quarta-feira, outubro 01, 2014

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capitulo 26


Autpra: Giis Vieira

GGénero: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

CCategoria: Saga Crepúsculo

 Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência



Capítulo 26

Bella

Graças ao meu bom Deus a ultima aula terminou. Essa aula teve dois lados. Que eu os nomeei de: lado bom; e lado mal.

Lado bom: Não tive que fazer nenhum exercício físico. Não tive que jogar - quer dizer me espatifar na quadra, nem algo parecido. Por que graças a minha prima, que motivou a maioria das garotas a formarem o time das lideres de torcida, o diretor chamou uma treinadora profissional. Que é ninguém mais, ninguém menos que: Karen Newton, a mãe do babão do Mike. Ela foi capitã das lideres até seu ultimo ano na Forks High School e na universidade também - ela é formada em dança -, e participou de vários campeonatos estaduais e nacionais, fora que foi membro principal da liga vencedora de lideres de torcida dos EUA. Ela só parou porque teve filhos, mas pelo que pudemos ver, continuava em forma.

Lado ruim: Alice, Rosálie e Ângela ( uma pessoa que achei que fosse minha amiga, mas me traiu junto com minhas cunhadas) me fizeram inscrever meu nome para participar, alegando que eu dançava bem. Tive que ficar aturando os olhares de “ você está ferrada” da minha prima. Eu já previa mais armações para cima de mim. Mais reclamações e minha tia enchendo meu saco.

–- Preciso mesmo fazer isso? - Perguntei queixosa à Rosálie e Alice, enquanto o restante da turma saia. - E eu nem sei se vou ter tirado o gesso daqui a duas semanas.

Meu braço quebrado era minha única salvação. Eu apostava que ele não ficasse bom até lá, e eu pudesse ser descartada.

Só havia uma coisa boa que aconteceria quando eu retirasse o gesso: eu poderia voltar a tocar.

–- Claro que vai Bella eu vi. - Sussurrou Alice para que só eu e Rose pudéssemos ouvir. - Você ficará nova em folha mais cedo do que pensa. - Ela piscou para mim.

Que ótimo.

–- Ah, Bella pense no quanto vai ser divertido. - Disse Ângela me abraçando pelos ombros.

Queria responder alguma coisa, mas não consegui. Elas me guiaram para fora do ginásio.

Assim que cruzamos a porta, avistei Edward encostado na parede me olhando com um sorriso malicioso - ele que não me instigasse de novo como fez no carro, e depois me deixasse na seca, ele ia ver só. As meninas se despediram me deixando sozinha. Caminhei lentamente até ele.

–- Oi. - Ele disse ainda sorrindo e me puxando pela cintura para me beijar.

Claro que eu fiquei corada com um pimentão. Depois daquela aula de biologia e dos comentários feitos por alguns alunos depois, ele ainda faz isso no corredor da escola. O que iam pensar de mim. Olhei para o lado e vi minha prima com o seu novo grupinho de fantoche.

–- Você não devia fazer isso comigo - comecei quando minha respiração estava mais estável.

–- Por que não? - Ele perguntou beijando meu queixo. Senti meu rosto esquentar. Olhei novamente para os lados e vi que as meninas olhavam para nós disfarçadamente, como se esperassem que algo mais acontecesse.

–- Porque estamos no meio do corredor da escola e se algum professor nos pegar estaremos seriamente encrencados. E então minha tia vai saber e você sabe o que ela pensa do nosso namoro... Edward para um pouco e me escute, por favor? - falei apavorada quando ele começou a beijar meu pescoço e suas mãos apertaram minha cintura.

–- Relaxe, Bella e curta o momento! - Era sério que ele tava tão despreocupado assim? E nem tava se importando com a platéia que agora nos olhava descaradamente? Ele me apertou mais me tirando do chão e esquecendo-se de que eu estava de saia - Não estamos fazendo nada de mais, o resto prefiro fazer entre quatro paredes - Ele falou isso numa altura que dava para qualquer pessoa que quisesse ouvir. Foi de mais para mim.

–- Você quer parar? - Pedi com a voz urgente. Ele simplesmente riu.

–- Tudo bem vamos terminar isso no car... - Eu não o deixei terminar, estendi a mão para tapar a boca dele, mas antes que chegasse ao seu destino ele segurou a minha mão e me lançou um olhar reprovador.

–- Você é louca? - Ele me perguntou com os olhos angustiado. - Sabe o que iria acontecer se sua mão tocasse minhas presas? - Não respondi. Eu sabia o que aconteceria, ele tinha me explicado. - Vamos? - Ele disse um pouco mais calmo. Eu apenas balancei a cabeça assentindo.

Estávamos encostados no carro de Alice esperando minha prima folgada decidir ir para casa. Embora Alice não tivesse se importado com isso, ela estava agarrada com Jasper perto do Jeep de Emmett, então ela nem ligou. Edward também não. Mas eu sim. Poxa alem de nos oferecer carona, tem que esperar a boa vontade da patricinha para irmos embora.

–- Relaxe, Bella. - Se Edward me dissesse isso mais uma vez eu daria um chute nele. - Sua prima está conversando com as amigas.

–- Mas isso é uma falta de consideração. Poxa se ela não quer ir com a gente pelo menos avise. Vocês não são obrigados a ficar esperando. - Eu cruzei os braços e ele me abraçou.

–- Mas pelo menos, podemos conversar sem ela ficar preocupados em incluí-la na conversa. Responda-me uma coisa? O Steven é irmão do Sr. ou da Sra. Roberts?

–- Ele é irmão da Violah, por quê?

–- Qual é o sobrenome dele?

–- Newman. - Eu não sabia onde ele queria chegar.

–- Por que ele usa o nome do cunhado então?

–- Você não sabe? - Perguntei chocada. Afinal de contas ele fica bisbilhotando as mentes alheias. Ele só negou com a cabeça. - Bom achei que soubesse, já que você é o leitor de mentes. Bom é porque o nome Roberts é bem conhecido - ele arqueou as sobrancelhas cético - Hugo Roberts tem uma das maiores empresas de advocacia do condado Los Angeles, aparece gente de todo estado da Califórnia para procurá-lo. Então Steve usa no mesmo sobre nome porque ele é bem aceito quando se apresenta como Steve Roberts.

–- Típico dele. Ele é meio aproveitador.

–- É ele parecia bem legal quando eu o conheci e nos mudamos para cá, mas acho que ele se sente o “homem da casa”. -fiz aspas com as mãos enquanto falava.

Não pudemos mais tocar no assunto porque, graças a Deus minha prima deve teve um surto de semancol veio correndo ao nosso encontro.

–- Desculpe gente pela demora. Mas eu só vim avisar que não vou voltar com vocês, Lauren quer ir à Por Angeles. - Eu juro que quase voei nos cabelos dela, ela nos fez esperar tanto tempo para isso.

–- Você não poderia ter me avisado na aula? - Perguntei irritada.

–- Nós só decidimos isso agora. Eu poderia até ter mandando uma mensagem, mas você não tem celular. Não tenho culpa de você ser avessa a tecnologia.

–- Isso não vem ao caso. - Falei ofendida - o que tem de mais não gostar de celular? - Nós estamos de carona, Alice e Edward não são obrigados a ficar te esperando por tanto tempo. - Explodi irritada.

–- Relaxe Bella. Você está muito estressada. - Mais uma que me manda relaxar. E eu nem estava estressada. - Eu vou indo, não posso deixar Lauren esperando. - A olhei incrédula. Lauren não poderia ficar esperando muito tempo, mas nós podíamos? Entendi direito?

–- Ah, avisa a mamãe que vou chegar tarde? - Ela nem esperou eu responder e saiu correndo.

A acompanhei com os olhos até ela desaparecer. Virei-me para Edward, ia lhe perguntar o que minha prima estava planejando, mas sua expressão me deixou paralisada. Ele tentava sem sucesso nenhum reprimir uma risada, ou melhor, uma gargalhada. Mas alguma coisa no jeito que olhei para ele - acho, eu que minha cara de homicida - o fez recuperar a compostura.

Graças aos céus estávamos indo para casa. Jasper decidiu nos acompanhar desta vez. Fiquei extremamente confusa, quando Alice jogou a chave para Edward, até onde eu sabia ele ainda não tinha “idade suficiente” para dirigir. Ele abriu a porta do carona para mim, enquanto Alice e Jasper se acomodavam no banco traseiro. E enquanto Edward dirigia e conversava comigo sobre as aulas, Jaspe e Alice se “ se pegavam” de um jeito completamente constrangedor. Fiquei vermelha como um pimentão, enquanto Edward só revirava os olhos e ria da minha cara.

Queria lhe perguntar se ele não tinha medo de ser pego dirigindo sem habilitação. Mas no momento outra pergunta mais importante veio a minha mente.

Eu tinha que saber o que minha querida prima estava aprontando dessa vez, mas toda vez que eu perguntava Edward vinha com a resposta frustrante, de que não era nada que devêssemos nos preocupar. E depois por algum milagre divino ou porque não agüentava mais minhas insistências - Alice desgrudou seus lábios dos de Jasper - sob muitos protestos dele - para me responde que iria estar de olho em Britanny, e que agiria antes mesmo dela poder planejar alguma coisa.

