que os outros cômodos, e como eu havia pedido estava destrancada.
Ela já estava dormindo e seu sono era agitado, parecia estar tendo um pesadelo horrível. Eu iria matar Alice, se ela não tivesse me atrasado, eu teria chegado a tempo para fazê-la dormir.Bella se virava de um lado para outro, se debatia como se quisesse livrar-se de alguém.
– Para, por favor! Não, não faça isso. - Ela falava e chorava ao mesmo tempo. - Me solta. - Então ela deu um grito. Um grito que me fez congelar havia muito medo nesse grito.
Fui para o seu lado rapidamente, segurei seus ombros e a sacudi delicadamente para que acordasse. Um erro, ela abriu os olhos assustada e só não gritou porque tapei sua boca.
– Shhi, calma amor sou eu. - Bella me olhou ainda apavorada e com lagrimas nos olhos, e depois relaxou, mas seu coração ainda estava acelerado e sua respiração pesada.
Destapei sua boca quando achei que era seguro. Tirei os sapatos para subir em sua cama, encostei-me à cabeceira e a puxei para o meu colo.
– Você está bem?- Perguntei preocupado.
– Uhum. - Ela murmurou. - Foi só um pesadelo. Um pesadelo bem real.
– Percebi você ainda está tremendo. - Eu enrolei o cobertor em volta dela, como um casulo. - Quer falar sobre ele, quem sabe isso não ajuda. - Ela acenou com a cabeça negativamente e escondeu o rosto no meu peito.
Aos pouco Bella foi se acalmando. Achei estranho ninguém da casa vir ver como ela estava, saber se estava tudo bem. Aquele grito não era um grito normal. Mas também quem ouviria com aquela barulheira, a tia e o namorado gritando e gemendo feito loucos e a prima estava bêbada e drogada.
Senti uma mão pequena e quente tocar meu rosto, olhei para baixo e a vi me encarando. Ela já estava bem mais calma.
– O que faz aqui? Como conseguiu entrar?
– Estou cumprindo minha promessa. - Bella olhou-me confusa. - Prometi que sempre estaria ao seu lado, e estou começando a partir de hoje. E eu entrei pela janela que estava destrancado ao meu pedido. - Ela abriu um sorriso lindo. - E não se preocupe, ninguém me viu. A propósito como consegue dormir com esse barulho?
– Que barulho? - Perguntou confusa. Depois percebeu do que eu falava e suspirou. - Ah, acho que já me acostumei. E meu quarto é um pouco afastado dos outros, não me afeta tanto.
– Ainda bem porque sua tia e o namorado estão falando, ou melhor, gritando obscenidades, e sua prima, as amigas, a loira sebosa e o bombado burro e brocha, estão bêbados, quase sem roupas e drogados. - Ela gargalhou quando eu usei os mesmo termos que ela, quando se referia ao grupinho da prima.
– Espera ai? Chad Cooper é brocha? - Bella estava perplexa.
– Sim. - Eu disse enquanto ela cobria a boca com as mãos para abafar a gargalhada. - Ele tentou dar conta de duas ao mesmo tempo, mas não conseguiu com nenhuma.
– Eu sempre soube que eles faziam esses tipo de coisas repugnantes, mas não sabia que Chad era brocha, ele sempre foi tão machão.
– Acho que ninguém falou para ele, que maconha não é estimulante sexual. - Tentei sem sucesso manter a expressão seria, mas ver a cara de Bella tentando segurar a risada foi demais para mim. Não aguentamos e gargalhamos alto.
Era tão bom estar com Bella, era tudo tão simples, sem pressões. Era como respirar eu não precisava me esforçar ou fingir como sempre fazia com Tanya, era tudo tão espontâneo. Depois de mais de meia hora de gargalhadas, conversamos mais um pouco sobre nossos planos, sonhos e futuros. Fiquei feliz por estar incluído no futuro dela. Ela com certeza já estava no meu.
Já era bem tarde quando os olhos dela começaram a pesar, mas por mais que estivesse com sono ela não queria dormir.
– Durma amor. Estarei aqui quando acordar. - Sussurrei em seu ouvido. Ela relaxou e fechou os olhos, sua respiração ficou mais calma. Sussurrei “ eu te amo” no ouvido dela, Bella sorriu um pouco e entrelaçou nossas mãos. Dei um ultimo beijo em seus lábios.
Fiquei velando seu sono por toda a noite. Bella não teve pesadelos, dormiu tranquila. Ela ficava ainda mais linda dormindo. E eu voltaria todas as noites para vê-la dormir.

quarta-feira, setembro 03, 2014

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capítulo 18


Autora: Giis Vieira

Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

 Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência



Capítulo 18
Bella
Eu estava terrivelmente frustrada, depois de um ano e meio consigo encontrar Edward. E quando finalmente estamos colocando tudo em pratos limpos, quando ele finalmente vai me falar o porquê não podemos ficar juntos, somos interrompidos. Mas um dia ele teria de me contar a verdade, aquela historia de que éramos muitos novos, e que morávamos longe não tinha sentido algum.
