sábado, janeiro 17, 2015

Fanfic Dois Mundos, Duas Vidas - Capítulo 39



Autora: Giis Vieira

Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência



Edward

Faltavam alguns minutos para as cinco horas da tarde. Bella continuava adormecida em meus braços. Olhei para seu rosto tranqüilo lembrando-me do nosso momento, há algumas horas antes. Foi tão bom ter proporcionado aquele momento, me senti tão bem. Eu não menti quando disse que satisfazê-la me fazia feliz, afinal de contas eu também era recompensado; porque não há nada mais prazeroso do que ouvi-la gemer meu nome.

Olhei novamente para o rostinho dela, ainda estava corado, e ela tinha um meio sorriso nos lábios.

Ah, Bella, Bella.

Minha bonequinha. Meu pequeno anjo. Eu ri, em pensar nela como anjo, quando na verdade ela mais parecia meu demônio pessoal, que veio à terra só para me atormentar. Mas é claro que quem olha para o rosto em formato de coração, com as maçãs do rosto redondas e coradas, lábios cheios e rosados, cílios longos, olhos cor de mel e lindos cachos cor de mogno emoldurando o rosto, jamais irá pensar que por trás há uma mulher ardente, sexy e que adora atormentar um pobre vampiro, com um lado pervertido a solta.

Ela era a minha salvação, e ao mesmo tempo meu pecado.

Parei de devanear com o corpo macio e cheiroso de Bella sob o meu, e decidi acordá-la. Em uma hora e meia, Claire e o namorado seboso estariam de volta.

Bella estava deitada de barriga para baixo, com as costas completamente expostas. Aproximei meu rosto de seu pescoço e afastei seus cabelos para beijar o local, e fui descendo até o meio de suas costas. Ela se mexeu inquieta e resmungou algo que nem eu entendi.

–- Vamos Bela Adormecida. Você precisa acordar. - Sussurrei deslizando os lábios por seu pescoço.

–- Não preciso, não. Deixa-me dormir, só mais cinco minutinhos. - Murmurou enterrando o rostinho no travesseiro.

–- Nada disso. E é melhor levantar logo Bella, ou eu serei obrigado a torturá-la de novo. - Ameacei-a fingindo severidade.

Mais rápido do que eu poderia imaginar, e ela ser capaz, Bella virou-se abruptamente tapando os seios com o edredom.

–- Você não faria isso!

–- Faria sim. Então levante essa bunda linda da cama. Agora! - Ordenei. Em contra partida, Bella estreitou os olhos e depois puxou o edredom até cobrir a cabeça.

Ela não fazia idéia no que tinha se metido. E eu tinha feito tanto esforço para me controlar. Podia até ver meu lado pervertido dando vivas e batendo palminhas, como Alice.

–- Ah, Bella, Bella. - Eu sorri maliciosamente. - Você não sabe o que acabou de provocar. - E então puxei seu edredom, deixando seu corpo nu totalmente exposto.

Bella tentou fugir, mas é claro, fui bem mais rápido agarrando-a pela cintura e a jogando de volta na cama. Prendi seus braços com uma só mão, enquanto a outra seguia pelo caminho da felicidade. Percebendo minhas intenções, ela fechou as pernas com força. Olhou para mim presunçosa. Esperta Bella sabia que eu não ia forçá-la a nada, por medo de machucá-la.

–- Ah, Bella. Meu pequeno demônio. Por que fazes isso comigo? - Lamentei afundando a cabeça em seu pescoço.

–- Porque é legal ver você perdendo o controle. - Disse rindo. - Mas sabe, a culpa é sua também. Antes você vivia me provocando, e depois simplesmente tirava o corpo fora.

–- Tudo bem você tem razão. - Me rendi. - Mas ultimamente, estou me redimindo, não estou? - Falei beijando seu pescoço.

–- Sim. - Respondeu com a voz fraca. Eu sei, foi golpe baixo.

–- Então, por que não me deixa continuar a me redimir? - Fui distribuindo beijos por seu pescoço, colo, até chegar aos seus seios. Suas pernas amoleceram então as afastei e comecei a estimulá-la.

–- Edward?! - Chamou-me com a voz tão fraca, que mais parecia um suspiro.

Não parei o que estava fazendo, continuei a acariciar seu sexo. E não demorou muito, para que Bella começasse a gemer meu nome. Queria ir de satisfação, mas no momento minha boca estava muito ocupada em seus seios.

–- É sério Edward. - Não sei de onde, ela conseguiu tirar forças para falar. - Precisamos parar, por mais que eu queira continuar, mas minha tia vai chegar daqui a pouco.

Parei o que estava fazendo contra a minha vontade, e me afastei dela. Não sem antes provar seu gosto mais uma vez. Levantei da cama e Bella se sentou puxando o lençol para se cobrir. Ainda não entendia porque ela fazia isso, eu já a tinha visto nua mesmo.

–- Você é tão má. - Acusei-a magoado.

–- Olha quem fala! Você me acordou hoje, já por duas vezes e com métodos nada justos.

–- Tudo bem você venceu de novo. Mas que fique claro, que mereceu ser torturada.

–- É mesmo? Pois saiba que eu ainda vou descontar tudo Edward Cullen!

–- Você já fez isso amor. E agora que tal um banho? - Sugeri inocentemente, e é claro que meu pequeno lobo disfarçado de cordeiro, teve que provocar-me:

–- Você vai me dar banho, ou vai tomá-lo comigo? -Perguntou sorrindo inocentemente.

Isabella Marie Swan simplesmente seria minha perdição.

–- Você ainda acaba comigo, Bella. Mas acho melhor você ir sozinha. - Seu sorriso morreu, e ela fez uma carinha de partir o coração. Apressei-me a explicar, antes que a magoasse mais. - Se fossemos juntos ia demorar muito, amor. E eu preciso ir para casa. Preciso caçar.

–- Ah. - Foi só o que respondeu. Ela ficou alguns minutos em silencio, - foram poucos, mas o suficiente para quase me enlouquecer - e depois perguntou: - Mas você não caçou há alguns dias?

–- Sim, mas Carlisle, Esme, Rose e a Alice não. E quanto mais eu caçar, mais forte eu fico, fora que vou poder ficar sem caçar por umas duas semanas. - Sentei-me ao seu lado e a abracei. - Não se preocupe, volto amanhã de tarde.

–- Tudo bem, já que é por uma boa causa. - Disse apertando seus bracinhos em meu pescoço. - Mas você me deve um banho.

–- Sim senhorita, não irei esquecer-me disso. - Prometi dando um beijo rápido em seus lábios.

–- Não vai mesmo, porque eu vou te cobrar. Agora posso te pedir uma coisa? - Ela me olhou cheia de segundas intenções.

–- Claro o que quiser. - Disse, mas estava desconfiado.

–- Pode pegar minha toalha e meu roupão, lá na lavanderia, por favor? - Não sei qual emoção dominava mais: o alivio; ou a frustração - já era a segunda vez que ela fazia isso comigo. - Decidi que era o alivio, porque por mais que eu a desejasse e estivéssemos indo bem com nossas preliminares. Ainda me apavorava com o que poderia acontecer caso eu perdesse o controle enquanto estivéssemos nos amando. E por mais que eu já tivesse experiência nessa área, não era a mesma coisa. Tanya era vampira, forte. Já Bella era humana, tão pequena e frágil. Eu tinha medo até de tocá-la.

Quando Claire e Steve chegaram, nós já estávamos na sala. E apesar dos pensamentos desconfiados de Claire e dos descontentes de Steve, não puderam reclamar, porque estávamos simplesmente assistindo um filme. Um programa inocente de namorados.

–- Oi princesa. - Claire cumprimentou a sobrinha enchendo-a de beijos. - Oi Edward.

–- Oi Claire. - Respondi sorrindo.

“Nossa, ele é ainda mais bonito quando está sorrindo.”– Piscou surpresa.

Enquanto nós jantávamos - sim eu também, porque a tia de Bella não me deixou recusar o convite para jantar, e tive que colocar aquela coisa horrível para dentro e fingir que estava gostando - tanto Claire quanto Steve nos analisava. Quer dizer só o Steve, quer dizer ele nos analisava, Claire estava mais preocupada com a aparência de Bella.

“Assistindo filme?... A tá, eu sou o presidente dos EUA. Aposto que esses dois estavam fazendo sexo selvagem, antes de chegarmos. Claire é tão cega!”– Pensava o loiro seboso maldosamente. - “E cadê a Britanny? Espero que não esteja por ai se esfregando em outro moleque se não...”– Ele iria continuar, mas se lembrou que a irmã o havia ligado mais cedo dizendo que iria vir para cá. E como a mente humana é limitada e não consegue pensar em duas coisas ao mesmo tempo, logo esqueceu o primeiro assunto e eu não pude saber o resto da história que provavelmente era muito interessante.

Já Claire observava minuciosamente o rosto e as expressões de Bella. – “Ela está tão pálida, e magrinha... E essas olheiras, não são normais. Não foi uma boa deixá-la passar a noite acordada”

“Será que Renée a levava em algum médico? Provavelmente não. Mas Sandra devia levá-la.”

“Acho que vou marcar um clinico para ela, quem sabe ele não passa algumas vitaminas. Ela não anda comendo direito...” - Nada de mais só as preocupações que uma tem com seus filhos.

Bella me acompanhou até a porta, e enquanto me despedia dela ouvia os resmungos de Steve sobre minha presença constante na casa. Claire o acalmava dizendo que era o namorado da sobrinha, e era mais do que normal eu estar sempre por lá. Ele bufou e resolveu passar para outro assunto: Violah Roberts e sua filha estavam vindo para Forks passar as férias de verão e ver como estavam os últimos detalhes da reforma da casa que o marido havia comprado por aqui. Era melhor avisar a Bella.

–- Edward me desculpe, por minha tia ter obrigado a você a comer. É que ela está fazendo aula de culinária e acha que todo mundo tem que ver se ela está se saindo bem.

–- Tudo bem Bella, eu me livro disse depois. Eu só queria te avisar que Violah e Stacy Roberts, estão vindo para cá. - Ela fez uma careta.

–- Ah, que maravilha, que felicidades. - Disse irônica. - Quando as peruas vêm?

–- Amanhã.

–- Tudo bem. Não há nada mais a se fazer, não é? - Ela suspirou.

–- Tenho que ir. Tchau.

–- Tchau.

Eu praticamente voei para casa, não antes de parar na primeira árvore e vomitar toda aquela gororoba que comi. - Encontrei meus irmãos sentados no sofá: Alice com a cabeça baixa e semblante triste. Jasper, Emmett e Rosalie tinham sorrisos maliciosos no rosto.

