sábado, janeiro 24, 2015

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capitulo 40

Autora:  Giis Vieira

Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

Avisos: Linguagem Impropria, Sexo, Violência




Edward


–-Ah, Bella pare de rir, isso não é engraçado. - Disse mal humorado, enquanto ela se acabava de rir.

Bella veio me ver no dia seguinte - depois de visitar Anna, claro. Ela ficou sabendo por Rose (que fez questão de ligar para minha namorada e contar o ocorrido) que eu estava de castigo.

Jasper, Emmett e eu já havíamos concertado a parede, deixando-a perfeita. Mas Esme ainda quis nos deixar de castigo por mais algumas horas para aprendermos a lição - o que eu duvidava muito que acontecesse no caso de Emmett, é claro.

–- Desculpe Edward - disse sentando-se em meu colo - mas tem que admitir que é engraçado, ver três vampiros com mais de cem anos cada, de castigo. - E então ela teve outro acesso de riso.

Bufei irritado. Então a trapaceira passou os braços pelo meu pescoço e começou a distribuir beijos por todo o meu rosto. Claro que isso foi o suficiente para a raiva dissipar.

–- Não fique assim Ed. - A olhei surpreso. Era a primeira vez que ela me chamava de Ed. - Alice viu que amanhã vocês já estarão livres, por bom comportamento. Se bem que eu preferiria um castigo a encarar a Barbie velha siliconada, a o clone deformado da Paris Hilton e ainda de quebra um maracujá de gaveta de peruca loira, que se acha e só sabe reclamar e se intrometer nas vidas alheias.

Para o desgosto de Bella, e principalmente de Claire, Violah Roberts havia trazido sua querida mãe, para passar as férias de verão em Forks. E segundo minha namorada a velha era uma peste, além de uma falida orgulhosa e metida a granfina.

Thrudy Newman, a mãe de Violah e Steve, não havia gostado nada de saber que seu filho caçula, estava morando com uma mulher quase dez anos mais velha que ele e que já tinha até uma filha - se ela soubesse toda a história da vida de Claire, já tinha arrastado o filho de volta para a Califórnia há muito tempo.

Segundo Bella, a velha senhora reclamava de tudo; do clima frio, da umidade... Mas o que ela mais reclamava era de como o seu filhinho lindo estava magro e abatido, que Claire não estava cuidando bem de seu bebê. Fora que Thrudy se intrometia em tudo que elas fizessem. E vivia se gabando que Violah e sua outra filha Linette, a filha do meio, havia escolhido ótimos maridos - trouxas em minha opinião - que eles eram bem sucedidos e tudo mais, ou seja, Steve não sabia escolher mulher. Ela também sempre mencionava o nome de uma mulher chamada Charlotte, filha de um milionário inglês, que tinha sido namorada de Steve no colegial, porem, Thrudy ainda tinha esperança de juntá-los. Para ela Claire não era boa suficiente para o filho, traduzindo: não tinha dinheiro suficiente. Claro que a adorável senhora Newman não falava assim diretamente, mas sempre jogava essas indiretas enquanto conversavam.

–- Ela é um pesadelo Edward. - Reclamou Bella saindo do meu colo. - Eu não agüento mais aquela mulher em cima de mim, parecendo uma coruja enquanto eu estou fazendo alguma coisa, ou cozinhando: “Não é assim que se mexe”... “Não use essa marca de sabão, eu sou alérgica”... “Corte a cebola em pedaços bem pequenos, meu Steve não gosta de cebola”. - Dizia imitando como a velha falava. - Ela não está em casa nem por três dias e eu já não agüento mais, imagina ficar as férias toda. Vou enlouquecer. Acho que vou passar um tempo na casa de tio Arty e Sue.

–- Ou, você pode vir para cá. - Propus, puxando-a pela cintura e sentando-a no meu colo novamente. - Pode ficar aqui, de castigo comigo. - Disse beijando seu pescoço.

–- Seria maravilhoso. - Falou com a voz mole. Enquanto minhas mãos passeavam pelo seu corpo, matando as saudades dos dias que estivemos sem nos ver.

Suas pequenas mãos foram para o meu cabelo. Deitei-me no sofá levando-a comigo e mantendo seu corpo sobre o meu. Colei meus lábios nos dela, já pedindo passagem com a língua, a fim de aprofundar ainda mais o beijo. Quando ela precisou respirar, passei a beijar seu pescoço, enquanto minhas mãos se apressavam em tirar o vestido que ela usava - era o mesmo que ela usou em meu aniversário.

Quanto consegui me livrar do vestido, posicionei Bella para que ficasse sentada sobre meu abdômen, com uma perna de cada lado do meu corpo. Como o vestido era tomara-que-caia, ela estava sem sutiã, eu já esperava por isso, mas mesmo assim não consegui contar o gemido de prazer quando vi seus lindos, rosados e perfeitos seios expostos. E sem conseguir me contar espalmei-os com as duas mãos.

Emmett tinha razão eu era um pervertido inveterado.

Movi minhas mãos por todo o seu corpo até estarem na base de suas costas. Segurei-a firme, enquanto levantava meu tronco, até ficar sentado. Bella abriu um sorriso arrasador e irresistível, que me fez querer beijá-la de novo.

–- Edward? - Chamou ofegando em meus lábios. Liberei-a para poder falar. - Você, me deixaria fazer uma coisa? - Pediu corando.

Pelo modo como ela corou, já deduzi o que seria - eu estava ficando muito bom em ler as expressões de Bella, embora ainda ficasse louco por não poder ler seus pensamentos. Hesitei um pouco antes de responder. Ainda não sabia qual seria minha reação quando ela me tocasse.

Percebendo qual seria minha resposta, ela se apressou em argumentar:

–- Por favor, Edward. Eu quero retribuir, tudo o que você faz por mim. Além, disso é uma parte importante. Lembra dos direitos iguais? - Sorri um pouco, ela nunca me deixaria esquecer isso.

Ela tinha razão, era uma parte importante, a mais importante na verdade. Cheguei até conversar com Carlisle em nossa viagem de caça quando ficamos sozinhos. Ele dissera que eu estava indo muito bem, e já podia passar para o próximo passo.

–- Tudo bem - concordei, mas ainda estava meio hesitante. - Mas se eu perceber que estou perdendo o controle e pedir para você parar e se afastar vai me obedecer, certo? - Ela ficou me olhando por um tempo e depois assentiu.

–- Você vai ter que me ajudar. Não faço a mínima idéia de como começar. - Bella desviou o rosto, corando para variar.

Coloquei a mão sob seu queixo e puxei seu rostinho para que ela me olhasse.

–- Eu confio em você, meu amor. Na hora vai saber o que fazer. - Disse e depois dei um beijo rápido em seus lábios.

–- E vai me dizer se estiver gostando, ou não, não é?

–- Claro, mas tenho certeza que eu vou adorar.

Os bracinhos de Bella se entrelaçaram em volta de meu pescoço, e ela colou os lábios nos meus.

Suas mãos deslizaram do meu pescoço até a frente da minha camisa. E então começou a desabotoar os botões, com as mãos tremulas. Ajudei-a se livrar da roupa. Depois ela colocou as duas mãos em meu peito e empurrou - claro que não teve nenhum efeito, foi o mesmo que receber um afago -, porém entendi o que ela queria e volteia a deitar no sofá. Bella ficou sentada sobre meu abdômen sem se mexer. Pela ruguinha entre seus olhos, deduzi que ela estava pensando por onde começar.

Ela mordeu o lábio inferior e depois deu um sorrisinho malicioso. Inclinou-se para encostar seus lábios nos meus. Beijou-me por alguns segundos, e então seus lábios desceram para o meu queixo, pescoço - se demorando ali. Bella estava fazendo as mesmas coisas que eu sempre fazia com ela. Seus lábios subiram novamente por meu pescoço e foram para a minha orelha, após alguns minutos de tortura ela voltou a beijar meu pescoço, e desceram para o meu peito, abdômen até chegar ao cós da minha calça. Parou com os beijos por ali, e se apressou em abrir o botão.

Com uma habilidade atípica e surpreendente se livrou da minha calça, antes que eu pudesse pensar em mudar de idéia. Ela colocou as mãos nas laterais de minha cueca e novamente sem hesitar, a puxou do meu corpo. Ergui um pouco o quadril para ajudá-la. Quando conseguiu tirar a peça do meu corpo Bella ficou parada, fitando de olhos arregalados meu membro. Ouvi o barulho quando ela engoliu em seco.

Sua respiração estava mais pesada, meio artificial. E mais do que nunca quis saber o que se passava naquela cabecinha que eu tanto amava. Ela balançou a cabeça como se quisesse se livrar dos pensamentos, e quando percebeu que eu a observava ela corou fortemente - o que me fez pensar que talvez sua reação não fosse por estar nervosa.

Sua pequena mão pegou meu pênis com firmeza - uma corrente elétrica passou pelo meu corpo na mesma hora e algo em meu estomago se retorceu me fazendo tremer. Bella soltou um “Nossa”, e começou a movimentar a mão em meu membro para cima e para baixa. Começou em um ritmo lento, mas depois foi crescendo. Meu corpo tremeu e saiu um rosnado de minha garganta - em pensar que ela tinha medo de não saber o que fazer, ela estava indo bem até demais.

Bella parou o que estava fazendo para me olhar, seus olhos de inicio estavam assustados, mas após ver minha expressão de frustração, por ela ter parado seus lábios abriram em um sorriso.

–- Quer que eu continue?

–- Sim... Por favor? - Desde quando eu gaguejo? Ela continuou com os movimentos. E eu nem me lembrei de ser controlado, na verdade não conseguia nem pensar direito, nem me concentrar. Não era assim quando estava com Tanya; eu não perdia a capacidade de raciocinar. Mas com essa garotinha de lábios cheios e cor de rosa, bochechas redondas e coradas, exalando inocência, eu quase não conseguia me lembrar quem eu era.

Vi-a baixar a cabeça - putaquepariu - e então eu quase perdi meu ultimo fio de concentração, quando seus lábios cheios sugaram minha glande. Gemi seu nome alto, pouco me importando se meus irmãos ouviriam - e esquecendo que eles não estavam em casa - ou não. Bella pareceu não se incomodar com meu gemido, continuava concentrada no que fazia. Seus longos cabelos caíram em seu rosto tapando minha visão. Com muito cuidado para não usar força demais e causar-lhe dor, coloquei seu cabelo para trás e fiquei segurando, observando o que ela fazia. Enquanto isso minha outra mão estava quase desmantelando o encosto do sofá.

Sabia que tinha que pelo menos, tentar manter minha sanidade, mas estava muito difícil, vendo-a passar a língua em minha glande, e em toda a extensão de meu membro, ora dando pequenos beijos, ora dando leves sucções, que me faziam gemer, urrar, rosnar...

Parecia que meu corpo estava tendo milhões de convulsões ao mesmo tempo. E então quando menos esperava - ou quando não podia imaginar que ficaria melhor - Bella colocou o máximo que conseguia do meu pênis em sua pequena boca (eu ainda me perguntava onde ela havia aprendido essas coisas) e movendo a cabeça para cima e para baixo. Segurei com mais força o encosto do sofá, que nesse momento já não deveria estar muito inteiro.

Percebi a tempo que também havia segurado e puxado seu cabelo com um pouco mais de força que o necessário, porem ela não reclamou, nem ao menos parou o que fazia. Mesmo assim, soltei seu cabelo e passei a acariciá-lo.

Eu tentava me controlar ao máximo, mas a gota d água; o ultimo fio de consciência se foi, quando senti seus dentes roçarem em minha glande. Não consegui mais me segurar. Puxei-a para cima, virando nossos corpos para que o meu ficasse por cima do dela.