Enquanto as garotas ficavam tagarelando sobre as compras que fizeram, eu encostei a cabeça na janela do carro e repassei toda a minha conversa com Edward. Que ele escondia algo importante de mim era fato. Ele também não escondeu o desejo de ficar comigo. E eu nunca em minha vida havia me declarado daquela maneira a alguém. Talvez seja porque eu nunca havia me apaixonado por ninguém. Mas algo muito importante veio a minha mente e não foi o fato dele não ter dito com todas as letras que me amava, mas sim o fato de ter dito que tínhamos a mesma idade.
A última vez que vi Edward eu havia acabado de completar 14 anos, ele aparentava ter uns 17 e alem de dirigir, morava sozinho. Quais as chances de um adolescente de 14 anos, ter um apartamento só para si mesmo e dirigir livremente por uma cidade grande e não ser pego. E agora ele me diz que tem a mesma idade que eu. Essa história estava muito mal contada. Mais um motivo para minhas frustrações. Eu queria tirar a limpo essa história também.
– Era só um amigo da Bella. - Ouvi alguém respondendo a alguma pergunta a respeito de mim e Edward, que eu não ouvi. Ao que parecia eles (os garotos) queriam saber quem era o estranho absurdamente lindo que estava comigo.
– Onde você o conheceu Bella? - Jacob perguntou. Eles estavam mal humorado e me lançava olhares diferentes toda hora.
– Eu o conheci ano passado. Estava perdida na Califórnia, e tinha acabado de ser assaltada então ele me viu e me ajudou. - Respondi.
– Só isso mesmo? - Qual era a dele? O cara havia me ajudado, já não era o bastante?
–Sim Jacob só. Algum problema por ele ter me ajudado? - Perguntei ríspida.
– Nenhum, mas esse cara não tem uma fama muito boa.
– E você o conhece?
– Digamos que o suficiente.
Eu bufei e virei a cara. Fiquei encarando a paisagem, mas não deixava de notar os olhares de Jacob para mim. Quando chegamos em casa fui a primeira a sair do carro. Subi direto para o quarto, pena que ele não era só meu então não poderia trancá-lo e me exilar das pessoas. Não eram sós os olhares de Jacob que estavam me deixando desconfortáveis, os dos outros também. Eu tinha certeza que as loiras iam me bombardear de perguntas que eu não queria responder. Estava com tanta raiva, que acho que seria capaz de responder mal a primeira que me perguntasse algo sobre minha conversa com Edward.
Não deu nem cinco minutos minha prima, as seguidoras e a loira sebosa entraram no quarto excitadas, exalando curiosidade. Por que elas não voltavam a me ignorar como antes e me deixavam em paz? Seria tão melhor conviver assim.
– Então Bella, - começou a sebosa. Eu juro que qualquer besteira que ela me falasse eu daria na cara dela - sobre o que você e o... Qual é mesmo o nome dele? - Falsa eu aposto que ela guardou o nome dele no momento que ouviu. Provavelmente estava planejando mais alguns pares de chifres para o namorado bombado e sem cérebro. - Bom não importa, mas sobre o que vocês conversaram? - Ela concluiu vendo que eu não iria cair no joguinho dela.
Fiquei calada. Limitei-me a olhá-la com indiferença, fiz como se ela nem as outras estivessem ali e comecei a arrumar minha mala, que já arrumada, queria ocupar-me com alguma coisa.
– Ah, Bella não seja egoísta. Divida com a gente, sempre dividimos tudo não é meninas? - Continuou a sebosa. Será que ela se importaria se eu jogasse algo na cara dela? - É Assim que fazem as amigas.
Isso me irritou. É o que fazem as amigas? Sei. Como se ela fosse algo parecido. Ela não era nenhum pouco amiga, muito menos minha amiga.
– Mas você não é minha amiga. Aliás, eu nem sei se você é amiga de alguém ou só de si mesmo. - Eu não aguentei ia ter que jogar tudo na cara delas agora. - Na realidade eu não sei qual é a de vocês. Ignoraram-me durante o ano letivo inteiro, falaram pelas minhas costas e agora se acham no direito de que eu compartilhe alguma coisa com vocês? – Elas me olharam atônitas pelo meu tom de voz. - Eu não vou contar nada não tenho obrigação nenhuma. Vocês nem estavam falando comigo. Aliás nem falam comigo, a não ser quando querem alguma coisa, ou quando eu tenho algo que interessem a vocês. Então não me venham com esse papo de amigas.
Eu sai do quarto deixando as projetos de Hannah Montana embasbacadas. Sinceramente eu não sei por que elas ainda insistem em falar comigo, já sabendo que vão levar respostas nada educadas.
Fui para o lado de fora, queria respirar um pouco e ficar sozinha. Encostei-me perto de uma arvore e fiquei ali fitando o vazio, sem pensar em nada. Mas isso não foi possível, logo Jacob apareceu com uma cara de poucos amigos. Hoje era o dia.
– Bella está tudo bem?
– Sim. Por que não estaria?
– O que você e o Edward conversaram? - Não ele realmente não estava me perguntando sobre isso, estava?
Como se eu fosse responder.
– Nada que venha a ser da sua conta. - Respondi ríspida.
– Tudo aqui é da minha conta Bella, eu não quero me intrometer na sua vida, mas tenho que alertá-la que aquele cara não é boa companhia.
Sério eu adorava o Jacob, mas ele estava me irritando com isso. E eu não estava gostando nenhum pouco desse tom autoritário que estava usando comigo. Como se eu fosse propriedade dele. 