Eles tentaram esconder seus pensamentos, mas não conseguiram. Os três pensavam no que eu e Bella havíamos feito á tarde.

“Ed garanhão... Você sabia que pode ser preso por pedofilia”– Emmett pensava quase se engasgando de tanto rir.

Olhei de cara feia para Alice, ela me lançou um olhar agoniado e suplicante.

“Oh, Ed me desculpe, por favor, eu tentei não contar, mas você sabe como eles são trapaceiros. E Jazz estava do lado deles também.”

Então ela me mostrou o que aconteceu: Alice tinha visto o que eu havia planejado - claro que ela veria assim que eu decidisse - fazer com Bella. E viu tudo o que fizemos, desde o sofá até antes da tia dela chegar. E como havia se negado a contar sua visão, os outros a ameaçaram dizendo que destruiriam toda a coleção primavera-verão que tinha feito, como não adiantou - Alice recusou-se a trair minha confiança - Jasper muito trapaceiro usou seu dom para deixá-la eufórica e contar tudo o que sabia.

Puxei Alice para os meus braços e a abracei. Encarei os outros três para lhes dar uma bronca:

–- Vocês não têm vergonha? - Os três me olharam como se não soubessem do que eu estava falando. - Onde já se viu três marmanjões chantagearem e usar seus dons, contra uma criança deste tamanho. - Falei tentando parecer severo, mas quase gargalhando. Levei um soco de Alice por tê-la chamado de criança.

–- Você que deveria ter vergonha de fazer essas coisas com uma garotinha de apenas 15 anos, e ainda por cima esconder de nós. - Contra atacou Emmett.

–- Verdade. - Concordou Rosálie. - E nós nunca escondemos nada de você Edward.

–- Porque é inevitável que eu não saiba. - Disse irônico. Soltei Alice e fui em direção às escadas. - Na verdade eu iria contar tudo para vocês, mas como não respeitaram minha decisão de querer contar ou não, e ainda torturaram aquela pequena criança indefesa - apontei para Alice, que gentilmente me mostrou seu minúsculo dedo do meio. Que ingrata nunca mais a defendo. - Não irei contar nada.

–- Ah, não. Você não vai fazer isso com a gente. - Disse Jasper se levantando do sofá - Estamos aqui há um bom tempo te esperando, porque Alice não quis nos dar detalhes. - Dei de ombros e voltei a subir as escadas em uma velocidade humana. - Tudo bem Ed, você pediu por isso. Emmett, pegue-o!

É claro, que não foi tão fácil assim me capturar, eu era o mais rápido, mas a força de Emmett e a experiência de Jasper conspiraram contra mim. E é claro, sem mencionar o poder nada justo de Jasper, que ele usou covardemente para me fazer contar tudo. Então não tive alternativa a não ser contar todos os detalhes sórdidos.

–- Ah então, quer dizer que isso já acontece há um bom tempo? - Perguntou Emmett depois que terminei de contar. Em sua mente pude ler que ele me achava um tarado pervertido que estava aliciando uma pequena, frágil e inocente humana.

–- Ah, eu até te entendo Edward. - Comentou Jazz um tempo depois. - Mas você não acha que a Bella ainda é muito novinha para isso. Ela nem fez 16 anos, praticamente ainda é uma criança. - Repreendeu-me.

–- Jasper, se você soubesse o que aquela criança, frágil e inocente faz comigo. Você não diria isso.

–- Bem Ed, na verdade eu sei sim. Você tem tentado disfarçar, mas na maioria das vezes é tão forte que você não consegue. - Disse ele se acabando de rir assim como os outros. Tive vontade de arrancar os braços deles.

Será que Esme ficaria muito triste comigo se eu desmembrasse alguns dos bebês dela?

Para a sorte deles Esme e Carlisle chegaram, e então saímos fomos para a nossa caçada em família.

Fomos primeiro para o Alasca - mas é claro ficamos bem longe de Denalli, ainda estávamos chateados com Tanya - depois para o Canadá. Porem quando estávamos voltando para Forks Alice insistiu para que passássemos em Los Angeles. E o que era para ser apenas uma viagem de caça de algumas horas, se tornou uma viagem de caça de dois dias. Liguei para Bella explicando o porquê da minha demora para voltar, e é claro ela entendeu perfeitamente. Talvez ela não tivesse sido tão compreensiva assim se soubesse o que Alice estava aprontando para cima dela.

Quando chegamos em casa fui o primeiro a sair do carro. Corri para o meu quarto largando as sacolas de roupas que Alice, Esme e Rose me obrigaram a comprar de qualquer jeito e troquei de roupa. Disparei novamente para a sala ignorando os comentários maliciosos de meus irmãos. Porem quando cheguei à porta estaquei ao ouvir a voz zangada de Esme:

–- EMMETT E JASPER. EU JÁ NÃO PEDI PARA VOCÊS NÃO LUTAREM DENTRO DE CASA? - Esme estava furiosa.

Então me lembrei do buraco na parede leste, justo onde ficava um quadro muito antigo que era a paixão dela. Com a correria de querer ir caçar logo acabei esquecendo-me de concertar a parede que Emmett e eu estragamos, quando ele tentava me capturar.

–- Desculpe Esme, mas posso garantir que desta vez, eu não tenho culpa. - Se defendeu Jasper calmamente.

Esme desceu para a sala e ficou nos encarando com a expressão mais linda e mais zangada que eu já vi.

–- Então quem foi? - Perguntou ainda nos encarando.

–- Tudo bem eu me rendo. - Disse Emmett se levantando do sofá. - Fui eu, mas foi sem querer Edward me empurrou contra a parede. - O que? Ah é. Era esperar muito que Emmett levasse a culpa sozinho.

Esme olhou para mim pedindo explicações.

–- Ele que começou, se ele não estivesse me perseguindo, eu não o teria empurrado. - Me defendi também.

–- Eu só te persegui, porque o Jazz mandou. - Emmett falou.

–- Ei, não vem não. Você também queria saber o que o Edward e a... - Ele se calou percebendo que falara de mais. E claro que meu olhar de “vou arrancar uma parte que não conseguirá se regenerar de novo” também ajudou.

–- Eu não quero saber quem começou com o que. Eu só sei que vocês estão de castigo até segunda ordem, e vão reformar aquela parede. - Disse Esme autoritária.

O que castigo? Mas eu nunca ficava de castigo. Emmett e Jasper ficavam às vezes por lutarem dentro de casa, mas eu não.

–- Mas Esme... - Tentei argumentar.

–- Sem, mas Edward, os três estão de castigo. - Disse e saiu.

De castigo? Que maravilha. Pelo menos nesse aspecto éramos parecidos com as famílias humanas, tirando o fato de termos mais de cem anos, é claro. Era obvio que tínhamos que viver como humanos, para que estes não desconfiassem, mas acho que Esme estava levando isso a serio de mais, e o pior era que Carlisle sempre a apoiava. Eu também, para dizer a verdade. Às vezes as brincadeiras de Emmett e Jasper iam longe de mais, e eles geralmente mereciam.

Mas ai eu ficar de castigo. Que injustiça.

“Ah Edward, deixa de ser um bebê chorão.”– Pensou Jasper. – “Aposto que se você não tivesse ficado também, estaria pensando que era bem merecido para mim e Emmett.”

Jasper tinha razão, eu estava inconformado porque estava de castigo, até segunda ordem, e isso significava que não poderia ver Bella dormir por um bom tempo. Como eu agüentaria?

“Por que não para de se lamentar como um bebê e vamos logo concertar a parede.” - Propôs Jasper. Acho que ele já estava irritado com minhas lamentações.

Suspirei pesadamente e me dirigi até a garagem para buscar o material que iríamos precisar.

sábado, janeiro 03, 2015

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capitulo 38

Autora: Giis Vieira

Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência



Capítulo 38

Bella



Desabei no sofá da sala totalmente exausta. Tinha acabado de terminar a minha faxina geral em casa. Queria deixar tudo em ordem para quando Anna e o pequeno Charlie chegassem, mas quando estava na metade do segundo andar - após ter limpado o sótão todo - percebi que era uma péssima idéia fazer isso sozinha, porem como não sou de desistir continuei até limpar o ultimo cômodo da casa (quer era bem maior do que eu imaginava), sem contar o lado de fora e o porão.

Mas fazer a faxina também teve seu lado bom, achei um monte de coisas legais que pertenceram aos meus avôs, meus tios e ao papai. Encontrei muitas fotos de todos os momentos, todos os brinquedos, roupinhas de bebê, um berço e um Moisés que seriam muito úteis enquanto Anna estivesse em casa. O vestido de casamento de noiva da vovó. Era tão lindo, não sei por que Renée não quis usá-lo quando se casou com papai. Quando me casasse com Edward, provavelmente eu iria querer usá-lo, ou então sugeriria para Leah usar, já que ela se casaria primeiro. Achei também um enorme porta-jóias antigo, em madre perola com fechadura de oura, cheio de jóias que provavelmente pertenceram à família Swan a não sei quantas gerações.

Suspirei sentindo os efeitos que a faxina deixara em meu corpo. Eu estava tão cansada que não tinha nem animo de preparar algo para comer, apesar de estar morrendo de fome.

Decidi que iria tirar um cochilo, só para descansar um pouquinho depois iria preparar algo para comer.

A casa estava silenciosa, o que eu achei ótimo, poderia dormir por ali mesmo - não conseguia mais levantar mesmo.

Minha tia estava trabalhando, assim como o boboca do Steven. Britanny tinha ido para a casa de Lauren ensaiar para as competições estaduais. Anna demoraria a sair do hospital. Apesar, de o bebê ter nascido saudável e não precisar ficar na incubadora, Carlisle queria mantê-la no hospital, por pelo menos uma semana. Ela havia tido febre logo após o parto. Ele me garantiu que a febre era normal ainda mais para ela que teve uma gravidez de risco, e um parto complicado. Então decidi ficar lá com ela, só sai porque meus padrinhos chegaram dizendo que eu precisava descansar, mas voltaria na manhã seguinte. E uma vez que não consegui dormir depois de ter chegado de lá, resolvi fazer uma faxina geral na casa, que me deixara completamente esgotada.

E apesar de estar cansada, faminta, cheia de dores, sem conseguir mexer um músculo se quer, estava satisfeita com o resultado do meu trabalho. Só o berço que não consegui tirar do sótão, também seria de mais para mim, talvez quando Edward chegasse, eu pediria para ele me ajudar.