Para minha completa felicidade Edward passaria a tarde comigo, uma vez que eu ficaria sozinha. Nos despedimos de Alice e Jasper e seguimos para porta. Antes de entrar vimos Leah e Seth saindo do carro dela, eles usavam o uniforme da Escola da Reserva, então presumi que estariam voltando de lá. Acenamos quando eles olharam para nós e fomos retribuídos.

Como sempre cavalheiro, meu querido namorado me ajudou a me livrar do meu casaco. Fomos para sala, Edward se jogou no sofá e me puxou para o seu colo.

–- Vai me dizer o que minha prima anda pensando? - Perguntei pela milésima vez.

–- Você quer mesmo que eu fale? - Ele fingiu estremecer. - Já falei nada com que devemos nos preocupar. - Riu e afagou meu cabelo. - Relaxa Bella, você está muito estressada sabia...?

–- EU NÃO ESTOU ESTRESSADA - Gritei saindo do colo dele. Edward me olhou surpreso com meu ataque. - E se me mandar relaxar de novo, juro que te dou um chute. - Ele ainda estava me olhando com os olhos arregalados, mas logo depois ele relaxou, e reprimiu um sorriso, o que me fez fechar mais a cara e cruzar os braços.

–- Desculpe-me amor, não falo mais eu juro. - Sua voz soava sincera e arrependida, mas os olhos diziam que ele ainda estava curtindo com minha cara. - Por que não volta para cá? - Ele abriu os braços.

–- Não obrigada, prefiro onde eu estou. - Por mais que fosse irresistível o seu convite, eu ainda estava com raiva, e eu era mimada e orgulhosa o suficiente para recusá-lo.

–- Não me faça ir buscá-la. - Ameaçou. - Por favor, Bella eu estou lhe implorando. - Continuei onde eu estava.

–- Acho que pela minha expressão você já pôde deduzir qual será minha resposta não é? - Disse ácida.

Edward suspirou e levantou-se, por um momento eu achei que ele fosse me pegar a força, já estava preparada para lhe dizer um monte. Mas ele desviou do meu corpo e foi pegar sua mochila e seu casaco que estava no outro sofá. Fiquei imóvel sem entender, vendo o que ele fazia. No começo fiquei confusa, depois entendi suas intenções, não consegui acreditar, muito menos, me mover para impedi-lo.

–- Uhm... Bom então, já vou indo. Tchau. - Ele disse abrindo a porta e saindo.

Fiquei parada no mesmo lugar, sem mover um músculo. Estava meio que entorpecida, mas o barulho da porta me fez despertar. Corri para fora chamando seu nome.

–- Edward? - Gritei olhando para todas as direções, do lado de fora da casa. - Edward? Edward! Ed... - Minha voz falhou isso significava que em alguns milésimos de segundo eu estaria em prantos.

Senti minhas lagrimas banharem meu rosto.

Como pude ser tão estúpida?

Tão burra?

Só porque estava com raiva da minha prima não poderia sair descontando tudo nele.

Estúpida! Estúpida! Estúpida!

–- Edward? - Chamei mais uma vez.

–- Sim? - Veios a resposta em meu ouvido. Sua voz melodiosa estava suave, mas com um toque de humor e algo mais que não consegui identificar.

Não tive tempo de esboçar nenhum tipo de reação, porque seus braços frios me envolveram. Edward me pegou no colo e me levou para dentro de casa, estava começando a chuviscar.

Ele sentou-se no sofá, ainda me segurando como se eu fosse um bebê.

–- Achei que tivesse indo embora. - Choraminguei contra seu peito. - Eu não te culparia se tivesse ido. Eu fui tão estúpida. - Não havia percebido que tinha recomeçado a chorar.

Edward puxou meu rosto para encará-lo e secou minhas lagrimas, com os lábios.

–- Na verdade eu realmente fui - eu arregalei os olhos com sua confissão - Confesso que fiquei magoado com você, vampiros também tem sentimentos. Mas eu ouvi você chamar meu nome e resolvi voltar.

–- Desculpe, - Disse com a voz fraquinha. - Eu estava nervosa com minha prima, meio paranóica com o que ela está aprontando. Não devia descontar tudo em você. Me desculpa mesmo.

–- Tudo bem já passou. - Ele disse limpando minhas lagrimas. Deu um sorriso extremamente malicioso e disse: - Mas vou ficar bem melhor se receber muitos beijos.

Não respondi, só levantei para ficar sentada em seu colo. Comecei a acariciar seu rosto. Beijei primeiro seu nariz, depois fui para sua têmpora, e depois para a testa. Trilhei com meus lábios um caminho de sua testa até seu queixo, descendo até seu pescoço gélido onde deu especial atenção.

Um gemido gutural saiu da garganta de Edward, quando os beijos foram de seu pescoço para o seu peito. O senti tremer.

Mãos frias envolveram meus ombros e me puxaram para cima. Encarei seus olhos negros que arderam quando encontraram os meus.

–- Sabe que não é justo, você me torturar desse jeito. - disse com a respiração pesada. Ele não me deixou responder colou seus lábios nos meus, beijando-me delicadamente. Quando precisei respirar ele passou a beijar o lóbulo de minha orelha o que me fez soltar um suspiro alto.

–- Como se você não fizesse o mesmo. - Consegui dizer arfante. - E eu sei que você gosta.

Ele não disse nada apenas voltou a beijar meus lábios.

Senti ele se mover, e sem quebrar o beijo ele me deitou no sofá com seu corpo sobre o meu.

–- Eu te torturo é? - Ele dizia dando beijos rápidos nos meus lábios e ia para meu pescoço. - Então, prepare-se Srta Swan eu vou dar o troco da sua tortura, você irá receber as piores torturas, que pode imaginar... - Ele não terminou sua ameaça porque nessa hora - para minha felicidade ou infelicidade - o telefone começou a tocar.

Antes que eu fizesse qualquer movimento Edward já estava com o telefone sem fio estendido para mim. Pequei o aparelho de sua mão.

–- Alô!

–- Bella é a Leah! Só liguei para avisar que meus pais vão fazer um jantar especial aqui em casa essa noite. É para vocês comparecerem e traga o Edward também. - Ela disse tudo de uma vez só como se estivesse com pressa.

–- Tudo bem. Você já contou para o Tio Arty e para o Sam?

–- Depois conversamos, preciso ir agora. Até mais tarde, tchau! - E desligou antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. Leah devia estar com muita pressa mesmo.

–- Algum problema? - Edward perguntou preocupado.

–- Não. Era Leah ela que a gente jante com eles. Acho que vai contar para todos sobre o bebê. Ela disse para te chamar. - Virei para ele suplicante. - Você vai não é?

–- Eu adoraria - abri um sorriso enorme, seria ótimo ter minha família e Edward juntos, sem conflitos - mas eu não poderei ir - murchei na hora. - Preciso caçar meus olhos já estão muito escuros. - Ele completou de pressa antes que pudesse me magoar.

Era verdade seus olhos, antes dourados agora estavam escuros como ônix, e estava com olheiras também. Ele havia me explicado sobre isso, quando os olhos começavam a ficar escuros era porque estavam com sede. Quanto tem será, que ele não caçava? E por que eu não estava com medo?

–- Tudo bem - suspirei - Eu vou ligar para minha tia. - Disse saindo do colo dele.

Disquei o numero de tia Claire, que ficou assustada com minha ligação, e depois extremamente feliz por eu ter ligado quando lhe garanti que não era nada de mais. Transmiti o recado de Leah. Ela ficou de pegar Britanny em Por Angeles, para as duas virem juntas. Enquanto ela falava olhei para Edward, ele tinha tirado os sapatos e estava deitado no sofá, com os olhos fechados e murmurando algo, que não conseguia ouvir.

Aproveitando que ele não podia ler minha mente, fui o mais silenciosamente que pude colocar o telefone no lugar. Descalcei os sapatos para não fazer nenhum ruído que estragasse meus planos. E fui até ele nas pontas dos pés.

Ele ainda estava de olhos fechados, e para minha sorte extremamente distraído. Subi em cima dele - esquecendo-me completamente que estava de saia, mas isso só me veio a cabeça depois - colocando uma perna de cada lado de seu corpo. Sem nem ao menos abrir os olhos Edward segurou minha cintura.

–- O que pensa que está fazendo? - Perguntou-me abrindo os olhos e sorrindo.

–- Revanche!


Edward

Enquanto Bella falava ao telefone com sua tia, eu descalcei os sapatos e deitei no sofá, fechei os olhos e comecei a murmurar uma canção comigo mesmo. Queria não ficar pensando em certas coisas, ainda mais com Bella tão perto assim. E ela não me ajudava nada me torturando daquela maneira.

Senti um peso mínimo comprimir o sofá e duas perninhas se postarem, uma em cada lado do meu corpo. Ela queria me matar só podia ser. Como eu poderia me controlar com ela, desse jeito?

Apertei sua cintura sem abrir os olhos.

–- O que pensa que está fazendo? - Perguntei abrindo os olhos.

Um erro.

Ao encarar seus olhos cor de mel, vi todo o desejo que ali continha. Provavelmente os meus deveriam estar do mesmo jeito.

–- Revanche! - Ela disse simplesmente. E seus olhos arderam.

Eu. Estava. Perdido.

Enquanto ela beijava meus lábios, suas pequenas e quentes mãozinhas acariciavam meu abdômen por de baixo da blusa.