– Não quero que fique andando por ai com ele Bella! - Ele completou. - Eu não gosto nenhum pouco daquele cara e nem da família dele.
Agora ele conseguiu me irritar ainda mais. O que tinha de errado com essas pessoas? Elas adoravam me irritar. Será que se eu mandasse Jacob ir para os quintos dos infernos ele ia ficar muito irritado?
– Nada que diz respeito a minha vida Jacob é da sua conta. Não te devo satisfação da minha vida. E eu ando com quem eu quiser você gostando ou não.
– Não é bem assim Bella. Esse cara tem má fama aqui na cidade e na reserva e a família dele também. Enquanto estiver aqui terá que ser assim.
– Qual é a sua Jacob? - Perguntei irritada. - Olha, eu gosto muito de você, te acho um ótimo amigo, mas isso não te da direito de se intrometer em minha vida. Nem vir querer me ditar regras. Como eu já disse, eu ando com quem eu quiser. E se eu quiser vê-lo de novo eu irei e você não vai me impedir. - Dizendo isso eu sai de perto dele antes que eu o mandasse para um lugar nada legal.
Entrei novamente em casa. Fui para a cozinha, não queria voltar para o quarto e encontrar as loiras sebosas novamente. Queria ocupar minha mente com alguma coisa, então peguei ingredientes no armário para um bolo.
Depois de alguns minutos eu já estava com a massa pronta e assando no forno. Eu estava preparando o recheio e a cobertura, quando minha tia entrou na cozinha.
– Bells posso falar com você? - Ela estava séria. Problemas. Acenei com a cabeça e ela continuou.
“ Bella, meu bem. O que está havendo com você? Encontrei agora com as meninas e elas me disseram que você grosseira com elas. Qual é o problema?” - Será que elas realmente contaram o porquê eu fui extremamente grosseira com elas.
– Na verdade tia, eu não fui grosseira, - Eu suspirei fundo, não queria magoar minha tia, dizendo o quanto a filha dela era egoísta, falsa e mesquinha, mas eu não ia sair como a má. - eu só falei a verdade para elas. Elas nem falavam comigo na escola e provavelmente vão voltar a me ignorar quando voltarmos para a Califórnia. Elas só falam comigo quando querem alguma coisa, ou quando eu tenho algo do interesse delas, como a senhora mesma pode constatar no meu aniversario. Eu só cansei de ser sempre pisoteadas por elas.
– Ah, entendi é justo. - Ela veio para perto de mim. - Eu sei que a Britanny não tem sido justa com você, desde a época do aniversário dela.
– E não ajuda nada, ela ser manipulada pela Stacy Roberts. - Falei sem pensar.
– Como é? - Epa. Esqueci-me que minha tia não sabia dessa historia. - Que história é essa Bella?
– Nada, pensei alto foi só. Eu não quero falar sobre isso. Me ajuda a terminar o bolo? - Pedi mudando de assunto. Ela deixou passar, mas toda hora ficava me lançando olhares curiosos.
(*)
Depois daquele dia, minha prima e as loiras não falaram mais comigo. Ótimo. Jacob também não, mas ele me vigiava e eu percebia isso. Nenhum passo meu escapava ao seu olhar. Antes eu estava ansiosa para chegar as festas de fim de ano. E agora eu queria que elas passassem logo para eu voltar para a Califórnia. Nunca pensei que desejaria isso.
Infelizmente eu não tive oportunidade de ir a cidade, pelo menos não sozinha. Eu queria conhecer o lugar. Não por que era bonito e meu pai tinha crescido ali, mas por que eu sabia que Edward morava ali em Forks. E eu estava doida para descobrir onde era, ou pelo menos encontrá-lo andando pela cidade. Mas infelizmente chegou o dia de ir embora e eu não o encontrei. Pelo menos os dias passaram rápidos.
Já havia duas semanas que voltaram as aulas, e minha rotina voltou a ser como era antes. A única coisa que mudava é que agora eu não precisava ensaiar tanto para o balé.
Já estávamos na metade de março. Numa tarde quando eu tinha voltado do balé e entrado na sala, ouvi as vozes exaltadas de minha tia e minha prima. Já estava virando rotina elas brigarem. Pelo menos dessa vez eu não era o pivô da briga.
– Mãe eu já falei que eu não vou. - Berrou Britanny. - Eu não vou largar minha vida, meu namorado e minha popularidade para morar no fim do mundo.
– Ah, você vai sim. Nós tínhamos combinado que o posto de chefe das lideres de torcida não afetariam nas suas notas, e você está quase reprovando. Você tinha me prometido que ia ser responsável, e não está sendo. Então nada de discutir mocinha, você vai e pronto.
– Mas mamãe daqui a algumas semanas será meu aniversário de 16 anos e a minha super festa? Não quero fazer festa em um lugar onde não conheço ninguém.
– Podemos convidar seus amigos daqui. E lá você fará novos amigos.
– EU NÃO VOU, ME INTERRAR NAQUELE FIM DE MUNDO.
Ouvi uma porta ser fechada com força. Estava subindo as escadas pesadamente quando alguém passa por mim que nem uma bala e quase me derrubando. Provavelmente Britanny com raiva. Ela não estava aceitando bem a historia de ir morar em Forks. Eu por outro lado quase pulei de alegria. Mas disfarcei bem. Morando lá eu teria mais chances de encontrar com Edward e fazer ele me falar tudo que me escondeu.
