sábado, outubro 04, 2014

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capítulo 27


Autora: Giis Vieira

 Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

 Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência




Capítulo 27

POV HARRY CLEARWATER

Ouvir aquelas palavras, vindas da boca de minha própria filha, foi como se meu coração tivesse sido partido ao meio. Como se ele tivesse sido perfurado com um ferro em brasas.

Doía-me vê-la ser abraçada e amparada por outro homem. Tratar, amor e respeitá-lo como pai, enquanto eu só recebia seu ódio e desprezo.

Tive uma imensa vontade de ir até aquela garota mimada e dar-lhe uma boa surra para aprender a me respeitar. Mas eu não poderia fazer isso, não tinha o direito de fazê-lo. Não poderia culpá-la por não gostar de mim, final de contas até há algumas semanas eu nem sabia como ela era, nem ao menos sabia que nome Sue havia lhe dado. Porem alguém tinha culpa.

Quem eu deveria culpar?

Culparia Sue sempre tão doce e dedicada enquanto fora casada comigo? Que segundo Billy ela sofreu durante três meses, esperando minha volta com alguma explicação que ela perdoaria, e ao invés disso recebeu os documentos do pedido de divorcio. A mulher que eu havia deixado sem nada, cuja única coisa que sobrou de mim foi a filha. Não. Nunca poderia culpá-la. Ela era uma vitima também.

Culparia Arthur que sempre fora meu amigo? Deveria culpá-lo, por ter casado com Sue, criado minha filha como se fosse dele? Não. Eu também não poderia culpá-lo. Ele quem estendeu a mão à Sue, que a apoiou. Sempre esteve ao lado de Leah em todos os momentos da vida dela. Pelo que eu pude perceber, tanto ela quanto Sue eram tratadas como rainhas. Por isso eu não poderia culpá-lo nunca, eu tinha que ser eternamente grato a ele.

Tinha que reconhecer que o grande culpado era eu, mas eu não tinha que carregar toda essa culpa sozinho. Então eu a vi. A mulher que me fez cometer todos os erros que cometi, me seduziu, me chantageou e ameaçou, fazendo com que eu abandonasse minha esposa em trabalho de parto. A mulher que disse que esperava um filho meu, para fazer-me fugir com ela, e depois fugiu com outro roubando todo o meu dinheiro, que eu havia tirado da minha filha e da minha esposa. Eu a reconheci imediatamente. Mesmo ela tendo envelhecido um pouco. Mas sei que a teria reconhecido, mesmo que tivesse se passado 50 anos. Ela continuava com o mesmo jeito de vadia apesar de tentar se passar por uma dama. Agora tinha outro idiota para ela explorar. Faria ele lhe dar jóias, carros, roupas caras e em troca receberia chifres, e depois o roubaria e fugiria com um outro qualquer.

Ela era a verdadeira culpada. E ela teria que pagar. Agora era a hora da vingança. Depois de 17 anos procurando-a sem descanso, não poderia desperdiçar minha chance.

Nem tinha percebido que eu já estava indo em direção a vagabunda. Ela olhava-me assustada, e eu estava ver o pavor em seus olhos. Parei ao lado de sua cadeira, que estava entre duas garotas - uma loira e uma morena -, não as reconheci.

Sem nenhum aviso dei-lhe um soco na boca, fazendo-a sangrar. Ela gritou. Ouvi mais dois gritos, mas não me dei ao trabalho de ver de quem eram, porque me concentrava em acertar outro soco na boca dela. Tive o prazer de vê-la sangrar, mas ainda era pouco. A peguei pelo cabelo com uma mão e com a outra comecei a esbofeteá-la na face. Nem percebi a confusão ao nosso redor. Eu só queria provocar à ela muita dor. Por mais que tentassem não conseguiam desgrudar-me da vadia. Mas era pouco, eu ainda não estava satisfeito. Comecei a apertar o pescoço com as duas mãos.

Ela me arranhava e me batia. Inútil. Nada me faria parar. Eu só pararia quando o coração pútrido dela parasse de bater.

Havia muita gritaria, porem eu não pararia agora, ela já estava ficando sem ar. Ótimo. Em poucos minutos estaria tudo acabado. O mundo não precisava de um lixo toxico como ela.

Eu sentia as pessoas tentando afastar-me dela, só que não tinham sucesso. Até que senti mãos abrasadoras e fortes segurar-me com tamanha força que eu não conseguia resistir, fui afrouxando aos poucos as mãos do pescoço da vagabunda. Mas eu não queria soltar. Eu tinha que eliminá-la.

Usei toda a minha força para me soltar, de quem estava me segurando, mas a pessoa voltou a apertar meu braço com mais força, e novamente tentei me livrar. Na ultima tentativa, meu braço se soltou dos da pessoa e acabou acertando com força o rosto da menina de cabelos escuros. A pancada foi tão forte que a garota caiu no chão.

Ouve outra gritaria para socorrer a garota.

–- Já chega Harry! - Ouvi a voz do velho Quil. - Paul, ajude Jacob a levá-lo para o carro.

Deixei que me levassem enquanto saiamos pude ver o babaca que vive com ela, correr para socorrê-la. Jake e Paul me guiaram até o carro e ficaram esperando do lado de fora enquanto Quil não vinha. Enquanto esperávamos, pude ver uma figura baixa e esguia se aproximar. Levei um susto ao constatar que a mulher elegante era Sue.

Ela estava tão diferente da Sue com quem me casei. Agora ela vestia vestidos de seda, saltos, jóias caras e se maquiava. Estava mais bonita do que quando era mais nova.

Sue aproximou-se dos garotos e falou algo, eles assentiram e se retiraram. Ela entrou no carro sentando-se ao meu lado.

–- O que foi aquilo Harry? - Sua voz não tinha censura, nem raiva, só uma profunda tristeza.

–- Ela tinha que pagar por tudo o que fez a você e a Leah.

–- Ela fez? - Perguntou cética. - Você tem tanta culpa quanto ela Harry. Os dois erraram.

–- Eu só fui embora, porque ela me obrigou, chantageou, disse que faria um escândalo. Que estava esperando um filho meu...

Nessa hora Sue gargalhou, mas não foi de humor. Foi de ironia.

–- Eu não sei se sinto pena ou raiva de você, Harry. - Disse seca. - Ninguém faz nada obrigado, muito menos em caso como esse. Eu também estava grávida, na verdade eu já estava em trabalho de parto e nem por isso você preferiu a mim e sua filha. Se realmente se importasse com a gente não teria cedido à chantagem alguma. Ela fez a mesma coisa com David Simpson e olha que ela estava grávida de verdade, mas ele não cedeu às chantagens dela, só assumiu a criança.

Ela olhou para baixa seus olhos enchendo de lagrimas, tive vontade de consolá-la. Mas achei que seria pior se o fizesse.

–- Por que voltou Harry? - Ela perguntou depois de alguns minutos de silencio.

–- Eu só queria reparar meu erro, achei que...

–- Que você voltaria e eu estaria te esperando de braços abertos, como se nada tivesse acontecido? - Ela me interrompeu. - Eu fiz isso por três meses Harry. Mas eu tinha uma filha pequena, tinha que pensar nela.

–- Então seu casamento com Arthur...

–- Não me casei por interesse, se é o que iria dizer.

–- Ah, não?

–- Não. - Falou com firmeza. Não tinha como duvidar dela. - Logo quando comecei a sentir a dores do parto e fui levada ao hospital, tentaram entrar em contato com você de todas as maneiras. Eu nem fazia idéia que você já tinha ido embora. - Ela suspirou. - Bem. Como não te acharam nem em casa, nem na empresa. Pedi para ligarem para o Billy, tinha esperança que você estivesse com ele. Billy foi imediatamente para o hospital, junto com o Arty, Charlie e Renée que estavam na casa dele na hora.

“ Billy e Charlie foram atrás de você, mas Arty ficou enquanto eu dava à luz. Foi ele quem a segurou, e se apaixonou por ela, assim que a pegou nos braços. Depois que voltei para casa fiquei sabendo que você tinha ido embora com Claire. Não me contaram toda a verdade, nem os detalhes, na época eu estava muito frágil. Ainda não acreditava que você realmente havia me deixado. Quer dizer, eu desconfiava que vocês dois tivessem algo, mas nunca achei que fossem capazes de fugirem para ficarem juntos. Não imaginava que você me deixaria.”

Fechei os olhos me odiando, por ter ido embora. Por tê-la deixa em um momento tão importante, para ter fugido com a vagabunda.

–- E depois?

–- Depois eu te esperei por três meses e meio. Eu não comia, não dormia só esperando você entrar pela porta de casa dizendo que estava arrependido. Arty, Charlie, Renée e o Sr. e Sra. Swan sempre iam nos visitar, ver como estávamos e mimar um pouco a Leah, eles eram loucos por ela, principalmente Arty. Mas eu ainda tinha esperança que você voltasse. Então recebi os documentos de pedido de divórcio, foi quando eu despertei e percebi que você não voltaria.

“ Voltar a realidade foi a parte mais difícil. Eu não tinha parentes por perto, nunca havia trabalhado, estava sem dinheiro e ainda tinha uma filha pequena, que nem ao menos havia registrado. Então Arty se propôs a dar o nome dele à ela e uma pensão. Mas foi só depois de alguns meses que nos casamos. Nesse época Claire já havia voltado e tinha engravidado de David Simpson, a mulher dele soube e fez um escândalo, ela teve que sair da cidade, foi morar com Charlie e Renée no Arizona.”