Alguns minutos depois, eu já estava quase inconsciente, mas minha mente continuava a repassar os acontecimentos do dia anterior. A conversa com Anna. Saber que aquele mofado do Evans tinha se aproveitado da ingenuidade da minha amiga me revoltava. Mas pelo que pude ver Anna teria seu final feliz, e com ninguém menos do que Jacob Black. Quem diria. Em pensar que um mês antes ela o tinha ameaçado com uma faca enorme da cozinha.

Por falar em final feliz; fiquei mais que feliz que Sam e Leah tenham se acertado, agora eles tinham muitos motivos para ficarem juntos e felizes, motivos duplos devo dizer.

Mas quem mais me surpreendeu foi Britanny, porque desde o episodio dos testes para as lideres e do episodio que ela destruiu meu violão, ela nem olhava na minha cara. E ontem ela ficou muito preocupada com Anna. E também durante nossas conversas, não vi nenhum pingo de ironia, sarcasmo ou inveja, muito menos falsidade. Acho que ela está mesmo querendo mudar, porem eu sempre teria um pé atrás com ela. Não era a primeira vez que ela não ia tentar mais tentar ferrar comigo.

Quando já tinha pegado no sono de vez, e estava no meu décimo quinto sono, senti suas mãos frias acariciando meu rosto. Só que eu estava tão cansada, que nem seu toque foi capas de me despertar por completo. Murmurei algo que nem eu mesma entendi e voltei a dormir. Mas é claro, que aquele trapaceiro não ia me deixar dormir. Senti suas mãos passearem por meu corpo, enquanto ele beijava de leve meus lábios, queixo, bochechas, para depois passar para o meu pescoço. E obvio que isso foi o suficiente, para me deixar mais do que desperta.

–- Sabe isso que você faz comigo não é justo. - Murmurei enquanto ele brincava em meu lóbulo com a língua. Arrancando um suspiro fraco dos meus lábios.

–- O que? - Perguntou ele inocentemente, beijando meu rosto até chegar aos meus lábios.

–- Você me torturar desse jeito. Ainda mais quando não consigo mexer nenhum músculo.

–- É mesmo? - Murmurou com a boca colada na minha, enquanto suas mãos hábeis desabotoavam minha calça. - Pois agora eu vou dizer o que é injusto! Injusto é toda vez que quero ficar sozinho com você, sempre sermos rudemente interrompidos por alguma coisa ou alguém, ou você simplesmente cair no sono, bem na hora de castigá-la. Isso não é justo. - Sua voz era tão severa, que me deixava com medo e excitada ao mesmo tempo.

–- Mas, de hoje você não escapa Srta. Isabella. A casa está fazia, e eu não vou deixá-la dormir, até que você pague todos os seus castigos. - Minha nossa, para onde tinha ido meu namorado super controlado e preocupado com minha segurança?

Edward começou a puxar minha calça, para retirá-la do meu corpo. Pelos seus gestos, percebi que ele não estava muito paciente. Ergui um pouco meus quadris para ajudá-lo, antes que minha calça tivesse o mesmo fim que meu pobre sutiã. Após me livrar da calça, Edward começou a retirar minha camiseta, só que desta vez, ele estava mais paciente. Enquanto ia subindo a peça, ia beijando a pele que ficava exposta. Ele era tão trapaceiro, eu morrendo de sono e ele fazendo isso...

E então meu estomago roncou sonoramente e exigente.

Edward levantou o rosto, para me fitar frustrado.

–- Por quê? - Ele caiu de joelhos no chão. - Por que isso só acontece comigo? - Ele perguntou dramaticamente, levantando as mãos para o ar.

Comecei a rir e ele me fuzilou com os olhos. Tapei boca com a mão, para disfarçar, porem não tive sucesso.

–- Não ria! Pare de rir, vou triplicar seu castigo. - Ameaçou ele. Era impossível não rir do drama que ele fazia. Parecia um garotinho de dez anos e não um adolescente de 16, muito menos um vampiro formado duas vezes em medicina de cento e poucos anos.

Respirei fundo algumas vezes tentando me acalmar para poder responder. Quando havia superado a crise de riso, falei:

–- Desculpe Edward, mas você precisava ver sua cara. Estava muito engraçada. - Ele fechou a cara mais ainda e cruzou os braços. - E desculpe pelo meu estomago inconveniente, mas é que ainda não dormi, nem comi nada desde que deixei o hospital. Como estava sem sono decidi fazer uma faxina geral na casa toda, o que foi uma péssima idéia, porque agora estou tão cansada e sonolenta que não tenho animo nem de fazer nada para comer. Pretendia dormir um pouco, e depois comer algo, mas ai você chegou...

Ele me olhou primeiro desconfiado, e depois reprovador.

–- Você poderia ter me esperado, eu teria te ajudado. Não precisava ter se sacrificado tanto. - Ele levantou e veio para o meu lado, me pegou nos braços para poder sentar no sofá e me colocou no colo dele. - Tudo bem, descansa um pouco, enquanto eu preparo alguma coisa para você comer. - Agora era meu vampiro atencioso, superprotetor e cuidadoso de novo. Deu um sorrisinho malicioso. - Não quero vocês cansada e fraquinha. Eu a quero, inteira e forte. - Beijou-me na testa.

–- Já que você está aqui. Poderia, por favor, colocar o berço que está no sótão no quarto da Anna? - Ele estreitou os olhos. - Prometo te recompensar. - Pisquei para ele.

–- E eu vou cobrar com juros. Ele me deitou no sofá e me beijou de leve nos lábios. - Descanse um pouco, quando estiver tudo pronto eu te chamo. - Beijou-me de novo e saiu da sala.

Voltei a fechar os olhos, na esperança de cochilar por alguns minutinhos, mas...

–- Bella?! Bella?! - Chamou-me. - Amor acorda, fiz um lanche para você. - Abri os olhos sem a mínima vontade. Edward estava na minha frente com uma bandeja cheia de comida. - Deve estar mesmo cansada, estou te chamando a mais de cinco minutos. - O olhei confusa. Parecia que eu tinha cochilado por apenas dois segundos.

Sentei-me no sofá com as pernas cruzadas. E provavelmente corando absurdamente pelo meu estado - estava apenas de lingerie. Edward me passou um copo de suco de laranja, que bebi em um só gole. Edward deu uma risadinha que me deixou desconcertada senti meu rosto corar de novo.

–- Você fica tão linda corada. - Comentou - Totalmente desfrutável. - Baixei a cabeça, com um rubor cobrindo o outro. Ele colocou um dedo sob meu queixo e ergueu meu rosto.

–- Tão perfeita! Tão minha! - Sua voz estava diferente. Ainda continuava linda, macia como veludo, mas estava meio rouca. Eu tremi e não foi de frio.

Edward pegou um morango e colocou em minha boca. Depois se sentou no sofá e me puxou para o seu colo novamente.

–- Você é meu pecado Bella. É meu fruto proibido. - Sussurrou em meu ouvido e riu. Suas palavras me causaram arrepios, e novamente tremi.

Antes que pudesse me acalmar do efeito provocado por suas palavras e por sua voz, sua boca já estava colada na minha, e sua língua pedia passagem; entrelaçando-se na minha em uma dança sensual. Depois que descobriu que não me machucaria, nem que poderia me causar algum mal, - seu veneno, por exemplo - se sua língua ficasse em contato com a minha enquanto nos beijávamos, Edward não me beijava de outro jeito, a não ser à francesa ¹. O que eu achava ótimo.

Sua língua era fria, mas também era macia e tinha um sabor incrível.

Edward liberou meus lábios para que eu pudesse recuperar o fôlego, e passou a beijar meu pescoço, e depois meu colo. Sem nenhuma cerimônia arrancou meu sutiã de meu corpo, mas por incrível que pareça, a peça estava inteira. Deu um sorrisinho sem vergonha, e abocanhou meu seio esquerdo, enquanto sua mão brincava com o direito. E eu, claro quase desfaleci como sempre acontecia, quando sua língua gelada entrava em contado com meu seio. Ele deitou-me no sofá sem interromper o que fazia. Liberou meu seio esquerdo, e foi distribuindo beijos por todo o meu colo, até chegar ao meu seio direito. Ele brincava com a língua em meu mamilo enrijecido, para depois dar pequenas sucções.

Aquilo estava me matando, senti novamente a pontada em meu baixo ventre, e depois em minha virilha. Queria fechar as pernas, para quem sabe com a fricção aliviar, porem era impossível, já que Edward estava entre elas. Eu podia sentir bem que não era única ali reagindo ao nosso contado, e isso piorava ainda a minha situação.

Edward deu uma sugada mais forte em meu seio, que me fez gemer. Provavelmente iria ficar marcado ali. Deu um ultimo beijo em cada um de meus seios, e ergue a cabeça para olhar-me, seus olhos estavam completamente negros.

–- Seu cheiro está diferente, mais forte. - Disse-me com os olhos ardendo nos meus. Senti outra pontada entra as pernas, bem próximo ao ponto. Mexi-me, queria roçar nossos corpos. - Que foi Bella? Eu te machuquei? - Perguntou preocupado.

Fiquei olhando para ele, procurando a resposta certa. Como dizer ao meu namorado, que eu estava tão excitada que chegava a doer?

–- Você não me machucou. - Disse por fim. - Mas é que estou sentindo... uma dorzinha esquisita... - E é claro corei, foi o suficiente para ele compreender o que eu quis dizer. Sua preocupação esvaiu-se por completo, dando lugar a um sorriso extremamente pervertido e tentador, o que fez minha calcinha ficar encharcada. É eu estava perdida.

–- Onde é a dor? É aqui? - Perguntou pressionando a mão fria em meu baixo ventre. Neguei com a cabeça. - Aqui? - Alisou minha virilha. Neguei de novo. Ele estava bem perto. Estreitou os olhos e deu meu sorriso torto favorito. - Então é aqui? - Perguntou colocando a mão em minha intimidade sob o tecido fino da calcinha. Assenti timidamente, enquanto via seus olhos - não sei como foi possível - escurecerem mais ainda. - Eu vou aliviar para você. - Foi só o que ele disse antes de começar a tocar-me.

Edward sentou de novo, puxando-me para o seu colo, afastou minhas pernas e puxou minha calcinha um pouco para o lado, então senti seu dedo frio estimular meu sexo. Escondi meu rosto em seu ombro para abafar um gemido sonoro. Ele continuou com os movimentos circulares em meu clitóris.

Meu corpo começou a ter espasmos, e então penetrou-me com um dedo, enquanto continuava a estimular-me com o polegar. Apertei seu braço por causa da dor quando ele estocou com seu dedo dentro de mim, mas logo a dor se foi dando lugar a uma sensação maravilhosa. Era quase como o frenesi. Nunca em minha vida pensei que pudesse sentir essas sensações. Logo eu que sempre critiquei o sexo antes dos dezoito anos. É claro que depois que comecei a namorar Edward, deixei de lado meus ideais. Eu era tão tola.