– Ela não está aceitando bem a mudança não é? - Perguntei meio hesitante.
– É, mas não posso deixá-la aqui. Você tinha razão Stacy não é uma boa companhia, e para ajudar ela tem aquele namorado que eu não vou nem um pouco com a cara. - Ela respirou fundo. - Não vejo outra escolha, e pelo menos em Forks o pai dela vai poder participar mais da vida dela. E alem disse vou ter um emprego garantido lá.
Minha tia havia recebido uma proposta tentadora para administrar uma grande loja de departamento no shopping de Seattle. E como já tinha uma casa em Forks – a antiga casa dos meus avós - ela aceitou sem pensar. Fora que foi a chance de se livrar da mãe de Stacy. E ela teria um salário bem maior que o atual também.
A despedida da minha prima com as amigas foi dramática e cômica ao mesmo tempo. Imagina um bando de loira chorando histericamente, Stacy estava até com um lencinho - fingindo é claro - e secava os olhos. Todas as loiras agora tinham cortado franja. Agora elas realmente pareciam sósias da Hannah Montana, tinha até o mesmo tom de loiro, pareciam que eram todas gêmeas a única coisa que se diferenciavam eram as mechas nos cabelos. Depois de meia hora de lágrimas falsas abraços, promessas de se falarem todos os dias e que iam comparecer a festa de 16 anos da minha prima, fomos embora.
Já estávamos a caminho de Forks, minha tia estava animada. Havia nos matriculado na Forks High School e nos garantiu que íamos adorar morar lá, que não era tão parado quando imaginávamos. 
Outro motivo para ela querer a mudança, um motivo que ela escondeu até o dia oficial da mudança. Era que ela finalmente decidiu assumir um compromisso mais serio, com seu namorado Steve, na verdade ela sempre dizia que ele era só um amigo, mas sempre soube que era algo mais. Ele também aceitara uma proposta de emprego em Forks, ele iria trabalhar no hospital da cidade, junto com o famoso Dr. Cullen. Lembro de que quando fui passar as festas de fim de ano em Forks, tio Arty falou muito nesse médico, parecia que ele era um dos melhores do mundo. 
Steve Newman era até um cara legal, só tinha um defeito: era irmão da Sr. Violah Roberts, mãe da Stacy Roberts, ou seja, elas ainda freqüentariam e infernizariam muito as nossas vidas. Será que nunca íamos nos livrar delas?
Então chegamos à casa. Que agora era nossa casa. Minha casa. Graças a tio Arty e Sue a casa estava sempre limpa e reformada, eles nunca deixaram nada estragar nem envelhecer.
– Nem acredito que resolveu deixar as ondas para vir morar aqui. - Dizia tio Arty apertando tia Claire, que tentava se desvencilhar do irmão.
– É, não há mais porque ficar longe daqui. Tudo aquilo ficou no passado e é uma boa chance para você conviver mais com a Bells. - Eles olharam para mim.
– Sem contar que a víbora não vai vir perturbar aqui não é mesmo? - Nós rimos. Minha mãe tinha um medo mortal de tio Arty. Talvez fosse pelo fato dele ter a mesma cara de papai, ou pelo fato dele ser mais durão. 
Tio Arty também havia estudado direito como papai e o Dr. Mark, mas ao contrario dos outros dois que gostavam de defender tio Arty gostava de colocar o dedo na ferida e colocar quem merecia na prisão, então ele se tornou promotor. E apesar de ter uma vida na pacata cidade de Forks, ele adorava os grandes julgamentos. Por isso ele era o promotor não só de Forks - que não tinha muita necessidade de ter um promotor -, mas também de Port Angeles e Seattle.
– Bella, você pode ficar com o antigo quarto do seu pai se quiser. - Disse tio Arty. - Eu e Sue mandamos reformá-lo para ficar mais a sua cara. 
– Obrigada tio Arty, obrigada Sue. - Ele piscou para mim e eu subi.
O quarto era um pouco maior que o meu da Califórnia, as paredes eram azul claras e tinha uma janela bem grande, a vista era linda, eu dava para o jardim da casa sempre bem cuidado. Todos os meus pertences já estavam ali organizados inclusive meu note book, o que era ótimo. Assim que terminei de arrumar minhas roupas no closet e mais algumas coisas. Sentei-me em minha cama com o note book no colo e escrevi e-mail imenso para Anna. Estava muito preocupada com ela. Anna ultimamente não andava muito bem. A última vez que falei com ela, tinha me dito que o medico estava cogitando fazer o parto dela antes do tempo. 
– Oi - Minha tia bateu na porta do quarto e entrou. - Eu e Steve estamos querendo ir dar uma olhada na cidade, quer ir junto?
– Claro, vou só trocar de roupas.
Troquei de roupa e desci minha prima e minha tia já estavam no carro. Então fomos explorar a cidade quer dizer, menos minha tia que já a conhecia como a palma da mão. Ela foi nos mostrando tudo o que lembrava. A maioria das lojas ainda eram as mesmas de quando ela era adolescente. Steve queria ir numa loja de artigos para camping, para nossa sorte tinha uma na cidade que parecia ser muito boa.