–- Por que você está fazendo isso comigo? - Perguntei, quando ela precisou respirar.

–- Isso é pelo que você fez comigo no carro, e no corredor da escola. - Ela disse rindo. - Pelo menos não tem platéia. - E voltou a me beijar.

Rapidamente inverti nossas posições, ficando por cima dela. Eu tinha que parar. Mas eu não conseguia. Senti sua mão ir para o zíper da minha calça, então voltei a realidade separei-me dela, e tão rápido que ela não teve tempo de me segurar eu já estava do outro lado da sala.

–- Pelo amor de Deus Bella, quantas vezes tenho que falar que não podemos?

Ela me olhou incrédula ainda deitada no sofá.

–- Como é? - Ela levantou do sofá. - Achei que... Mas...

–- Bella, por favor? E se eu te machucasse, ou perdesse o controle ou sei lá?

–- Achei que você estivesse gostando? Você que começou com tudo isso.

–- Sim, mas tem um limite e você o está ultrapassando. - Ela bufou. - Eu preciso ir. Você vai ficar bem?

–- Vou.

–- Vou estar caçando, a noite toda, qualquer coisa é só me ligar. - Ela acenou com a cabeça.

Fui até ela para lhe dar um beijo na testa, peguei minhas coisas e saí. O ar fresco me ajudou a recolocar as idéias no lugar. De novo eu quase perco meu controle. Mas até quando vou ficar adiando, se meu desejo é tão intenso quanto o dela?

Eu não era inexperiente, mas deve ser diferente de fazer amor com uma vampira. Bella era tão frágil. E se eu usasse força demais e a acabasse matando?

Não esse não era o ponto. O motivo principal para eu sempre pular fora, quando as coisas esquentavam era porque, ela ainda era muito nova para isso. Corri para casa, precisava conversar com alguém.

Bella

Depois que Edward foi embora fiquei um tempo deitada no sofá. Era tão injusto, ele me instigava, me torturava e depois tirava o corpo fora. E ainda vinha com aquela de “ não podemos ultrapassar o limite”. Fala sério. Como se ele também não ultrapassasse. Mas tudo bem se ele quer assim é assim que vai ser.

Fechei os olhos para poder pensar em outras coisas, como por exemplo, o que eu faria para levar no jantar com meus tios? Se bem, que com um braço inutilizado o que eu poderia fazer? Nesse momento minha tia e minha prima entraram na sala, carregando alguns pacotes que graças.

–- Oi meu amor. - Disse minha tia me dando um beijo na testa. - Como está o braço? - Acho que depois, que Renée quis se redimir minha tia tem me tratado bem melhor, até aparece que o episódio do sábado passado nem acontecera.

–- Está bem. Vocês chegaram cedo. - Eu só as estava esperando lá pelas sete horas.

–- Sim, eu tenho horas acumuladas no trabalho. Adivinha? Comprei sobremesa para levar para o jantar. Estou muito curiosa para saber o que Arty quer.

–- Eu também. Quanto a sobremesa, obrigada mesmo. Eu faria alguma coisa, mas não consigo nem mexer meus dedos.

–- Tudo bem, bebê. Vou colocar isso na cozinha depois me trocar. - Ela olhou para minha prima que acabara de voltar de outro cômodo. - E você, não se atrase.

Levantei-me do sofá e peguei minha mochila. Ainda bem que minhas coisas não estavam espalhadas. Subi para o meu quarto, escolher uma roupa. Pelo jeito não seria um jantar comum.

Abri meu closet para encontrar alguma coisa confortável e quente.

–- Se eu fosse você usava esse aqui. - Disse Brity pegando um vestido azul marinho de magas cumpridas. Eu a olhei interrogativa, mas ela fingiu não perceber meu olhar e continuou a escolher minhas roupas. Ela pegou uma meia-calça preta, os sapatos que Alice havia me dado e um casaquinho de lã preto, que minha tia comprou para mim. Depois ela olhou para mim e completou:

–- Agora, vá tomar banho que eu vou fazer seu cabelo. - Eu fiquei olhando para ela como uma idiota. De onde veio toda essa simpatia? - Vai logo Bella, não podemos nos atrasar e eu ainda tenho que me arrumar.

Depois de ter tomado banho fui para o meu quarto, enrolada em um roupão. Britanny pediu para eu esperá-la, enquanto ela tomava banho. Após alguns minutos ela voltou para o meu quarto enrolada em uma toalha e segurando as roupas que ela usaria.

–- Por que, tudo isso? - Não pude deixar de perguntar.

–- Eu sei, eu sei. - Ela suspirou. - Eu não tenho sido muito legal com você ultimamente. - Eu ergui uma sobrancelha. - Tudo bem, tenho sido uma bruxa completa. Estive analisando hoje você e o Edward, e percebi que vocês se gostam mesmo.

–- E...?

–- Eu vou parar de armar para você. - Eu quase caí dura com essa. - Até porque, sempre tudo dá errado e volta para mim. Sabe o feitiço vira contra a feiticeira.

–- Sério?

–- É, eu não sei o que acontece, sempre vira para mim...

–- Não - eu a interrompi - quero dizer. É serio que você vai deixar eu e o Edward em paz? Sem armações?

–- Sim, Bella. - Ela olhou nos meus olhos quando disse isso. Havia sinceridade neles. - Percebi que faço muito, o que os outros querem, e nunca o que eu quero. - Na verdade ela quis dizer tudo o que a Stacy quer. - E eu nem gosto mesmo dele. Eu só queria não ficar por baixo, vendo a Stacy roubar meu namorado.

–- Entendi.

–- Vai entrar para as lideres mesmo? Vamos ficar mais tempo juntas. - Era sério que ela estava animada com a noticia?

–- Na verdade eu não queria, mas eu fiquei sabendo que vocês não têm o numero de participantes suficiente para formar a liga. - Mentira, na verdade Alice, Rose e Angel queriam uma vingança contra as garotas.

Depois disso não tocamos mais nesse assunto, apesar de Britanny parecer sincera eu ainda sentia algo estranho no ar, era melhor ficar com o pé atrás. Terminamos de nos arrumar e tenho que admitir que fiquei bem com a roupa que ela escolheu para mim. O meu cabelo estava perfeito assim como minhas unhas que ela me convenceu não sei como a pintar de vermelho. Britanny estava vestida para matar, ela usava um vestido vermelho curto e justo, com alças finas, meia arrastão preta e um scarpin preto.

Descemos para a sala e depois de muitos elogios da parte de minha tia e alguns olhares cobiçosos de Steven em cima de nós fomos para a casa de tio Arty onde fomos recebidos com alegria por Sue. Avistei Billy, Sam, Seth e mais alguns outros rapazes de La Push, senti alguém puxar meu braço e quando olhei era Jacob eu já ia falar um monte para ele, mas ele suplicou para que eu o deixasse falar primeiro.

Cruzei os braços e esperei. Se ele viesse com aquele papo de me afastar de Edward de novo eu iria quebrar a cara dele.

–- Eu, eu só queria lhe pedir desculpas. - O olhei desconfiada. - Não só pelo braço, mas por tudo. Por tudo o que eu disse e o que fiz.

–- Não é só para mim que tem que se desculpar Jake.

–- É eu sei. Decepcionei muita gente, mas não vou fazer isso de novo. Vou até pedir desculpa aos Cullens, eu sei que eles são bons e sempre ajudou o nosso povo, além de serem ótimos aliados de guerra. - Ele coçou a cabeça, sem graça. - Eu só não queria ficar brigado com você, Bells. Você é tão legal e uma ótima amiga.

–- Ah, tudo bem Jake. Já passou é serio. - Eu disse sorrindo. - Daqui a duas semanas eu tiro o gesso, ai não haverá mais nenhum vestígio. - Ele riu, mas foi um riso triste. - Jacob, eu não seria sincera se dissesse que te desculpei de tudo. Afinal você quase tirou a vida do homem da minha vida. - Jacob fez cara triste.

–- Eu sei Bella...

–- E talvez com o tempo a gente possa esquecer de vez isso que aconteceu, e é claro com nossas atitudes.

–- Eu te prometo que não vou mais agir como um idiota. Ainda amigos? - Ele estendeu a mão e eu apertei.

Ficamos um tempo conversando e rindo, logo depois Seth se juntou a nós e começou a contar suas piadas. Estava tudo agradável. Jacob havia se desculpado pelo que fez, e em momento nenhum ele demonstrou que só fazia isso por obrigação, ou só para ter minha amizade de volta. Ele estava realmente arrependido. Parecia que a noite ia ser agradável, quer dizer, até ver Emily entrar na sala com mais duas amigas e ficar olhando descaradamente para Sam. Vi Leah ficar tensa. Era melhor eu ir falar com ela.

–- Está tudo bem? - Perguntei chegando perto dela, enquanto ela via Emily quase pendurada no pescoço de Sam.

–- Como ele pode ser tão ingênuo, Bella? Juro que não entendo.

–- Fica calma. Cuidado com o bebê. Por falar em bebê, já contou para ele?

–- Já, e ele ficou super feliz. - Ela sorriu um pouco. - Ele disse que isso explicava minhas oscilações de humor, o único problema é que ele não me deixa mais me transformar, porque pode fazer mal ao bebê.