Ficamos em silencio por um tempo.

–- Vocês vão sempre me odiar não é mesmo?

–- Eu não te odeio Harry, não mesmo. Nem mesmo odeio Claire, apesar de tudo. Eu já perdoei vocês de coração. Apesar de tudo o que sofri, se isso não tivesse acontecido, jamais teria descoberto o homem maravilhoso que Arty é, nem teria tido meu Seth. Mas com Leah vai ser meio complicado. Ela tem um gênio muito forte, e não é bom ela estar passando nervoso no estado dela.

Que absurdo, a menina ainda nem tinha completado 17 anos e já estava grávida e noiva. E todos achavam isso tudo lindo.

–- Você é feliz?

–- Sim, muito. - Ela olhou para mim, e recomeçou a falar. - Harry eu quero te pedir um favor. - Assenti. - Por favor, não force a barra com Leah, nem sua presença. Não tente se intrometer na vida dela, nem bancar o pai super protetor, que você sabe que não é. - Isso doeu no fundo da minha alma. - Deixa as coisas fluir. Tudo tem seu tempo.

–- Tudo bem. Mais alguma coisa? - Perguntei carrancudo. Que idéia é essa? Querer-me longe da minha filha. Absurdo.

Sue olhou para fora, onde estava parada uma figura alta, que logo reconheci. Era Arthur meu ex melhor amigo, e agora marido da minha ex- esposa. E o pior pai da minha filha.

–- Não é só. Eu vou indo. Cuide-se Harry. - Disse e saiu do carro.

A segui com o olhar. Sue foi ao encontro de Arthur, os dois se abraçaram e foram rumo a casa de mãos dadas. Felizes. Parecia um casal de namorados.

Eu não sabia o porquê, mas senti muita raiva naquele momento. Era como se eu quisesse estar no lugar dele. Ser amado e respeitado por Sue e Leah. Reconheci imediatamente o significado. Eu estava com ciúmes, e muita inveja da felicidade deles. Repreendi-me imediatamente. Afinal de contas eu era o responsável pelo o que estava passando.

Bella

Não estava com um pingo de vontade de acordar, mas eu sentia incomodo demais para continuar dormindo. Meu rosto ardia e latejava - resultado da pancada de ontem. Porem não era só essa dor que me incomodava. Eu reconhecia essa dorzinha chata em meu ventre. Uma dorzinha chara que aprendi a conviver desde quando tive minha primeira menstruação há quase dois anos atrás. Eu estava com cólicas - que aumentava a cada segundo - isso significava uma coisa, e eu não queria nem pensar, já que namorava um vampiro.

Abri os olhos e olhei ao meu redor. Tomei um susto ao constatar que não estava no meu quarto. Provavelmente eu estava na casa de tio Arty.

Ao me mover na cama percebi que havia mais alguém comigo ali. Olhei para a figura adormecida de Britanny. Levantei-me rapidamente. Um erro. Minha cólica aumentou mais ainda, minha cabeça doeu, senti vertigem e cai no chão com um baque, graças ao meu equilíbrio maravilhoso - do que adianta anos de balé? O barulho acabou despertou Britanny que levantou assustada.

Descemos para sala, algum depois - quer dizer depois dela se acabar de rir da minha cara. Como havia suspeitado estava na casa de tio Arty. Ouvimos vozes vindas da cozinha e fomos para lá, onde Sue e nosso tio tomavam café.

Sue foi pegar algo em cima da bancada e acenou para eu ir até ela. Enquanto Britanny era abraçado por tio Arty. Fui até Sue e ela colocou uma compressa de ervas em meu rosto, me prevenindo que a dor desapareceria em poucos minutos e preveniria hematomas. O que era ótimo já que eu era extremamente branca.

–- Sabe eu tenho vontade de socar Harry. - Disse meu tio olhando para Sue que me ajudava a me sentar com a compressa no rosto. - Não que Claire não seja culpada de alguma coisa, mas ele poderia ter resolvido tudo conversando não acha? Eu fiquei horrorizado com a atitude dele, ainda mais na frente das crianças. - Ele deu um suspiro. - Ele quase matou minha irmã, acabou com a festa da nossa filha e acertou o rosto de Bella que não tinha nada a ver com a historia.

Ele sorveu alguns goles de café e depois olhou para mim, como se também estivesse sentindo a mesma dor que eu.

–- Bella, meu bem. Que diabos você estava fazendo tão perto da confusão? - Perguntou ele ainda com aquela cara de dor.

–- Uhm... Eu não sei bem. Não consegui me mover. Fiquei em choque eu acho. Na verdade eu nem senti a pancada. - E era a mais pura verdade, eu não senti quando fui nocauteada, nem sei quem me levou para o quarto. Quando voltei a minha consciência já era hora de acordar.

–- Eu sei como é - disse Britanny fungando. Seus olhos verdes ficaram marejados - eu também não consegui me mexer. É horrível presenciar alguém, que você nunca viu na vida, espancando e depois tentando matar sua mãe. Eu sei que ela nunca foi santa, e o que ela fez a Sue foi horrível, mas ela já pagou por tudo, e ainda está pagando pelos erros que cometeu. Já basta o que Renée falou naquele dia. Não há castigo pior que o remorso. Do que sua consciência martelando todos os dias, lembrando tudo o que você fez de errado.

Dei graças por meu rosto estar tampado com a compressa, porque eu estava boquiaberta. Desde quando Britanny era coerente? Talvez fosse por isso, que ela desistiu de tentar me ferrar e me afastar de Edward. Ela percebeu que estava ficando igual a mãe. E não queria ter o mesmo sofrimento de minha tia.

–- Oh, minha querida - disse tio Arty abraçando-a, enquanto ela soluçava - não fique assim. Já passou. Vai ficar tudo bem.

Ela soluçou por mais alguns minutos. Depois que Britanny tomou café, foi para casa se arrumar e pegar o carro para ir à escola. Eu por outro lado não estava tão bem assim. Mas Britanny prometeu me passar todas as matérias que eu perderia. Sempre odiei perder aula, seja qual fosse o motivo, mas nas minhas condições era melhor ficar em casa.

–- Bella tem certeza que está bem? - Perguntou meu tio mais uma vez.

–- Sim, minha cólica ta doendo mais que meu rosto. - Respondi sem jeito.

–- Tudo bem Arty pode ir, eu cuido dela. - Eles se despediram na porta. E depois Sue ainda o acompanhou até o carro. Era tão romântico.

–- Bem, Bella. - Disse Sue assim que voltou. - Vou te dar um chá e você pode voltar a dormir no quarto de Leah, quando acordar vai estar nova em folha. Enquanto isso, irei cuidar de Claire.

Fiquei-me perguntando se a bondade de Sue não tinha tamanho. Ela perdoou e recebeu a mulher que roubou-lhe o marido enquanto dava à luz a filha, assim como o havia perdoado também. E agora estava indo cuidar da mesma mulher.

Sue me acompanhou até o quarto de Leah, ela me deu o chá que bebi em um gole só, porque era mais que amargo. Sue riu da minha careta e depois se retirou levando a xícara. Levei apenas alguns instantes para apagar, só o tempo de me deitar e me cobrir.

POV Sue Swan

Já fazia algum tempo que tinha deixado no quarto. Provavelmente ela estaria dormindo, por causa do efeito do chá que lhe dei, mas pelo menos ela não sentiria mais dor quando acordasse.

Fui para a cozinha começar os preparativos para o almoço, como havia dado folga à empregada tive que iniciar tudo mais cedo. Subi mais uma vez até o quarto de Leah e coloquei outra compressa de ervas no rosto de Bella. Olhei mais uma vez para seu rosto adormecido e sorri, ela parecia um bebe enquanto dormia. Tão parecida com Charlie e Arty. Lembro-me de quando ela era novinha, costumávamos levar as três garotas para passear. E Arty dizia que eram todas dele - de certa forma eram.

Enquanto a observava dormir, fiquei imaginando por todo o sofrimento que essa criança deve ter passado. Perdeu o pai cedo, teve que conviver com uma mãe negligente e um padrasto pedófilo e aproveitador. E como se isso não fosse o bastante foi expulsa de casa pela mãe maluca depois de ser quase violentada pelo crápula do marido da própria. E agora tem que lidar com uma capaz de fazer qualquer coisa para prejudicá-la e ficar com o namorado dela, que é um vampiro, mas acho que esse fato é o menos preocupante.

Era engraçado como minha historia era parecida com a dela e a de Leah pelo menos em uma parte. Enquanto Bella e Leah têm que conviver com primas invejosas, que a todo custo tentam puxar o tapete delas. Pelo menos os namorados delas as amam o suficiente para não se deixarem levar, apesar de Sam ser extremamente ingênuo e não ver as reais intenções de Emily. Edward é um leitor de mentes pelo menos, e mesmo que não fosse os vampiros tem um detector natural de mentiras.

Era estranho ouvir todas as historias sobre vampiros quando criança, e agora uma de minhas sobrinhas namora um e eu nem me abalo.

Suspiro.

Voltando as historias de minha filha e minhas sobrinhas, quase parecida com a minha. A diferença é que Emily e Britanny, não agiam com cautela, na verdade elas fazem as coisas nas vistas então fica fácil para as vitimas ficarem com o pé atrás. Claire não, ela planejava tudo, se fazia de amiga próxima, enquanto dava o bote. Como desconfiar de alguém que você praticamente cresceu junto, cujos irmãos eram seus melhores amigos?