Fomos atendidos por uma mulher loira de mechas, super maquiada, que se apresentou como a Sra. Newton dona da loja. Ela mais parecia ser aquelas vendedoras de lojas de cosméticos do que de uma loja de camping. A Sra. Newton nos apresentou seu filho, um rapaz loiro com carinha de bebê que ficava toda hora me mandando olhares insinuantes.
– Então, vocês serão as novatas da escola? - Ele se aproximou de Brity e eu querendo puxar assunto.
– Sim. - Respondeu minha prima. Ela não podia ver um garoto mais ou menos e já se jogava em cima. Apesar de ter concordado com Chad que namorariam mesmo a distancia, ela não podia perder tempo. - Você conhece muita gente na Forks High School?
– Claro, sou o capitão do time de basquete. - Ele se gabou e minha prima se aproximou mais.
– Sério? Eu sou Chefe de líder de torcida. - Oferecida.
– Legal, as nossas lideres estão parada por falta de uma chefe boa. Tenho certeza que você vai ser uma ótima chefe, afinal você é da Califórnia. - Ele olhou para mim que estava distraída brincando com uma lanterna. - E você também é líder.
– Não. Não me dou bem com esse tipo de coisa.
– Ah, sei. Então até amanhã. Se não quiserem ficar sozinhas na escola é só me procurar todos me conhecem, sou Mike.
– Pode deixar Mike. - Brity sorriu para ele. - Eu sou Brity e essa é minha prima Bella.
Graças a Deus saímos logo de lá, não aguentava mais os olhares daquele garoto. Nem os da minha prima que não gostou nada, nada dele ter se interessado por mim, na verdade nem eu gostei. 
Quando chegamos em casa fui direto para o banheiro tomar um banho e depois, desabei na cama. 
Eu mal havia acabado de fechar os olhos minha tia veio nos chamar. Será possível as horas terem se passado tão rápido assim? Olhei desanimada para a janela. Uma coisa que eu gostava na Califórnia era o calor. Aqui passava 80% do ano chovendo. Vesti uma blusa de mangar compridas, uma calça jeans e meus sapatos.
Desci para tomar café minha prima estava parada na sala olhando para a janela tristonha. Eu percebi o porquê no intuito de arrasar no primeiro dia na escola nova. Ela havia colocado um vestido, e sandálias de salto, o que ela normalmente usava na Califórnia. 
– Mãe não podemos mesmo voltar para Califórnia? - Ela vivia fazendo essa pergunta a minha tia.
– Não, não podemos. Até por que a outra casa já foi vendida. Agora, por favor, se apressem vocês estão atrasadas.
Entramos no carro e Steve dirigiu para a rodovia. A escola ficava no final da rodovia como a maioria das coisas na cidade. Ouvimos o som de um celular tocando, era o de Brity.
– Alô! Oi Karen, nossa você é rápida. - Ela ouvia o que Karen dizia do outro lado da linha, seus olhos iam se arregalando cada vez mais conforme ouvia. - EU NÃO ACREDITO. - Ela gritou assustando todo mundo. - Aquela vaca de uma figa, mal eu sai ela já foi se apossando do meu cargo e do meu namorado... Não eu não vou ficar mal, vou dar a volta por cima vocês vão ver, mas Stacy Roberts vai se arrepender.
Nossa! Pelo que eu entendi, Stacy tinha conseguido o cargo de chefe de lideres de torcida de volta assim como o antigo namora. Eu daria tudo para ver a cara de Douglas. Seria engraçado.
Não demorou muito chegamos na escola. Não era muito grande, mas também não tinha muitos alunos como minha tia nos informou, no dia anterior tínhamos comparecido na secretaria para pegar nossos horários e o mapa da escola. Enquanto andávamos pelo estacionamento, com minha prima resmungando que não via a hora de poder dirigir. Avistamos Mike Newton com um grupinho, ele também nos viu e gesticulou para que fossemos falar com ele.
– Bella, Brity. - Ele nos cumprimentou. - Pessoal essas são as novas alunas. São sobrinhas do promotor Swan. Essa é a Bella. - ele apontou para mim. - E essa Brity. - Ele gesticulou para minha prima. - Esses são Eric Yorkie, Tyler Crowley, Ben Chaney e Lee Stephan. São do time de basquete. - Ele realmente piscou para mim ou havia caido um cisco no olho dele? - Essas são Jessica Stanley, Ângela Weber, Lauren Mallory e Katie Marshall. - As garotas deram tchau. 
Ficamos um tempo conversando e percebi algumas coisas: Tirando Ângela Weber uma garota tímida e alta e Ben Chaney que também era um pouco calado. O resto do pessoal era um covil de cobras. Jessica tinha uma voz rouca que me lembrava a voz de Stacy ela parecia do tipo que gostava de fofoca. Lauren Mallory nos olhou com desdém nem falou muito com a gente quer dizer comigo, porque depois que minha prima disse que era chefe de líder de torcida elas viraram amigas de infância. Katie Marshall tinha um sorriso falso e me analisava a cada cinco minutos.
Quanto aos rapazes parecia que eu teria outra versão de Chad Cooper e seu secto, porque tudo que Newton falava era lei. Eric Yorkie e os demais garotos tirando Ben pareciam hienas rindo de tudo que o idiota falava. Ele gostava principalmente de tirar sarro da família Cullen, ao que parecia eles tinham se mudado no começo do ano letivo, mas não conseguiam se encaixar muito bem. 