–- Edward. Por que você...? - Ela não terminou a frase.

Em segundos me livrei de sua calcinha, e a penetrei com força.

Ouvi um ofegar de surpresa e dor, e antes que eu pudesse continuar voltei à razão. E bem a tempo, mas não a tempo suficiente. Fiquei imóvel e a olhei: de olhos arregalados e marejados, sua boca estava aberta, a respiração pesada, seu rostinho tinha uma expressão de surpresa e dor; uma de suas mãos segurava meu ombro com força e a outra estava fechada em punho em meu peito, como se tivesse tentando me empurrar. Olhei para minhas mãos uma apertava sua coxa com força e a outra em sua cintura.

Que merda eu tinha feito?

Como pude ser tão estúpido?

Tão inconseqüente?

Afrouxei o aperto de sua coxa e da cintura, e com muito cuidado para não machucá-la ainda mais, saí de dentro dela. E mesmo com todo o cuidado a vi franzir o rosto em uma careta de dor. E como se tudo já não fosse o suficiente senti o cheiro de sangue.

Meu Deus!

Era pior do que eu pensava. Afastei-me para olhar para o meio de suas pernas. Havia um pouco de sangue ali. Pouquíssimo sangue na verdade, mas o suficiente para me deixar desesperado. Eu a tinha machucado mais do que imaginava e seu sangue tinha um aroma maravilhoso. Minha garganta ardeu, minha boca se encheu de veneno.

Mas que merda eu to pensando? Ela é a Bella, minha bonequinha. Minha amada.

Virei-me de costas para ela. Precisava de um tempo. Precisava respirar ficar longe daquele cheiro. Prendi a respiração e fui para a janela aberta clarear minha mente - pouco me importando que eu estivesse nu.

Como pude ser tão irresponsável e concordar com aquela loucura.

Ouvi seus passos hesitantes virem até mim. Sua mão tocou minhas costas. Ela tremia. Provavelmente estava assustada e com medo.

–- Edward? - Chamou com a voz fraquinha. - Está tudo bem eu...

–- Não. Não está nada bem Bella. - A interrompi e virei para olhá-la. Ela parecia assustada com meu tom de voz - e provavelmente com a minha expressão.

–- Do que você está falando? - Ela perguntou sem entender.

Respirei fundo para lhe responder. Péssima idéia, o cheiro do seu sangue foi como um soco no meu estomago. Super controlado uma ova! Até poderia ser, desde que, não tivesse sangue fresco exposto.

–- Bella eu preciso de um tempo. - Disse virando para a janela novamente. - Preciso ficar sozinho um pouco. Preciso respirar.

–- Tu... tudo bem - gaguejou com a voz tremula e meio embargada, como se estivesse prestes a chorar. - Posso usar seu banheiro?

–- Claro.

Ouvi-a sair quase correndo para o banheiro. Depois ouvi o barulho da água saindo do chuveiro e caindo e se espalhando pelo seu corpo. Balancei a cabeça, querendo me livrar da imagem de Bella e eu embaixo do chuveiro. Já havia feito estragos de mais. E então ouvi outro som um pouco abafado, mas era perceptível. Eram soluços. Eu a havia feito chorar. De novo. Percebi como minhas palavras e atitude devem ter parecido grosseiras para ela. Senti-me culpado. Deveria ter me acalmado e explicado a situação, não a tratado mal. Tinha reagido como um verdadeiro monstro.

Fui até o banheiro. Primeiro tentei virar a maçaneta da porta, mas a porta estava trancada. Então bati na porta uma vez, nenhuma resposta. Segunda tentativa, nada também.

–- Bella está tudo bem? - Perguntei preocupado. - Olha me desculpe o modo como falei com você. - Ela não falou nada. Ótimo estava sendo ignorado. Mas acho que mereci isso.

–- Amor me desculpe, por favor. Não deveria ter falado daquele jeito com você. Não estava com raiva de você, estou com raiva é de mim. Pode me perdoar. - Nenhuma resposta.

Não suportando mais seu silencio - na verdade odiava ser ignorado, e estava meio sem paciência - forcei a porta e a arrombei - na verdade eu a arranquei do lugar. Entrei no banheiro: Bella estava parada debaixo do chuveiro olhando para seus pés. Sem nem ao menos pensar entrei no Box. Ela não pareceu estar assustada nem surpresa com minha entrada brusca no banheiro, nem ao menos levantou a cabeça para olhar.

A abracei forte ignorando - ou tentando, pelo menos - as reações que o ato provocou em nossos corpos nus e molhados.

–- Perdoe-me Bonequinha? - Pedi suplicante. - Não queria magoá-la, nem falar daquela maneira. - Como ela não respondeu, puxei seu rostinho para que ela me olhasse. Sequei as lagrimas que caiam dos seus olhos lindos.

–- Está tudo bem - disse finalmente, porem ela se afastou de mim. Franzi a testa, contrariado. - Acha que Alice ou Rose já chegaram? Queria que elas me levassem para casa.

–- Como assim Alice ou Rose te levarem para a casa Bella? - Perguntei indignado. Peguei-a pelos ombros para que ela me olhasse de novo. - Eu mesmo levo você. Posso fazer isso perfeitamente. E não precisa ir agora, podemos fazer alguma coisa, ver um filme e depois eu te levo.

–- Não precisa. - Ela quase gritou. A olhei impaciente e magoado. Tudo bem que fiz uma coisa horrível e a magoei, mas ela não precisava me tratar assim. Eu já tinha pedido desculpas. - É... Que... Você ainda está de castigo, e não quero que se complique ainda mais com Esme. - Se explicou, embora não tenha me convencido, mas não insisti.

Quando descemos para a sala algum tempo depois, meus irmãos e irmãs já estavam na sala. Esme tinha “liberado” Emmett e Jasper para fazer compras com Rose e Alice, mas na verdade foi mais um castigo para eles do que se tivessem ficado trancados em casa.

Felizmente eles não tinham ouvido o que acontecera há algumas horas. Só Alice e Jasper perceberam, mas não fizeram nenhum comentário, nem por pensamento.

Alice só olhou de mim para Bella e disse por pensamento: - “Dê um tempo a ela Edward”- Claro que Alice viu tudo o que tinha acontecido.

–- Edward, Jazz e Emmett - chamou Alice quebrando o silencio desagradável - Esme disse que vocês já estão liberados, mas se acontecer novamente, ao invés de ficarem dias, vão ficar décadas de castigo. - Emmett e Jasper sorriram felizes. Provavelmente eles escolheriam um lugar bem longe de Esme para lutar. - Bella podemos ir quando quiser.

–- Já estou pronta.

Já ia dizer para Alice ficar que eu mesmo levava Bella, mas a anã me interrompeu: - “Edward, ela precisa de um tempo. Depois você vai entender.”- Bufei contrariado.

Bella se despediu de todos e foi com Alice até o carro, eu as segui até lá. Puxei-a pela cintura e beijei-lhe nos lábios.

–- Mais tarde estarei lá, para fazer-lhe dormi. - Sussurrei em seu ouvido, ainda abraçando-a.

–- Não precisa. Eu vou ficar bem. - Ela me deu um ultimo beijo - no rosto - e se soltou de meus braços, e rapidamente entrou no carro de Alice.

Fiquei olhando pasmado para o carro que sumia. Era impressão minha, ou tinha acabado de ser dispensado?

Tudo bem se ela não queria minha presença eu não forçaria. Eu já havia pedido desculpas umas cem vezes, mas se ela teimava em ser mimada e continuar agindo assim, não poderia fazer nada.

Eu simplesmente não apareceria no quarto dela, até ela pedir que fizesse isso. Mas é claro que eu não sou tão forte assim, mas também não queria dar o braço a torcer, quando era mais ou menos cinco horas da manhã, horário que provavelmente ela estaria dormindo eu apareci lá. Seu rosto estava inchado, os olhos vermelhos e com olheiras, parecia que ela tinha ficado acordada. Vi lagrimas pelo seu rosto e mesmo Bella estando adormecida elas ainda caiam de seus olhos.

O que se passava na cabeça dessa menina?

Sentei-me na poltrona que tinha no quarto perto da cama e fiquei observando-a. E só sai de lá quando já eram quase oito horas da manhã. Ela logo iria acordar, mas não queria que ela me visse ali.



Bella


Já passava das 11h da noite, e eu ainda estava acordada esperando por ele. Mas provavelmente ele não viria. De novo.

Fazia quase duas semanas que Edward não vinha passar a noite comigo. Desde o fatídico dia. Naquele dia eu só havia dito para ele ficar em casa, porque não queria que ele visse a situação que eu me encontrava. Nem o jeito que desabei em lagrimas logo após o carro de Alice se distanciar dele.

Lembro-me que Alice havia parado o carro quando estávamos a uma distancia segura de Edward, e então me puxou para o seu colo deixando que eu ensopasse sua roupa com minha lagrimas salgadas. Ela não fez nenhum comentário, apenas me reconfortou.

E desde aquele dia ele não aparecia mais no meu quarto de noite. Agora ele só vinha me ver por parte da tarde e, mesmo assim, não ficava por muito tempo como antes. Às vezes apenas ligava para saber como eu estava, e dizer que não poderia me ver porque iria sair com os irmãos.

Agora nossos beijos estavam frios, sem graça - era como se ele só o fizesse para não me magoar - e ele nunca permitia que eles se aprofundassem. Eu sabia o que estava acontecendo. Nosso namoro estava esfriando. E eu também sabia exatamente o porquê: eu não era boa o suficiente para ele - Edward tinha percebido isso também.

Aquele dia foi o suficiente para Edward perceber o quanto ele teria que abrir mão, que se reprimir comigo, o quanto teria que ser cuidadoso ao lidar com uma namorada humana adolescente, virgem, frágil e inexperiente. Ou talvez ele simplesmente não tenha gostado mesmo, e aqueles poucos segundos foram o suficiente para ele perceber isso.

Tudo o que Tanya havia me dito há quase um mês atrás, agora fazia muito sentido. Ela sempre teve razão; Edward podia ser um vampiro, mas acima disso ele era um homem, com todas as suas necessidades e desejos, que uma simples humana - como eu - não era capaz de suprir.

Odiava admitir, mas Tanya era a parceira ideal para Edward. E provavelmente, ele também já deve ter ponderado sobre isso, por isso estava agindo daquela maneira. Talvez só não queira me magoar, ou não sabe ainda como me dar a noticia que possivelmente me matará.

Mas se ele estiver feliz o resto não importa. Mesmo que essa felicidade seja longe de mim.

Fechei os olhos e deixei as lágrimas escorrerem por meu rosto. Não. Eu não era tão altruísta assim. Nem queria pensar na hipótese da chegada desse dia...

Batidas leves, me salvaram de meus pensamentos angustiantes. Tratei de secar as lagrimas, me esforçando para não chorar de novo.

Voltei a balançar o pequeno Charlie, embora ele já estivesse dormindo há muito tempo.

Anna e o bebê haviam sido liberados antes da data prevista, graças ao fato de Charlie estar ganhando bastante peso rapidamente. E desde que eles chegaram do hospital não desgrudei do pequeno nenhum minuto - exceto quando Edward vinha me ver.

Charlie me deixava calma e me fazia esquecer o motivo da ausência de Edward. E enquanto esperava ansiosamente para Edward aparecer - o que nunca acontecia - o bebê me fazia companhia.

–- Oi - Sandra entrou em meu quarto, com uma bandeja enorme lotada de guloseimas. - Claire estava perguntando por que não desceu, para jantar. De novo. Então resolvi trazer um lanchinho. - Ela riu da piada. - E eu não aceito “Não” como resposta nem nada equivalente. Bella já tem quase duas semanas, que mal toca na comida, isso quando não fica enfurnada no quarto e se esquece de descer.