Apesar de prometer a mim mesma esquecer tudo e perdoar, eu tinha todos os detalhes em minha mente.

Flash Back

“ Fazia mais de quatro anos, que eu saíra de La Push com meus pais e irmãos, para morar na reserva Makah, onde viviam meus avôs. Lá reencontrei com um amigo de infância: Harry Clearwater. Ele era primo em terceiro grau de um dos meus melhores amigos Billy Black, e apesar de não tê-lo reconhecido de imediato, ele me reconheceu.

Conversávamos muito sobre nossa infância em La Push, sobre Billy que eu considerava com irmão e os gêmeos Swan, duas pestes em forma de garotos que eu odiava, mas com o tempo aprendi a gostar.

Harry foi embora alguns meses depois de nos conhecer. Mas logo depois Claire a Irma caçula dos gêmeos diabólicos se juntou ao grupo. E apesar de sempre fazermos coisas de garotos não reclamávamos, na verdade até gostava e na maioria das vezes nos saiamos bem melhor que os garotos.

Infelizmente antes de chegar ao colegial tive que abandonar meus amigos indo morar na reserva Makah. Quando estava no penúltimo ano do colegial, Harry e eu nos reencontramos em uma das férias de verão que ele foi passar com a família. Começamos a namorar poucas semanas depois. Ele fazia faculdade de Administração de Empresas na Universidade de Yale. Harry ia me visitar quase todos os finais de semana, todos os feriados e férias.

Quando faltavam só dois anos para ele se formar e poucos meses para eu terminar o colegial ele me pediu em casamento, nos casaríamos assim que ele se formasse, por isso quando terminei o colegial optei para fazer apenas um curso técnico.

Uma semana após a formatura de Harry, foi o nosso casamento. Quase um ano depois voltamos para La Push. Harry havia assumido a administração de uma empresa em Port Angeles, ele tinha um bom salário então pudemos viver com conforto.

Quando chegamos reencontramos nossos velhos amigos, Billy havia se casado e já tinha duas filhas - as gêmeas Rachel e Rebecca. Os gêmeos estavam cursando direito na UCLA, lá Charlie conheceu Renée, estudante de literatura e eles haviam se casado em Las Vegas. Charlie continuava a mesma peste, brincalhão, tirava sarro de todos e um excelente piadista, por outro lado Arty estava mudado, adquirira uma postura mais seria. Não havia se casado, dizia que queria terminar primeiro os estudos, fazer suas especializações, se firmar na carreira de promotor, que era seu sonho. Quem me surpreendeu foi Claire, ela estava completamente diferente, seus cabelos castanhos agora estavam loiros, usava muita maquiagem e batom bem vermelho, saltos e vestidos curtíssimos. Ela havia me abraçado forte e olhado de um jeito estranho para Harry, mas não me importei, talvez ela só estivesse tentando se lembrar dele. Harry também a olhou, como quem examinava. Mas eu não o culpava, todos os homens olhavam para ela daquele jeito, pelas roupas e a maneira que ela andava, quando soube o que havia acontecido a poucos anos depois que fui embora entendi.

Eu não era muito vaidosa, fui criada para seguir a tradição do meu povo. Fui criada para dar valor aos princípios, meus pais eram assim. Por isso, não me importava quando Harry sempre falava que Claire era diferente das mulheres que ele já viu. Claro ele estava acostumado com as mulheres da reserva que foram criadas da mesma maneira do que eu.

Harry mandou fazer uma casa grande e luxuosa para os padrões de casas em La Push, mesmo eu sempre insistindo para ele, que uma casa simples era o suficiente. Claire freqüentava bastante minha casa dizendo que estava com saudades e sempre me perguntava como era minha vida de casada e como conheci Harry. Estava tudo indo tudo muito bem.

Alguns meses depois de estarmos bem estabelecidos em La Push, Harry comentou que precisava de uma secretaria para ajudá-lo, ele não podia ficar abusando muito das outras que já tinham muito trabalho acumulado. Havia comentado o fato com Claire e ela logo se ofereceu para o cargo alegando, que não agüentava mais os pais jogando na cara dela, que ela não fazia nada. Foi quando tudo começou a mudar. Harry agia de maneira estranha comigo, chegava tarde, ou como muitas vezes não chegava. Claire também estava estranha, as vezes quando eu ligava para saber de meu marido ela sempre dizia que ele não poderia atender, porque estava em alguma reunião. Foram pouquíssimas vezes que ele tinha tempo para ficar comigo, e em uma dessas pouquíssimas vezes concebemos Leah. “



Fechei e abri os olhos duas vezes voltando à realidade. Sai do quarto para deixar Bella dormir mais a vontade. Voltei para a cozinha a fim de preparar um chá e compressas de ervas para por nas feridas de Claire. A pesar de hoje ser completamente diferente da menina que era naquela época, ainda levava muito a serio os costumes de meu povo e guardava todos os ensinamentos, principalmente os de cura. Quando passei pela sala vi uma foto minha e de Leah em cima da lareira. A foto havia sido tirada logo após eu dar à luz a ela. Eu nem fazia idéia que meu marido tinha sumido com a pessoa que considerava minha melhor amiga. Na verdade ele nunca ligou para ela, nem quando estava na barriga.

Lembrei-me de quando contei a ele sobre a gravidez.

Flash Back

“ Já fazia algum tempo que eu estava me sentindo mal. Para piorar tudo meu marido quase não vinha para casa. Eu não queria pensar no que ele estava fazendo de errado, por mais que as pessoas me alertassem sobre a fama de Claire, que não estava muito boa, eu preferia me fazer de surda. Então passava a maior parte do tempo naquela casa enorme.

Num dia raro de sol em Forks, acordei muito mal. Eu já estava enjoando à dias e minhas regras não desceram, eu não queria ter esperanças, mas os sintomas já estavam mais que confirmatórios. Para conforto de consciência fui ao medico e fiz o exame, que deu positivo. Fiquei exuberante. Comprei flores e enfeitei toda a casa fiz um jantar maravilhoso, aproveitando que Harry voltaria para casa. Estaria tudo pronto para dar a ele a melhor noticia de nossas vidas.

Estávamos comendo a sobremesa que eu fiz. Harry havia elogiado muito o jantar, dizendo que não tinha muitas mulheres como eu no mundo. Agora era a hora da verdade. Olhei para ele sorrindo e ele retribuiu.

–- Harry adivinha só? - Comecei contente.

–- O que há? Por que está tão radiante assim? - Perguntou ele meio indiferente, mas não deixei que seu estresse abalasse minha felicidade.

–- Hoje fui ao médico - ele me olhava com cautela - fiz alguns exames. E descobri que estou grávida não é ótimo. - Achei que iria sair pulando, mas sua cara de indiferença foi a pior coisa.

–- Grávida? Grávida Sue? - Ele parecia transtornado, e incrédulo. - Sabe que não é uma hora boa para ter filhos.

–- Como assim não é uma hora boa Harry? - Perguntei chocada. - Você está mais do que firme na empresa ela é praticamente sua, temos uma renda boa, uma casa enorme. É claro que é uma hora boa. Achei que queria ter filhos.

–- Sue, não vou discutir com você. - Foi só o que ele me disse.

Depois desse dia as coisas esfriaram totalmente. Billy e os outros ficaram super feliz, mas achei ter visto uma pouco de aversão da parte de Claire. Passei praticamente minha gestação sozinha. Harry sempre chegava tarde de mais ou como agora na maioria das vezes fazia sumia. O engraçado que Claire também sumia. Quem sempre me acompanhava era Janet a esposa de Billy ou a Sra. Swan, às vezes eu notava nela um olhar de pena e compaixão. E assim foi até à hora do parto. Nesse dia Harry tinha ido para casa ele estava estranho, foi a primeira vez que ele perguntou sobre o bebê. Achei estranho porque ele nem ligou quando falei que seria uma menina.

Ele saiu para a empresa dizendo que voltaria para conversarmos. Algumas horas depois comecei a sentir dor. Fui levada ao hospital pela esposa do Sr. Ateara. E quando cheguei ao hospital pedi que ligassem para meu marido na empresa, mas não o acharam lá, nem em casa, nem no banco onde ele costumava fazer transações para a empresa. Enquanto isso as dores aumentavam e não dava mais para esperar. Pedi para que ligassem para o Billy na esperança dele estar lá. Alguns minutos depois Billy apareceu com Arty, Charlie e a esposa.

Billy e Charlie foram procurar Harry, Arty ficou comigo na sala de parto enquanto Renée tentava desesperadamente entrar em contato com alguém da minha família.

Algum tempo depois estava tudo acabado. Leah havia nascido. Vi quando Arty a pegou no colo para entregá-la a mim. Ela era tão lindo cabelos negros e lisos, pele castanhos avermelhada como a minha. Quando voltei para casa dois dias depois, percebi que estavam todos estranhos, me entregaram uma carta de Harry dizendo que tinha ido embora, porque ele não era feliz comigo. Havia mais alguma coisa, mas ninguém ousou me contar. Eu não queria acreditar, gritei com todos e disse que aquilo era pura mentira. Então comecei a vigília durante três meses esperando Harry voltar.