– Vocês poderiam ser um pouco mais adultos e parar com isso, principalmente você Mike. - Ralhou Ben com eles. - Eles nunca fizeram nada com vocês. Não sei porque odeiam tanto a família do Dr. Cullen. - Sabia que conhecia esse sobrenome de algum lugar. Ao que parecia não eram só os quileutes que não gostavam da família do médico.
– De que lado você está? - Mike estava irritado. - Eles são estranhos e esquisitos.
– Isso é verdade. - Concordou a ruiva Katie. - Eles não são normais, acho que são alienígenas. - Os outros riram.
– Vocês só falam isso porque nenhum dos garotos que sair com você Katie. - Ângela, tinha parado de ler seu livro para entrar na conversa. - Por que da ultima vez Rosalie quase quebrou sua cara por ter convidado o namorado dela. E você Mike só tem raiva deles porque jogam melhor que você, e já teria perdido o titulo de capitão do time e se Edward Cullen o tivesse aceitado. - Ângela parecia tão irritada quanto Ben pela atitude dos colegas.
O sinal tocou e fomos para sala. Para minha sorte ou azar, não sei. Minha prima tinha o mesmo horário que eu.
Edward
Graças a Rosalie, chegamos atrasados na escola. Havia na uma expectativa diferente, nem quis me dar ao trabalho de saber o que era, já estava de saco cheio desse lugar. Hoje mesmo iria pedir para Carlisle me deixa desistir da escola.
Já era a hora do intervalo. E Alice estava muito quieta para meu gosto. Mas como sempre toda vez que eu ia tentar ver o que se passava ela bloqueava seus pensamentos. Estava pensando seriamente em matar as ultimas aulas e o resto do semestre.
Havia uma rodinha de garotos e garotas pelo que pude perceber nós tínhamos ganhado duas alunas novas. Que ótimo mais duas para ficar na minha bota.
A fofoqueira Jessica Stanley estava dando todos os detalhes da nossa família para as novatas, inclusive o fato de meus irmãos morarem juntos e namorarem. Elas achavam isso um escândalo, só porque impediam elas de dar em cima de Jasper e Emmett. Da ultima vez Rosalie fez uma ameaça nada singela a Katie Marshall e Lauren Mallory. Que graças a Deus desistiram de mim assim como Jessica.
Uma, das garotas espiaram por cima dos ombros dos novos amigos e arregalou os olhos. E eu também. Eu conhecia aquela garota, era Britanny prima de Bella, então se ela estava aqui...
“ Ah minha nossa é o gostoso do Edward. Será que aviso a Bella? Se eu convidá-lo para ir a minha festa será que ele vai? Espero que sim. Ai, eu o apresento como meu namorado para Stacy ver que dei a volta por cima.”
“ Até que vale a pena vir morar nesse fim de mundo. Nossa os irmãos também são gatos. Droga eles têm namoradas.”
Então Bella realmente estava aqui e a prima não queria falar para ela, que eu era o Edward Cullen? Eu ri. 
– Qual é a graça? - Perguntou Rosalie curiosa.
– Nada só as novas alunas. Por falar nelas. Alice por que não me disse que Bella viria para cá? 
– O que? - Emmett levantou da cadeira. - Bella está aqui? Onde? Vai contar tudo para ela hoje?
– É claro que não.
– Por que não Rose? Edward espera há tanto tempo por ela. - Jasper questionou.
– Você se esqueceu de um pequeno detalhe não é? A nossa regra. Não podemos revelar a ninguém o que somos. Você está querendo que os Volturi venham para cá. Eles adorariam encontrar a sua humana.
Era incrível como Rosalie conseguia estragar minha felicidade. Mas ela estava certa. Eu havia me esquecido completamente das leis Volturis. Eu não poderia contar nada para ela a não ser que quisesse transformá-la, mas eu não sabia se ela iria querer essa vida. Sem contar que a transformando quebraríamos nosso pacto de 70 anos com os Quileutes. Só havia uma pessoa que poderia me ajudar com esse dilema.
O intervalo passou e eu não tive chance nem coragem de ir falar com Bella, ao que parecia Mike Newton estava a cercando por todos os lados. E mais do que nunca eu quis da um soco na cara daquele moleque. Bella era minha. Eu ainda estava indeciso quanto a falar ou não com ela sobre o que eu sou, mas ela ainda era minha.
Cheguei na aula de biologia com o professor Molina. Sentei-me na minha carteira solitária - eu era o único que não tinha um par. Um tempo depois vejo entrando Newton, Yorkie, Ângela, Britanny e Bella.
“ Ai não acredito, teremos essa aula com ele e ele está sozinho espero que me escolham para fazer dupla com ele. Que tudo. Ainda bem que não deixei Bella vê-lo ainda.”
Mas que filha de uma mãe. Ela realmente fez de tudo para impedir que Bella me visse. Se ela acha que vai me conquistar com esse joguinho barato está muito enganada.
– Srta Swan. – O professor olhou uma papelada e depois falou. - Isabella Swan, você pode se sentar ali, ao lado do Sr. Cullen. - 
“ Como é? Que droga. Ela vai sentar logo do lado do anormal?” - Newton estava indignado e não era o único.
“ Mas que droga, vou pedir para Bella trocar comigo.”