–- Isso é verdade. - Nesse momento vimos Sam falar todo sorridente algo para Emily, que pela sua expressão azeda deduzimos que ele havia contado sobre a gravidez de Leah.

Emily saiu deixando Sam falando sozinho sem entender nada. Leah e eu caímos na gargalhada.

Sam veio até nós e pegou Leah pela cintura, ela enlaçou o pescoço dele e os dois começaram a dançar - Seth tinha ligado o som. Era lindo ver os dois juntos. Eles não se beijaram, mas só pelo olhar deles dava para perceber a intensidade dos sentimentos deles.

Seth me puxou para dançar, enquanto Britanny dançava com um rapaz que eu não conhecia. Depois de dançarmos conversar e rir das piadas do meu primo caçula. Fomo para a mesa de jantar que Sue preparou no jardim dos fundos da casa, afinal de contas tinha muita gente. A noite continuava tranqüila, e agradável, para mim só faltava uma pessoa para melhorar: Edward. Mas esse clima de tranqüilidade logo ficou tenso com a chegada de duas pessoas.

Eram dois homens um já idoso e o outros deveria ter a mesma idade de meu tio, ou de Billy. O Sr. idoso eu conhecia, ele era um dos anciões Quileutes, Quil Ateara, avó de um dos amigos de Jacob e Seth. Ele era amparado pelo outro homem que olhava intensamente de Sue para Leah.

–- Espero que não tenhamos nos atrasado muito. E vocês não se importam por eu ter trazido o Harry comigo não é Sue? - Disse o velho Quil.

Então esse era o Harry Clearwater, pai biológico de Leah. Ex marido de Sue, que as abandonou quando Sue foi dar à luz a menina para fugir com minha tia. Nesse momento vi tia Claire empalidecer, Leah e tio Arty também estavam tensos. Só Sue continuava com a cabeça erguida, como se nada pudesse abalá-la.

–- Claro que não. - Ela disse com firmeza. - Sejam bem vindos.

Todos nos sentamos à mesa, mas antes de iniciarmos o banquete tio Arty pediu a palavra.

–- Bom, meus amigos, acho que vocês se perguntam o porquê de estarmos reunidos aqui. - Começou ele, com o discurso elegante, que só um promotor conseguiria fazer. - Eu reuni todos os meus amigos e familiares, pessoas que eu amo. Para dar a noticia que alegraria todo pai. E apesar de ser um pouco cedo para isso, estou imensamente feliz. E quero dividir a felicidade com vocês. - Ele suspirou emocionado. - Quero compartilhar com vocês a alegria que estou sentindo, mais uma das muitas que vou sentir, porque minha filha Leah - vi um músculo no maxilar de Harry Clearwater se contorcer de raiva. Fico imaginando como deve ser para ele, ver outro homem dizer que sua filha era dele. Vê-lo amá-la e ser retribuído. Ver que ele acompanhou todo o processo de crescimento dela e você não. Era triste.

“ A minha garotinha, que hoje é uma linda mulher” - Ele olhou mais uma vez para a filha - “ Veio com a noticia mais feliz para mim e minha esposa”. - Tio Arty pegou a mão de Sue e beijou. Nesse momento avistei Harry torcendo um garfo com as mãos.

–- A nossa menina, nossa princesinha, vai nos dar um neto. - Todos sorriram e bateram palmas. - E hoje esse elegante rapaz - apontou para Sam - veio pedi-la em casamento, eu sei que é cedo, mas se eles se amam de verdade não há o porquê não lhes dar nossa benção, afinal de contas eles também estão nos dando um presente lindo. Sem contar que eu não estarei perdendo uma filha, e sim ganhando mais um filho e um neto para alegrar ainda mais nossas vidas. - Todos aplaudiram. Exceto uma pessoa Harry, que olhava fixamente para meu tio e Sue.

–- Você pode concordar com isso Arthur. - Disse Harry se levantando da sua cadeira. - Mas eu não vou tolerar essa palhaçada. Que história é essa da minha filha estar grávida? Ela tem o que, 15 anos? E ainda por cima se casar, e vocês acharem lindo. Como pode deixar isso acontecer Sue? Eu como pai dela não concordo com isso, não mesmo.

Pois é parecia que a noite de tranqüilidade se foi.

–- Como assim, você como pai não vai permitir? - Perguntou Sue indignada. - Você nem ao menos quis saber se era menino ou menina quando ela nasceu. Você nos abandonou. - Vi tia Claire engolir em seco - Não sabe nada sobre ela Harry. Então não venha querer ter algum direito aqui.

–- Eu vou procurar um advogado e pedir a guarda dela. - Disse Harry convicto.

–- Como vai fazer isso Harry? - Dessa vez que se pronunciou foi meu filho. - Me diga, ela nem tem seu nome. E como vai explicar ao juiz que sumiu por 16 anos? Que nem foi vê-la quando nasceu e nem quis saber dela? Diga-me Harry?

–- Você não é meu pai, nunca foi. - Leah se levantou, Sam quis fazê-la sentar, mas ela o repeliu. - Não foi você que esteve presente em todos os momentos da minha vida, você nem quis me dar um nome, simplesmente sumiu. Eu nunca tinha te visto até hoje. Se Quil não tivesse falado seu nome eu nunca saberia quem era você. Esse homem - ela apertou o braço do meu tio - foi quem me deu tudo o que eu precisava, e não é só de um nome ou de bens materiais que eu falo. Ele me deu muito mais, ele me deu amor, carinho, compreensão sempre está do meu lado, por mais burradas que eu cometo. E você Harry onde estava até agora? Arthur é meu pai de verdade. Não importa se temos laços sangüíneos ou não o que importa é o que está no coração e no meu coração meu pai é ele. - Tio Arty a apertou em um abraço.

Harry abaixou a cabeça derrotado. Por um momento eu senti pena dele. Mas só por um momento. Porque eu sabia que se ele realmente se importasse com a filha não a teria abandonado antes mesmo de nascer.

Harry levantou a cabeça e saiu de seu lugar, agora ele olhava fixamente para outro ponto, mais especificamente do outro lado da mesa, onde estava minha tia. Seus olhos escuros eram puro ódio. Vi minha tia ficar mais pálida ainda, enquanto ele ia em sua direção. Ninguém conseguiu se mexer. Todos ficaram paralisados com a cena.

domingo, setembro 28, 2014

Fanfic: Dois Mundos, Duas Vidas - Capítulo 25


Autora: Giis Vieira

Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

 Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência




Capítulo 25

Edward

Meus irmãos, Bella e Ben, ainda olhavam embasbacados para Ângela. Quer dizer, Alice e Rose estavam encantadas, tinham um sorriso enorme nos lábios.

“ Essa é das minhas. Observadora, inteligente, ouve mais do que fala. Só colhendo para dar o troco.”– Pensou a loira do mal.

Os pensamentos da baixinha eram os mesmo de Rosálie. Eu teria uma conversa bem séria com Jasper. Alice estava andando muito com Rosálie e estava ficando igual a ela. Iria deixar Bella bem longe dessas duas, para não corrompe-la.

–- Em que vocês estão pensando? - Perguntou uma Bella temerosa.

–- Nada de mais. - Respondeu Alice com um sorriso angelical demais para o meu gosto.

–- É Bella, nada que você tenha que se preocupar agora. Deixe tudo comigo e com Alice. - Concluiu Rosálie dando um sorriso diabólico e olhando para a prima de Bella e as outras garotas.

Depois que Ângela e Ben saíram, não foi mais comentado nada sobre o time de futebol ou as lideres de torcida, embora meus irmãos pensassem muito no assunto. Me dava até medo. Com isso descobri que tanto Jasper, quanto Emmett eram tão maquiavélicos quanto a loira do mal e a baixinha chantagista. Eu teria que me lembrar sempre de nunca, deixar Bella com eles. Se bem que... Eu não conseguia ouvir uma palavra se quer que vinha da mente dela. Descartei logo essa hipótese. Minha doce e pequena namorada não tinha pensamentos diabólicos como meus irmãos - apesar de ser extremamente maliciosa para a idade e o tamanho dela.

Por falar em Bella. Ela passou o almoço todo em silencio, com o pensamento longe e isso me preocupava, e me matava de curiosidade.

Tive que levantá-la e a conduzir para a nossa aula de biologia. Ela estava tão envolvida em seus pensamentos que nem ouviu o sinal anunciando o final de intervalo.

Dei-lhe uma leve sacudidela antes de entrar na aula e a encarei endagativo, ela só baixou a cabeça e corou.

–- Bella está tudo bem? - Perguntei quando ocupamos nossos lugares.

–- Está sim não se preocupe. Isso acontece direto. Às vezes Anna tinha que me dar alguns tapas para eu voltar para o mundo real. - Disse ela afagando minha mão para tranqüilizar-me.

–- No que está pensando? - Não consegui evitar a pergunta. Era estranho para não saber.

–- Só com medo do que Rose e Alice estão aprontando. Aposto que minha prima vai me culpar e minha tia vai implicar com a gente de novo. E estou bem impressionada com Ângela, ela está com muita raiva de Jessica e as outras garotas.

–- Confesso que até eu fiquei impressionado com a atitude de Ângela, isso porque eu que sou o leitor de mentes. - Ela riu. - E não se preocupe com Alice e Rose, elas nunca fariam nada para nos prejudicar. Elas já gostam muito de você.