Eu não queria dormir, não queria comer. Às vezes comia algo, só para ter algum nutriente na hora de alimentar minha filha. Nem percebia as pessoas a minha volta. Foi em um desses dias, que eu estava na varanda esperando Ele voltar, quando recebi o documento de pedido de divorcio, fiquei desesperada quando li. Então me contaram o que havia acontecido de verdade e o porquê ele havia me deixado. Alguns dias mais tarde chegaram um oficial de justiça junto com o dono da empresa onde Harry trabalhava, dizendo que ele havia dado um desfalque enorme na empresa. Liguei para o banco onde nós tínhamos uma conta conjunta e lá o gerente me disse que Harry havia pegado todo o dinheiro e fechado a conta. Fui ao chão. Nesse dia percebi que eu tinha uma filha pequena, meu marido havia me deixado sem nada, e para completar veio outro funcionário de um banco dizendo que tomaria minha casa porque havia dividas não paga.

Foi nesse momento que Arty se ofereceu para registrar minha filha com o nome dele, assim ela teria direito de receber uma pensão. Quando a hipoteca da casa foi executada o Sr. e Sra. Swan me levaram para morar com eles, enquanto Arty estudava em Los Angeles. Pensei que eles estavam com remorso pelo que a filha havia feito, mas depois descobri, eles realmente gostavam de mim e de Leah - o nome que Arty havia escolhido para ela.

Mais três meses se passaram. Arty havia vindo passar um feriado na casa dos pais, foi quando ele se declarou para mim e pediu minha mão em casamento. Os pais deles ficaram frenéticos de alegria, assim como o irmão. Só meus pais não gostaram muito. Mas depois que expliquei a historia de Harry, eles aceitaram. Nós casaríamos dentro de algumas semanas. Faltando uma semana para o casamento e dois meses para Leah completar um aninho de vida. Claire voltou para a casa dos pais, se dizendo arrependida. Na época eu mal olhava na cara dela, a Sra. Swan não me recriminava por isso, ela sabia a filha que tinha. Depois do casamento eu disse a todos o meu desejo de voltar a estudar. Ela me aconselhou a estudar na UCLA junto com os filhos, mas como não queria me afastar de Leah e nem afastá-la dos avôs. Decidir cursar Relações Publicas e organização de Eventos na Seattle University, Arty pediu transferência para lá também. Dois anos e meio depois que nos casamos e já tínhamos nossa própria casa perto da dos pais deles, tivemos nosso Seth.”

Fiquei olhando para uma foto que tinha Arty, Leah e eu com um barrigão brincando na neve. Eu era feliz agora, apesar de todo o sofrimento que passei, tive meu final feliz com meu príncipe encantado. E até uma fada madrinha sim porque Helena Swan, não foi uma sogra e sim uma fada. Ela me ensinou muitas coisas e me deu muitas dicas. Principalmente de moda e beleza. Muita gente da reserva me criticou pela mudança, mas o importante é o que eu levo comigo em meu coração.

Parei de pensar na vida e subi para o quarto, quanto mais cedo eu colocasse as compressas em Claire mais fácil seria de curar os hematomas.

POV Claire Swan

Eu devia estar pagando por todos os meus pecados. Por tudo que fiz aos meus pais, o que á Sue e Leah, à minha filha e aos meus outros filhos que não deixei nascer. Por todos os erros que cometi e acho que pelos que ainda cometerei.

Meu corpo doía cada centímetro. Aquele filho da mãe desgraçado havia conseguido acabar comigo. Ele era muito petulante de vir aqui e querer reivindicar direito a paternidade que ele sempre renegou. Eu sei que errei, mas pelo menos me redimi, pedi perdão a Sue e a Leah. Paguei por todos os meus erros e provavelmente ainda vou pagar.

Minha cabeça doía tanto que não sabia mais o que era sonho ou realidade. Então as lembranças que sempre tentava manter guardadas vieram a tona.

Flash Back

“ Fazia algum tempo que Billy havia nos dado a noticia que Sue voltaria para La Push e casada. Eu não acreditava que ela havia se casado. Meus irmãos e a mulher insuportável de Charlie - oh mulher intrometida, falsa e metida a querer agradar a todos, aposto que ela prestava tanto quanto eu - resolveram preparar uma festa de boas vindas. Decidi me arrumar para ir até a reserva.

Quando estávamos a caminho vi muitos olhares cobiçosos, invejosos e reprovadores. As mulheres dessa cidade nojenta me chamavam de devassa. Só por causa das minhas roupas mega curtas e maquiagem forte. Mas eu nem ligava sabia que era tudo ciúmes. No fundo elas queriam ser iguais a mim.

Quando chegamos à casa que Sue moraria com o marido fiquei deslumbrada. Era uma casa linda, luxuosa demais para os padrões de La Push. Fui apresentada ao marido. Claro como todo homem ele me deu uma secada daquelas. Ele também não era mal. Muito bonito por sinal. Sue me contou sobre o trabalho dele. Ao que parecia seria responsável por administrar uma empresa em Port Angeles, com certeza o salário dele devia ser muito alto. Julgando pela casa que ele mandou construir. Entretanto Sue não combinava com aquele lugar. Ela era linda não podia negar. Cabelos lisos, longos e pretos, pele morena. Uma coisa que chamava bastante atenção era seu corpo. Sua cintura era super fina, a barriga lisa chapada, quadris lardos, coxas grossas, bumbum redondinho e o que toda mulher deseja seios fartos, mas minha querida amiga não sabia valorizar seus atributos. Vestida em um simples vestido azul claro e uma sapatilha baixa.

Passei a observar o casal, ele parecia super apaixonado por ela. E a olhava diferente de todos os caras me olhavam. Eu queria aquilo, não só um homem apaixonado por mim, mas eu queria a casa, o dinheiro e a vida que Sue parecia não ligar. Por isso fiquei bem próxima do casal, como uma verdadeira amiga. Depois de um tempo percebi o interesse de Harry por mim, era hora de colocar meu plano em pratica. Tinha uma amiga minha que havia começado a trabalhar lá como recepcionista e me passou todos os horários dele. Sempre dava um jeito de me encontrar com ele. E em poucas semanas começamos ter um caso. Harry ficava mais tempo comigo do que com Sue. E como pretexto dizendo que queria ficar mais perto, mas na verdade era para controlar mais ele. Havia muitas biscates de olho também. Decidi que iria trabalhar como secretaria dele. Ele deu uma desculpa qualquer a Sue para eu entrar na empresa.

Estávamos cada vez mais envolvidos. E como sempre ele ficava mais comigo do que com a própria esposa. Mas eu não gostava quando ele ia ficar com ela, sem como os homens são ainda mais com Sue sendo tão bonita. Agia como se fosse a esposa e não amante. E sempre que Sue ligava nunca passava as ligações, dizendo que ele estava ocupado e não podia atender. Ela era tão ingênua que acreditava.

Um dia quando tínhamos acabado de fazer sexo na mesa de seu escritório, ele disse uma coisa que me deixou sem chão.

–- Sue está grávida. - Ele disse, e apesar de tentar parecer indiferente. Ele não conseguia esconder a felicidade. Idiota.

–- Como assim grávida? - Explodi saindo de seu colo. - Você me disse que já não a tocava fazia algumas semanas e agora, me diz que ela está grávida. Como pode fazer isso comigo.

–- Fazer isso o que Claire? - Ele disse segurando meus pulsos com força. - Sue e minha esposa, se não fizesse meu papel de marido ela já ia começar a desconfiar. Já basta ela engolir as minhas desculpas quando não volto para casa.

–- Trate de dar um jeito nisso agora.

–- Que jeito? Quer que eu peça para ela abortar? - Eu o olhei nos olhos. E pela minha expressão e viu que era exatamente o que eu queria que ele fizesse. - Ela nunca vai aceitar.

–- Peça o divorcio então. Você está me enrolando, já faz um bom tempo.

–- Não é tão simples quanto parece.

E assim continuou nossa situação. Para minha infelicidade Sue contou para todos que estava grávida, que ficaram super feliz. Tentei engravidar também, se ela teria um filho dele eu também, teria. Mas minhas tentativas foram infrutíferas. E por mais que ele dissesse que não estava nem ai para Sue e o bebê, eu podia ver que a qualquer momento sua mascara cairia e ele babaria pela criança. Ele quase chorou quando ela entrou no escritório o abraçando dizendo que esperava uma menina. E quando o bebê nascesse já era minhas chances.

Então como meu ultimo trunfo, usei uma tática mais antiga, e mais usada por todas as mulheres sem escrúpulos que querem agarrar seu amante. Sue já estava com a gravidez vem adiantada e a qualquer momento eu sabia que seria tarde de mais. Armei tudo para o meu plano Harry chegou mais uma vez na empresa com aquela cara. Ele não me falou, mas eu sabia que ele havia comprado presente para o bebê de Sue. Isso me deixou com muita raiva. Antes de entrar na sala me recompus e fiz uma cara bem fingida de tristeza.

–- O que há meu bem? - Ele perguntou quando viu minha expressão ao deixar os documentos em sua mesa.

–- Eu... Eu não queria Harry. Você já está com tantos problemas. - Disse começando a chorar.

–- O que houve Claire? - Agora ele estava muito preocupado.

–- Eu estou grávida. E não sei o que fazer Harry. Meus pais provavelmente vão me expulsar de casa. E eu não queria tirar de novo. É horrível acabar com a vida de uma criança inocente, e ainda mais esse que é do homem que eu amo.

Seu rosto pareceu iluminar quando eu disse essa frase. Ele me abraçou acariciando meus cabelos.

–- Calma vamos dar um jeito.

–- O único jeito, Harry é se a gente fugir. - Ele arregalou os olhos como se não pudesse acreditar.