– Britanny Swan Simpson. Aqui pode se sentar ao lado do Sr. Thompson. - O professor entregou um papel para ela e completou. - Lembrando que vocês não poderão trocar de dupla. Terá que ser a mesma dupla até o fim do ano. - Ótimo. Será que alguém se importaria se eu fizesse a dança da vitória?
Fiquei tanto tempo comemorando intimamente que nem notei a pessoa sentada do meu lado me olhando. Virei-me para encarar aqueles lindos olhos castanho mel, e deparei com um imenso sorriso. Então me lembrei de tudo que ela havia me dito na ultima conversa. Bella tinha dito com todas as letras que me amava que não importava quem eu era e aonde fosse ela estaria comigo.
– Surpreso em me ver aqui? - Ela perguntou sorrindo.
– Sim e muito. - Mentira, eu vasculhei a mente de todo mundo para saber como foi o primeiro dia dela. - E então vai ficar?
– Sim. - Sorrimos. - E você me deve uma conversa. Eu não esqueci. - Garota esperta, e de ótima memória.
– Eu vou falar Bella, mas não aqui não agora.
– E por que não? - Ela olhou para o livro e depois para mim novamente. - Eu finjo que estou doente e você me leva para casa e conversamos. - Eu ri.
– Não tem graça. - Ela disse seria. - Eu falei sério
– Eu sei, mas é que não te vejo cabulando aula. 
Eu queria contar tudo a ela, e acabar logo com isso, mas eu me lembrava toda hora dos Volturis nem gostaria de imaginar o que eles fariam se soubessem que eu havia revelado o segredo que eles tanto protegem.
– Eu vou contar Bella - Ela ergueu uma sobrancelhas, como se não acreditasse na minha palavra.
A aula passou rápido, Bella juntou rapidamente seus materiais e saiu junto com a prima, e as alcancei no corredor.
– Bella. - Ela olhou para trás. Merda a prima dela também estava lá não daria para conversar direito. - Bella, eu disse que ia te contar tudo e vou, mas não agora. Eu ainda não estou pronto.
– Tudo bem. - Ela falou calmamente. - Então, só volto a falar com você novamente, quando estiver pronto para me contar tudo.
– Bella você é louca? Tem algum problema com você? - A prima dela perguntou exasperada. Mas para minha surpresa Bella deu de ombros e saiu para sua ultima aula. O que deu nessa garota?
– Não ligue para ela Edward, a Bells é meio afetada. - Nossa com uma prima dessas... - Bom, daqui a suas semanas eu vou dar uma festa, minha super festa de 16 anos, ficaria muito feliz se você fosse. Convide seus irmãos também. - Ela me entregou um convite e saiu.
A semana se passou rapidamente e angustiante. Bella ainda não falava comigo, só nas aulas de biologia porque tínhamos que nos falar devido aos trabalhos. Britanny estava contando vantagem de que ficaria comigo em sua festa de aniversário. Na verdade ela queria me exibir para as amigas e o ex-namorado.
Eu havia falado com Carlisle sobre contar toda a verdade à Bella, contei também sobre a conversa que tivemos no dia que nos encontramos no shopping. Ele simplesmente me disse que se eu realmente a amava e se ela me amava, não havia o porquê não contar. Nem os Volturis podiam me impedir de ser feliz.
Então eu resolvi que contaria, e agora mais que nunca eu iria a festa de Britanny não para ficar com ela, mas porque eu me apresentaria como namorado da Bella. Na quinta-feira, eu fui para a escola decidido a falar com a Bella. 
Não tive chance de falar com ela, antes das aulas nem no intervalo. Então decidi apelar e propor a ela matar aula.
– Bella. - Ela me olhou. - Preciso falar com você.
– Tudo bem. - Ela me seguiu para fora da escola. Nos escondemos dentro do carro de Alice - agora eu era o único que não tinha “idade para dirigir” - para que ninguém nos visse.
– Bella, eu pensei muito. Eu não queria te dizer antes, não porque não confiava em você, nem por que eu não sinta o mesmo que você. Eu te amo e muito, desde a primeira vez que te vi, mas eu tinha medo da sua reação, se você vai continuar me amando depois que souber de tudo. Alem disso é perigoso para você.
– Por que você não experimenta me contar?
– Tudo bem. Bella. - Respirei fundo. - Bella eu sou um vampiro.
– O que? - Ela começou a rir. Ah, que ótimo, ela não acreditou em mim. - Ah, por favor, Edward. Fala sério.
– Eu estou falando sério. 
Ela balançou a cabeça e saiu do carro. Depois virou-se e falou:
– Quando você quiser me contar a verdade, me procure. 
Ela virou e saiu. Ótimo e agora o que eu teria que fazer provar? Mas como? Pelo menos não de uma forma que a assuste.
Bella
Eu juro que não queria ter feito aquilo com ele. Mas era um absurdo. Edward um vampiro. Não voltei para aula. Fiquei esperando minha prima no carro dela.
– Bells onde você estava hein? 
– Conversando com o Edward.
– Vocês ficaram?
– Não. 
Não entendi o porquê ela suspirou aliviada. Cheguei em casa e corri para o meu quarto. Liguei meu computador e pesquisei a apalavra “vampiro”. Eu me sentia uma idiota. Fiquei lendo tudo que pude, mas nada se caracterizava com os Cullens, a não ser a pele pálida, mas isso não era o problema eu mesmo era quase tão branca quanto eles.