–- Não ando com muita fome ultimamente. - Porque ultimamente eu sempre sentia como se meu estomago estivesse cheio de pedras.

–- Mas não pode ser assim. Vai acabar ficando doente. Posso ser uma simples floristas, mas sou formada em Nutrição, e sei que você precisa se alimentar bem... - Ela parou de falar e me analisou desconfiada. - Isabella Marie Swan, por favor, não me diga que está fazendo algum tipo de regime por causa do balé, porque se for eu...

–- Ei, madrinha calma. - A interrompi. - Não estou fazendo regime por causa do balé. - Eu simplesmente não sinto fome porque a tristeza tomou conta de mim. Pensei comigo mesmo. - É que não sinto fome. Alias quem tem apetite sentando à mesma mesa que a família sebosa? - Menti, embora a família de Steve contribuísse bastante para isso. Mas estava tão triste que nem tinha forças para me incomodar com eles, eu simplesmente os ignorava.

–- Tem razão, por isso, prefiro ficar na casa de Arty com Sue e Leah. Você pode ir para lá também, sabe que é mais que bem vinda por lá. - Sandra colocou a bandeja sobre a minha cama e se aproximou para pegar Charlie do meu colo. - Me dê ele aqui, enquanto come. Depois te devolvo eu prometo.

Ela ficou embalando o neto murmurando uma cantiga de ninar antiga, que sempre cantava para mim e para Anna quando éramos pequenas, enquanto eu comia. Para minha angustia ela permaneceu no quarto me vigiando - provavelmente queria ter certeza que eu comeria alguma coisa e não a enrolaria como eu fazia com minha tia.

Sandra olhava absorta para o bebê, mas eu sabia que era só fachada, ela na verdade estava me vigiando. Eu conhecia muito bem minha madrinha para saber disso.

Peguei uma maçã, e enquanto dava uma mordida fiquei olhando para a janela aberta e para o relógio, esperançosa - mesmo sabendo que era vã. Já era quase meia noite...

–- Bella você não está comendo! - Reclamou Sandra, olhando feio para a maçã em minhas mãos, que só tinha uma pequena mordida. Ela suspirou e sentou ao meu lado com cuidado. - Tudo bem, percebi que o assunto é um pouco mais grave do que mera vaidade. É alguma coisa com o namorado? - Sandra me conhecia melhor que a minha própria mãe.

–- Sim - admiti. - É que nós...

–- Ah meu Deus Isabella! - Exclamou minha madrinha surpresa. - Por favor, me diga que não está grávida.

–- Claro que não! - Gritei. Depois fiquei paralisada. Tinha esquecido que Charlie estava dormindo, porem ele nem ao menos se mexeu. Voltei a falar, mas desta vez com a voz mais baixa: - Não é isso. É que... Acho que estamos em crise. Nosso namoro está esfriando.

–- Entendo. Ele quer transar, mas você não se sente preparada para isso. Então ele está agindo friamente com você para ver se muda de idéia. - Concluiu ela. Não era bem isso, mas eu não poderia explicar a real situação para minha madrinha, nem mesmo para Anna. Talvez para Leah... - Bem - continuou ela - talvez ele não seja o cara certo. E se Edward não respeita seu tempo, ele não te merece. Quem sabe a melhor solução é acabar logo com isso? Antes que faça algo que possa se arrepender depois.

Eu não respondi, não queria pensar mais sobre isso, já havia pensado no assunto a semana inteira. Encolhi-me na cama.

–- Sei que vai doer agora Bells, mas passa. Vai encontrar o cara certo, alguém realmente perfeito para você. - Prendi a respiração para não chorar. O cara certo? Não havia ninguém mais perfeito para mim do que Edward - eu não conseguia me imaginar nos braços de mais ninguém. Na verdade Edward era o par perfeito para qualquer mulher. Eu que não era perfeita para ele.

–- Acho que vou indo. Vou pedir para Anna deixar Charlie aqui com você. Sei que vai dormir melhor com ele. Qualquer coisa, Tom e eu estamos na casa de seu tio. - Ela colocou Charlie do meu lado na cama e nos cobriu. Abaixou para beijar a testa do bebê e depois a minha. - Durma bem princesa. Eu amo você.

–- Obrigada madrinha. Também amo você. - Sussurrei abraçando Charlie. Sandra soprou um ultimo beijo, apagou a luz e saiu do quarto fechando a porta.

Meio segundo depois eu já estava aos prantos.




Edward


Olhei para o relógio impaciente. Ainda ia dar meia-noite. Ultimamente Bella estava indo dormir tarde, principalmente depois que Anna e o bebê voltaram para casa.

Eu ainda não tinha coragem de ficar sozinho com ela. Na verdade eu tinha medo de não me controlar como naquele dia e machucá-la de novo. Então eu só aparecia cedo e quando tinha gente na casa. Quando ela ficava sozinha, eu ligava inventando uma desculpa.

Mas de vez em quando eu trapaceava e ficava em cima da árvore que dava para a janela de seu quarto. Quase sempre ela estava com Charlie no colo, e sempre alternava olhares do relógio para a janela que ela mantinha sempre aberta. Era de cortar o coração, vê-la suspirar triste e depois ir dormir, mas não podia correr nenhum risco com ela.

Cansado de ficar enfurnado no quarto, resolvi descer, fui para a sala de TV, iria ficar lá até dar o horário - seguro - para ver Bella.

Na sala Alice, Rose e Esme discutiam sobre a decoração do casamento de Leah e Sam, que seria no começo de agosto.

–-... Rose não podemos ainda finalizar o vestido dela. - Argumentava Alice - Até lá a barriga dela vai ter crescido mais, e teremos que ajustar de qualquer jeito.

–- Eu sei Alice, mas não acha que vai ficar muito em cima da hora? - Perguntou Rose.

Era realmente estranho ver tanta empolgação, tanta camaradagem para com os lobos da parte delas. Tudo bem que há algumas décadas fomos aliados e salvamos a tribo deles, mas mesmo assim ainda era estranho ver Rosalie preocupada em fazer de Leah a noiva gestante mais bonita e deslumbrante que o mundo já viu.

–- Claro que consigo. - Garantiu Alice - Está tudo pronto praticamente. Sandra já mandou buscar as flores, Sue enviou os convites, a decoração mais pesada está por parte dos homens e os vestidos das madrinhas estão prontos. Em menos de uma semana consigo terminar o da noiva.

Sentei na poltrona que não estava cheio de tecidos, ou qualquer outro objeto que elas estavam usando e liguei a TV, sem realmente ver nada.

Os pensamentos das meninas estavam frenéticos, nunca as vi tão empolgadas. Esme entrou na sala com as mãos cheias de mais tecidos e fitas de ceda e cetim.

–- Os vestidos das madrinhas ficaram deslumbrante Alice. Lavanda é uma cor linda. - Esme sentou-se no chão. - Todas ficarão lindas.

–- Concordo - disse Rose. - E para deixar tudo perfeito nós mesmas vamos confeccionar os sapatos... Só espero que Bella se contenha e não roa as unhas, pretendo fazer um trabalho perfeito.

–- Ah, ela vai se conter. Estou usando a chantagem do violão. Ele já está pronto e só vou entregá-lo depois do casamento. - Fiz cara feia para Alice pelo comentário, prevendo que eu ia repreendê-la, mostrou a língua para mim.

Já cansado de ouvir o papinho de comadres, desliguei a TV e sai da sala - andando porque Esme nos proibiu de correr dentro da casa. Então ainda pude ouvir os planos delas para as roupas dos homens. Onde estavam Jasper e Emmett para me salvar?

Leah era louca por deixar toda a organização na mão daquelas três.

Entrei com muito cuidado no quarto dela. Parecia que pelo menos, nesta noite ela estava mais tranqüila. Olhei para seus braços e Charlie estava entre eles, aninhado confortavelmente e quentinho. Que inveja! Como gostaria que fosse eu que estivesse ali.

Meus olhos correram pelo seu rosto: as olheiras estavam mais acentuadas, a pele mais pálida e ainda escorria lagrimas por seus olhos. Ultimamente era sempre assim. Eu gostaria muito de saber muito o motivo das lagrimas.

Cheguei mais perto e rocei levemente os lábios em sua testa.

–- Eu te amo minha vida. - Sussurrei em seu ouvido. Ela se mexeu inquieta, mas não acordou.

Bella pode não ter acordado, porem outro alguém acordou, e antes que ele começasse a chorar o peguei no colo embrulhando-o bem em suas cobertinhas para que não sentisse a temperatura de minha pele.

Os pensamentos do pequeno Charlie ainda não eram muito claros, por ele ser um recém-nascido, mas dava para pegar algumas coisas como: ele estar desconfortável por causa da fralda molhada, e que estava com fome. Na verdade essas duas coisinhas em particular eram as que mais tinham destaque em sua pequena mente.

Corri para o quarto de Anna, onde tinha fraldas e tudo mais, e o troquei. Depois desci para a cozinha e preparei sua mamadeira - leite materno era melhor, mas como não podia acordar a mãe dele... - enquanto o embalava para ele não chorar, o que foi desnecessário, já que era o bebê mais tranqüilo que já vi. Nunca tive um contato muito direto com bebês, mas não era tão complicado cuidar de um como os homens humanos faziam parecer. Só precisei observar Anna uma vez para saber tudo o que precisava ser feito - e claro que ler as mentes das pessoas que entendiam ajudava muito também.

–- É o melhor que eu posso fazer amigão. – Disse enquanto colocava a mamadeira na minúscula boca. - A tia Bella é muito apegada a você. Aposto que ela te conta o que a deixa triste. Então porque não divide comigo hem parceiro?

Olhei bem para o seu rostinho me concentrando ao máximo. Quem sabe não conseguiria ler sua mente com mais clareza? Nada que pudesse me ajudar. Só que a fome estava passando e ele estava satisfeito e com sono.

–- O que acha que eu tenho que fazer? - Perguntei a ele quase desesperado, e esperando uma resposta. - E se eu fizesse uma surpresa para ela hem? O que me sugere?

Eu devia estar mesmo desesperado. Estava conversando com um bebê de três semanas.

Ele já tinha acabado de mamar e o coloquei na posição para fazê-lo arrotar - mais uma coisa que aprendi observando os humanos.

–- O que acha que eu possa fazer que deixe a tia Bella feliz? - Perguntei. Não ouve uma resposta só um sonoro arroto. - Obrigado, amigão. - Agradeci como se ele tivesse me dado uma idéia brilhante.

Charlie começou a fechar os olhos então achei melhor devolvê-lo para Bella. Coloquei-o de volta em seus braços. Sentei na poltrona que sempre me sentava para v
vê-la dormir, e fiquei observando-os.

Inconscientemente Bella apertou Charlie suavemente em seus braços. Ela seria uma ótima mãe. Pensei. E então a ficha caiu.

Será que Bella estava assim porque sabia que se ficasse comigo, jamais teria filhos?

Não. Ela já estava assim antes deles voltarem do hospital. Porem foi depois do nascimento de Charlie.

Sacudi a cabeça para banir os pensamentos desagradáveis.

Sai do quarto já eram quase nove horas já havia até pessoas acordadas na casa, mas parecia que nem Bella nem Charlie iriam acordar tão cedo. Quando chequei em casa me enfurnei no meu quarto novamente, até dar a hora que normalmente Alice saia para pegar Bella no balé. Voei escada abaixo ignorando os protestos de Esme para não correr dentro de casa. Queria alcançar Alice antes de ela entrar no carro e consegui.