–- Não posso fugir agora. Ainda mais com Sue nesse estado. Ela dará a luz a qualquer momento.

–- Eu sabia. Sabia que você a escolheria. Tudo bem, eu vou me sacrificar mais uma vez.

–- Do que está falando.

–- Eu vou abortar novamente. Vai me doer mais que tudo, talvez depois eu me mate. Mas não posso viver sem você.

–- Você está louca mulher.

–- Você escolhe Harry. Se não me quiser vou agora mesmo marcar o aborto, ou melhor, me jogo do primeiro penhasco que encontrar.

Ele pareceu pensar por um instante e depois falou.

–- Tudo bem. Vamos fugir, mas tem que ser logo.

–- Sim, quanto mais cedo melhor. Não se preocupe com Sue, ela ficará bem amparada. - Disse beijando seus lábios logo em seguida.

Já estava tudo preparado. Era o grande dia. Nós fugiríamos claro que depois teria que inventar alguma coisa sobre o bebê, ou teria que tentar engravidar. Ele escreveu uma carta para Sue e deixou um pouco de dinheiro suficiente para ela se manter por uns dois anos sem precisar trabalhar. É claro que eu não concordei com isso e o fiz desistir.

–- VOCÊ NÃO PENSA NO NOSSO FILHO, E NO NOSSO FUTURO? - Gritei para ele - ESSE DINHEIRO PODE FAZER FALTA DEPOIS. - Eu sabia que não faria ele também. Mas eu não daria o braço a torcer e ele não me contrariava.

Ele pegou todo o dinheiro das contas e depois fechou, fora os milhões que ele desviou da empresa, estávamos munidos por alguns anos. Então podíamos ir embora.

Depois de três meses convivendo com ele percebi que não agüentava mais. Eu não era o tipo de mulher que vivia de acordo com os costumes ou certinha. Por isso depois que ele conseguiu os papeis assinado por Sue para o divorcio eu me mandei com outro cara e levei todo o dinheiro comigo. Nunca mais me encontraria com ele. Seis meses depois quando eu já tinha voltado para a casa dos meus pais vi numa revista que ele tinha sido preso, por desvio de dinheiro. Agora começava outra empreitada, tentava a todo custo ter o perdão de Sue, que agora era minha cunhada e estava mais linda do que antes. Agora ela sabia dar valor as suas curvas que não mudou nada com a gravidez. Mas ela sempre fingia que eu não existia me queixei uma vez com minha mãe.

–- Não a culpe Claire, você sabe que errou feio com ela. - Ela sempre dizia.

Apesar de tudo o que eu fiz minha mãe me perdoou e pude voltar para casa, contrariando a vontade do meu pai que queria ver o capeta, mas não queria me ver na frente dele. Ele dizia que eu era suja. Indigna de viver sob o mesmo teto dos Swan.

Fim Flash Back

Acordei de repente com todas as imagens de tudo o que eu fiz vindo na minha cabeça. Dizem que quando a gente morre toda a nossa vida passa pela mente. Eu não quero que a minha passe, isso já foi o suficiente. Senti uma pressão delicada em meu rosto e nos pontos que doíam. Abri os olhos assustada e encarei os olhos escuros de Sue. Ela colocava compressa nos meus machucados. Se tem uma coisa que eu me arrependo é de ter feito mal a essa mulher maravilhosa que cuidava de mim. Mesmo ela falando que me perdoava de coração eu me sentia mal. Mesmo ela falando que apesar de ter sofrido muito, o que eu fiz gerou frutos bons à ela. Como um marido maravilhoso - que eu não poderia tomar, já que era meu irmão. Sogros maravilhosos. E um filho lindo.

Apaguei em meio a dor. Enquanto ela curava as minhas feridas causadas pelo que eu fiz a ela há 17 anos.

quarta-feira, outubro 01, 2014

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capitulo 26


Autpra: Giis Vieira

GGénero: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

CCategoria: Saga Crepúsculo

 Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência



Capítulo 26

Bella

Graças ao meu bom Deus a ultima aula terminou. Essa aula teve dois lados. Que eu os nomeei de: lado bom; e lado mal.

Lado bom: Não tive que fazer nenhum exercício físico. Não tive que jogar - quer dizer me espatifar na quadra, nem algo parecido. Por que graças a minha prima, que motivou a maioria das garotas a formarem o time das lideres de torcida, o diretor chamou uma treinadora profissional. Que é ninguém mais, ninguém menos que: Karen Newton, a mãe do babão do Mike. Ela foi capitã das lideres até seu ultimo ano na Forks High School e na universidade também - ela é formada em dança -, e participou de vários campeonatos estaduais e nacionais, fora que foi membro principal da liga vencedora de lideres de torcida dos EUA. Ela só parou porque teve filhos, mas pelo que pudemos ver, continuava em forma.

Lado ruim: Alice, Rosálie e Ângela ( uma pessoa que achei que fosse minha amiga, mas me traiu junto com minhas cunhadas) me fizeram inscrever meu nome para participar, alegando que eu dançava bem. Tive que ficar aturando os olhares de “ você está ferrada” da minha prima. Eu já previa mais armações para cima de mim. Mais reclamações e minha tia enchendo meu saco.

–- Preciso mesmo fazer isso? - Perguntei queixosa à Rosálie e Alice, enquanto o restante da turma saia. - E eu nem sei se vou ter tirado o gesso daqui a duas semanas.

Meu braço quebrado era minha única salvação. Eu apostava que ele não ficasse bom até lá, e eu pudesse ser descartada.

Só havia uma coisa boa que aconteceria quando eu retirasse o gesso: eu poderia voltar a tocar.

–- Claro que vai Bella eu vi. - Sussurrou Alice para que só eu e Rose pudéssemos ouvir. - Você ficará nova em folha mais cedo do que pensa. - Ela piscou para mim.

Que ótimo.

–- Ah, Bella pense no quanto vai ser divertido. - Disse Ângela me abraçando pelos ombros.

Queria responder alguma coisa, mas não consegui. Elas me guiaram para fora do ginásio.

Assim que cruzamos a porta, avistei Edward encostado na parede me olhando com um sorriso malicioso - ele que não me instigasse de novo como fez no carro, e depois me deixasse na seca, ele ia ver só. As meninas se despediram me deixando sozinha. Caminhei lentamente até ele.

–- Oi. - Ele disse ainda sorrindo e me puxando pela cintura para me beijar.

Claro que eu fiquei corada com um pimentão. Depois daquela aula de biologia e dos comentários feitos por alguns alunos depois, ele ainda faz isso no corredor da escola. O que iam pensar de mim. Olhei para o lado e vi minha prima com o seu novo grupinho de fantoche.

–- Você não devia fazer isso comigo - comecei quando minha respiração estava mais estável.

–- Por que não? - Ele perguntou beijando meu queixo. Senti meu rosto esquentar. Olhei novamente para os lados e vi que as meninas olhavam para nós disfarçadamente, como se esperassem que algo mais acontecesse.

–- Porque estamos no meio do corredor da escola e se algum professor nos pegar estaremos seriamente encrencados. E então minha tia vai saber e você sabe o que ela pensa do nosso namoro... Edward para um pouco e me escute, por favor? - falei apavorada quando ele começou a beijar meu pescoço e suas mãos apertaram minha cintura.

–- Relaxe, Bella e curta o momento! - Era sério que ele tava tão despreocupado assim? E nem tava se importando com a platéia que agora nos olhava descaradamente? Ele me apertou mais me tirando do chão e esquecendo-se de que eu estava de saia - Não estamos fazendo nada de mais, o resto prefiro fazer entre quatro paredes - Ele falou isso numa altura que dava para qualquer pessoa que quisesse ouvir. Foi de mais para mim.

–- Você quer parar? - Pedi com a voz urgente. Ele simplesmente riu.

–- Tudo bem vamos terminar isso no car... - Eu não o deixei terminar, estendi a mão para tapar a boca dele, mas antes que chegasse ao seu destino ele segurou a minha mão e me lançou um olhar reprovador.

–- Você é louca? - Ele me perguntou com os olhos angustiado. - Sabe o que iria acontecer se sua mão tocasse minhas presas? - Não respondi. Eu sabia o que aconteceria, ele tinha me explicado. - Vamos? - Ele disse um pouco mais calmo. Eu apenas balancei a cabeça assentindo.

Estávamos encostados no carro de Alice esperando minha prima folgada decidir ir para casa. Embora Alice não tivesse se importado com isso, ela estava agarrada com Jasper perto do Jeep de Emmett, então ela nem ligou. Edward também não. Mas eu sim. Poxa alem de nos oferecer carona, tem que esperar a boa vontade da patricinha para irmos embora.

–- Relaxe, Bella. - Se Edward me dissesse isso mais uma vez eu daria um chute nele. - Sua prima está conversando com as amigas.

–- Mas isso é uma falta de consideração. Poxa se ela não quer ir com a gente pelo menos avise. Vocês não são obrigados a ficar esperando. - Eu cruzei os braços e ele me abraçou.

–- Mas pelo menos, podemos conversar sem ela ficar preocupados em incluí-la na conversa. Responda-me uma coisa? O Steven é irmão do Sr. ou da Sra. Roberts?

–- Ele é irmão da Violah, por quê?

–- Qual é o sobrenome dele?

–- Newman. - Eu não sabia onde ele queria chegar.

–- Por que ele usa o nome do cunhado então?