Mas eu não pude ficar pensando muito nisso. Tinha muito que fazer, já que a festa da minha prima seria nesse sábado. As loiras sebosas viriam na sexta. Não acreditei quando minha prima disse que Stacy viria também. Ela havia roubado o posto e o namorado dela, assim que Brity se mudou.
A sexta-feira passou rápido. Minha prima foi receber as sebosas, Chad viria também já que voltou a namorar com Stacy. Eu queria fugir de casa era muita falsidade para o meu gosto. Ver todos os gritinhos histéricos de Stacy Roberts estava me deixando enjoada. Resolvi fazer trilha. 
Sai em direção à floresta sem rumo. Eu não fazia a mínima idéia de como voltar, mas não estava me importando muito. Eu só queria andar e ficar o mais longe possível daquele antro de projetos de Barbie e o bombado sem cérebro. 
Eu estava quase no meio da floresta. Quando ouvi um barulho alto e ensurdecedor, como se alguém estivesse batendo em algo. Segui em direção ao barulho, que apesar de ser alto estava muito longe.
Estava ficando mais perto do barulho. Afastei algumas samambaias e entrei em uma espécie de campina, foi quando eu vi. Não consegui falar nada nem arfar. Estava surpresa demais com o que eu via.
Edward
Eu estava confuso perdido, estressado. Bella não acreditou em mim. Rosalie me xingou o dia todo pelo fato de eu ter contado a ela. Fora que Mike Newton me deixou irado com suas piadinhas. Agora ele dizia que eu rejeitava todas as garotas por que eu era gay. Como eu não pude arrebentar a cabeça dele. Resolvi caçar. Emmett e Jasper foram comigo.
Jasper e Emmett estava brincando de lançamento de árvores. Eles arrancaram duas árvores e as lançavam, depois ia buscar. Emmett havia atraído um urso para mim. Eu estava lutando com ele tinha acabado de abatê-lo e já sugava seu sangue. Emmett se preparava para lançar sua árvore e Jasper tinha acabado de voltar. 
– Hã, Ed. - Jazz me chamou, eu olhei para ele e depois para onde ele estava olhando.
Parada, mais branca que o normal, com os olhos arregalados e a boca aberta estava Bella.
Se ela não acreditava em mim antes. Agora ela acredita.
– Uau, ela é mais bonita pessoalmente. - Emm disse divertido.
– Emm vamos indo. Preciso caçar. - Emmett assentiu para Jasper, que pegou a carcaça do urso e os dois saíram rapidamente, nos deixando sozinhos.
– Desculpe, não queria que tivesse visto isso. - Enquanto falava ia me aproximando dela. - Mas pelo menos agora você acredita em mim não é?
Ela piscou algumas vezes e balançou a cabeça. Bella estava arfando e não conseguia falar. Também pobrezinha não é todo dia que se vê uma cena como aquela.
– Você estava dizendo a verdade. - Foi o que ela conseguiu dizer.
– Sim.
– Então, quem tem que te pedir desculpas sou eu. Me desculpe.
– Tudo bem é mesmo meio insano. Quem iria acreditar? - Eu disse rindo.
– Então, agora você vai me contar tudo não é?
– Sim, tudo desde o começo, mas antes acho que temos que terminar uma coisa.
Ela olhou para mim como se questionasse “que coisa?”. Mas antes que ela abrisse a boca eu peguei em sua cintura. Senti a mesma descarga elétrica passar pelo meu corpo, de quando ela me beijou pela primeira vez. Ela pareceu sentir a mesma coisa, seu corpo estremeceu. Não sei se de medo que eu a machucasse. Ou se era temperatura do meu corpo. Inclinei meu rosto e toquei seus lábios com os meus. Era tão doce, tão incrível.
E o beijo que havia começado calmo, se tornou crescente a cada minuto. Eu a apertei mais em meus braços a tirando do chão. E ao mesmo tempo tendo que me lembrar que era muito mais forte que ela, para não machucá-la. Mas ela parecia não se importa ela apertou seus braços em meu pescoço e a única coisa que eu queria pensar naquele momento. É que eu estava beijando a minha garotinha. A minha Bella. A mulher que eu amo.

terça-feira, setembro 02, 2014

Fanfic A Fera Vermelha – Capítulo IX

Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo

A Fera Vermelha

Capítulo IX

— Lá estão eles.

Ao ouvir o anúncio de Quil, Isabella olhou na direção indicada por ele. Sua única restrição era a corda que a mantinha presa à carroça pela cintura. Como o nó estava bem perto de Quil, ela não tinha nenhuma chance de se soltar, e duvidava de que pensasse em tentar, quaisquer que fossem as possibilidades. Saltar de uma carroça em alta velocidade seria um risco maior do que se dispunha a assumir. Porém, quando viu Aro Volturi, ela contemplou essa ação por um instante, pensando que talvez fosse dos males o menor.

A carroça parou na entrada de um acampamento. Lá estava Aro. Ela notou que o homem tinha no máximo duas dúzias de homens armados, garantindo sua segurança. Quando Alec e Volturi se aproximaram da carroça para estudá-la, ela os encarou com ousadia e firmeza. O olhar de Volturi fixo em seu ventre a assustou, mas ela tentou esconder o medo. Alec parecia perplexo. Ela disse a si mesma que estava se concentrando em algo sem importância. Era Volturi que devia observar. Ele era o líder.