Fechei bem os olhos e joguei a cabeça para trás. Meu quadril começou a mexer-se involuntariamente no mesmo ritmo das investidas que Edward fazia com o dedo.

–- Bella?! Bella, relaxe. - Ouvi a voz dele. - Pare de morder o lábio e respire. Não tem ninguém em casa. Então não precisa se reprimir tanto. - Eu fiz o que ele disse. Nem havia percebido que prendia a respiração, e também pude sentir o gosto de sangue quando parei de morder meu lábio inferior. Só esperava que isso não atrapalhasse meu momento, fazendo-o se afastar com medo de me machucar por causa do cheiro do sangue. Estava tão bom.

–- Isso, essa é a minha garota. - Disse ele, quando gemi seu nome, na verdade eu gritei.

Senti meu corpo tremer, e meu sexo apertar o dedo dele. Minha visão ficou completamente nublada, e então soltei outro gemido/grito. Fechei bem os olhos, e fiquei sentindo aquelas sensações abandonarem meu corpo aos poucos. Era tudo tão novo para mim...

Edward tirou seu dedo de mim, e eu abri os olhos a tempo de vê-lo levar o dedo completamente encharcado à boca. Ele fechou os olhos como se estivesse degustando a melhor comida do mundo, e depois os abriu. Seus olhos estavam dourados novamente.

–- Deliciosa. - Disse-me ele, com aquela voz que fazia meus ossos virarem gelatina. - Parabéns! Teve seu primeiro orgasmo. - O olhei surpresa.

–- Uau! - Foi só o que eu consegui dizer. Beijou minha testa. E eu não tinha palavras para descrever, o que estava sentindo. Só sabia que tinha sido maravilhoso e Edward era perfeito.

–- Esse foi o primeiro de muitos que a farei ter. - Sussurrou em meu ouvido me fazendo tremer e corar.

–- Isso é meio injusto - disse quando consegui recuperar a fala - eu deveria te retribuir, não acha?

–- Mas você já fez isso. - Sacudi a cabeça incrédula. - Quando vai entender Bella? O seu prazer é o meu prazer. Eu te digo, não há nada mais satisfatório para mim, do que vê você feliz.

O abracei com força e colei meus lábios nos deles. Ele era tão perfeito, lindo, altruísta e meigo, que às vezes ficava pensando se realmente o merecia.

Edward pegou minha mão, e a levou até o meio de suas pernas. Acariciei desajeitadamente o volume imenso sob o jeans, ele gemeu.

–- Vê só o que faz comigo? - Ele rosnou quando dei um pequeno aperto no local. - Eu mal tenho controle dos meus atos, quando estou com você. - Colei meus lábios nos dele de novo. Ele se afastou quando precisei respirar, mas seus lábios não deixaram minha pele.

Ficamos um tempo em silencio. Edward levantou comigo em seus braços, e falou dirigindo-se para as escadas:

–- Eu quero fazer uma coisa - E disparou escada a cima. Entrou em meu quarto e me depositou delicadamente em minha cama.

Edward beijou-me com volúpia, e depois desceu seus lábios para o meu queixo, pescoço, colo, seios, e continuou descendo, beijando todo o meu corpo: barriga (quase morri quando ele passou a língua por todo o meu umbigo, e deu uma leve sugada em meu piercing), coxas, joelhos, tornozelos. E depois subiu com os lábios fazendo o mesmo trajeto. Ele parou entre minhas coxas, beijando-as do lado interno. Deu varias lambidas em minha virilha, quase me fazendo ter meu segundo orgasmo.

Ele levantou a cabeça e sorriu. Suas mãos foram para as laterais de minha calcinha e a arrancaram do meu corpo - é ele poupou o sutiã, mas em compensação terei que comprar mais calcinhas. Ficou encarando entre minhas pernas com um sorriso torto no rosto. E isso me deixou totalmente corada, fora o fato de nessa posição eu estar totalmente exposta para ele.

Edward começou a passar a mão pelo meu sexo, e seu dedo começou a estimular-me novamente. Ele baixou a cabeça, e dei um grito de puro êxtase quando sua língua fria como gelo, entrou em contato com meu clitóris inchado e sensível. Quase desfaleci quando ele começou a dar leves sugadas, em meu clitóris. E eu não me importava mais em conter meus gemidos.

Suas mãos seguraram minhas coxas, deixando-me ainda mais aberta, dando-lhe acesso total ao meu sexo. Ele aumentou as investidas com a língua e meu tronco se ergueu do colchão. Fui penetrada novamente por seu dedo, o que aumentou as explosões em meu corpo. Senti - o penetrar mais um dedo. Literalmente eu vi estrelas. Meu corpo tremeu, só que dessa vez os espasmos eram mais fortes. Era como se uma corrente elétrica passasse por todo o meu corpo. Edward apertou mais a minha coxa que ele ainda segurava, mas não me importei. Soltei um grito agudo. Desabei na cama suada, exausta e arfante, mas completamente satisfeita e feliz. Edward deitou-se ao meu lado em puxou para o seu peito.

–- Nossa... isso foi maravilhoso... Edward eu não tenho palavras. Obrigada. - Disse. Estava difícil falar com alguma coerência depois de tudo aquilo.

–- Que bom que gostou, porque isso é só o começo.

–- Estou gostando desse novo Edward meio pervertido. Menos controlado. - Ele riu em meu cabelo.

–- Bella depois, que conheci você, meu lado pervertido se libertou. E claro que eu tinha que fazer o máximo de esforço para deixá-lo controlado, por mais que você dificultasse muito as coisas. Só Deus sabe o que eu passei, e quantas fantasias já tive com você. - Eu tive rir dessa. Não imaginava Edward fazendo essas coisas, de adolescentes humanos.

Apoiei-me em seu peito para olhá-lo. Seu rosto não transparecia nada, só a satisfação de me fazer feliz, como ele já havia dito. Inclinei meu rosto para beijá-lo nos lábios. De imediato, suas mãos foram para os meus seios, depois desceram contornando minha cintura, quadril e meu bumbum. Mas tinha algo muito errado ali. Sim tinha, eu estava completamente nua enquanto ele estava vestido. Comecei a desabotoar sua camisa, e me olhou desconfiado.

–- Direitos iguais - Lembrei-lhe. Ele suspirou, mas me ajudou a tirar sua camisa. Quando passei para sua calça ele segurou minha mão. Eu o fuzilei com os olhos.

–- Eu sei que os direitos são iguais, mas não se esqueça que estamos começando aos poucos. - Piscou e puxou meu edredom para me cobrir.

Deitei em seu peito enquanto ele alisava meu cabelo. Então lembrei-me de uma coisa que ele disse ontem, quer dizer ele mencionou, mas não disse exatamente o que era, e é claro com o que aconteceu esqueci-me completamente.

–- Edward? - O chamei.

–- Hmm... - Ele parecia distraído.

–- Você ontem tinha me dito que havia descoberto uma coisa. O que era?

–- Ah, nada de mais. Só que agora eu sei o segredo que Rose escondia. - O olhei com a sobrancelha erguida. Isso não era nenhuma novidade, uma hora ela teria que contar para alguém. - Tudo bem, descobri um jeito de fazer Tanya largar de vez do nosso pé. Não que na atual situação dela, tenha poder de fazer alguma coisa, mas pode ser útil no futuro.

–- Como, por exemplo?

–- Ela ter transformado uma pessoa, e não ter controlado seu recém criado. Fora que ela contou para um humano o que era, e não o matou, nem o escolheu para ser seu parceiro. Isso é um crime para os Volturi, não que planejo contar para eles, mas pode ser uma boa arma, caso ela queira nos atrapalhar algum dia.

–- É, faz sentido. - Murmurei completamente exausta. Ele tinha acabado com toas as minhas energias restantes. Na verdade já não tinha nenhuma, depois de uma noite insone e uma faxina maluca na casa toda.

–- Você está morrendo de sono Bella, é melhor dormir um pouco. - Ele disse, ou eu acho que ele disse por que nessa hora eu estava mais dormindo do que acordada. Aconcheguei-me mais em seu peito. Mesmo com sono fiquei relembrando as sensações que compartilhamos. Edward era tão perfeito. Eu tinha muita sorte em tê-lo.

Dormi pensando tanto nisso. Que não me admirou ter tido um sonho erótico com ele (não era só Edward que tinha um lado pervertido recém descoberto eu também tinha). Mas o mais estranho é que no meio do sonho, eu me vi com uma criança no braço. Não sabia se era menino ou menina. Só sabia que essa criança era o fruto do amor entre Edward e eu.

sábado, dezembro 27, 2014

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capitulo 37


Autora: Giis  Vieira

Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência




Capítulo 37

Esme


Eu andava de um lado para o outro, pensando em alguma forma de acabar logo com aquela situação. Olhei para a janela, as nuvens estavam mais espessas. Hoje seria um dia como outro qualquer, quer dizer para algumas pessoas.

–- Esme, querida. Algum problema? - Carlisle perguntou entrando no quarto, indo para o meu lado em um piscar de olhos. Ele me fez parar e pegou minhas mãos.

–- Não, só estou preocupada. Edward já voltou? - Perguntei despreocupadamente.

–- Ainda não. - Respondeu desconfiado. - Mas o que a preocupa?

–- Estou preocupada com Bella, tenho medo que eles voltem e tentem alguma coisa contra ela. -Menti, embora esse fato me preocupasse também. - Você sabe nosso Edward a ama mais do que tudo, e eu nunca o vi tão feliz. Tenho medo que alguma coisa aconteça e estrague a felicidade deles. - Ou alguém, mais especificamente Tanya faça isso.

–- Ah, Esme! - Disse ele me abraçando. - Nada vai acontecer com eles. Aqueles vampiros não irão voltar. Eles entenderam bem meu recado.

Carlisle fez uma careta e depois suspirou.

–- Não se preocupe querida, vai ficar tudo bem. - Ele afagou meu rosto com o polegar. - Bom preciso ir. Depois vou passar nos Swan preciso ver Leah, e vou aproveitar e dar uma olhada em Anna também, o útero dela está muito baixo, essa época da gestão é a mais perigosa ainda mais na idade dela. E ainda por cima faz uma viagem de três dias - Ele sacudiu a cabeça.

–- Eu sei que ela foi irresponsável, mas é uma boa menina. E muito corajosa também. Edward me disse que ela está passando por um momento difícil. Talvez aqui seja melhor para ela.