Quando cheguei à garagem Alice me esperava encostada em meu volvo, e estendeu as chaves.

–- Você sabe o que eu penso sobre essas atitudes dos dois. - Disse ela suspirando. - São dois cabeças duras. Seria tão mais fácil se vocês conversassem e acabassem com o mal entendido. - Ela suspirou tristemente.

–- Alice se você não quer falar claramente, nem me deixar saber o que sabe. Então não se meta.

–- Não está mais aqui quem falou. E obrigada por ir pegá-la hoje. Tenho um monte de coisa para organizar com Sue. E, por favor, não se esqueça que teremos o ensaio hoje.

Alice beijou minha bochecha e correu para dentro de casa. Entrei no carro e parti em direção à academia que Bella dançava em Seattle. Quando cheguei ainda era cedo e a coreografa sempre a prendia uns trinta minutos.

–- Ei, Edward. - Uma voz conhecida me saudou; era Ben Cheney.

–- Ben, como vai? - O cumprimentei. - Achei que estivesse no Havaí.

–- É eu ia - ele coçou a cabeça - mas tive que desistir, a escola de balé resolveu funcionar esse verão. E Ângela não queria faltar, e eu não queria viajar sem ela.

Ben estava realmente apaixonado pela namorada, e vice-versa. Eles eram perfeitos um para o outro. Eu gostava muito do casal e torcia para que eles fossem muito felizes. Sempre tinham pensamentos gentis a respeito de minha família ao contrario dos outros não alimentava o preconceito. Eram amigos de verdade - embora não pudesse contar meus segredos a eles. Ficamos conversando por um tempo sobre trivialidades, até que deu o horário das meninas saírem.

Elas vinham conversando alegremente, sem notar nossa presença. Reparei bem em Bella, algo que não tinha notado antes: ela estava mais magra. Era tão visível que até um humano notaria.

Ângela abriu um sorriso enorme quando nos viu, Ben acenou alegremente. Bella arregalou os olhos surpresa - provavelmente ela esperava por Alice. Cumprimentei-a com um delicado beijo nos lábios e depois nos despedimos de Ângela e Ben.

Após mais ou menos um quilometro e meio de um silencio desagradável - cadê minha namorada falante, que dizia que iria arrancar os cabelos da coreografa se ela a fizesse trinar mais que os outros? - resolvi iniciar uma conversa.

–- Então como foi o balé hoje? - Perguntei animado crente que ela iria reclamar dizer que iria desistir, até eu convencê-la a continuar por causa da promessa.

–- Bem - respondeu simplesmente com a voz tão baixa que não passava de um sussurro.

A olhei pelo canto do olho, porem decidi não me abalar. E continuei com o interrogatório, só para ficar irritado porque ela só me respondia com monossílabas: “sim”, “não”, “talvez”. O máximo que consegui foi um “sinceramente não sei”. Suspirei impaciente.

–- Então o que acha de aproveitarmos que ainda estamos em Seattle e fazermos um programa só nós dois? - Sugeri cheio de esperança.

–- Ah, não vai dar. Tenho que ajudar nos preparativos para o casamento; ajudar Anna com o Charlie. E hoje começa os ensaios. Alice me mataria se faltasse ou chegasse atrasada. Aliás, ela mataria você também já que é o responsável pela musica.

Olhei-a de cara fechada. Em outra época a própria Bella teria sugerido para que fugíssemos das loucuras de Alice. Bem, pelo menos, consegui uma resposta completa dela, mesmo que essa resposta não me deixasse satisfeito e mais irritado ainda. Parei o carro bruscamente, o corpo dela foi para frente e bateu no banco, ela gritou um “Ei” indignado. A olhei novamente zangado, e ela simplesmente soltou-se do cinto de segurança; o que me apavorou, só me faltava a louca resolver sair do carro e decidir ir andando, mas felizmente ela não o fez apenas ficou me olhando.

–- Que foi Bella? - Perguntei confuso - era mesmo uma merda não poder ler a mente dela. Ela nada disse apenas se jogou em meu colo e colou seus lábios febrilmente nos meus. Passou a língua em meu lábio inferior pedindo passagem e eu cedi. Dava para perceber muitos sentimentos em nosso beijo: amor, paixão, magoa tristeza, saudade; principalmente saudade. Segurei sua cintura com força, e suas mãos foram para dentro de minha camisa. E claro, como sempre perdi a razão.

Sabia que tinha algo importante escapando, algo que eu não poderia esquecer, mas não vinha em mente. Então assim que senti sua mão no botão da minha calça me lembrei. Separei nossos lábios e a segurei pelos ombros em uma distancia segura.

–- Bella você está louca? - A repreendi. Será que ela não se lembrava do que aconteceu há algumas semanas atrás? - Isso não é certo Bella. Eu não posso fazer isso, não deveria ter cedido...

–- Co... Como é? - Perguntou incrédula e ofegante. - O que você quer dizer com isso?

–- Você sabe. Ah, deixa para lá. - Disse colocando-a em seu banco e prendendo seu cinto de segurança novamente, enquanto ela me olhava chocada. - Acho melhor irmos logo, ou Alice nos matará.

Voltei a dirigir. Tentei novamente puxar conversa, mas desta vez ela não respondeu. Passou a viagem toda me ignorando olhando a paisagem pela janela.



Bella

Ele mal tinha estacionado o carro e eu já abria a porta e saltava. Bati a porta com uma força exagerada, pouco me importando se fizeram algum dano. Eu só queria sair de perto dele, para esconder minha humilhação, e como magoava a sua rejeição. Fui tão ingênua em pensar que se eu tentasse de novo, agora que já tinha alguma experiência ele mudaria de idéia.

Dãa! Claro que não adiantaria nada. Eu não era pária para a linda, perfeita, poderosa e experiente Tanya, que tinha séculos de experiência à minha frente, e já teve mais homens do que as garotas de programas de Seattle, juntas. E que poderia ficar horas e dias trancada com ele em um quarto sem se cansar.

Passei pela sala correndo ignorando os chamados que recebia e fui direto para o meu quarto.

Tinha entendido perfeita mente o que ele quis dizer quando ele disse que não era certo e que não deveria ter cedido. Era tão simples: ele não poderia fazer amor comigo enquanto estivesse com ela. Só não entendia porque ele não terminava logo comigo, seria mais fácil. Não, não seria. Agradeci por ele estar adiando o momento.

Mas até quando a compaixão dele iria durar? Provavelmente até Tanya colocar um ponto final exigindo-o só para si. Aí eu estaria perdida. Teria que ter um plano B, uma vez que não conseguia me imaginar nos braços de outro, só me restavam duas opções: o suicídio, ou voltar a morar com Renée e Phil - era preferível a morte. Como não teria essa sorte, optei pela segunda.

Peguei uma mala embaixo da minha cama e comecei a atirar minhas roupas dentro. Sairia quando todos estivessem dormindo. E se Anna não me ajudasse, eu iria assim mesmo. Quando chegasse a Phoenix ligaria para Renée. Ela vivia dizendo querer se redimir e me ter de volta, era uma boa chance para ela começar. Preferia conviver com o porco do Phil do que ver Edward e Tanya juntos e felizes. Ela jogando na minha cara que sempre esteve certa.

–- Ei, o que foi aquilo? Edward está lá embaixo sem entender nada. Alice está esperando e... - Anna entrou no meu quarto para me repreender, mas parou assim que viu o que eu fazia. - Bella o que você está fazendo? - Perguntou cautelosa.

–- As malas, não está vendo?

–- Para onde você vai?

–- Para casa. - Respondi automaticamente.

–- Você está na sua casa.

–- Não, eu vou voltar para Phoenix, para Renée, de onde eu nunca deveria ter saído. - Disse chorando enquanto colocava mais algumas roupas na mala.

–- Bella, isso é alguma brincadeira de mau gosto? Por que se for não tem a mínima graça.

Olhei para ela e quando ela viu minha expressão decidida - apesar de estar desolada - ela entendeu que não era brincadeira.

–- Ah meu Deus! Você ficou louca, só pode ser isso. - Ignorei seu comentário e continuei jogando minhas roupas dentro da mala. - Bella volte à razão, pelo menos, por um segundo. Daqui a algumas semanas será o casamento da sua prima. E pense em como sua tia e seu tio iriam ficar quando descobrissem que você fugiu para ficar com Renée, depois de tudo o que eles passaram?

Ela respirou fundo e voltou a falar:

–- Bells se for algum problema com o Edward, tenho certeza que vocês podem resolver conversando. - Ela percebeu que tocou a minha ferida, e não foi muito difícil deduzir o que havia acontecido. - Eu sabia! Mas Bella não é mais sensato conversarem? E para de colocar roupa nessa mala você não vai a lugar nenhum.

–- Vou sim. Ninguém vai me impedir. Por que não me deixa em paz e volta para o seu novo amiguinho? - Anna e eu nunca - e quando digo nunca, era nunca mesmo - brigamos, mas se ela continuasse a me encher, eu iria mudar a situação.

–- Ah, não vai não. - Disse com raiva tirando as roupas da mala e jogando de qualquer jeito no meu closet.

Peguei as roupas e coloquei de novo na mala, e então ela veio tirou tudo e colocou no closet. Ficamos assim por um bom tempo até que ela se enfureceu -mais ainda - e me agarrou pela cintura, me impedindo de pegar mais roupas. Eu tentava empurrá-la, mas ela era um pouco maior e mais forte do que eu, e claro que já não tinha mais forças. Quando dei por mim estávamos as duas no chão. Ela me abraçava forte enquanto eu chorava.

Não sei se foi o excesso de choro ou a força que usei com Anna, mas eu estava exausta e acabei adormecendo, com minha amiga acariciando meus cabelos e dizendo que iria ficar tudo bem. Era inútil - e também eu não tinha mais forças - dizer para ela que nada ficaria bem.

Eu não sei se foi minha consciência voltando ou estava sonhando, mas pude ouvir Anna falando com Alice.

–- Como ela está agora? - Perguntou Alice sentando-se ao meu lado - ainda estava no chão, porque Anna não tinha força suficiente para me colocar na cama. Senti seus dedos gelados afagarem minha testa.

–- Dormindo. Ela está exausta.

–- Eu sei. O que você acha que aconteceu? Edward não quis me contar nada, ele não está de bom humor. - Ouvi a voz de Alice, parecia que eu estava afundando no mar, suas vozes estavam muito distantes.

–- Eu não sei. Mas eu conheço a Bella desde bebê, e sei que ela pode ser meio dramática às vezes, não deve passar de um mal entendido.

–- Foi o que eu disse, mas eles não querem me escutar.

–- São dois teimosos. - Concordou Anna.

Mexi-me podia sentir a consciência voltando e minha cabeça doendo como se tivessem martelando o meu cérebro.

–- Ela está acordando. Bella? - Alice me chamou dando palmadinhas no meu rosto. - Bella Edward está aqui, ele quer falar com você. Quer vê-lo agora?

Minha respiração falhou. Provavelmente depois do meu show Edward decidira não adiar mais nossa conversa, ele queria o rompimento. E eu não sabia se já estava preparada.

–- Não. - Murmurei.

–- Tem certeza? - Eu assenti e fechei os olhos. - Tudo bem, vou falar com ele, mas ainda acho que vocês dois deveriam conversar. – Ouvi seus passos leves se distanciarem.


Para o meu desgosto o tempo passou lentamente. Edward não vinha mais me ver, Alice dizia que era por causa dos preparativos para o casamento, já que só faltava uma semana. Estávamos no final de julho e Leah se casaria no dia cinco de agosto. Tentava ao máximo não ficar infeliz para não estragar a felicidade dos outros.