Depois não tivemos mais chances de conversar, porque o Sr. Molina, professor de biologia entrou na sala animado - como todos os dias. Ele iria exibir um filme sobre educação sexual. Com certeza os alunos ficariam animadinhos. Logo depois Mike e Tyler entraram empurrando uma raque pesado de metal com uma TV de tela plana e um aparelho de DVD. Era patético como eles estavam se exibindo e se achando o máximo por estarem empurrando o raque. Eu teria feito isso com uma mão só, sozinho e ainda carregando Bella no colo com o outro braço. Claro que eu não faria isso. Não sou tão exibido assim.

–- Oi galera! - O professor nos cumprimentou com sua alegria de sempre. Respondemos em uníssono também animados. Acho que era a única aula que a turma gostava realmente. - Bom, antes de passarmos para a próxima etapa, vamos ver um vídeo sobre Educação Sexual. - Nem preciso falar que a sala ficou animada não é? Pude ouvir risinhos e cochichos. E alguns olhares de Mike para Bella, ele que não ousasse pensar em nada. Bella e Ângela foram as únicas alem de mim, que não ficaram com o mesmo entusiasmo do resto da sala, muito pelo contrario as duas ficaram coradas e constrangidas. Acho que mais pela atitude de nossos colegas do que pelo assunto em suma.

Era inacreditável como eles conseguiam pensar em sexo o tempo todos, chegava a ser nauseante as fantasias deles. Não vou dizer que não pensava o tempo todo, porque depois que conheci Bella, conheci também meu lado pervertido. Mas esses pensamentos não ocupavam minha mente o tempo todo.

–- Calma pessoal - o Sr. Molina chamou a atenção da sala para a razão - Eu não mostrarei cenas explicitas. - “Tenho amor ao meu emprego”– completou ele em pensamento - Pude ouvir um coro “ Ah”, e muitas carinhas decepcionadas. - Mas vou mostrar a parte mais importante, que é como se prevenir de uma gravidez indesejada, e principalmente de doenças sexualmente transmissíveis...

Para o meu alivio, também o de Bella e de Ângela, o documentário foi curto e acabou antes de aula. E como o professor prometeu não teve na explicito, e sim um conteúdo bem teórico. Que com certeza qualquer um ali que tivesse prestado a atenção direito ao invés de ficar se imaginando usando aquilo com as namoradas alheias - no caso de Newton e Erick - não cometeriam erros.

Agradeci muito quando o sinal bateu para a ultima aula. Queria muito sair dali, não agüentava mais os pensamentos de Britanny, muito menos os de Newton e eu estava quase para quebrar-lhe alguns dentes.

–- Eu não sei o objetivo desse filme? - Bella disse irritada após deixarmos a sala de aula. - Afinal de contas não funciona, parece que entra por um ouvido e sai pelo outro. - Concluiu ela cruzando os braços.

–- Desculpe amor, mas eu não estou acompanhando? - Era tão horrível não poder ler os pensamentos dela.

Ela respirou fundo duas vezes antes de me responder:

–- Estou falando do filme, na aula de biologia. Em Phoenix sempre assistíamos filmes como esse e palestras. E a escola tem aproximadamente umas 50 ou 60 garotas grávidas, isso só no ensino médio. - Ela explicou ainda irritada. Ela ficava tão linda bravinha. E era muito engraçado vê-la naquele estado. Tive que reprimir uma risada, porque ela me lançou um olhar assassino.

–- Desculpe amor, porque você é tão contra a ter filhos cedo? - Perguntei curioso. - Se eu fosse humano, eu iria querer ter um filho com você agora. - Eu ri com o pensamento. Bella me lançou um olhar tão maligno que teria feito eu me mijar todo se eu fosse humano.

–- Por que, acho que 15 ou 16 anos não é uma idade apropriada. Nessa época estamos cheios de sonho e planos. Toda a euforia do colegial. Ainda não estamos maduros o suficientes para arcar com as responsabilidades que uma criança exige.

–- Mas Anna leva isso muito bem. - Eu contra- ataquei.

–- Sim, mas ela é exceção, ela sempre foi madura. Agora ela pode até estar encantada com isso. Mas e quando ela querer sair ou viajar e não poder ela vai ficar frustrada. Não viu como foi a vida da minha tia. Ela teve filho cedo, depois começou a cometer um erro atrás do outro. E minha mãe, ela casou cedo porque ficou grávida assim que entrou na universidade. Não vou dizer que ela nunca cuidou de mim até agora, mas quando ela se envolveu com Phil, talvez fosse porque ela queria aproveitar o que não aproveitou na época da universidade.

–- Nem todo mundo é igual Bella. Sua mãe é sua mãe, você é você, e Anna é Anna. 
Aposto que você seria uma mãe maravilhosa. - Disse abraçando-a. - E você jamais vai precisar se preocupar com isso.

Ela me abraçou de volta e depois suspirou:

–- Tenho que ir minha aula já vai começar. - Ela ficou nas pontas dos pés para me beijar nos lábios e depois foi para sua ultima aula.

Como eu tinha me inscrito para o time de futebol da escola, não precisei assistir a ultima aula. Mas tive que ir para o campo com os demais componentes do time para ouvir uma palestra chata do treinador. Ele não falou nada de interessante, só que sempre éramos massacrados por outras escolas, e que havia mais de cinco anos que nossa escola não entrava na competição por falta de participantes para o time. Ele avisou que os testes seriam no próximo sábado e que esperava sinceramente que no sábado tivéssemos um time formado.

A parte boa foi que terminou cedo e pude ir buscar Bella no ginásio. Quando cheguei vi Britanny, Jessica, Lauren e Katie conversando. Não gostei nada do assunto ser Bella. Será que elas n ao tinham vidas próprias para cuidar?

–- E ai como anda o plano? - Perguntou Lauren interessada. Isso era novidade.

–- Não vai. De alguma maneira Rosálie e Alice descobriram e foram falar com Mike, claro que o cagão andou para trás. - Disse uma Britanny desgostosa. - Eu sinceramente não sei o que ela faz, mas parece que ele só tem olhos para ela. - Isso era a mais pura verdade. Até que enfim ela entendeu.

–- É tão injusto. - Falou Katie desgostosa. - Eu fiquei quase um ano para conseguir pelo menos ele me olhar, e de repente ela chega do nada e consegue.

–- Na verdade não foi tão do nada. - Disse Britanny derrotada. - Eles se conhecem já tem um ano e meio. Edward a ajudou quando ela foi para a Califórnia ou algo assim. E eles se reencontraram quando vim passar o ano novo aqui.

–- Ah minha nossa. Isso é uma novidade quentíssima. - Jessica exclamou animada com o mais novo assunto para fofocas.

–- Nem ouse Jéssica. - Advertiu Lauren. - Isso fica só entre nós. Mas eu queria saber o que ela tem que o faz ficar tão cego.

–- Aposto que eles transam. - Falou Katie convicta. Eu tive rir com aquilo. - Só pode, qual seria o motiva para tanta admiração por uma pessoa tão sem sal.

–- Eu não sei. - Discordou Britanny. - Ai eu queria muito saber o que rola entre esses dois. Que os fazem ficarem tão cegos um pelo outro. Mas será que eles já foram para cama? Eu queria muito saber.

Eu saí dali antes de começar a gargalhar e elas me notarem. Depois do beijo dentro do carro, ou da pegada como Britanny disse, achei que ela já teria tirado de letra “o que rola” entre eu e Bella. Acho que eu deveria dar mais uma provinha.

Fanfic A Fera Vermelha – Capítulo XII

Autora: AnnaThrzCullen

Gênero: Romance, drama

Classificação: +16 anos

Categoria: Beward

Avisos: Adaptação, Linguagem Imprópria, Nudez e Sexo

Capítulo XII

Edward resmungou e bateu na mão que tocava seu ombro. Não queria acordar. Estava ainda um pouco embriagado depois da celebração do casamento de Emmett e Rosalie na noite anterior.

— Se eu fosse um inimigo, já teria cortado sua garganta.

Havia algo de familiar na voz profunda e rica, mas Edward tentou ignorá-la e continuar dormindo.

— Jesus! — gritou Mike.

quinta-feira, setembro 25, 2014

Fanfi: Dois Mundos, Duas Vidas - Capitulo 24


Autora: Giis Vieira

Género: Aventura, Drama, Lemon, Romance

Classificação: +16

Categoria: Saga Crepúsculo

 Avisos: Linguagem Impropria, Sexo, Violência



Capítulo 24

Bella

Anna e eu entramos em casa rindo. Fora uma tarde muito divertida, e a não ser por algumas perolas que Anna soltava e me deixara mais vermelha que tomate maduro de resto foi bem legal. Teve também a parte que ela não entendeu o porquê de eu ter ficado pasma ao ver Edward e Alice comendo lanches do Mc Donalds. Tivemos que inventar uma desculpa, como por exemplo, que Edward e Alice levavam uma visa saudável e eram vegetarianos. Lembro que nesse momento eles gargalharam muito.

Mas nos deparando com a cena atual que nos encontrava agora, paramos de rir imediatamente. Na sala estava minha tia com uma cara mais feia que carranca, assim como Britanny e as outras sebosas. Steve também estava com uma cara estranha eu não entendia qual era a dele ainda.