–- Depois conversamos sobre isso. Agora preciso ir.

Levei Carlisle até o seu carro, que estava estacionado em frente de casa. Beijei-lhe de leve nos lábios e desejei um ótimo dia de trabalho.

Voltei para dentro de casa. A desvantagem de ser mãe e esposa vampira: é que eu não tinha muita coisa para fazer. Não precisava me preocupar em preparar refeições em horários certos, nem em manter a casa em ordem. Uma vez que meus cinco filhos eram adolescentes muito maduros. Subi as escadas mesmo assim. Iria começar pelo terceiro andar. Porque como toda dona de casa maníaca por limpeza, queria ter certeza de que estava tudo em ordem.

Entrei primeiro na sala de musica, lá estava tudo em ordem, como eu disse meus filhos eram bem organizados. Depois fui para o quarto de Edward, que quase não reconheci por causa da bagunça; várias toalhas e roupões embolados, uma bermuda úmida - que ele havia usado para entrar na piscina no dia do aniversario dele, e ainda estava ali - e até a parte de cima de um biquíni. Pelo tamanho deveria ser de Bella. Suspirei pesadamente. Retiro o que eu disse sobre filhos organizados. Recolhi tudo o que estava espalhado, e dei uma organizada e fui para o próximo quarto.

O quarto de Emmett e Rosalie fez o de Edward parecer imaculado. Recolhi os restos de roupas e lingeries que estavam por todo o quarto. Enquanto limpava o quarto agradecia por eles serem vampiros, e não precisar me deparar com milhares de camisinhas espalhadas pelo quarto. Por fim fui para o quarto de Alice e Jasper, que estava imaculadamente limpo e organizado - pelo menos eles eram organizados. Dei um suspiro longo e resolvi ir dar uma olhada no quarto em que Tanya estava hospedada. Para minha sorte o quarto dela também estava limpo.

Enquanto descia com as roupas que eu iria lavar; e as que ia jogar fora, avistei Tanya com uma cara entediada, sentada na sala de TV. Franzi o cenho. Não entendia o que ela ainda estava fazendo aqui. Mas sabia que ela não estava aprontando boa coisa. Eu não confiava mais nela, depois do que ela fez com o Edward, e tem também a conversas com Rose que sempre parecem mais acusações e cobranças. Se Carlisle não fosse tão tolerante por causa dos anos de amizade com os Denalli, com certeza eu mesma já a teria jogado porta a fora.

–- Oi Esme. - Ela se virou e sorriu. - Edward já voltou?

–- Não. - Respondi, olhando-a desconfiada. - E você? Por que não foi ao shopping com os outros?

–- Eu queria esperar o Ed, para irmos juntos. - Ela ficou irritada de repente. - Sabe Esme isso já é abuso, não acha? Agora o Edward nem passa muito tempo com a gente. É sempre Bella para lá, Bella para cá...

–- Não acho que seja abuso Tanya. E também não me importo. Nunca vi Edward tão feliz como agora, e é isso o que realmente importa. - Joguei essa na cara dela. -E só para deixar algumas coisas bem claras completei: - E acho que Edward passa bastante tempo comigo, com Carlisle e os irmãos. Se você não percebeu ainda Tanya a ausência excessiva de Edward se deve a sua presença excessiva nesta casa.

Ela bufou indignada e se levantou do sofá.

–- Esme você deveria estar do meu lado, não do dela. Ela é completamente errada para ele. - Ela quase gritava, enquanto andava de um lado para o outro. - Será que ninguém nessa casa entende? EU SOU A MULHER CERTA PARA ELE. EDWARD SÓ PODERÁ SER FELIZ AO MEU LADO.

Já estava cansada da ladainha dela. Então era hora de refrescar um pouco a mente dela.

–- Você quer fazê-lo feliz? Feliz como ele estava quando namorava você? - Joguei de novo na cara dela. - Eu não me importo se Bella é errada, nisso podemos dar um jeito. - Tanya não gostou quando falei isso. - O que realmente importa é que ela o faz feliz, como eu já te disse.

–- Isso não está certo Esme.

–- O que não está certo Tanya, você se metendo no relacionamento deles. Tentando envenenar Bella contra Edward, e usando Rosalie. - Ela arregalou os olhos. - Eu não sei ainda o que ela esconde, mas quando descobri nem sua amizade de anos vai fazer Carlisle te perdoar. Eu gosto muito da sua família Tanya e de você também, apesar de tudo, mas não vou permitir que estrague a felicidade dos meus filhos. E por isso que eu te peço, por favor, que vá embora e deixe Edward, Bella e Rosalie em paz.

–- O que? Esme você não pode fazer isso comigo.

Edward

Tive que sair do quarto de Bella antes dela acordar. Queria muito estar per quando ela abrisse seus lindos olhos cor de mel e desse aquele sorriso, que faria meu coração parar se ele ainda batesse, mas como sempre Alice havia me intimado para ir para casa o mais rápido possível, sem me dar mais nenhum detalhe, e como eu conhecia a irmã que eu tinha, era melhor eu correr, fora que eu estava curioso para saber o que estava acontecendo em minha casa, que não podia esperar. Tentei ligar para ela enquanto corria, e é claro a projeto de vampiro não atendeu. Aumentei a minha velocidade eu queria estar em casa logo.

Enquanto eu corria tentava descobrir o que era tão importante. Será que ela tinha novidade sobre os nômades malditos? Eu queria muito ter a oportunidade de enfrentá-los novamente, mas seria sem a intervenção de Carlisle.

Quando cheguei perto de casa pude ouvir vozes exaltadas, principalmente a de Tanya e de Esme.

Esme queria que Tanya fosse embora - até que enfim alguém tomou essa atitude.

–- O que? Esme você não pode fazer isso comigo. - Exclamou Tanya irritada.

Em minha opinião, acho que Esme demorou até a mandá-la embora. Ela só não o fez antes por causa de Carlisle, mas ao que parece a atitude de Tanya ontem, fez com que Esme perdesse a paciência.

-- Rose peça para Esme me deixareu ficar. - Exigiu ela a Rosalie.

“Tenho certeza que Rosalie vai interceder por mim...”- Pensava ela convicta.

–- Eu... Tanya... Eu não sei. - Rosalie estava meio hesitante, ela nunca hesitava em fazer alguma coisa para Tanya.

–- Simples Rosalie, ou você pede a ela para que eu fique, ou eu conto tudo o que eu sei você escolhe. - Ameaçou Tanya. Nesse momento eu vi tudo o que aconteceu na mente delas. O deslize que Rosalie não queria que soubéssemos. O segredo que fazia com que ela fosse um simples fantoche nas mãos de Tanya.

Entrei em casa e fui em direção à Tanya, mal percebi a presença de Emmett, e dos outros, no momento eu só queria arrebentar Tanya em mil pedacinhos.

–- Como você pode ser tão baixa Tanya? Como pode dizer que é amiga de Rosalie e de nossa família agindo dessa maneira? - Ela se esquivou de mim e foi para o lado de Rosalie.

–- Rose, você não quer que eles saibam seu deslize não é? Então já sabe o que fazer, ou eles ficarão sabendo. - Disse ela numa voz cínica.

–- Rose? - Alice chamou baixinho. - É melhor contar, nem é tão grave assim, ninguém irá te julgar. É melhor você se livrar desse peso em sua consciência e se livrar dessa... - Alice fez um esforço enorme para não xingar Tanya de prostituta para baixo e depois concluiu: - Pressão que Tanya está pondo em você.

–- Não, está tudo bem Alice. - Tanya abriu um sorriso enorme, convicta de que Rosalie ia implorar para Esme deixá-la ficar, mas Rose acabou surpreendendo a todos, acho que nem mesmo Alice tinha previsto essa. - Eu vou contar tudo, não agüento mais isso. - Ela se virou para Tanya e falou: - Tanya eu adoro você sério, mesmo você me chantageando, sempre vou ser sua amiga, mas chega uma hora que precisamos decidir, e eu decidi pela felicidade do meu irmão, e se a felicidade dele é ao lado de Bella eu irei fazer de tudo para que eles sejam felizes, nem que para isso eu tenha que me sacrificar. Há dias estou pensando em contar a verdade, mas ainda não estava pronta.

Ela suspirou algumas vezes e começou a narrar:

–- Foi há algumas semanas depois que nos mudamos para o Alasca, eu estava caçando com Tanya, quando encontramos dois homens. Eu sei fomos completamente irresponsáveis, por não ter pedido algum auxilio de Alice. - Rosalie falava enquanto retorcia as mãos no colo. - Mas naquela época ela ainda estava com muita raiva de mim e de Tanya, por interferirmos na vida de Edward, e também nunca achamos que poderíamos encontrar humanos naquela área, onde ficavam os animais mais ferozes. Eu queria voltar tive que medo de machucá-los, mas Tanya me tranqüilizou ela me garantiu que não haveria problema, que isso sempre acontecia, e já estava acostumada, e que não deixaria que eu fizesse nada que pudesse me arrepender depois.

“Os dois rapazes nos viram, e claro eles ficaram encantados com nossa beleza. Então decidimos brincar um pouco com os dois. Tanya tinha me falado que já havia tido relações com humanos, e eu fiquei curiosa.” - Ela olhou para Emmett suplicante. - “Por favor, Emmett me perdoe? Eu juro, não estava cansada de você, nunca deixei de te amar, foi apenas curiosidade, na verdade eu só queria ver a reação deles, mas acho que eles levaram a brincadeira a sério. E quando eu vi não dava mais para voltar atrás. Só que eu não sabia o quanto era perigoso, está tão perto de um humano ainda mais quando estamos com muita sede. É claro que no momento que eu estava em contato direto com ele, o desejo pelo sangue dele foi mais forte.” - Rose editava a história para poupar Emmett. Apesar de ela não ter de fato feito sexo com o rapaz, chegou bem perto disso. - “E eu acabei matando-o. O amigo dele percebeu e começou a gritar por socorro, nos chamando de monstros, Tanya teve que mordê-lo, mas como eu fiquei desesperada ela teve que me acudir e se esqueceu do outro rapaz.”

“Depois fomos caçar, por causa dos meus olhos. O outro homem Lion acabou se transformando em um de nós. Eu não sei o que aconteceu com ele, nunca mais o vi. Mas eu juro para vocês nunca me senti tão suja, na minha vida. Nunca me arrependi tanto. Por isso quando pedi para Tanya nunca falar disso para ninguém, eu prometi que faria qualquer coisa por ela. É claro que tínhamos medo por causa de Edward, Alice e Jasper. Por isso naquela época demoramos tanto para voltar da nossa caçada.” - Ela olhou de novo para Emmett. - “Emmett amor, me perdoa, por favor?” - Se não fosse impossível poderia dizer que ela estava soluçando.