Charlie crescia lindo e saudável e eu estava mais apegada a ele. Iria sofrer muito quando Anna tivesse que voltar para Phoenix e tirá-lo de mim.

Agora me encontrava em pé na mesa de centro na casa de Sue enquanto Alice ajustava de novo meu vestido de madrinha. Ao que parecia eu tinha emagrecido de novo.

–- Assim não dá Bella. - Disse Alice. - É o terceiro reparo que faço. Se eu apertar mais daqui a pouco vai caber na irmãzinha do Embry. E eu não estou falando isso por mera vaidade, ou porque o vestido não vai ficar bem. Tudo bem por isso também. Mas por que você tem que se alimentar. Acho que você e Edward estão agindo como duas crianças. E o melhor remédio para isso é uma boa conversa... - Ela continuou tagarelando, eu fechei os olhos porque de repente minha visão ficou embaçada e sua voz distorcida. Respirei fundo e melhorei um pouco.

–- Anna também emagreceu e você não falou nada. - Rebati.

–- Sim, mas Anna está amamentando isso é normal. Mas ela não emagreceu tanto, embora não sei como o corpo dela continue perfeito mesmo depois do parto. Ela tem sorte. O vestido ficou lindo, no corpo dela. Deu um destaque significativo ao decote.

–- É, e ela nem precisa de silicone. - Brinquei.

–- É - Ela parou de falar e fez uma careta. - Não acredito, tomara que aquele maracujá de gaveta com peruca não venha para cá se intrometer. - Reclamou Alice porque Thrudy Newman não parava de dar sugestões para o casamento perfeito, fora que ela sempre reclamava de algo, principalmente pelo fato da noiva estar grávida. Ela fez isso até Sue e Esme se irritarem e falarem que os tempos eram outros, e para ela dar pitaco na vida dos filhos dela - o que ela fazia constantemente. Pelo menos, agora já sei de onde vem a mania que Steve tem de se meter nas vidas alheias

–- Eu duvido que ela venha. Depois do que Esme e Sue disseram para ela.

–- Arg, ainda vou ter que terminar o vestido da Barbie siliconada. Eu não deveria ter mostrado os vestidos na frente dela.

–- É verdade. Mas juro que nunca vi Violah gostar de nada que não fosse feito por algum famoso fodão... - Não terminei de falar minha vista se escureceu e a única coisa que ouvi foi Alice gritar meu nome desesperada.

Acordei em minha cama com Carlisle me examinando.

–- Ah graças a Deus. - Disse ele aliviado. - Nos deu um grande susto Bella. - Depois do alivio veio a repreensão. - Não deveria ficar tanto tempo sem se alimentar. E não venha me dizer que não tem apetite. Anda se esforçando muito Bella, é o balé, os preparativos para o casamento de Leah, seu corpo não iria agüentar por muito tempo sem nutrientes. Vou passar algumas vitaminas e quero que as tome. E vou saber se você não estiver se alimentando direito. - Ele abaixou para me dar um beijo na testa e saiu.

Mais tarde estava no meu quarto com Charlie no colo. Ele estava muito inquieto e chorando muito, por causa das cólicas. Em geral ele era um bebê muito quietinho e quase não tinha cólicas, mas hoje parecia que tinha vindo todas as que eles não teve.

Levei um susto quando alguém entrou pela minha janela, mas logo o susto de tornou em alegria por ver quem era e depois em tristeza. De hoje ele não deixaria passar, tinha certeza. Provavelmente ela o havia apertado para fazer logo isso.

–- Err... Perdi alguma coisa? - Perguntou ele de olhos arregalados, ao me ver só de sutiã e shorts, eu estava deitada na cama com Charlie na minha barriga só de fraldas.

–- Não. É só uma simpatia. - Expliquei. - Ele hoje está com muita cólica e não está conseguindo dormir, nem comer nada coitadinho. Então Sue, me mandou fazer isso, Carlisle disse que também ajuda o contado da sua pele com a pele do bebê, já fizemos a simpatia do balde, mas não funcionou.

–- Ahn - Disse apenas. - Interessante. - Cadê a mãe dele? - Perguntou curioso.

–- Como se fosse não soubesse. - Brinquei. - Ela foi ao cinema com o Jake. Acho que eles estão namorando escondido. Só não falam nada por que ela tem medo.

–- Eles fazem um casal legal.

–- É, eles vão ser par no casamento da Leah, ela fez isso porque também percebeu a mesma coisa que nós.

–- Uhm. - Ele ficou olhando para mim. Depois se aproximou sentando-se do meu lado na cama. - Bella a gente precisa conversar.

Meu coração perdeu duas batidas. Já começava a sentir o desespero se apoderar de mim.

–- Eu demorei muito para ter essa conversar com você. Nós demoramos muito - continuou ele. - Acho que foi por isso que ficamos agindo estranhos um com o outro por esse tempo todo, mas não quero continuar assim Bella, temos que resolver o mais rápido possível.

–- Tu... Tudo bem. - gaguejei já sentindo as lagrimas rolarem pelos meus olhos. - Eu sabia que esse dia iria chegar, mais cedo ou mais tarde. Eu estou preparada eu juro. Eu não vou te condenar Edward, é um direito seu querer ficar com uma pessoa mais experiente e igual a você...

–- Bella do que você está falando? - Perguntou ele confuso.

–- Não está aqui para terminar comigo? - Agora eu que estava confusa.

–- É claro que não. Eu amo você. - O olhei surpresa. - Eu vim aqui primeiro para saber como você está; e segundo porque pelo que pude ver, Alice e Anna estavam certas em dizer que estávamos entendendo mal as intenções um do outro e precisávamos conversar para esclarecer.

–- Então, você ainda me ama? Não se cansou de mim? - Perguntei ainda chorando, mas agora de felicidade.

–- Meu Deus! De onde tirou essa sandice Bella? Eu nunca me cansaria de você. - Ele me puxou delicadamente para os seus braços - porque eu estava com o bebê no colo - eu apoiei a cabeça em seu peito e comecei a chorar. - O que foi? Por que está assim? - Perguntou preocupado afagando meu cabelo.

–- Não é nada. Só estou surpresa. - Disse secando as lagrimas com a mão livre. - Mas tem razão, precisamos conversar. Esclarecer as coisas.



sábado, janeiro 17, 2015

Fanfic Dois Mundos, Duas Vidas - Capítulo 39



Autora: Giis Vieira

Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência



Edward

Faltavam alguns minutos para as cinco horas da tarde. Bella continuava adormecida em meus braços. Olhei para seu rosto tranqüilo lembrando-me do nosso momento, há algumas horas antes. Foi tão bom ter proporcionado aquele momento, me senti tão bem. Eu não menti quando disse que satisfazê-la me fazia feliz, afinal de contas eu também era recompensado; porque não há nada mais prazeroso do que ouvi-la gemer meu nome.

Olhei novamente para o rostinho dela, ainda estava corado, e ela tinha um meio sorriso nos lábios.

Ah, Bella, Bella.

Minha bonequinha. Meu pequeno anjo. Eu ri, em pensar nela como anjo, quando na verdade ela mais parecia meu demônio pessoal, que veio à terra só para me atormentar. Mas é claro que quem olha para o rosto em formato de coração, com as maçãs do rosto redondas e coradas, lábios cheios e rosados, cílios longos, olhos cor de mel e lindos cachos cor de mogno emoldurando o rosto, jamais irá pensar que por trás há uma mulher ardente, sexy e que adora atormentar um pobre vampiro, com um lado pervertido a solta.

Ela era a minha salvação, e ao mesmo tempo meu pecado.

Parei de devanear com o corpo macio e cheiroso de Bella sob o meu, e decidi acordá-la. Em uma hora e meia, Claire e o namorado seboso estariam de volta.

Bella estava deitada de barriga para baixo, com as costas completamente expostas. Aproximei meu rosto de seu pescoço e afastei seus cabelos para beijar o local, e fui descendo até o meio de suas costas. Ela se mexeu inquieta e resmungou algo que nem eu entendi.

–- Vamos Bela Adormecida. Você precisa acordar. - Sussurrei deslizando os lábios por seu pescoço.

–- Não preciso, não. Deixa-me dormir, só mais cinco minutinhos. - Murmurou enterrando o rostinho no travesseiro.

–- Nada disso. E é melhor levantar logo Bella, ou eu serei obrigado a torturá-la de novo. - Ameacei-a fingindo severidade.

Mais rápido do que eu poderia imaginar, e ela ser capaz, Bella virou-se abruptamente tapando os seios com o edredom.

–- Você não faria isso!

–- Faria sim. Então levante essa bunda linda da cama. Agora! - Ordenei. Em contra partida, Bella estreitou os olhos e depois puxou o edredom até cobrir a cabeça.

Ela não fazia idéia no que tinha se metido. E eu tinha feito tanto esforço para me controlar. Podia até ver meu lado pervertido dando vivas e batendo palminhas, como Alice.

–- Ah, Bella, Bella. - Eu sorri maliciosamente. - Você não sabe o que acabou de provocar. - E então puxei seu edredom, deixando seu corpo nu totalmente exposto.

Bella tentou fugir, mas é claro, fui bem mais rápido agarrando-a pela cintura e a jogando de volta na cama. Prendi seus braços com uma só mão, enquanto a outra seguia pelo caminho da felicidade. Percebendo minhas intenções, ela fechou as pernas com força. Olhou para mim presunçosa. Esperta Bella sabia que eu não ia forçá-la a nada, por medo de machucá-la.

–- Ah, Bella. Meu pequeno demônio. Por que fazes isso comigo? - Lamentei afundando a cabeça em seu pescoço.

–- Porque é legal ver você perdendo o controle. - Disse rindo. - Mas sabe, a culpa é sua também. Antes você vivia me provocando, e depois simplesmente tirava o corpo fora.

–- Tudo bem você tem razão. - Me rendi. - Mas ultimamente, estou me redimindo, não estou? - Falei beijando seu pescoço.

–- Sim. - Respondeu com a voz fraca. Eu sei, foi golpe baixo.

–- Então, por que não me deixa continuar a me redimir? - Fui distribuindo beijos por seu pescoço, colo, até chegar aos seus seios. Suas pernas amoleceram então as afastei e comecei a estimulá-la.

–- Edward?! - Chamou-me com a voz tão fraca, que mais parecia um suspiro.

Não parei o que estava fazendo, continuei a acariciar seu sexo. E não demorou muito, para que Bella começasse a gemer meu nome. Queria ir de satisfação, mas no momento minha boca estava muito ocupada em seus seios.

–- É sério Edward. - Não sei de onde, ela conseguiu tirar forças para falar. - Precisamos parar, por mais que eu queira continuar, mas minha tia vai chegar daqui a pouco.

Parei o que estava fazendo contra a minha vontade, e me afastei dela. Não sem antes provar seu gosto mais uma vez. Levantei da cama e Bella se sentou puxando o lençol para se cobrir. Ainda não entendia porque ela fazia isso, eu já a tinha visto nua mesmo.

–- Você é tão má. - Acusei-a magoado.

–- Olha quem fala! Você me acordou hoje, já por duas vezes e com métodos nada justos.

–- Tudo bem você venceu de novo. Mas que fique claro, que mereceu ser torturada.

–- É mesmo? Pois saiba que eu ainda vou descontar tudo Edward Cullen!

–- Você já fez isso amor. E agora que tal um banho? - Sugeri inocentemente, e é claro que meu pequeno lobo disfarçado de cordeiro, teve que provocar-me:

–- Você vai me dar banho, ou vai tomá-lo comigo? -Perguntou sorrindo inocentemente.

Isabella Marie Swan simplesmente seria minha perdição.