Resolvi não dar atenção, estava muito feliz para deixar aquele bando de gente invejosa melar o dia maravilhoso que eu tive. Tio Arty não estava em casa, nem meus padrinhos, então deduzi que eles deveriam estar na outra casa com Sue. Ajudei Anna a subir com as inúmeras sacolas das compras de Alice nos obrigou a aceitar como presente.

Chegamos ao quarto e jogamos tudo em cima da cama. Anna se jogou em minha poltrona.

–- Bells, você viu as caras deles?

–- Vi sim. Mas nem ligo.

–- Pois é. Ainda bem que inveja não mata não é? Se não eles já estariam mortos. Ou a gente. Mais especificamente você.

Joguei uma almofada nela.

–- Deixa de ser malvada. - Ralhei com ela, mas eu sabia que Anna tinha razão. Os olhares que nos lançaram foram os mais invejosos que eu já vi.

–- Você tem que admitir. - Eu assenti minimamente, enquanto ela vinha para o meu lado e me abraçava. - Eu temo por você, amiga. - Olhei para ela, que balançou a cabeça pedindo para deixá-la terminar. - Bells você não percebeu ainda? Não é mais pelo seu bem estar. Antes até podia ser, mas agora sua tia faz questão de ficar com você para te controlar, ela não irá pensar duas vezes se tiver uma chance para te afastar de Edward e dar vantagem a filha dela. Não que Britanny tenha alguma chance, porque pelo que vi hoje ele te ama mais que a própria. Eu sei que tio Arty está do lado de vocês e fará tudo para ter sua guarda, já que sua tia provou que não a merece, mas ela não hesitará em afastar vocês dois, enquanto tiver poder sobre você. E aquela filha dela - ela trincou os dentes - Ela é uma falsa, só que o pior é que ela é o fantoche da loira sebosa, assim como as outras. Elas já não estavam aceitando bem o fato de Edward ter te escolhido. Depois de hoje a situação vai ficar bem pior...

Ela parou um pouco. Estava chorando. Pobre Anna. Ela sempre sofria comigo. Acho que era por isso que eu a amava tanto.

–- Por que você acha que ela está fazendo isso? - Perguntei, eu queria o saber o porquê dessa mudança brusca, tão repentinamente. Num momento eu era a sobrinha linda e perfeita que ela faria tudo para ser feliz. Agora ela queria fazer de tudo para me ver sofrer.

–- Ela sabe que se você se envolver com Edward vai ficar mais independente ainda. - Eu a olhei nos olhos.

–- Como assim?

–- Ah, Bella pára. Dá para ver que Edward te ama, e ele não vai pensar duas vezes se tiver a chance de casar com você - Eu arregalei os olhos. - E se sua tia sabe disso. Eu a ouvi falando com o namoradinho dela, que pensava em te emancipar, para o caso de Renée recorrer ao juiz. Mas como sua mãe confessou que foi negligente ela não terá chance, isso deixou Claire mais tranqüila. Só que ela continuava com a idéia de te dar a emancipação, mas depois do ocorrido ontem ela disse que não dará nem por decreto, principalmente agora que seu tio está na parada para pegar sua guarda.

Aquilo era sacanagem. Ela havia me prometido. Tinha me garantido que me daria minha emancipação independente do que acontecesse. Eu não reconhecia mais minha tia. Talvez ela fosse tudo aquilo que Renée havia falado.

Anna se sentou na cama e eu deitei a cabeça em seu colo. Ela afagava meus cabelos enquanto falava.

–- Sabe, Renée mudou muito ultimamente, ela queria ir te ver. Chegou até ir à Califórnia na sua antiga casa, mas como não tinha ninguém ela voltou. Quando eu fiquei internada ela foi me visitar, disse que queria te pedir desculpas por tudo, e que até chegou a ligar, mas Claire disse que você não queria atendê-la. Por isso, assim que soube que tinham vindo para cá minha mãe deu o endereço a ela. Mamãe também acredita que ela está arrependida. Bella?

Ela me chamou mais algumas vezes, mas eu não conseguia responder, minha garganta estava fechada e quando dei por mim estava soluçando alto. Anna me abraçava e dizia que tudo iria ficar bem, que as coisas iriam se ajeitar e eu seria feliz. Mas a idéia de que minha mãe tinha se arrependido e estava disposta a se desculpar e a corrigir seu erro e foi impedida pela minha tia, havia acabado comigo. O que Claire queria? Descontar os quatro anos que minha mãe impediu que ela me visitasse?

Minha cabeça dava nós e mais nós. Eu estava completamente perdida e confusa. Quem estava falando a verdade? Qual era os reais motivos disso tudo? Em quem acreditar?

Eu sabia que Anna nunca mentiria para mim. Mas mesmo assim eu estava confusa não porque duvidava de minha amiga, mas sim de minha mãe e de minha tia. As duas me davam motivos para desconfiar.

Embora tudo estivesse acontecendo em minha vida, que mais parecia um caleidoscópio, eu sabia que havia pessoas maravilhosas em que eu poderia contar sempre: Anna, Edward, tio Arty, Sandra, Tom, Esme, Carlisle, Alice e os outros Cullen. Por mais que minha vida estivesse difícil agora eu sabia que valeria a pena passar por toda essa provação. Como sempre dizem depois da tempestade sempre vem a calmaria.

Levantei e fiquei sentada de frente para Anna, ela pegou minhas mãos com uma mão e com a outra secava minhas lagrimas.

–- Eu te amo Bella. E sempre vou fazer de tudo para te ver feliz. - Ela disse também com os olhinhos cheios de lagrimas.

–- Eu também te amo Anna, e obrigado por tudo. - Ela me abraçou.

Ficamos abraçadas um bom tempo até eu sentir algo que veio da barriga dela. Coloquei a mão lá e pude sentir o bebê chutando. Olhei para ela maravilhada, assim como ela também estava.

–- Acredita que é a primeira vez que o bebê chuta?

–- Ele gostou de mim. Por falar em bebê. Qual o nome do pai dele? - Perguntei mais uma vez, ela nunca me disse quem era o pai.

–- É uma surpresa na hora certa você vai saber. - Ela disse secando as próprias lagrimas. - E agora pare de me pressionar. Não pode pressionar grávidas.

–- Tudo bem. Com fome? -

–- Isso é pergunta a se fazer para uma mulher grávida? É claro que eu estou com fome. Pensei que não iria lembrar.

Eu ri, ela não tinha jeito mesmo. Descemos alegre para a cozinha. Enquanto eu separava os ingredientes para uma super lasanha Anna comia quase a metade de um bolo. Eu fiquei imaginando como ela ficaria depois de ter o bebê. Ficamos conversando e rindo por um tempo até minha tia entrar na cozinha.

–- Ah, Bella já está fazendo o jantar? - Ela perguntou meio sem jeito. - Eu ia fazer, mas tudo bem. Err... Anna será que poderia me deixar a sós com minha sobrinha? - Não entendi o porquê ela falou meio ríspida quando se dirigiu a Anna.

–- Ah, claro. Eu vou tomar banho, para jantar. - Ela disse indiferente ao tom de minha tia. - Qualquer coisa grita Bells. - Ela concluiu maliciosamente e saiu rápido.

Fiquei encarando minha tia. Ela parecia estar pensando no que falar. Ou acho que eu que estava tentando se acalmar para não cair na tentação de me bater de novo.

–- Bells, meu bem. Eu queria te pedir desculpas.

Eu continuei em silencio esperando ela terminar. Eu tinha algumas coisinhas para falar para ela também.

–- Bem, eu não queria te bater não mesmo - Ah conta outra. - Mas quando você me comparou à Renée eu sai de mim. Eu sei que agi como ela. Que deveria ter te perguntado como foi, mas depois da briga quando Steve disse que você tinha ido para a casa dos Cullens eu fiquei com muita raiva. Ele não havia me dito que você tinha fraturado um braço. - Eu já tinha imaginado isso. - Meu bem o que eu quero dizer é...

–- Por que você não para de enrolar e conta logo o porquê de tudo? - Disse sem emoção, ela me olhou com os olhos arregalados. Até eu me surpreendi com essa. - Por que mesmo depois de ter sabido toda a safadeza que a Britanny fez, você ainda quis me punir, mesmo sabendo que ela sempre foi manipulada pela Stacy, mesmo depois de Esme e Carlisle terem vindo aqui e contado toda a verdade, você não queria que eu ficasse com o Edward.

–- Eu poderia inventar varias desculpas Bella. Mas um dia você vai entender, um dia você vai ser mãe. Renée te contou todos os erros que eu cometi. Eu me arrependo de cada um deles. Principalmente dos erros que me levaram a não poder ter mais filhos. Eu só tenho a Britanny, Bella e errei muito com ela. Eu só quero assim como toda a mãe quer para a filha que ela seja feliz. E que não cometa os mesmos erros do que eu.

–- Mesmo tendo que sacrificar outras pessoas? - Perguntei com a voz acida.

–- Eu sei que o que eu fiz não é certo. Mas olhe a diferença entre vocês duas? Você apesar de ser mais nova é mais madura, é forte. Consegue enfrentar seus problemas sozinha, não se deixa influenciar pro ninguém, mesmo passando por tudo que já passou. Você tem muito de Arty e Charlie em você.

–- Ah por favor...