–- Tudo bem Rose, não estou com raiva de você. Juro. - Ela a envolveu em seus braços. - Mas eu preferia que você tivesse me contado.

–- Sim, minha querida. Qualquer um pode cometer um erro. - Esme também a tranqüilizou indo para o seu lado, e afagando-lhe os cabelos.

–- Rosalie você não devia ter feito isso. - Disse Tanya irritada. Agora ela não teria mais quem chantagear.

–- Não, Tanya eu já devia ter contado há muito tempo. Não por causa das coisas que você me pedia para fazer, mas porque eu não agüentava mais esse peso.

–- Você fez bem Rose. - Disse Alice olhando feio para Tanya. - Eu já sabia disso há muito tempo, mas achei que seria melhor que você contasse. Mas eu juro que se demorasse mais eu mesmo contaria. Bella e eu estávamos pensando até em conversar com voc...

–- Como é? Aquela humana idiota também sabe? - Tanya interrompeu o que Alice dizia.

–- Sim Tanya Bella sabe, eu contei a ela. - Alice falou com raiva sem nem ao menos olhar para Tanya. - Ela não contou nada, prometeu guardar o segredo pelo tempo que fosse. Ao contrario de você, ela não usou isso para manipular Rosalie.

Tanya cruzou os braços e bufou indignada.

–- Bem, já que tudo está resolvido. E você não pode mais chantagear Rosalie, que tal ir embora? - Disse Jasper, falando diretamente com Tanya pela primeira vez.

Desde o dia do meu aniversário, que Jasper não dirigia uma palavra se que a ela. Pelo menos não diretamente.

–- Tudo bem eu vou, mas eu sei que assim como eu Rose quer, ver Edward feliz. Ela sabe que ele só será feliz ao meu lado. - Por que ela insistia em bater sempre na mesma tecla. - E ela nem gosta daquela menina.

–- Na verdade Tanya. - Disse Rose meio sem jeito. - Eu gosto dela sim, antes eu falava dela, porque não a conhecia e aposto que se você conhecê-la melhor vai aprender a gostar dela também.

“Isso só pode ser uma piada. Rosalie amiga da coisinha humana?”- Se ela continuasse com esses pensamentos ofensivos eu ia dar na cara dela.

–- Tanya pode parar de ofender minha namorada por pensamentos e ir embora? - Disse já impaciente.

Depois que Tanya foi embora Emmett e Rosalie se trancaram no quarto - segundo os pensamentos dela, ela ia compensá-lo pela quase traição. Esme foi terminar de arrumar a casa, e Jasper havia ido dar uma olhada em sua moto.

Era quase o paraíso sem os pensamentos de Tanya para me incomodar, dava até para ficar em casa, sem precisar colocar fones de ouvidos. Mais tarde eu iria ver Bella e contaria a novidade para ela. Mas pensando bem por que esperar se posso dar à boa noticia para ela já? Quando sai para pegar meu carro, encontro Alice sentada na escada cabisbaixa e com um olhar triste.

–- O que há Alice? - Perguntei sentando-me ao lado dela. - Por que está tão triste não vai me dizer, que está com saudades de Tanya? Por que se for isso, posso ligar e pedir para ela voltar.

–- Nem brinque com uma coisa dessas, por favor. - Ela bateu na madeira próxima. - Mas é que eu tinha feito um super planejamento para desmascarar a Putanya e nem pude usá-lo. - Choramingou deitando a cabeça no meu ombro. - Estava tudo tão perfeito.

–- Não se preocupe você ainda vai ter muitas chances de desmascará-la. - Ela riu. Ficamos um tempo em silencio quando de repente me lembrei de uma coisa. - Alice esse Lion que a Tanya transformou era o mesmo que ela tinha um caso? - Perguntei.

–- Que ela tem um caso, você quer dizer. - O que então a vadia infernizava meu namoro enquanto estava com outro? - É o mesmo sim. No começo eu não sabia por que não consegui ligar a fisionomia de quando ele era humano com a de agora. Ela só voltou para fazer você e Bella se separarem...

Alice ficou quieta de repente, os olhos fixos e arregalados em algo distante. Olhei na mente dela e ofeguei.

–- O que você acha? Pedimos para Carlisle já ficar preparado? - Perguntei.

–- Sim, é melhor. Pelo que vejo em menos de 10 horas teremos um bebê para mimar.

Bella


Abri os olhos e olhei por todo o meu quarto. Ele não estava ali. Estranho Edward nunca saia antes de eu estar acordada. Levantei da cama e comecei a andar de um lado para o outro. Pensava em algum motivo que levaria Edward a sair sem me avisar. Olhei para meu IPhone em cima do meu criado mudo, perto dele havia um papel dobrado ao meio, com meu nome. Abri e li o que estava escrito.

“Amor, tive que ir para casa, Alice me chamou e disse que era urgente. E bem você conhece Alice. Estarei ai o mais breve possível. Eu te amo.”


Provavelmente Alice teve alguma visão dos nômades, e queria contar a novidade. Eu sabia que ela os estava monitorando.

Antes mesmo de pensar em trocar de roupa Anna entra no meu quarto. Olhei para o seu rosto mais atentamente, ela estava muito pálida e com olheiras fundas, como que se tivesse ficado sem dormir por muitos dias ou chorado muito. Eu não havia reparado nisso ontem porque estava escuro e também porque tinha ficado com muita raiva por ela ter se arriscado vindo até aqui de ônibus.

Anna tinha a expressão tão triste, tão infeliz que me senti culpada por ter gritado com ela ontem.

–- Como você está se sentindo? - Perguntei preocupada.

–- Já estive pior, acredite. - Respondeu ela com a voz fraca. - Ainda está com raiva de mim?

–- Claro que não - disse indo até ela e a abraçando. - Foi só raiva de momento, por você ter se arriscado tanto.

–- Eu sei, não devia ter feito isso. Não quer nem saber o que meus pais vão falar quando vierem para cá, mas Bells eu precisava de um tempo. Precisava sair de lá.

–- E por que você não me conta? Quem sabe não vai se sentir melhor.

–- Tem razão. Eu vim para isso mesmo, mas acho que acabei me acovardando. - Ela respirou fundo. - Bella eu vou te contar tudo, mas eu preciso que você prometa ser paciente, porque é uma historia longa e, por favor, por favor, não me interrompa.

–- Tudo bem.

A puxei para cama sentando em frente a ela.

Anna respirou fundo algumas vezes, e depois começou:

–- Bem tudo começou depois que você foi embora. Eu fiquei sozinha, era a única amiga que eu tinha naquele lugar. Passei alguns meses sozinha, sem falar com ninguém até que um dia ele reparou em mim. - Ela parou olhando minha reação. Será que finalmente ela me diria quem era o pai do bebê dela? - Você se lembra do Andy Evans - eu assenti desconfiada. Lembrava muito bem da peça, era um dos populares, que adorava massacrar os outros alunos. - Então, foi ele. Nós começamos a namorar e...

–- Espera ai! - Eu interrompi, mesmo tendo prometido não interrompê-la. - Você está me dizendo que o pai do seu bebê, é o Andy - Carademofo - Evans?

–- Bella você prometeu não interromper. E sim ele é o pai do meu bebê. Ele tinha terminado com a Blair.

–- Mas ele é bem mais velho que a gente, uns dois ou três anos a mais. Ele vai para a faculdade depois do verão.

–- Eu sei Bells, por favor, posso terminar a história?

–- Ah, claro. Desculpe.

–- Então, ele tinha terminado com a vaca da Blair porque ela o traiu com o time todo da escola, incluindo os reservas. Depois disso ele passou a andar mais comigo, ficamos muito amigos e resolvemos namorar. Quando eu fui para o ensino médio e mudei para o mesmo bloco que ele, o Andy ficou muito feliz disse que seria bem mais fácil para nós, e é claro que eu acreditei que ele tinha ficado realmente feliz. - Ela suspirou. - E por causa disso, eu decidir avançar com ele na nossa relação, mas eu juro Bella que na nossa primeira vez usamos camisinha, fizemos tudo direitinho.

–- E o que aconteceu depois?

–- Bem, algumas semanas depois da nossa primeira vez, ele apareceu na escola todo triste, dizendo que o pai havia sido transferido para a filial de Nova Iorque, mas ele não queria ir, porque ele não queria ficar longe de mim. Estávamos tão felizes. Então ele me disse que se eu ficasse grávida, os pais deles não poderiam nos separar. Eles são teriam duas opções, ou deixá-lo em Phoenix, ou me levar para Nova Iorque com eles, final de contas eu estaria grávida. E é claro, como eu sou sortuda eu fiquei grávida na primeira vez que transamos sem camisinha. Eu contei para ele quando descobri sobre a gravidez e, ele ficou radiante. Nosso plano estava dando certo.

–- Mas...? - Eu sabia que agora vinha a pior parte.

–- De um tempo para cá ele estava meio estranho, eu não sabia o porquê. Semana passada, encontrei os pais dele no mercado, eles só me cumprimentaram rapidamente e depois entraram no carro cochichando, achei estranha essa reação, final estava grávida do filho deles. Minha mãe resolveu falar a Sra. Evans afinal de contas ela nunca desde que eu fiquei grávida veio falar comigo, nem perguntar sobre o bebê. Quando minha mãe voltou, ela estava triste, eu perguntei o porquê, mas ela não quis me falar. À noite quando eu fui beber água a ouvi conversando com papai. Ela disse que a mãe do Andy nem sabia que eu estava grávida, na verdade ela não sabia que ele estava namorando comigo. Disse que não estava nem ai para mim, nem para o bebe, que tinha certeza que eu fiz isso para dar o golpe da barriga e que não ia me deixar estragar o futuro do filho dela.

“Quando eu fui tirar satisfação com o Andy, ele disse que tinha acontecido tudo rápido de mais. Que não teve tempo de assimilar a realidade, de se preparar.”

–- Pelo amor, Anna. Você já está com oito meses. Como assim ele não se acostumou com a idéia?

–- Foi isso que eu falei para ele. Andy só disse que sentia muito me desejou sorte, mas que ainda não estava preparado para ser pai. E ia para Nova Iorque estudar lá. E que ele não podia estragar a vida dele, ele tinha muito ainda o que viver.

–- Que filho da puta. E você Anna, ele nem pensou se estava preparada ou não. Você só tem quinze anos.