–- Você ainda acaba comigo, Bella. Mas acho melhor você ir sozinha. - Seu sorriso morreu, e ela fez uma carinha de partir o coração. Apressei-me a explicar, antes que a magoasse mais. - Se fossemos juntos ia demorar muito, amor. E eu preciso ir para casa. Preciso caçar.

–- Ah. - Foi só o que respondeu. Ela ficou alguns minutos em silencio, - foram poucos, mas o suficiente para quase me enlouquecer - e depois perguntou: - Mas você não caçou há alguns dias?

–- Sim, mas Carlisle, Esme, Rose e a Alice não. E quanto mais eu caçar, mais forte eu fico, fora que vou poder ficar sem caçar por umas duas semanas. - Sentei-me ao seu lado e a abracei. - Não se preocupe, volto amanhã de tarde.

–- Tudo bem, já que é por uma boa causa. - Disse apertando seus bracinhos em meu pescoço. - Mas você me deve um banho.

–- Sim senhorita, não irei esquecer-me disso. - Prometi dando um beijo rápido em seus lábios.

–- Não vai mesmo, porque eu vou te cobrar. Agora posso te pedir uma coisa? - Ela me olhou cheia de segundas intenções.

–- Claro o que quiser. - Disse, mas estava desconfiado.

–- Pode pegar minha toalha e meu roupão, lá na lavanderia, por favor? - Não sei qual emoção dominava mais: o alivio; ou a frustração - já era a segunda vez que ela fazia isso comigo. - Decidi que era o alivio, porque por mais que eu a desejasse e estivéssemos indo bem com nossas preliminares. Ainda me apavorava com o que poderia acontecer caso eu perdesse o controle enquanto estivéssemos nos amando. E por mais que eu já tivesse experiência nessa área, não era a mesma coisa. Tanya era vampira, forte. Já Bella era humana, tão pequena e frágil. Eu tinha medo até de tocá-la.

Quando Claire e Steve chegaram, nós já estávamos na sala. E apesar dos pensamentos desconfiados de Claire e dos descontentes de Steve, não puderam reclamar, porque estávamos simplesmente assistindo um filme. Um programa inocente de namorados.

–- Oi princesa. - Claire cumprimentou a sobrinha enchendo-a de beijos. - Oi Edward.

–- Oi Claire. - Respondi sorrindo.

“Nossa, ele é ainda mais bonito quando está sorrindo.”– Piscou surpresa.

Enquanto nós jantávamos - sim eu também, porque a tia de Bella não me deixou recusar o convite para jantar, e tive que colocar aquela coisa horrível para dentro e fingir que estava gostando - tanto Claire quanto Steve nos analisava. Quer dizer só o Steve, quer dizer ele nos analisava, Claire estava mais preocupada com a aparência de Bella.

“Assistindo filme?... A tá, eu sou o presidente dos EUA. Aposto que esses dois estavam fazendo sexo selvagem, antes de chegarmos. Claire é tão cega!”– Pensava o loiro seboso maldosamente. - “E cadê a Britanny? Espero que não esteja por ai se esfregando em outro moleque se não...”– Ele iria continuar, mas se lembrou que a irmã o havia ligado mais cedo dizendo que iria vir para cá. E como a mente humana é limitada e não consegue pensar em duas coisas ao mesmo tempo, logo esqueceu o primeiro assunto e eu não pude saber o resto da história que provavelmente era muito interessante.

Já Claire observava minuciosamente o rosto e as expressões de Bella. – “Ela está tão pálida, e magrinha... E essas olheiras, não são normais. Não foi uma boa deixá-la passar a noite acordada”

“Será que Renée a levava em algum médico? Provavelmente não. Mas Sandra devia levá-la.”

“Acho que vou marcar um clinico para ela, quem sabe ele não passa algumas vitaminas. Ela não anda comendo direito...” - Nada de mais só as preocupações que uma tem com seus filhos.

Bella me acompanhou até a porta, e enquanto me despedia dela ouvia os resmungos de Steve sobre minha presença constante na casa. Claire o acalmava dizendo que era o namorado da sobrinha, e era mais do que normal eu estar sempre por lá. Ele bufou e resolveu passar para outro assunto: Violah Roberts e sua filha estavam vindo para Forks passar as férias de verão e ver como estavam os últimos detalhes da reforma da casa que o marido havia comprado por aqui. Era melhor avisar a Bella.

–- Edward me desculpe, por minha tia ter obrigado a você a comer. É que ela está fazendo aula de culinária e acha que todo mundo tem que ver se ela está se saindo bem.

–- Tudo bem Bella, eu me livro disse depois. Eu só queria te avisar que Violah e Stacy Roberts, estão vindo para cá. - Ela fez uma careta.

–- Ah, que maravilha, que felicidades. - Disse irônica. - Quando as peruas vêm?

–- Amanhã.

–- Tudo bem. Não há nada mais a se fazer, não é? - Ela suspirou.

–- Tenho que ir. Tchau.

–- Tchau.

Eu praticamente voei para casa, não antes de parar na primeira árvore e vomitar toda aquela gororoba que comi. - Encontrei meus irmãos sentados no sofá: Alice com a cabeça baixa e semblante triste. Jasper, Emmett e Rosalie tinham sorrisos maliciosos no rosto.

Eles tentaram esconder seus pensamentos, mas não conseguiram. Os três pensavam no que eu e Bella havíamos feito á tarde.

“Ed garanhão... Você sabia que pode ser preso por pedofilia”– Emmett pensava quase se engasgando de tanto rir.

Olhei de cara feia para Alice, ela me lançou um olhar agoniado e suplicante.

“Oh, Ed me desculpe, por favor, eu tentei não contar, mas você sabe como eles são trapaceiros. E Jazz estava do lado deles também.”

Então ela me mostrou o que aconteceu: Alice tinha visto o que eu havia planejado - claro que ela veria assim que eu decidisse - fazer com Bella. E viu tudo o que fizemos, desde o sofá até antes da tia dela chegar. E como havia se negado a contar sua visão, os outros a ameaçaram dizendo que destruiriam toda a coleção primavera-verão que tinha feito, como não adiantou - Alice recusou-se a trair minha confiança - Jasper muito trapaceiro usou seu dom para deixá-la eufórica e contar tudo o que sabia.

Puxei Alice para os meus braços e a abracei. Encarei os outros três para lhes dar uma bronca:

–- Vocês não têm vergonha? - Os três me olharam como se não soubessem do que eu estava falando. - Onde já se viu três marmanjões chantagearem e usar seus dons, contra uma criança deste tamanho. - Falei tentando parecer severo, mas quase gargalhando. Levei um soco de Alice por tê-la chamado de criança.

–- Você que deveria ter vergonha de fazer essas coisas com uma garotinha de apenas 15 anos, e ainda por cima esconder de nós. - Contra atacou Emmett.

–- Verdade. - Concordou Rosálie. - E nós nunca escondemos nada de você Edward.

–- Porque é inevitável que eu não saiba. - Disse irônico. Soltei Alice e fui em direção às escadas. - Na verdade eu iria contar tudo para vocês, mas como não respeitaram minha decisão de querer contar ou não, e ainda torturaram aquela pequena criança indefesa - apontei para Alice, que gentilmente me mostrou seu minúsculo dedo do meio. Que ingrata nunca mais a defendo. - Não irei contar nada.

–- Ah, não. Você não vai fazer isso com a gente. - Disse Jasper se levantando do sofá - Estamos aqui há um bom tempo te esperando, porque Alice não quis nos dar detalhes. - Dei de ombros e voltei a subir as escadas em uma velocidade humana. - Tudo bem Ed, você pediu por isso. Emmett, pegue-o!

É claro, que não foi tão fácil assim me capturar, eu era o mais rápido, mas a força de Emmett e a experiência de Jasper conspiraram contra mim. E é claro, sem mencionar o poder nada justo de Jasper, que ele usou covardemente para me fazer contar tudo. Então não tive alternativa a não ser contar todos os detalhes sórdidos.

–- Ah então, quer dizer que isso já acontece há um bom tempo? - Perguntou Emmett depois que terminei de contar. Em sua mente pude ler que ele me achava um tarado pervertido que estava aliciando uma pequena, frágil e inocente humana.

–- Ah, eu até te entendo Edward. - Comentou Jazz um tempo depois. - Mas você não acha que a Bella ainda é muito novinha para isso. Ela nem fez 16 anos, praticamente ainda é uma criança. - Repreendeu-me.

–- Jasper, se você soubesse o que aquela criança, frágil e inocente faz comigo. Você não diria isso.

–- Bem Ed, na verdade eu sei sim. Você tem tentado disfarçar, mas na maioria das vezes é tão forte que você não consegue. - Disse ele se acabando de rir assim como os outros. Tive vontade de arrancar os braços deles.

Será que Esme ficaria muito triste comigo se eu desmembrasse alguns dos bebês dela?

Para a sorte deles Esme e Carlisle chegaram, e então saímos fomos para a nossa caçada em família.

Fomos primeiro para o Alasca - mas é claro ficamos bem longe de Denalli, ainda estávamos chateados com Tanya - depois para o Canadá. Porem quando estávamos voltando para Forks Alice insistiu para que passássemos em Los Angeles. E o que era para ser apenas uma viagem de caça de algumas horas, se tornou uma viagem de caça de dois dias. Liguei para Bella explicando o porquê da minha demora para voltar, e é claro ela entendeu perfeitamente. Talvez ela não tivesse sido tão compreensiva assim se soubesse o que Alice estava aprontando para cima dela.

Quando chegamos em casa fui o primeiro a sair do carro. Corri para o meu quarto largando as sacolas de roupas que Alice, Esme e Rose me obrigaram a comprar de qualquer jeito e troquei de roupa. Disparei novamente para a sala ignorando os comentários maliciosos de meus irmãos. Porem quando cheguei à porta estaquei ao ouvir a voz zangada de Esme:

–- EMMETT E JASPER. EU JÁ NÃO PEDI PARA VOCÊS NÃO LUTAREM DENTRO DE CASA? - Esme estava furiosa.

Então me lembrei do buraco na parede leste, justo onde ficava um quadro muito antigo que era a paixão dela. Com a correria de querer ir caçar logo acabei esquecendo-me de concertar a parede que Emmett e eu estragamos, quando ele tentava me capturar.

–- Desculpe Esme, mas posso garantir que desta vez, eu não tenho culpa. - Se defendeu Jasper calmamente.

Esme desceu para a sala e ficou nos encarando com a expressão mais linda e mais zangada que eu já vi.

–- Então quem foi? - Perguntou ainda nos encarando.

–- Tudo bem eu me rendo. - Disse Emmett se levantando do sofá. - Fui eu, mas foi sem querer Edward me empurrou contra a parede. - O que? Ah é. Era esperar muito que Emmett levasse a culpa sozinho.

Esme olhou para mim pedindo explicações.

–- Ele que começou, se ele não estivesse me perseguindo, eu não o teria empurrado. - Me defendi também.

–- Eu só te persegui, porque o Jazz mandou. - Emmett falou.

–- Ei, não vem não. Você também queria saber o que o Edward e a... - Ele se calou percebendo que falara de mais. E claro que meu olhar de “vou arrancar uma parte que não conseguirá se regenerar de novo” também ajudou.

–- Eu não quero saber quem começou com o que. Eu só sei que vocês estão de castigo até segunda ordem, e vão reformar aquela parede. - Disse Esme autoritária.

O que castigo? Mas eu nunca ficava de castigo. Emmett e Jasper ficavam às vezes por lutarem dentro de casa, mas eu não.

–- Mas Esme... - Tentei argumentar.

–- Sem, mas Edward, os três estão de castigo. - Disse e saiu.