–- É sério Bella. Sabe por que eu agi daquele jeito quando era mais nova? - Eu não respondi, eu não fazia a mínima idéia do que levou minha tia a ser daquele jeito. - Bem sabe quando eu tinha a idade de vocês eu também era popular assim como a Brity, líder de torcida e melhor jogadora de vôlei da escola. E apaixonada pelo cara mais lindo da Forks High School, eu sei é bem clichê, mas ele não quis ficar comigo mesmo eu sendo a mais bonita ele preferiu uma garota mais simples, menos bonita. - O que ela queria dizer com isso? - Então eu resolvi provar para todos que eu era linda e poderia ter o homem que quisesse aos meus pés. Foi então que comecei a ter um caso com o professor estagiário de Educação Física e com todos os outros, foi quando comecei a fazer burradas. Eu só não quero que Britanny cometa os mesmo erros que eu por isso entende? Por isso eu queria tanto fazer Edward enxergar que poderia gostar de Britanny.

–- E o que eu tenho a ver com isso? - Perguntei impaciente. Eu sabia onde isso iria chegar - Eu não tenho culpa dos seus erros, nem a Brity, muito menos Edward. Só porque você errou não quer dizer que ela faça a mesma coisa. Se bem que se ela continuar andando com a Stacy ela vai ficar bem pior. Mas eu não tenho que pagar por isso tia, nem o Edward. O que quer que eu faça? Que termine com ele e diga: “ Olha Edward então minha prima é o melhor para você”.

Minha tia não respondeu só abaixou a cabeça. Mas era uma confirmação que sim ela queria que eu terminasse com Edward e deixasse ele para Britanny, assim ela não cometeria os mesmos erros dela.

–- Eu não vou fazer isso tia, sinto muito, mas não vou.

–- Como pode ser tão egoísta Bella? - Ela perguntou incrédula.

Ah tá agora eu era a egoísta, e o que eles estavam fazendo comigo.

–- Eu sou egoísta? Tem certeza disso? - Perguntei desafiadoramente. - Até onde eu sei não sou eu que quero a infelicidade de duas pessoas que se amam para beneficiar a filha que nem gosta do cara de verdade. - Ela arregalou os olhos. - Você sabe que Edward não ficará com ela, mesmo que não possa ficar comigo não é? Tanto ele quanto os pais dele deixaram muito claro. E já que estamos falando de egoísmo tia. Me diz por que não me deixou falar com a minha mãe quando ela me ligou? - Ela me olhou assustada. Isso significava uma coisa. Renée realmente havia ligado para mim, não tinha mentido para Anna como pensei.

–- Tive meus motivos. Ela nem gosta de você Bella. - Ela disse com raiva. - Eu só eu sei o que é melhor para você. Agora ela vem se fingindo de arrependida. Ela só quer o seu dinheiro.

–- Ela pode ter mudado, não acha? Assim como você também mudou.

–- Bella eu não quero mais discutir isso, estou cansada já. Eu não vou mais interferir no seu namoro com Edward, quer namorar ele por mim tanto faz, quer fazer as pazes com sua mãe, ótimo. Mas espero que um dia perceba que essas duas pessoas estou fazendo sua cabeça contra mim. - Eu bufei. - E eu realmente espero que esse garoto não a magoe Bella. - Ela disse e saiu da cozinha.

Encostei a cabeça na pia ela estava fervendo pronta para explodir como uma panela de pressão. Eu queria sair correndo daquela casa o mais rápido possível. Queria estar nos braços frios de Edward ou no colo de Anna. Assim que me virei para ir falar com minha amiga dei de cara com Jacob Black. Ótimo tinha continhas a acertar com ele mesmo.

–- Que estrago heim? - Ele perguntou olhando para o meu braço engessado. - Eu não queria te machucar, mas você apareceu do nada, pensei que fosse uma das sanguessugas fêmeas.

–- Eu deveria ter acertado sua cabeça, seu assassino covarde. - Eu explodi sem medir minhas palavras, nem me preocupar se o magoava ou não. Eu já não gostava mais de Jacob como amigo, nem como nada. - Como pode fazer aquilo?

–- Ninguém se mete com o que é meu. - Ele disse entre dente segurando meu braço. - Aquilo foi só uma previa e se eu não tivesse sido interrompido tinha me livrado de um sanguessuga nojento.

–- Primeiro lugar eu não sou posse sua. - eu tentava me desvencilhar de seu aperto - Segundo se você o tivesse matado eu mesma dava cabo de você. E mesmo que não conseguisse eu nunca teria nada com você seu covarde mau caráter...

Ele pegou meu outro braço - pior o que estava machucado- e começou a me sacudir.

–- Você não entende Bella, ele é uma aberração. Não pode ficar com ele, não pode.

–- Eu fico com quem eu quiser. E olha quem fala de aberração você é um lobisomem. Agora me solta se não...

–- Se não o que? Você não pode fazer nada, ou esqueceu que está com um braço quebrado? - Ele perguntou sarcástico. Idiota quebra o meu braço e ainda tira sarro.

–- Ela pode até não fazer nada, mas eu estou com os meus dois braços bom e as pernas também. Agora se não quiser levar um soco sugiro que solte minha amiga agora. - Olhamos para o lado e vimos Anna perto da bancada com uma faca gigante na mão, poderia ser hilário se não fosse tão sério.

–- Ah fala sério. - Disse Jacob rindo com desdém, e graças a Deus me soltando. - Acha que pode fazer algo contra mim?

–- Quer tentar brutamontes? - Desafiou Anna. Eu sabia como era o gênio dela. Ela podia ser meiga, amável, amiga, engraçada, mas quando pisavam no calo dela ou ameaçavam alguém que ela gostava muito ela virava o bicho. Lembrei da vez que ela bateu com um bastão de basebol na cabeça de um dos caras do tipo de futebol da escola de Phoenix, porque eles estavam zoando um menino da nossa série.

Nessa hora graças a Deus Leah apareceu, ela olhou a cena desconfiada. Anna havia avançado alguns passos para perto de Jacob e ele fizera a mesma coisa, eu estava com medo do que poderia acontecer. Ele era extremamente forte, e ela estava grávida e frágil.

–- Jacob, Sam quer falar com você. - Disse Leah olhando para nossos rostos. - E espero que não tenha feito nada para ser ameaçado com uma faca. Ou então vai desonrar mais nosso bando do que já desonrou e Sam não havia dito para você ficar longe de Bella?

Ele lançou a Leah um olhar mal humorado e depois saiu. Leah foi para perto de nós enquanto eu tirava a faca da mão de Anna.

–- Vocês estão bem? - Leah perguntou. Nós assentimos. - Que bom, mas o que houve?

Explicamos a ela o que havia acontecido e o que levou Anna a ameaçar Jacob com uma faca gigante, ela franziu a testa e depois suspirou.

–- Jacob não tem jeito. Sam não vai gostar nada de saber disso. - Ela disse pensativa. - Como se nós não tivéssemos nossos problemas pessoais. - Ela disse mais para si mesma. - Me desculpe Bella, Jacob andava impossível ultimamente... Ele anda meio obcecado sabe. Mas não se preocupe Sam não vai mais o deixar chegar perto de você. Afinal de contas você faz suas próprias escolhas não é? E então está tudo bem mesmo Bella? - Eu sabia que ela se referia ao fato de agora saber das existências de lobisomens, mas não podíamos falar nisso na frente de Anna. Já bastava eu sabendo de todos os segredos.

Ficamos um tempo conversando sobre varias coisas, Leah estava particularmente interessada sobre a gestação de Anna. Ela quis saber de tudo desde o inicio até agora, eu achei estranho, mas talvez ela só estivesse curiosa. Ela ficou um tempo conversando com a gente e depois foi embora, mas antes de ir, sussurrou um “ Preciso falar com você em meu ouvido” e saiu pela porta.

Para minha infelicidade já era tarde e Anna, Tom e Sandra tinham que voltar para Phoenix. E para minha felicidade as sebosas e os outros também. Quando estava me despedindo de Anna Renée chegou. Ela iria embora junto com Sandra e Tom.

–- Ah, você aqui de novo? - Perguntou minha tia mal humorada. - Achei que já tivesse ido embora. Veio dizer mais alguma coisa sobre mim que tenha esquecido.

–- Não, Claire só vim me despedir de minha filha mesmo. E quanto a falar mais algum podre? Vou poupar os ouvidos de Bella, ela já ouviu o suficiente. Embora eu saiba muito mais do que você imagina. Agora com licença. - Ela passou pela minha tia que havia feito uma barreira impedindo-a de passar.

Renée me abraçou apertado e sussurrou em meu ouvido.

–- Eu não posso voltar no tempo Bella, mas prometo que serei uma mãe melhor. Prometo compensar algumas coisas. - Ela realmente estava chorando. Eu retribui ao abraço e quando me afastei vi um roxo enorme em seu braço. Ela percebeu que eu tinha reparado.

–- Desculpe meu bem, mas eu o amo. Você sabe como é amar alguém mais que sua própria vida não sabe? - Eu não falei nada. Eu sabia sim. Eu amava Edward mais que minha própria vida, mas não podíamos comparar Edward com Phil. - Depois conversamos. - Ela me deu um ultimo beijo e entrou no carro de Tom.

Logo após a partida deles foi a vez das sebosas. Que depois de uma crise de gritos histéricos e choros falsos finalmente foram embora. Mas antes de irem pude pegar uma conversa de Violah com o irmão dizendo que ela e o marido comprariam uma casa por aqui. Ah que ótimo. Como se eu já não tivesse problema o suficiente.