–- Eu descobri pela Lucy, que na verdade ele não queria ficar lá por minha causa e sim por causa da Blair. Ele ainda é apaixonado por ela, e só estava me usando porque não queria passar por corno manso. Como a Blair decidiu estudar em outro país ele não viu mais motivo para ficar lá. Foi por isso que ele nunca contou para os pais dele. Depois disso eu nem pensei Bella, só peguei minhas coisas e vim para cá.

Ela começou a chorar e eu a abracei.

Pobre Anna, ela sempre foi tão boa e dedicada, não era justo esse cara fazer isso com ela. Quando eu encontrasse aquele Cara-de-Mofo ele ia ver só.

–- Ei, não chore. Ele não merece nem pena. - Disse secando suas lagrimas. - Vai ficar tudo bem. Tenho certeza que o padrinho e a madrinha vão te dar todo o apoio e você tem a mim, eu vou sempre estar ao seu lado e o Edward também. Tia Claire disse que você pode ficar aqui pelo tempo que precisar, depois que o bebê nascer.

–- Ah Bells. - Ela me abraçou soluçante. - Às vezes acho que não mereço a sua amizade.

–- Deixa de ser boba, é claro que merece. Vamos descer e comer alguma coisa. - Ela assentiu e foi para o quarto se arrumar.

Depois que tomamos café decidimos visitar Leah, queria ver como ela estava, e Anna também estava saudade dela. As duas haviam ficado amigos da ultima vez que Anna esteve em minha casa. Para nossa surpresa Britanny disse que também queria ir visitar nossa prima.

Tocamos a campainha e fomos super bem recebidas por Seth, era incrível como esse garoto crescia, acho que ele estava uns dez centímetros mais alto desde a ultima vez que eu o vi, e isso foi tipo ontem a noite. Tivemos outra surpresa ao ver Leah e Sam agarrados perto da escada. Fiquei feliz em saber que finalmente o tapado do Sam tenha visto a verdade e se entendido com a Leah.

Jacob também estava lá ele nos cumprimentou e enquanto conversávamos na sala, de vez em quando eu o pegava olhando para Anna disfarçadamente. Ali tinha alguma coisa e eu ia descobrir. Quando os rapazes começaram a dar mais atenção ao vídeo game do que para nós Leah nos puxou para o quarto dela, para podermos conversar melhor.

No começo foi tranqüilo ela não cabia em si de felicidade, contando como Sam tratou Emily. Ela já não sentia mais tanto enjôo, mas suas pernas começaram a inchar ela ficou uns bons dez minutos se queixando juntamente com Anna como isso era incomodo. Eu e Britanny somente assentíamos, já que não estávamos grávidas não tínhamos como ter empatia. Era estranho ficar perto da minha prima sem ela armar alguma coisa, ou me ofender. Depois quando as duas gestantes resolveram parar de se queixar e nos incluir na conversa, começou o assunto difícil, como, por exemplo, com quantos caras havíamos ficado, e nossas experiências sexuais. Minha prima, como sempre ganhou a parada uma vez que Leah, Anna e eu só tivemos um namorado, enquanto ela afirmou já ter ficado com 24 caras - o que não foi surpresa para ninguém - em um dia só em um parque, quando ela esteve na Flórida. Depois elas passaram a falar de suas intimidades com os namorados é claro que eu fiquei mais vermelha que um pimentão e isso chamou a atenção delas.

–- Ah, Bells deixa der chata, todas nós falamos, você também tem que falar. - Disse Anna indignada por eu sempre desconversar. - Até eu contei.

–- Anna, mas você já não é mais a mesma há muito tempo.

–- Bella conta, logo vai. - Disse Leah. - Até parece que você com aquele namorado lindo, pedaço de mau caminho - que Sam não me ouça- nunca fizeram nada. - A olhei com a sobrancelha erguida. Desde quando minha prima lobisomem acha meu namorado vampiro bonito?

–- Não. Edward me respeita muito. Ele sabe que eu não estou pronta ainda.

–- É já não existem homens como os de antigamente. - Britanny se queixou. - O Chad no começo era um amor de pessoa, mas depois ele se tornou um crápula. Principalmente depois que conseguiu o que queria, mas para o azar dele eu nem era mais virgem.

–- Por incrível que pareça o Sam ficou ainda mais carinhoso comigo. Aliás, ele sempre foi assim, o que estragou tudo foi a Emily.

–- Eu já nem falo nada, olha que o meu me deixou. - Disse Anna afagando a barriga. - Mas eu não me arrependo de não ter tirado.

Anna havia contado o que tinha acontecido para Leah e Britanny. Leah é claro chorou junto comigo e Anna, e por incrível que pareça Britanny ficou toda solidaria com minha melhor amiga. Ainda se ofereceu para planejar uma vingança.

–- Ah, Bella você nem precisa falar nada, porque seu namorado é a perfeição em pessoa. - Disse Britanny antes de eu falar.

–- É verdade. Ele é um super cavalheiro. - Anna disse olhando para mim. Eu sabia que elas falavam isso tentando arrancar algo de mim, mas eu não falaria nada. - Bella, você mente mal para caramba, vai fala logo. Eu sei que aconteceu alguma coisa, seu rosto te entrega. Então pode soltando o que você anda aprontando com o bonitão.

É ela me conhecia mesmo, não tinha como esconder nada de Anna, assim como ela não escondia nada de mim.

–- Tá vocês venceram. Não chegamos aos finalmente, como suas mentes pervertidas estão pensando, mas digamos que estamos indo de vagar.

–- De vagar como? - Perguntou Britanny sem entender. Depois ela arregalou os olhos, como se tivesse compreendido algo muito obvio. - Ah minha nossa, Bella. Vocês estão nas preliminares, sua safadinha. - Ela começou a rir assim como as outras meninas. E só depois de me fazerem contar todos os detalhes sórdidos sobre as minhas primeiras experiências a três pararam de me torturar com cócegas.

Quando elas já haviam conseguido o que queriam descemos para comer alguma coisa, quer dizer para Leah e Anna comerem. Os meninos ainda estavam na sala jogando quando passamos pela sala. Enquanto as garotas comiam conversávamos sobre um monte de coisas uma dessas coisas era sobre o casamento de Leah.

–- Ai, eu não sei como vou fazer para arrumar tudo. Eu cancelei tudo: Buffet, decoração, vestido de noiva, das madrinhas, das damas de honra. - Leah parecia meio desesperada.

–- Acho que sei quem pode te ajudar. Se você quiser- Eu disse meio receosa, já que minha ajuda se tratava de Alice Cullen, uma vampira.

–- Aceito qualquer coisa, desde que seja rápido.

–- Estava pensando em Alice, ela adora preparar festas e é muito rápida em tudo. - Leah me olhou e eu pisquei para ela.

–- Boa idéia Bella. Alice Cullen, porque não pensei nela antes? - Ela sorriu. - Será que ela vai aceitar.

–- Acho que sim Alice adora fazer essas coisas e... - Parei de falar quando vi Anna correr com a mão na boa. - Eu já volto. - Disse para Leah e Britanny e a segui.

Anna havia acabado de entrar no banheiro. Entrei logo depois dela e a encontrei debruçada na privada, vomitando. Isso era estranho, essa fase de enjôos não era para ter passado?

Ajoelhei-me ao lado dela, e tirei seu cabelo do rosto.

–- Desde quando você está vomitando assim? - Perguntei enquanto ela se levantava e lavava o rosto. - Já não era para essa fase ter passado?

–- Sim, mas voltou. O meu medico disse que era por causa do estresse. - Não comentei nada apenas assenti e a ajudei a voltar para a sala.

Britanny e Leah estavam na sala nos esperando preocupadas. Anna garantiu-lhes que estava bem, que fora só um enjôo passageiro.

Anna não sentiu mais enjôos, mas mesmo assim eu ficava de olho nela Afinal a gravidez dela era de risco, e esses enjôos não deviam normais. . De vez em quando eu a ficar tensa, respirar fundo e depois relaxar, pensei em ligar para Carlisle, mas tinha deixado meu telefone em casa. Continuamos conversando tranquilamente até Britanny exclamar:

–- Anna, tudo bem que você está grávida, mas você não consegue chegar até o banheiro?

Olhei para Anna sem entender nada. Então vi a calça dela estava toda molhada. Será que ela tinha feito xixi? Tive minha resposta quando ela empalideceu, segurou com força o estofado da poltrona que estava sentada e soltou um grito agoniado de dor. Levantei-me em um salto assim como os outros e peguei sua, mão que estava gelada. Aquilo não era xixi, era a água do útero e o grito que ela deu havia sido uma contração.

–- Brity, isso não é xixi - respondi com a voz fraca para minha prima que estava com olhos arregalados. - A bolsa da Anna estourou, ela vai entrar em trabalho de parto. - Depois disso não vi mais nada, tudo virou um alvoroço. Anna apertou minha mão com muita força e eu gritei junto com ela, porque veio outra contração.

–- Droga! - Ouvi Sam gritar desesperado. - Eu não vim de carro para cá. Não acredito, eu sempre venho de carro, e justo hoje...

Não ouvi o resto porque Anna teve outra contração e apertou minha mão tão forte, que juro ter ouvido minha articulação estalar.

–- Aaaah, Bells... Eu... Aaaaiii. - Ela não conseguiu falar devido a dor, e eu não sentia mais minha mão.

Eu não tinha ouvido a campainha tocar, nem quem abriu a porta, muito menos que parecia muito estranho ele ter chegado justo naquela hora, mas eu fiquei muito aliviada ao ver Edward naquele momento. Ele se ajoelhou ao lado de Britanny e soltou minha mão que estava sendo esmagada pela dela.

–- Qual é o espaço de tempo entre as contrações? - Ele Perguntou sério.

–- A cada oito minutos eu acho. - Respondi

–- Tudo bem. Vou levá-la para Carlisle, ele meio que estava esperando por isso desde ontem. - Ele olhou em volta. - Jacob pode me ajudar a levar Anna para o carro. - Jake assentiu e pegou Anna no colo.

–- Edward, eu quero ir também. Preciso estar com ela nesse momento.

–- Tudo bem vamos?

Edward e eu fomos para o seu carro, Jacob já havia acomodado Anna no banco e estava sentado com ela. Sam também foi com a gente e os outros ficaram para avisar os adultos e ligar para os pais de Anna.

Sam foi na frente com Edward, e eu e Jake ficamos segurando cada um, uma mão dela. As contrações haviam aumentado: agora elas vinham a cada cinco minutos. Eu já não sentia minha mão de tanto que Anna a apertava e pela cara de Jake, ele também não podia sentir a dele.

–- O Cullen será que não podia ir mais rápido? - Perguntou Jacob impaciente.