De castigo? Que maravilha. Pelo menos nesse aspecto éramos parecidos com as famílias humanas, tirando o fato de termos mais de cem anos, é claro. Era obvio que tínhamos que viver como humanos, para que estes não desconfiassem, mas acho que Esme estava levando isso a serio de mais, e o pior era que Carlisle sempre a apoiava. Eu também, para dizer a verdade. Às vezes as brincadeiras de Emmett e Jasper iam longe de mais, e eles geralmente mereciam.

Mas ai eu ficar de castigo. Que injustiça.

“Ah Edward, deixa de ser um bebê chorão.”– Pensou Jasper. – “Aposto que se você não tivesse ficado também, estaria pensando que era bem merecido para mim e Emmett.”

Jasper tinha razão, eu estava inconformado porque estava de castigo, até segunda ordem, e isso significava que não poderia ver Bella dormir por um bom tempo. Como eu agüentaria?

“Por que não para de se lamentar como um bebê e vamos logo concertar a parede.” - Propôs Jasper. Acho que ele já estava irritado com minhas lamentações.

Suspirei pesadamente e me dirigi até a garagem para buscar o material que iríamos precisar.

sábado, janeiro 03, 2015

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capitulo 38

Autora: Giis Vieira

Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência



Capítulo 38

Bella



Desabei no sofá da sala totalmente exausta. Tinha acabado de terminar a minha faxina geral em casa. Queria deixar tudo em ordem para quando Anna e o pequeno Charlie chegassem, mas quando estava na metade do segundo andar - após ter limpado o sótão todo - percebi que era uma péssima idéia fazer isso sozinha, porem como não sou de desistir continuei até limpar o ultimo cômodo da casa (quer era bem maior do que eu imaginava), sem contar o lado de fora e o porão.

Mas fazer a faxina também teve seu lado bom, achei um monte de coisas legais que pertenceram aos meus avôs, meus tios e ao papai. Encontrei muitas fotos de todos os momentos, todos os brinquedos, roupinhas de bebê, um berço e um Moisés que seriam muito úteis enquanto Anna estivesse em casa. O vestido de casamento de noiva da vovó. Era tão lindo, não sei por que Renée não quis usá-lo quando se casou com papai. Quando me casasse com Edward, provavelmente eu iria querer usá-lo, ou então sugeriria para Leah usar, já que ela se casaria primeiro. Achei também um enorme porta-jóias antigo, em madre perola com fechadura de oura, cheio de jóias que provavelmente pertenceram à família Swan a não sei quantas gerações.

Suspirei sentindo os efeitos que a faxina deixara em meu corpo. Eu estava tão cansada que não tinha nem animo de preparar algo para comer, apesar de estar morrendo de fome.

Decidi que iria tirar um cochilo, só para descansar um pouquinho depois iria preparar algo para comer.

A casa estava silenciosa, o que eu achei ótimo, poderia dormir por ali mesmo - não conseguia mais levantar mesmo.

Minha tia estava trabalhando, assim como o boboca do Steven. Britanny tinha ido para a casa de Lauren ensaiar para as competições estaduais. Anna demoraria a sair do hospital. Apesar, de o bebê ter nascido saudável e não precisar ficar na incubadora, Carlisle queria mantê-la no hospital, por pelo menos uma semana. Ela havia tido febre logo após o parto. Ele me garantiu que a febre era normal ainda mais para ela que teve uma gravidez de risco, e um parto complicado. Então decidi ficar lá com ela, só sai porque meus padrinhos chegaram dizendo que eu precisava descansar, mas voltaria na manhã seguinte. E uma vez que não consegui dormir depois de ter chegado de lá, resolvi fazer uma faxina geral na casa, que me deixara completamente esgotada.

E apesar de estar cansada, faminta, cheia de dores, sem conseguir mexer um músculo se quer, estava satisfeita com o resultado do meu trabalho. Só o berço que não consegui tirar do sótão, também seria de mais para mim, talvez quando Edward chegasse, eu pediria para ele me ajudar.

Alguns minutos depois, eu já estava quase inconsciente, mas minha mente continuava a repassar os acontecimentos do dia anterior. A conversa com Anna. Saber que aquele mofado do Evans tinha se aproveitado da ingenuidade da minha amiga me revoltava. Mas pelo que pude ver Anna teria seu final feliz, e com ninguém menos do que Jacob Black. Quem diria. Em pensar que um mês antes ela o tinha ameaçado com uma faca enorme da cozinha.

Por falar em final feliz; fiquei mais que feliz que Sam e Leah tenham se acertado, agora eles tinham muitos motivos para ficarem juntos e felizes, motivos duplos devo dizer.

Mas quem mais me surpreendeu foi Britanny, porque desde o episodio dos testes para as lideres e do episodio que ela destruiu meu violão, ela nem olhava na minha cara. E ontem ela ficou muito preocupada com Anna. E também durante nossas conversas, não vi nenhum pingo de ironia, sarcasmo ou inveja, muito menos falsidade. Acho que ela está mesmo querendo mudar, porem eu sempre teria um pé atrás com ela. Não era a primeira vez que ela não ia tentar mais tentar ferrar comigo.

Quando já tinha pegado no sono de vez, e estava no meu décimo quinto sono, senti suas mãos frias acariciando meu rosto. Só que eu estava tão cansada, que nem seu toque foi capas de me despertar por completo. Murmurei algo que nem eu mesma entendi e voltei a dormir. Mas é claro, que aquele trapaceiro não ia me deixar dormir. Senti suas mãos passearem por meu corpo, enquanto ele beijava de leve meus lábios, queixo, bochechas, para depois passar para o meu pescoço. E obvio que isso foi o suficiente, para me deixar mais do que desperta.

–- Sabe isso que você faz comigo não é justo. - Murmurei enquanto ele brincava em meu lóbulo com a língua. Arrancando um suspiro fraco dos meus lábios.

–- O que? - Perguntou ele inocentemente, beijando meu rosto até chegar aos meus lábios.

–- Você me torturar desse jeito. Ainda mais quando não consigo mexer nenhum músculo.

–- É mesmo? - Murmurou com a boca colada na minha, enquanto suas mãos hábeis desabotoavam minha calça. - Pois agora eu vou dizer o que é injusto! Injusto é toda vez que quero ficar sozinho com você, sempre sermos rudemente interrompidos por alguma coisa ou alguém, ou você simplesmente cair no sono, bem na hora de castigá-la. Isso não é justo. - Sua voz era tão severa, que me deixava com medo e excitada ao mesmo tempo.

–- Mas, de hoje você não escapa Srta. Isabella. A casa está fazia, e eu não vou deixá-la dormir, até que você pague todos os seus castigos. - Minha nossa, para onde tinha ido meu namorado super controlado e preocupado com minha segurança?

Edward começou a puxar minha calça, para retirá-la do meu corpo. Pelos seus gestos, percebi que ele não estava muito paciente. Ergui um pouco meus quadris para ajudá-lo, antes que minha calça tivesse o mesmo fim que meu pobre sutiã. Após me livrar da calça, Edward começou a retirar minha camiseta, só que desta vez, ele estava mais paciente. Enquanto ia subindo a peça, ia beijando a pele que ficava exposta. Ele era tão trapaceiro, eu morrendo de sono e ele fazendo isso...

E então meu estomago roncou sonoramente e exigente.

Edward levantou o rosto, para me fitar frustrado.

–- Por quê? - Ele caiu de joelhos no chão. - Por que isso só acontece comigo? - Ele perguntou dramaticamente, levantando as mãos para o ar.

Comecei a rir e ele me fuzilou com os olhos. Tapei boca com a mão, para disfarçar, porem não tive sucesso.

–- Não ria! Pare de rir, vou triplicar seu castigo. - Ameaçou ele. Era impossível não rir do drama que ele fazia. Parecia um garotinho de dez anos e não um adolescente de 16, muito menos um vampiro formado duas vezes em medicina de cento e poucos anos.

Respirei fundo algumas vezes tentando me acalmar para poder responder. Quando havia superado a crise de riso, falei:

–- Desculpe Edward, mas você precisava ver sua cara. Estava muito engraçada. - Ele fechou a cara mais ainda e cruzou os braços. - E desculpe pelo meu estomago inconveniente, mas é que ainda não dormi, nem comi nada desde que deixei o hospital. Como estava sem sono decidi fazer uma faxina geral na casa toda, o que foi uma péssima idéia, porque agora estou tão cansada e sonolenta que não tenho animo nem de fazer nada para comer. Pretendia dormir um pouco, e depois comer algo, mas ai você chegou...

Ele me olhou primeiro desconfiado, e depois reprovador.

–- Você poderia ter me esperado, eu teria te ajudado. Não precisava ter se sacrificado tanto. - Ele levantou e veio para o meu lado, me pegou nos braços para poder sentar no sofá e me colocou no colo dele. - Tudo bem, descansa um pouco, enquanto eu preparo alguma coisa para você comer. - Agora era meu vampiro atencioso, superprotetor e cuidadoso de novo. Deu um sorrisinho malicioso. - Não quero vocês cansada e fraquinha. Eu a quero, inteira e forte. - Beijou-me na testa.

–- Já que você está aqui. Poderia, por favor, colocar o berço que está no sótão no quarto da Anna? - Ele estreitou os olhos. - Prometo te recompensar. - Pisquei para ele.

–- E eu vou cobrar com juros. Ele me deitou no sofá e me beijou de leve nos lábios. - Descanse um pouco, quando estiver tudo pronto eu te chamo. - Beijou-me de novo e saiu da sala.

Voltei a fechar os olhos, na esperança de cochilar por alguns minutinhos, mas...

–- Bella?! Bella?! - Chamou-me. - Amor acorda, fiz um lanche para você. - Abri os olhos sem a mínima vontade. Edward estava na minha frente com uma bandeja cheia de comida. - Deve estar mesmo cansada, estou te chamando a mais de cinco minutos. - O olhei confusa. Parecia que eu tinha cochilado por apenas dois segundos.

Sentei-me no sofá com as pernas cruzadas. E provavelmente corando absurdamente pelo meu estado - estava apenas de lingerie. Edward me passou um copo de suco de laranja, que bebi em um só gole. Edward deu uma risadinha que me deixou desconcertada senti meu rosto corar de novo.

–- Você fica tão linda corada. - Comentou - Totalmente desfrutável. - Baixei a cabeça, com um rubor cobrindo o outro. Ele colocou um dedo sob meu queixo e ergueu meu rosto.

–- Tão perfeita! Tão minha! - Sua voz estava diferente. Ainda continuava linda, macia como veludo, mas estava meio rouca. Eu tremi e não foi de frio.

Edward pegou um morango e colocou em minha boca. Depois se sentou no sofá e me puxou para o seu colo novamente.

–- Você é meu pecado Bella. É meu fruto proibido. - Sussurrou em meu ouvido e riu. Suas palavras me causaram arrepios, e novamente tremi.

Antes que pudesse me acalmar do efeito provocado por suas palavras e por sua voz, sua boca já estava colada na minha, e sua língua pedia passagem; entrelaçando-se na minha em uma dança sensual. Depois que descobriu que não me machucaria, nem que poderia me causar algum mal, - seu veneno, por exemplo - se sua língua ficasse em contato com a minha enquanto nos beijávamos, Edward não me beijava de outro jeito, a não ser à francesa ¹. O que eu achava ótimo.

Sua língua era fria, mas também era macia e tinha um sabor incrível.