–- Você não sabe? - Perguntei chocada. Afinal de contas ele fica bisbilhotando as mentes alheias. Ele só negou com a cabeça. - Bom achei que soubesse, já que você é o leitor de mentes. Bom é porque o nome Roberts é bem conhecido - ele arqueou as sobrancelhas cético - Hugo Roberts tem uma das maiores empresas de advocacia do condado Los Angeles, aparece gente de todo estado da Califórnia para procurá-lo. Então Steve usa no mesmo sobre nome porque ele é bem aceito quando se apresenta como Steve Roberts.

–- Típico dele. Ele é meio aproveitador.

–- É ele parecia bem legal quando eu o conheci e nos mudamos para cá, mas acho que ele se sente o “homem da casa”. -fiz aspas com as mãos enquanto falava.

Não pudemos mais tocar no assunto porque, graças a Deus minha prima deve teve um surto de semancol veio correndo ao nosso encontro.

–- Desculpe gente pela demora. Mas eu só vim avisar que não vou voltar com vocês, Lauren quer ir à Por Angeles. - Eu juro que quase voei nos cabelos dela, ela nos fez esperar tanto tempo para isso.

–- Você não poderia ter me avisado na aula? - Perguntei irritada.

–- Nós só decidimos isso agora. Eu poderia até ter mandando uma mensagem, mas você não tem celular. Não tenho culpa de você ser avessa a tecnologia.

–- Isso não vem ao caso. - Falei ofendida - o que tem de mais não gostar de celular? - Nós estamos de carona, Alice e Edward não são obrigados a ficar te esperando por tanto tempo. - Explodi irritada.

–- Relaxe Bella. Você está muito estressada. - Mais uma que me manda relaxar. E eu nem estava estressada. - Eu vou indo, não posso deixar Lauren esperando. - A olhei incrédula. Lauren não poderia ficar esperando muito tempo, mas nós podíamos? Entendi direito?

–- Ah, avisa a mamãe que vou chegar tarde? - Ela nem esperou eu responder e saiu correndo.

A acompanhei com os olhos até ela desaparecer. Virei-me para Edward, ia lhe perguntar o que minha prima estava planejando, mas sua expressão me deixou paralisada. Ele tentava sem sucesso nenhum reprimir uma risada, ou melhor, uma gargalhada. Mas alguma coisa no jeito que olhei para ele - acho, eu que minha cara de homicida - o fez recuperar a compostura.

Graças aos céus estávamos indo para casa. Jasper decidiu nos acompanhar desta vez. Fiquei extremamente confusa, quando Alice jogou a chave para Edward, até onde eu sabia ele ainda não tinha “idade suficiente” para dirigir. Ele abriu a porta do carona para mim, enquanto Alice e Jasper se acomodavam no banco traseiro. E enquanto Edward dirigia e conversava comigo sobre as aulas, Jaspe e Alice se “ se pegavam” de um jeito completamente constrangedor. Fiquei vermelha como um pimentão, enquanto Edward só revirava os olhos e ria da minha cara.

Queria lhe perguntar se ele não tinha medo de ser pego dirigindo sem habilitação. Mas no momento outra pergunta mais importante veio a minha mente.

Eu tinha que saber o que minha querida prima estava aprontando dessa vez, mas toda vez que eu perguntava Edward vinha com a resposta frustrante, de que não era nada que devêssemos nos preocupar. E depois por algum milagre divino ou porque não agüentava mais minhas insistências - Alice desgrudou seus lábios dos de Jasper - sob muitos protestos dele - para me responde que iria estar de olho em Britanny, e que agiria antes mesmo dela poder planejar alguma coisa.

Para minha completa felicidade Edward passaria a tarde comigo, uma vez que eu ficaria sozinha. Nos despedimos de Alice e Jasper e seguimos para porta. Antes de entrar vimos Leah e Seth saindo do carro dela, eles usavam o uniforme da Escola da Reserva, então presumi que estariam voltando de lá. Acenamos quando eles olharam para nós e fomos retribuídos.

Como sempre cavalheiro, meu querido namorado me ajudou a me livrar do meu casaco. Fomos para sala, Edward se jogou no sofá e me puxou para o seu colo.

–- Vai me dizer o que minha prima anda pensando? - Perguntei pela milésima vez.

–- Você quer mesmo que eu fale? - Ele fingiu estremecer. - Já falei nada com que devemos nos preocupar. - Riu e afagou meu cabelo. - Relaxa Bella, você está muito estressada sabia...?

–- EU NÃO ESTOU ESTRESSADA - Gritei saindo do colo dele. Edward me olhou surpreso com meu ataque. - E se me mandar relaxar de novo, juro que te dou um chute. - Ele ainda estava me olhando com os olhos arregalados, mas logo depois ele relaxou, e reprimiu um sorriso, o que me fez fechar mais a cara e cruzar os braços.

–- Desculpe-me amor, não falo mais eu juro. - Sua voz soava sincera e arrependida, mas os olhos diziam que ele ainda estava curtindo com minha cara. - Por que não volta para cá? - Ele abriu os braços.

–- Não obrigada, prefiro onde eu estou. - Por mais que fosse irresistível o seu convite, eu ainda estava com raiva, e eu era mimada e orgulhosa o suficiente para recusá-lo.

–- Não me faça ir buscá-la. - Ameaçou. - Por favor, Bella eu estou lhe implorando. - Continuei onde eu estava.

–- Acho que pela minha expressão você já pôde deduzir qual será minha resposta não é? - Disse ácida.

Edward suspirou e levantou-se, por um momento eu achei que ele fosse me pegar a força, já estava preparada para lhe dizer um monte. Mas ele desviou do meu corpo e foi pegar sua mochila e seu casaco que estava no outro sofá. Fiquei imóvel sem entender, vendo o que ele fazia. No começo fiquei confusa, depois entendi suas intenções, não consegui acreditar, muito menos, me mover para impedi-lo.

–- Uhm... Bom então, já vou indo. Tchau. - Ele disse abrindo a porta e saindo.

Fiquei parada no mesmo lugar, sem mover um músculo. Estava meio que entorpecida, mas o barulho da porta me fez despertar. Corri para fora chamando seu nome.

–- Edward? - Gritei olhando para todas as direções, do lado de fora da casa. - Edward? Edward! Ed... - Minha voz falhou isso significava que em alguns milésimos de segundo eu estaria em prantos.

Senti minhas lagrimas banharem meu rosto.

Como pude ser tão estúpida?

Tão burra?

Só porque estava com raiva da minha prima não poderia sair descontando tudo nele.

Estúpida! Estúpida! Estúpida!

–- Edward? - Chamei mais uma vez.

–- Sim? - Veios a resposta em meu ouvido. Sua voz melodiosa estava suave, mas com um toque de humor e algo mais que não consegui identificar.

Não tive tempo de esboçar nenhum tipo de reação, porque seus braços frios me envolveram. Edward me pegou no colo e me levou para dentro de casa, estava começando a chuviscar.

Ele sentou-se no sofá, ainda me segurando como se eu fosse um bebê.

–- Achei que tivesse indo embora. - Choraminguei contra seu peito. - Eu não te culparia se tivesse ido. Eu fui tão estúpida. - Não havia percebido que tinha recomeçado a chorar.

Edward puxou meu rosto para encará-lo e secou minhas lagrimas, com os lábios.

–- Na verdade eu realmente fui - eu arregalei os olhos com sua confissão - Confesso que fiquei magoado com você, vampiros também tem sentimentos. Mas eu ouvi você chamar meu nome e resolvi voltar.

–- Desculpe, - Disse com a voz fraquinha. - Eu estava nervosa com minha prima, meio paranóica com o que ela está aprontando. Não devia descontar tudo em você. Me desculpa mesmo.

–- Tudo bem já passou. - Ele disse limpando minhas lagrimas. Deu um sorriso extremamente malicioso e disse: - Mas vou ficar bem melhor se receber muitos beijos.

Não respondi, só levantei para ficar sentada em seu colo. Comecei a acariciar seu rosto. Beijei primeiro seu nariz, depois fui para sua têmpora, e depois para a testa. Trilhei com meus lábios um caminho de sua testa até seu queixo, descendo até seu pescoço gélido onde deu especial atenção.

Um gemido gutural saiu da garganta de Edward, quando os beijos foram de seu pescoço para o seu peito. O senti tremer.

Mãos frias envolveram meus ombros e me puxaram para cima. Encarei seus olhos negros que arderam quando encontraram os meus.

–- Sabe que não é justo, você me torturar desse jeito. - disse com a respiração pesada. Ele não me deixou responder colou seus lábios nos meus, beijando-me delicadamente. Quando precisei respirar ele passou a beijar o lóbulo de minha orelha o que me fez soltar um suspiro alto.

–- Como se você não fizesse o mesmo. - Consegui dizer arfante. - E eu sei que você gosta.

Ele não disse nada apenas voltou a beijar meus lábios.

Senti ele se mover, e sem quebrar o beijo ele me deitou no sofá com seu corpo sobre o meu.

–- Eu te torturo é? - Ele dizia dando beijos rápidos nos meus lábios e ia para meu pescoço. - Então, prepare-se Srta Swan eu vou dar o troco da sua tortura, você irá receber as piores torturas, que pode imaginar... - Ele não terminou sua ameaça porque nessa hora - para minha felicidade ou infelicidade - o telefone começou a tocar.

Antes que eu fizesse qualquer movimento Edward já estava com o telefone sem fio estendido para mim. Pequei o aparelho de sua mão.

–- Alô!