–- O que acha que estou fazendo. Já estou no limite, não posso ir mais depressa por temos uma adolescente em trabalho de parto dentro do carro. - Respondeu Edward irritado.

Eu ia pedir para os dois calarem a boca, mas Anna teve mais uma contração e apertou minha mão com toda a força, me fazendo gritar junto com ela.

–- Aaaaaiiii. - Gritamos juntas.

–- Bella dá para não gritar? - Pediu Jacob irritado. Eu juro que quando tudo acabasse eu ia bater nele.

–- Ah, como se você não estivesse sentindo a mesma dor que eu. Vai dizer que está agüentando tudo numa boa? - Respondi sarcástica.

Ele não pode responder, porque veio mais uma contração e desta vez, nós três gritamos junto. Sam virou para olhar para Jacob com a sobrancelha erguida.

Finalmente chegamos ao hospital Carlisle já nos esperava com tudo pronto. Sam e Jacob ajudaram Anna a sentar na cadeira de rodas e a conduzi-la até a sala de parto.

Eu não sei se foi o destino, ou porque ele não conseguiu soltar a mão, mas Jacob acabou ficando na sala de parto junto comigo. Edward também entrou para ajudar Carlisle. Sam ficou do lado de fora, segundo ele, Leah, Sue e Britanny estavam a caminho do hospital.

Então começou o momento de tensão.

–- Ela só está com cinco dedos de dilatação, mas perdeu muita água não podemos esperar que aumente - Eu o ouvi comentar com a enfermeira. Ele se virou para Anna e falou. - Tudo bem Anna, vou pedir para que você use toda sua força para empurrar o bebê.

Não sei como, mas Anna conseguiu assentir e começou a fazer força. Depois de quase quarenta minutos nisso Carlisle levantou a cabeça e olhou preocupado para Edward. Não tinha havido nenhum progresso.

–- O bebê está virado, e é grande demais para a bacia. Ela quase não tem passagem- Carlisle falou. Eu olhei preocupada para Anna, que estava assustada. Jacob que ainda segurava a mão direita dela tirou uma mecha de cabelo do rosto dela e abaixou para tranqüilizá-la. - Vamos ter que fazer uma cesariana. Edward peça para arrumar a sala de surgira e chame o anestesista. - Edward já ia saindo quando me lembrei de uma coisa.

–- Carlisle, não tem outro jeito? - Perguntei desesperada. - Anna é alérgica a anestesia, uma vez ela quase morreu...

Ele me olhou com os olhos arregalados.

–- Então, não tem jeito eu vou ter que dar a passagem para o bebê. Terei que afastar as trompas dela. - Agora eu que o olhei com os olhos arregalados. - Não tem outro jeito Bella, de desculpe. Mas não precisa se preocupar, eles vão ficar bem. Só não podemos demorar muito, o bebê já deve estar sem oxigênio. Edward, vou precisar que você e Selly tentem virar o bebê. - Os dois assentiram. - Bella, Jacob, eu espero que vocês agüentem firme ai, depois passem na sala de raio-X ela vai sentir muita dor, mas como eu não posso aplicar anestesia nela não tem jeito. - Nós assentimos e por ultimo olhou para Anna. - Anna eu sei que você é uma guerreira, mostre isso agora, eu preciso de você, seu bebê também, use toda a sua força. Vai doer um pouco, mas nós vamos conseguir. Posso contar com você? - Anna assentiu. - Tudo bem, Edward? Selly? Agora.

Edward e a enfermeira Selly, ficaram uma espécie de massagem na barriga de Anna, e depois pararam.

–- Muito bem o bebê já virou. Anna lembra o que te falei? Toda a força que você tiver.

Anna começou a fazer força, enquanto apertava mais e mais minha mão e a de Jacob. Ela não gritou nenhuma vez - ao contrario de mim - acho que ela levou a sério sobre ser uma guerreira. Então trinta minutos depois ouvirmos um choro, na verdade não era bem um choro o menino parecia que estava berrando. Anna finalmente soltou nossas mãos, para abraçar o bebê quando Carlisle o colocou em seu colo.

–- Parabéns ele é muito saudável e tem um par de pulmões muito forte. Acho que ele nem vai precisar ficar na incubadora, nem no banho de luz. - Carlisle abaixou para falar com Anna. - Você foi fantástica Anna, uma verdadeira guerreira.

–- Bells? - Anna me chamou com a voz fraquinha. - Eu chamá-lo de Charlie.

Eu não agüentei abracei-a e começamos a chorar emocionadas.

–- Obrigada Anna. Eu amo você.

–- Também amo você.

A enfermeira levou o bebê para limpá-lo. Depois devolveriam para ele poder mamar. Sai do quarto para Anna poder descansar, Edward veio atrás de mim e me abraçou. Jacob veio logo atrás ele parecia meio tonto.

–- Jake você está bem? - Perguntei preocupada.

–- Uhmm. - Ele parecia estar pensando longe. - Ah, sim. Só que essa foi a experiência mais louca que eu já tive. - Olhou para os dois lados antes de concluir baixinho. - Nem quando descobri que era lobisomem foi tão louco. - Eu tive que rir com aquilo.

Anna já estava no quarto. Todos já tinham ido visitá-la e levar presentinhos. Eu estava no quarto com ela quando levaram o pequeno Charlie para mamar.

–- Deve ser tão emocionante dar de mamar. - Disse Leah que estava no quarto com a gente. Normalmente não podia ficar um monte de gente, mas como o diretor do hospital era Carlisle ninguém reclamou.

A enfermeira entregou Charlie para Anna, e ela desabotoou a camisola que Leah tinha levado, para poder amamentá-lo. Ela encostou o bico do seio na boquinha dele que foi recebido de bom grado.

–- Aiii. - Anna gritou de dor.

–- Que foi? - Perguntei.

–- Isso dói. E dói muito. - Reclamou ela.

–- Nossa sempre pensei que essa era a melhor parte. Dizem que as mulheres vêem estrelas. - Comentou Leah maravilhada. Acho que ela não via a hora de ter seu bebê nos braços também.

–- Bom só se for estrelas de dor, porque não é nada agradável.

–- É assim mesmo, depois acostuma. - Disse a enfermeira ajeitando os travesseiros nas costas de Anna.

Apesar de reclamar de dor Anna, não desistiu de amamentar seu bebê. Enquanto Leah e eu quase babávamos olhando a cena. Ouvimos uma batida na porta, era Edward e Alice ele entrou com um embrulho azul e colocou do lado dos outros.

–- Mais presente? - Anna indagou olhando o embrulho grande.

–- Presente meu e da minha família. Alice e Rose queriam vir, mas Sue quis a ajuda delas para outra coisa. Err... você tem mais uma visita. - Ele abriu a porta, onde Jacob estava parado com um buque de flores bem bonito e uma caixinha azul. Anna abriu um super sorriso ao vê-lo. Olhei para ela desconfiada, mas antes que eu pudesse perguntar algumas coisas Edward arrastou Leah e eu de dentro do quarto com uma desculpa besta.

–- Por que me tirou de lá? - Perguntei indignada, eu nem tinha tido a oportunidade de segurar o bebê.

–- É mesmo eu queria tanto segurar o bebê. Sabe já ir treinando. - Disse Leah, ela também estava indignada.

–- Vocês duas não tem um pingo de semancol. - Reclamou Edward. - Depois terão a oportunidade de ficar mais tempo com o bebê e com Anna. Jacob e ela precisavam de um tempo sozinho. - Leah e eu olhamos para ele, sem entender nada. - Não acredito que vocês não perceberam?

–- Desculpe Edward, mas nem todos, temos o maravilhoso dom de ler mentes. - Disse Leah meio sarcástica. Edward revirou os olhos, ele segurava minha mão e ofereceu o outro braço para Leah, que aceitou de bom grado.

–- Ah, deixa para lá, eu só achei que eles precisavam de um tempo sozinhos, para se conhecerem melhor. Eles ainda vão ter uma história. - Edward disse.

O olhei sem entender e depois a ficha caiu. Os olhares de Jacob para Anna hoje mais cedo. Ele foi o primeiro a ir para o lado dela quando ela gritou. Agora entendia porque Edward pediu para ele carregá-la, e não Sam ou Seth. A impaciência dele dentro do carro, para que chegássemos logo. A recusa de deixá-la quando entramos na sala de parto. O buque de rosas. O sorriso dela para ele...

–- Ah. - Disse simplesmente. Leah pareceu entender no mesmo momento que eu. Edward apenas riu.

–- Leah, o que acha de fazer uma ultrassom acho que já da para ver alguma coisa? - Ofereceu Edward.

–- Claro, vamos nessa. - Ela o olhou desconfiada. - Mas desde quando você entender de ultrassonagrafia?

–- Desde quando me formei em medicina, duas vezes há uns 40 anos atrás. Satisfeita?

–- Tudo bem sanguessuga. Vamos lá.

Edward nos levou para a sala de ultrassom. Leah trocou de roupa e depois se deitou na maca. Edward passou o gel na barriga dela e depois colocou o aparelho.

–- Ah minha nossa! - Ele exclamou parecendo horrorizado.

–- O que foi? - Leah perguntou desesperada.

–- Os bebês já têm pelos e tudo. - Disse rindo

–- Seu sanguessuga idiota, você sabe muito bem que não viramos lobos quando bebês... - Ela parou e arregalou os olhos. - Espera ai? Você disse bebês?

–- Sim são dois. Se bem que sempre achei que cachorros tinham mais que dois. - Leah tacou algo nele. - Tudo bem brincadeira, parabéns mamãe, você terá dois filhotinhos lindos. Tudo bem - ele corrigiu quando ela lançou um olhar assassino para ele. - Dois bebês, um menino e uma menina. Eu só espero que bem deles que não puxem o pai.

Leah estava radiante ela saiu procurando Sam pelo hospital inteiro. Quando o encontro pulou nele contando a novidade, ele pareceu ficar um pouco assustado, mas depois a abraçou e começou a chorar junto com ela.

–- Sério, nunca pensei que fosse ver um lobo durão chorar. - Comentou Edward enquanto caminhávamos pelos jardins do hospital.

–- Você não choraria se fosse com a gente? - Perguntei o desafiando.

–- Se eu pudesse chorar, sim. Eu choraria. - Ele pareceu lembrar-se de uma coisa e depois sorriu. - Eu preciso te contar uma coisa que descobri.

–- O que? - Perguntei curiosa, enquanto ele envolvia minha cintura com seus braços frios.

–- Depois te conto. - Ele sussurrou em meu ouvido, e depois colou seus lábios nos meus.