Edward liberou meus lábios para que eu pudesse recuperar o fôlego, e passou a beijar meu pescoço, e depois meu colo. Sem nenhuma cerimônia arrancou meu sutiã de meu corpo, mas por incrível que pareça, a peça estava inteira. Deu um sorrisinho sem vergonha, e abocanhou meu seio esquerdo, enquanto sua mão brincava com o direito. E eu, claro quase desfaleci como sempre acontecia, quando sua língua gelada entrava em contado com meu seio. Ele deitou-me no sofá sem interromper o que fazia. Liberou meu seio esquerdo, e foi distribuindo beijos por todo o meu colo, até chegar ao meu seio direito. Ele brincava com a língua em meu mamilo enrijecido, para depois dar pequenas sucções.

Aquilo estava me matando, senti novamente a pontada em meu baixo ventre, e depois em minha virilha. Queria fechar as pernas, para quem sabe com a fricção aliviar, porem era impossível, já que Edward estava entre elas. Eu podia sentir bem que não era única ali reagindo ao nosso contado, e isso piorava ainda a minha situação.

Edward deu uma sugada mais forte em meu seio, que me fez gemer. Provavelmente iria ficar marcado ali. Deu um ultimo beijo em cada um de meus seios, e ergue a cabeça para olhar-me, seus olhos estavam completamente negros.

–- Seu cheiro está diferente, mais forte. - Disse-me com os olhos ardendo nos meus. Senti outra pontada entra as pernas, bem próximo ao ponto. Mexi-me, queria roçar nossos corpos. - Que foi Bella? Eu te machuquei? - Perguntou preocupado.

Fiquei olhando para ele, procurando a resposta certa. Como dizer ao meu namorado, que eu estava tão excitada que chegava a doer?

–- Você não me machucou. - Disse por fim. - Mas é que estou sentindo... uma dorzinha esquisita... - E é claro corei, foi o suficiente para ele compreender o que eu quis dizer. Sua preocupação esvaiu-se por completo, dando lugar a um sorriso extremamente pervertido e tentador, o que fez minha calcinha ficar encharcada. É eu estava perdida.

–- Onde é a dor? É aqui? - Perguntou pressionando a mão fria em meu baixo ventre. Neguei com a cabeça. - Aqui? - Alisou minha virilha. Neguei de novo. Ele estava bem perto. Estreitou os olhos e deu meu sorriso torto favorito. - Então é aqui? - Perguntou colocando a mão em minha intimidade sob o tecido fino da calcinha. Assenti timidamente, enquanto via seus olhos - não sei como foi possível - escurecerem mais ainda. - Eu vou aliviar para você. - Foi só o que ele disse antes de começar a tocar-me.

Edward sentou de novo, puxando-me para o seu colo, afastou minhas pernas e puxou minha calcinha um pouco para o lado, então senti seu dedo frio estimular meu sexo. Escondi meu rosto em seu ombro para abafar um gemido sonoro. Ele continuou com os movimentos circulares em meu clitóris.

Meu corpo começou a ter espasmos, e então penetrou-me com um dedo, enquanto continuava a estimular-me com o polegar. Apertei seu braço por causa da dor quando ele estocou com seu dedo dentro de mim, mas logo a dor se foi dando lugar a uma sensação maravilhosa. Era quase como o frenesi. Nunca em minha vida pensei que pudesse sentir essas sensações. Logo eu que sempre critiquei o sexo antes dos dezoito anos. É claro que depois que comecei a namorar Edward, deixei de lado meus ideais. Eu era tão tola.

Fechei bem os olhos e joguei a cabeça para trás. Meu quadril começou a mexer-se involuntariamente no mesmo ritmo das investidas que Edward fazia com o dedo.

–- Bella?! Bella, relaxe. - Ouvi a voz dele. - Pare de morder o lábio e respire. Não tem ninguém em casa. Então não precisa se reprimir tanto. - Eu fiz o que ele disse. Nem havia percebido que prendia a respiração, e também pude sentir o gosto de sangue quando parei de morder meu lábio inferior. Só esperava que isso não atrapalhasse meu momento, fazendo-o se afastar com medo de me machucar por causa do cheiro do sangue. Estava tão bom.

–- Isso, essa é a minha garota. - Disse ele, quando gemi seu nome, na verdade eu gritei.

Senti meu corpo tremer, e meu sexo apertar o dedo dele. Minha visão ficou completamente nublada, e então soltei outro gemido/grito. Fechei bem os olhos, e fiquei sentindo aquelas sensações abandonarem meu corpo aos poucos. Era tudo tão novo para mim...

Edward tirou seu dedo de mim, e eu abri os olhos a tempo de vê-lo levar o dedo completamente encharcado à boca. Ele fechou os olhos como se estivesse degustando a melhor comida do mundo, e depois os abriu. Seus olhos estavam dourados novamente.

–- Deliciosa. - Disse-me ele, com aquela voz que fazia meus ossos virarem gelatina. - Parabéns! Teve seu primeiro orgasmo. - O olhei surpresa.

–- Uau! - Foi só o que eu consegui dizer. Beijou minha testa. E eu não tinha palavras para descrever, o que estava sentindo. Só sabia que tinha sido maravilhoso e Edward era perfeito.

–- Esse foi o primeiro de muitos que a farei ter. - Sussurrou em meu ouvido me fazendo tremer e corar.

–- Isso é meio injusto - disse quando consegui recuperar a fala - eu deveria te retribuir, não acha?

–- Mas você já fez isso. - Sacudi a cabeça incrédula. - Quando vai entender Bella? O seu prazer é o meu prazer. Eu te digo, não há nada mais satisfatório para mim, do que vê você feliz.

O abracei com força e colei meus lábios nos deles. Ele era tão perfeito, lindo, altruísta e meigo, que às vezes ficava pensando se realmente o merecia.

Edward pegou minha mão, e a levou até o meio de suas pernas. Acariciei desajeitadamente o volume imenso sob o jeans, ele gemeu.

–- Vê só o que faz comigo? - Ele rosnou quando dei um pequeno aperto no local. - Eu mal tenho controle dos meus atos, quando estou com você. - Colei meus lábios nos dele de novo. Ele se afastou quando precisei respirar, mas seus lábios não deixaram minha pele.

Ficamos um tempo em silencio. Edward levantou comigo em seus braços, e falou dirigindo-se para as escadas:

–- Eu quero fazer uma coisa - E disparou escada a cima. Entrou em meu quarto e me depositou delicadamente em minha cama.

Edward beijou-me com volúpia, e depois desceu seus lábios para o meu queixo, pescoço, colo, seios, e continuou descendo, beijando todo o meu corpo: barriga (quase morri quando ele passou a língua por todo o meu umbigo, e deu uma leve sugada em meu piercing), coxas, joelhos, tornozelos. E depois subiu com os lábios fazendo o mesmo trajeto. Ele parou entre minhas coxas, beijando-as do lado interno. Deu varias lambidas em minha virilha, quase me fazendo ter meu segundo orgasmo.

Ele levantou a cabeça e sorriu. Suas mãos foram para as laterais de minha calcinha e a arrancaram do meu corpo - é ele poupou o sutiã, mas em compensação terei que comprar mais calcinhas. Ficou encarando entre minhas pernas com um sorriso torto no rosto. E isso me deixou totalmente corada, fora o fato de nessa posição eu estar totalmente exposta para ele.

Edward começou a passar a mão pelo meu sexo, e seu dedo começou a estimular-me novamente. Ele baixou a cabeça, e dei um grito de puro êxtase quando sua língua fria como gelo, entrou em contato com meu clitóris inchado e sensível. Quase desfaleci quando ele começou a dar leves sugadas, em meu clitóris. E eu não me importava mais em conter meus gemidos.

Suas mãos seguraram minhas coxas, deixando-me ainda mais aberta, dando-lhe acesso total ao meu sexo. Ele aumentou as investidas com a língua e meu tronco se ergueu do colchão. Fui penetrada novamente por seu dedo, o que aumentou as explosões em meu corpo. Senti - o penetrar mais um dedo. Literalmente eu vi estrelas. Meu corpo tremeu, só que dessa vez os espasmos eram mais fortes. Era como se uma corrente elétrica passasse por todo o meu corpo. Edward apertou mais a minha coxa que ele ainda segurava, mas não me importei. Soltei um grito agudo. Desabei na cama suada, exausta e arfante, mas completamente satisfeita e feliz. Edward deitou-se ao meu lado em puxou para o seu peito.

–- Nossa... isso foi maravilhoso... Edward eu não tenho palavras. Obrigada. - Disse. Estava difícil falar com alguma coerência depois de tudo aquilo.

–- Que bom que gostou, porque isso é só o começo.

–- Estou gostando desse novo Edward meio pervertido. Menos controlado. - Ele riu em meu cabelo.

–- Bella depois, que conheci você, meu lado pervertido se libertou. E claro que eu tinha que fazer o máximo de esforço para deixá-lo controlado, por mais que você dificultasse muito as coisas. Só Deus sabe o que eu passei, e quantas fantasias já tive com você. - Eu tive rir dessa. Não imaginava Edward fazendo essas coisas, de adolescentes humanos.

Apoiei-me em seu peito para olhá-lo. Seu rosto não transparecia nada, só a satisfação de me fazer feliz, como ele já havia dito. Inclinei meu rosto para beijá-lo nos lábios. De imediato, suas mãos foram para os meus seios, depois desceram contornando minha cintura, quadril e meu bumbum. Mas tinha algo muito errado ali. Sim tinha, eu estava completamente nua enquanto ele estava vestido. Comecei a desabotoar sua camisa, e me olhou desconfiado.

–- Direitos iguais - Lembrei-lhe. Ele suspirou, mas me ajudou a tirar sua camisa. Quando passei para sua calça ele segurou minha mão. Eu o fuzilei com os olhos.

–- Eu sei que os direitos são iguais, mas não se esqueça que estamos começando aos poucos. - Piscou e puxou meu edredom para me cobrir.

Deitei em seu peito enquanto ele alisava meu cabelo. Então lembrei-me de uma coisa que ele disse ontem, quer dizer ele mencionou, mas não disse exatamente o que era, e é claro com o que aconteceu esqueci-me completamente.

–- Edward? - O chamei.

–- Hmm... - Ele parecia distraído.

–- Você ontem tinha me dito que havia descoberto uma coisa. O que era?

–- Ah, nada de mais. Só que agora eu sei o segredo que Rose escondia. - O olhei com a sobrancelha erguida. Isso não era nenhuma novidade, uma hora ela teria que contar para alguém. - Tudo bem, descobri um jeito de fazer Tanya largar de vez do nosso pé. Não que na atual situação dela, tenha poder de fazer alguma coisa, mas pode ser útil no futuro.

–- Como, por exemplo?

–- Ela ter transformado uma pessoa, e não ter controlado seu recém criado. Fora que ela contou para um humano o que era, e não o matou, nem o escolheu para ser seu parceiro. Isso é um crime para os Volturi, não que planejo contar para eles, mas pode ser uma boa arma, caso ela queira nos atrapalhar algum dia.

–- É, faz sentido. - Murmurei completamente exausta. Ele tinha acabado com toas as minhas energias restantes. Na verdade já não tinha nenhuma, depois de uma noite insone e uma faxina maluca na casa toda.

–- Você está morrendo de sono Bella, é melhor dormir um pouco. - Ele disse, ou eu acho que ele disse por que nessa hora eu estava mais dormindo do que acordada. Aconcheguei-me mais em seu peito. Mesmo com sono fiquei relembrando as sensações que compartilhamos. Edward era tão perfeito. Eu tinha muita sorte em tê-lo.

Dormi pensando tanto nisso. Que não me admirou ter tido um sonho erótico com ele (não era só Edward que tinha um lado pervertido recém descoberto eu também tinha). Mas o mais estranho é que no meio do sonho, eu me vi com uma criança no braço. Não sabia se era menino ou menina. Só sabia que essa criança era o fruto do amor entre Edward e eu.