–- Bella é a Leah! Só liguei para avisar que meus pais vão fazer um jantar especial aqui em casa essa noite. É para vocês comparecerem e traga o Edward também. - Ela disse tudo de uma vez só como se estivesse com pressa.

–- Tudo bem. Você já contou para o Tio Arty e para o Sam?

–- Depois conversamos, preciso ir agora. Até mais tarde, tchau! - E desligou antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. Leah devia estar com muita pressa mesmo.

–- Algum problema? - Edward perguntou preocupado.

–- Não. Era Leah ela que a gente jante com eles. Acho que vai contar para todos sobre o bebê. Ela disse para te chamar. - Virei para ele suplicante. - Você vai não é?

–- Eu adoraria - abri um sorriso enorme, seria ótimo ter minha família e Edward juntos, sem conflitos - mas eu não poderei ir - murchei na hora. - Preciso caçar meus olhos já estão muito escuros. - Ele completou de pressa antes que pudesse me magoar.

Era verdade seus olhos, antes dourados agora estavam escuros como ônix, e estava com olheiras também. Ele havia me explicado sobre isso, quando os olhos começavam a ficar escuros era porque estavam com sede. Quanto tem será, que ele não caçava? E por que eu não estava com medo?

–- Tudo bem - suspirei - Eu vou ligar para minha tia. - Disse saindo do colo dele.

Disquei o numero de tia Claire, que ficou assustada com minha ligação, e depois extremamente feliz por eu ter ligado quando lhe garanti que não era nada de mais. Transmiti o recado de Leah. Ela ficou de pegar Britanny em Por Angeles, para as duas virem juntas. Enquanto ela falava olhei para Edward, ele tinha tirado os sapatos e estava deitado no sofá, com os olhos fechados e murmurando algo, que não conseguia ouvir.

Aproveitando que ele não podia ler minha mente, fui o mais silenciosamente que pude colocar o telefone no lugar. Descalcei os sapatos para não fazer nenhum ruído que estragasse meus planos. E fui até ele nas pontas dos pés.

Ele ainda estava de olhos fechados, e para minha sorte extremamente distraído. Subi em cima dele - esquecendo-me completamente que estava de saia, mas isso só me veio a cabeça depois - colocando uma perna de cada lado de seu corpo. Sem nem ao menos abrir os olhos Edward segurou minha cintura.

–- O que pensa que está fazendo? - Perguntou-me abrindo os olhos e sorrindo.

–- Revanche!


Edward

Enquanto Bella falava ao telefone com sua tia, eu descalcei os sapatos e deitei no sofá, fechei os olhos e comecei a murmurar uma canção comigo mesmo. Queria não ficar pensando em certas coisas, ainda mais com Bella tão perto assim. E ela não me ajudava nada me torturando daquela maneira.

Senti um peso mínimo comprimir o sofá e duas perninhas se postarem, uma em cada lado do meu corpo. Ela queria me matar só podia ser. Como eu poderia me controlar com ela, desse jeito?

Apertei sua cintura sem abrir os olhos.

–- O que pensa que está fazendo? - Perguntei abrindo os olhos.

Um erro.

Ao encarar seus olhos cor de mel, vi todo o desejo que ali continha. Provavelmente os meus deveriam estar do mesmo jeito.

–- Revanche! - Ela disse simplesmente. E seus olhos arderam.

Eu. Estava. Perdido.

Enquanto ela beijava meus lábios, suas pequenas e quentes mãozinhas acariciavam meu abdômen por de baixo da blusa.

–- Por que você está fazendo isso comigo? - Perguntei, quando ela precisou respirar.

–- Isso é pelo que você fez comigo no carro, e no corredor da escola. - Ela disse rindo. - Pelo menos não tem platéia. - E voltou a me beijar.

Rapidamente inverti nossas posições, ficando por cima dela. Eu tinha que parar. Mas eu não conseguia. Senti sua mão ir para o zíper da minha calça, então voltei a realidade separei-me dela, e tão rápido que ela não teve tempo de me segurar eu já estava do outro lado da sala.

–- Pelo amor de Deus Bella, quantas vezes tenho que falar que não podemos?

Ela me olhou incrédula ainda deitada no sofá.

–- Como é? - Ela levantou do sofá. - Achei que... Mas...

–- Bella, por favor? E se eu te machucasse, ou perdesse o controle ou sei lá?

–- Achei que você estivesse gostando? Você que começou com tudo isso.

–- Sim, mas tem um limite e você o está ultrapassando. - Ela bufou. - Eu preciso ir. Você vai ficar bem?

–- Vou.

–- Vou estar caçando, a noite toda, qualquer coisa é só me ligar. - Ela acenou com a cabeça.

Fui até ela para lhe dar um beijo na testa, peguei minhas coisas e saí. O ar fresco me ajudou a recolocar as idéias no lugar. De novo eu quase perco meu controle. Mas até quando vou ficar adiando, se meu desejo é tão intenso quanto o dela?

Eu não era inexperiente, mas deve ser diferente de fazer amor com uma vampira. Bella era tão frágil. E se eu usasse força demais e a acabasse matando?

Não esse não era o ponto. O motivo principal para eu sempre pular fora, quando as coisas esquentavam era porque, ela ainda era muito nova para isso. Corri para casa, precisava conversar com alguém.

Bella

Depois que Edward foi embora fiquei um tempo deitada no sofá. Era tão injusto, ele me instigava, me torturava e depois tirava o corpo fora. E ainda vinha com aquela de “ não podemos ultrapassar o limite”. Fala sério. Como se ele também não ultrapassasse. Mas tudo bem se ele quer assim é assim que vai ser.

Fechei os olhos para poder pensar em outras coisas, como por exemplo, o que eu faria para levar no jantar com meus tios? Se bem, que com um braço inutilizado o que eu poderia fazer? Nesse momento minha tia e minha prima entraram na sala, carregando alguns pacotes que graças.

–- Oi meu amor. - Disse minha tia me dando um beijo na testa. - Como está o braço? - Acho que depois, que Renée quis se redimir minha tia tem me tratado bem melhor, até aparece que o episódio do sábado passado nem acontecera.

–- Está bem. Vocês chegaram cedo. - Eu só as estava esperando lá pelas sete horas.

–- Sim, eu tenho horas acumuladas no trabalho. Adivinha? Comprei sobremesa para levar para o jantar. Estou muito curiosa para saber o que Arty quer.

–- Eu também. Quanto a sobremesa, obrigada mesmo. Eu faria alguma coisa, mas não consigo nem mexer meus dedos.

–- Tudo bem, bebê. Vou colocar isso na cozinha depois me trocar. - Ela olhou para minha prima que acabara de voltar de outro cômodo. - E você, não se atrase.

Levantei-me do sofá e peguei minha mochila. Ainda bem que minhas coisas não estavam espalhadas. Subi para o meu quarto, escolher uma roupa. Pelo jeito não seria um jantar comum.

Abri meu closet para encontrar alguma coisa confortável e quente.

–- Se eu fosse você usava esse aqui. - Disse Brity pegando um vestido azul marinho de magas cumpridas. Eu a olhei interrogativa, mas ela fingiu não perceber meu olhar e continuou a escolher minhas roupas. Ela pegou uma meia-calça preta, os sapatos que Alice havia me dado e um casaquinho de lã preto, que minha tia comprou para mim. Depois ela olhou para mim e completou:

–- Agora, vá tomar banho que eu vou fazer seu cabelo. - Eu fiquei olhando para ela como uma idiota. De onde veio toda essa simpatia? - Vai logo Bella, não podemos nos atrasar e eu ainda tenho que me arrumar.

Depois de ter tomado banho fui para o meu quarto, enrolada em um roupão. Britanny pediu para eu esperá-la, enquanto ela tomava banho. Após alguns minutos ela voltou para o meu quarto enrolada em uma toalha e segurando as roupas que ela usaria.

–- Por que, tudo isso? - Não pude deixar de perguntar.

–- Eu sei, eu sei. - Ela suspirou. - Eu não tenho sido muito legal com você ultimamente. - Eu ergui uma sobrancelha. - Tudo bem, tenho sido uma bruxa completa. Estive analisando hoje você e o Edward, e percebi que vocês se gostam mesmo.

–- E...?

–- Eu vou parar de armar para você. - Eu quase caí dura com essa. - Até porque, sempre tudo dá errado e volta para mim. Sabe o feitiço vira contra a feiticeira.

–- Sério?

–- É, eu não sei o que acontece, sempre vira para mim...

–- Não - eu a interrompi - quero dizer. É serio que você vai deixar eu e o Edward em paz? Sem armações?

–- Sim, Bella. - Ela olhou nos meus olhos quando disse isso. Havia sinceridade neles. - Percebi que faço muito, o que os outros querem, e nunca o que eu quero. - Na verdade ela quis dizer tudo o que a Stacy quer. - E eu nem gosto mesmo dele. Eu só queria não ficar por baixo, vendo a Stacy roubar meu namorado.

–- Entendi.

–- Vai entrar para as lideres mesmo? Vamos ficar mais tempo juntas. - Era sério que ela estava animada com a noticia?

–- Na verdade eu não queria, mas eu fiquei sabendo que vocês não têm o numero de participantes suficiente para formar a liga. - Mentira, na verdade Alice, Rose e Angel queriam uma vingança contra as garotas.

Depois disso não tocamos mais nesse assunto, apesar de Britanny parecer sincera eu ainda sentia algo estranho no ar, era melhor ficar com o pé atrás. Terminamos de nos arrumar e tenho que admitir que fiquei bem com a roupa que ela escolheu para mim. O meu cabelo estava perfeito assim como minhas unhas que ela me convenceu não sei como a pintar de vermelho. Britanny estava vestida para matar, ela usava um vestido vermelho curto e justo, com alças finas, meia arrastão preta e um scarpin preto.

Descemos para a sala e depois de muitos elogios da parte de minha tia e alguns olhares cobiçosos de Steven em cima de nós fomos para a casa de tio Arty onde fomos recebidos com alegria por Sue. Avistei Billy, Sam, Seth e mais alguns outros rapazes de La Push, senti alguém puxar meu braço e quando olhei era Jacob eu já ia falar um monte para ele, mas ele suplicou para que eu o deixasse falar primeiro.

Cruzei os braços e esperei. Se ele viesse com aquele papo de me afastar de Edward de novo eu iria quebrar a cara dele.

–- Eu, eu só queria lhe pedir desculpas. - O olhei desconfiada. - Não só pelo braço, mas por tudo. Por tudo o que eu disse e o que fiz.

–- Não é só para mim que tem que se desculpar Jake.

–- É eu sei. Decepcionei muita gente, mas não vou fazer isso de novo. Vou até pedir desculpa aos Cullens, eu sei que eles são bons e sempre ajudou o nosso povo, além de serem ótimos aliados de guerra. - Ele coçou a cabeça, sem graça. - Eu só não queria ficar brigado com você, Bells. Você é tão legal e uma ótima amiga.

–- Ah, tudo bem Jake. Já passou é serio. - Eu disse sorrindo. - Daqui a duas semanas eu tiro o gesso, ai não haverá mais nenhum vestígio. - Ele riu, mas foi um riso triste. - Jacob, eu não seria sincera se dissesse que te desculpei de tudo. Afinal você quase tirou a vida do homem da minha vida. - Jacob fez cara triste.

–- Eu sei Bella...

–- E talvez com o tempo a gente possa esquecer de vez isso que aconteceu, e é claro com nossas atitudes.

–- Eu te prometo que não vou mais agir como um idiota. Ainda amigos? - Ele estendeu a mão e eu apertei.

Ficamos um tempo conversando e rindo, logo depois Seth se juntou a nós e começou a contar suas piadas. Estava tudo agradável. Jacob havia se desculpado pelo que fez, e em momento nenhum ele demonstrou que só fazia isso por obrigação, ou só para ter minha amizade de volta. Ele estava realmente arrependido. Parecia que a noite ia ser agradável, quer dizer, até ver Emily entrar na sala com mais duas amigas e ficar olhando descaradamente para Sam. Vi Leah ficar tensa. Era melhor eu ir falar com ela.

–- Está tudo bem? - Perguntei chegando perto dela, enquanto ela via Emily quase pendurada no pescoço de Sam.

–- Como ele pode ser tão ingênuo, Bella? Juro que não entendo.

–- Fica calma. Cuidado com o bebê. Por falar em bebê, já contou para ele?

–- Já, e ele ficou super feliz. - Ela sorriu um pouco. - Ele disse que isso explicava minhas oscilações de humor, o único problema é que ele não me deixa mais me transformar, porque pode fazer mal ao bebê.

–- Isso é verdade. - Nesse momento vimos Sam falar todo sorridente algo para Emily, que pela sua expressão azeda deduzimos que ele havia contado sobre a gravidez de Leah.

Emily saiu deixando Sam falando sozinho sem entender nada. Leah e eu caímos na gargalhada.

Sam veio até nós e pegou Leah pela cintura, ela enlaçou o pescoço dele e os dois começaram a dançar - Seth tinha ligado o som. Era lindo ver os dois juntos. Eles não se beijaram, mas só pelo olhar deles dava para perceber a intensidade dos sentimentos deles.

Seth me puxou para dançar, enquanto Britanny dançava com um rapaz que eu não conhecia. Depois de dançarmos conversar e rir das piadas do meu primo caçula. Fomo para a mesa de jantar que Sue preparou no jardim dos fundos da casa, afinal de contas tinha muita gente. A noite continuava tranqüila, e agradável, para mim só faltava uma pessoa para melhorar: Edward. Mas esse clima de tranqüilidade logo ficou tenso com a chegada de duas pessoas.

Eram dois homens um já idoso e o outros deveria ter a mesma idade de meu tio, ou de Billy. O Sr. idoso eu conhecia, ele era um dos anciões Quileutes, Quil Ateara, avó de um dos amigos de Jacob e Seth. Ele era amparado pelo outro homem que olhava intensamente de Sue para Leah.

–- Espero que não tenhamos nos atrasado muito. E vocês não se importam por eu ter trazido o Harry comigo não é Sue? - Disse o velho Quil.

Então esse era o Harry Clearwater, pai biológico de Leah. Ex marido de Sue, que as abandonou quando Sue foi dar à luz a menina para fugir com minha tia. Nesse momento vi tia Claire empalidecer, Leah e tio Arty também estavam tensos. Só Sue continuava com a cabeça erguida, como se nada pudesse abalá-la.

–- Claro que não. - Ela disse com firmeza. - Sejam bem vindos.

Todos nos sentamos à mesa, mas antes de iniciarmos o banquete tio Arty pediu a palavra.

–- Bom, meus amigos, acho que vocês se perguntam o porquê de estarmos reunidos aqui. - Começou ele, com o discurso elegante, que só um promotor conseguiria fazer. - Eu reuni todos os meus amigos e familiares, pessoas que eu amo. Para dar a noticia que alegraria todo pai. E apesar de ser um pouco cedo para isso, estou imensamente feliz. E quero dividir a felicidade com vocês. - Ele suspirou emocionado. - Quero compartilhar com vocês a alegria que estou sentindo, mais uma das muitas que vou sentir, porque minha filha Leah - vi um músculo no maxilar de Harry Clearwater se contorcer de raiva. Fico imaginando como deve ser para ele, ver outro homem dizer que sua filha era dele. Vê-lo amá-la e ser retribuído. Ver que ele acompanhou todo o processo de crescimento dela e você não. Era triste.

“ A minha garotinha, que hoje é uma linda mulher” - Ele olhou mais uma vez para a filha - “ Veio com a noticia mais feliz para mim e minha esposa”. - Tio Arty pegou a mão de Sue e beijou. Nesse momento avistei Harry torcendo um garfo com as mãos.

–- A nossa menina, nossa princesinha, vai nos dar um neto. - Todos sorriram e bateram palmas. - E hoje esse elegante rapaz - apontou para Sam - veio pedi-la em casamento, eu sei que é cedo, mas se eles se amam de verdade não há o porquê não lhes dar nossa benção, afinal de contas eles também estão nos dando um presente lindo. Sem contar que eu não estarei perdendo uma filha, e sim ganhando mais um filho e um neto para alegrar ainda mais nossas vidas. - Todos aplaudiram. Exceto uma pessoa Harry, que olhava fixamente para meu tio e Sue.

–- Você pode concordar com isso Arthur. - Disse Harry se levantando da sua cadeira. - Mas eu não vou tolerar essa palhaçada. Que história é essa da minha filha estar grávida? Ela tem o que, 15 anos? E ainda por cima se casar, e vocês acharem lindo. Como pode deixar isso acontecer Sue? Eu como pai dela não concordo com isso, não mesmo.

Pois é parecia que a noite de tranqüilidade se foi.

–- Como assim, você como pai não vai permitir? - Perguntou Sue indignada. - Você nem ao menos quis saber se era menino ou menina quando ela nasceu. Você nos abandonou. - Vi tia Claire engolir em seco - Não sabe nada sobre ela Harry. Então não venha querer ter algum direito aqui.

–- Eu vou procurar um advogado e pedir a guarda dela. - Disse Harry convicto.

–- Como vai fazer isso Harry? - Dessa vez que se pronunciou foi meu filho. - Me diga, ela nem tem seu nome. E como vai explicar ao juiz que sumiu por 16 anos? Que nem foi vê-la quando nasceu e nem quis saber dela? Diga-me Harry?

–- Você não é meu pai, nunca foi. - Leah se levantou, Sam quis fazê-la sentar, mas ela o repeliu. - Não foi você que esteve presente em todos os momentos da minha vida, você nem quis me dar um nome, simplesmente sumiu. Eu nunca tinha te visto até hoje. Se Quil não tivesse falado seu nome eu nunca saberia quem era você. Esse homem - ela apertou o braço do meu tio - foi quem me deu tudo o que eu precisava, e não é só de um nome ou de bens materiais que eu falo. Ele me deu muito mais, ele me deu amor, carinho, compreensão sempre está do meu lado, por mais burradas que eu cometo. E você Harry onde estava até agora? Arthur é meu pai de verdade. Não importa se temos laços sangüíneos ou não o que importa é o que está no coração e no meu coração meu pai é ele. - Tio Arty a apertou em um abraço.

Harry abaixou a cabeça derrotado. Por um momento eu senti pena dele. Mas só por um momento. Porque eu sabia que se ele realmente se importasse com a filha não a teria abandonado antes mesmo de nascer.

Harry levantou a cabeça e saiu de seu lugar, agora ele olhava fixamente para outro ponto, mais especificamente do outro lado da mesa, onde estava minha tia. Seus olhos escuros eram puro ódio. Vi minha tia ficar mais pálida ainda, enquanto ele ia em sua direção. Ninguém conseguiu se mexer. Todos ficaram paralisados com a cena.