Britanny, Steve e minha tia, já haviam entrado. Eu retardei ao máximo para ir para casa, não queria ficar olhando para eles. Mas para minha sorte avistei Leah que vinha em minha direção.

–- Oi Bella. Que bom que te encontrei aqui. Podemos conversar agora?

–- Claro.

–- Pode vir na minha casa? - Ela perguntou sem jeito. - Eu não gosto muito daquele namorado da sua tia e me desculpe nem da sua prima.

–- Ah tudo bem. - Eu falei rindo. - Também não vou muito com a cara deles.

Fomos para a casa de tio Arty e lá Leah me conduziu para o quarto dela, no meio do corredor vi um quarto em meio a uma reforma entre o quarto dela e o de Seth. Eu fiquei olhando para ele.

–- Papai começou a fazer desde o ocorrido de ontem, mas ele não está tendo muito sucesso, ele vai pedir para um profissional. Assim quando não estiver agüentando o clima de lá pode vir para cá - Ela explicou.

Eu não disse mais nada até chegarmos ao seu quarto, que era enorme, nas cores salmon e dourado, Leah tinha eu próprio banheiro. Sentei em sua cama e ela se sentou ao meu lado.

–- Eu queria saber como você está em relação ao descobrir o que nós somos?

–- Eu estou bem. Acho que depois de saber que realmente existem vampiros e namorar um o que é saber que seus primos são lobisomens. - Ela riu.

–- Queria ter falado com você naquela hora, mas sua amiga estava lá. E eu não sabia se você tinha contado ou não.

–- Não se preocupe eu não contei. Não tinha esse direito.

–- Obrigada Bella. - Ela olhou para mim e continuou: - E desculpe também pelo Jake ele é um bom garoto sabe? Mas ultimamente está meio impossível, acho que é a fase rebelde. - Ela riu. - E para piorar tudo Sam o impediu de se transformar, ele está revoltado. Mas não podíamos atacar os Cullens ha muito tempo atrás eles salvaram a nossa tribo, e até hoje Sam acha que eles podem ser grandes aliados. Já que eles são diferentes.

Ela se levantou e ficou andando de um lado para o outro, remexendo no cabelo.

–- Está tudo bem com você? - Perguntei. Nem precisava perguntar era visível que ela estava angustiada com alguma coisa.

Ela me olhou como se analisando se poderia confiar em mim ou não. Depois foi até a porta de seu quarto e a trancou. Sentou-se à minha frente e suspirou.

–- Bella eu posso confiar em você? - Eu assenti. - Que bom, é legal ter alguém para conversar que não seja homem. - Ela falou rindo. - Bem, é que eu e Sam estamos em crise, na verdade eu entrei em crise com ele. Para ajudar minha prima fica colocando lenha na fogueira.

–- Nossa que legal, estamos bem de primas então. Porque a minha quer meu namorado a todo custo. - Falei sem pensar. Era incrível como a nossa situação era parecida.

–- Mas pelo menos seu namorado pode ler a mente dela, então ele sabe que ela estará mentindo o meu não. Sabe ela diz coisas do Sam para mim se fingindo minha amiga, mas eu sei que ela também fala de mim pro Sam, eu só não sei o que é. O pior é que ele acredita e pelas atitudes dele ela não fala coisas boas de mim.

–- Você tem que conversar com ele. Fazer, ele ver que o que ela está fazendo com vocês.

–- E adianta. Eu já tentei, mas Sam diz que eu estou com ciúmes de Emily porque desde quando ela chegou, eu estou estranha e não é verdade. Eu conheço muito bem minha prima Bella sei do que ela é capaz. Você me entende não é? - Ela desabafou tudo de uma vez.

–- E como. Às vezes tenho vontade de espancar minha prima até a morte, e o pior é que ninguém enxerga o que ela é de verdade. E sabe o que é pior? - Ela negou com a cabeça. - O pior é que ela não tem a capacidade de fazer as coisas que ela faz, ela é um fantoche.

–- Da loira sebosa? - Ela perguntou e eu arregalei os olhos. Como ela sabia do apelido carinhoso que tinha colocado em Stacy? - Eu reparei sua prima não me parece muito inteligente sabe. Ta na cara que a loira comanda tudo ali. Eu odiei aquela menina, não gostei nada como ela olhou para Sam, já me basta a Emily.

–- Para ela se vestiu calças de tem bigodes ela cai em cima. E como sabia do apelido que dei a ela?

–- Sério que você a chamava assim? Ela tem cara de sebosa, já viu o cabelo dela. - Ela disse rindo.

Ficamos um bom tempo falando das loiras e dos bombados que assim como Edward, Leah achava que eles eram lentos e brochas. Depois de desabafar sobre seu problema com Sam, Leah me falou sobre os outros problemas que estava passando, como por exemplo, ser a única loba mulher e ter que dividir seus pensamentos com a alcatéia toda...

–- E sabe para piorar - ela falou depois de alguns minutos de silencio - é que Harry está por aqui, eu não quero falar com ele Bella. Ele nos abandonou sem nada e se não fosse por Arty o que teria sido de mamãe e eu, eu não quero vê-lo, mas Billy diz que eu estou sendo egoísta. - Ela soluçava enquanto falava. - Como posso aceitar uma pessoa dessas Bella? Ele nem ligava para mim, depois que ele foi embora com sua tia, ele nunca mais quis saber como eu estava, ele nem ao menos me registrou como filha. - Eu arregalei meus olhos. - Você não sabia disso não é? Quem me deu um nome, um teto e principalmente amor foi o Arty, ele que ficou acordado quando eu estava doente, ele que me levou no primeiro dia de aula, ele que me ajuda nos deveres de casa, ele que me deu um carro, está sempre presente na minha vida, ele cuida de mim como se eu fosse dele. Dá para perceber isso ele me ama como o Seth, como se eu fosse dele de verdade, mas eu sou não é? Se olhar por esse lado...

Ela parou de falar e eu a abracei. Pobre Leah. Com tantas coisas acontecendo em sua vida, ainda tem que aturar uma prima falsa que está colocando seu namorado contra ela.

–- Esse negocio de pais não tem nada haver. - Disse tentando confortá-la. - Sabe aquele ditado pai é quem cuida, e não quem faz? - Ela assentiu. - Então se no seu coração tio Arty é seu pai, não há nada nem ninguém que possa contraria isso, nem mesmo Harry, muito menos Billy. Eu sei que ele diz isso por ser amigo dele, mas é você quem decide.

–- Obrigada Bella, é legal ter alguém para conversar e... - Ela não terminou correu para o seu banheiro, fui atrás dela e encontrei uma Leah pálida debruçada sobre a privada e vomitando violentamente.

Fui até ela e a ajudei a levantar. Leah foi até a pia escovar os dentes, peguei uma toalha e estendi a ela.

–- Há quanto tempo está assim? - Perguntei preocupada.

–- Já faz algum tempo.

–- Foi algo que você comeu?

–- Não, creio que não. - Ela disse rindo fraquinho. - Eu acho que sei o que é, mas tenho medo de saber a verdade.

Se ela sabia, que não foi algo que ingeriu na alimentação, só restava uma solução.

–- Você acha que está grávida? - Perguntei meio pasma. O que com as adolescentes hoje em dia? Elas nunca ouviram falar em camisinha, anticoncepcional? Primeiro Anna, agora Leah. Quem será a próxima?

–- Quase certeza, mas eu não posso ficar grávida agora Bella. Imagina como vai ser? - Ela estava desesperada. - E quando eu me transformar, ah minha nossa. Sam vai me matar.

–- Por que não para de sofrer por antecipação e tem logo certeza? - Perguntei pegando o teste de farmácia que estava em sua pia.

Ela olhou para o pacote em minha mãe e pegou, sai do banheiro para dar-lhe privacidade enquanto fazia o exame, logo depois ela me chamou e ficamos as duas andando em silencio pelo banheiro esperando dar a hora certa para ver o resultado. E a não ser pelos barulhos de Leah vomitando no vaso, não fazíamos mais ruídos nenhum. Tive que fazer um esforço enorme para não vomitar junto com ela. Quando já estava pronto, ela jogou para mim.

–- Olha para mim eu não vou conseguir. - Ela disse abatida.

Eu abri e olhei. Tinha uma carinha feliz, ou seja, ela estava grávida.

–- Devo te dar os parabéns pelo bebê, ou os pêsame? Porque tio Arty vai matar o Sam. - Ela me olhou de desesperada e pegou o exame da minha mão.

–- Ai, meu Deus Bella o que eu faço?

–- Eu não sei. Se tivesse me perguntado antes diria para usar camisinha, mas agora...

–- Bella, não está ajudando.

–- Desculpe. - Suspirei fundo e dei o mesmo conselho que dei a Anna, quando ela me ligou chorando dizendo que sua menstruação não descia a mais de dois meses. - Bem, primeiro conte ao Sam, você vai precisar dele para contar para o tio Arty e Sue. Mas se eu fosse você eu faria um exame de laboratório primeiro, nem sempre os de farmácia dão certo. - Eu queria parecer otimista, mas pelo estado dela, ela já estava grávida.

–- Bella, minha menstruação não desce á quase três meses. - Ela disse enfática. - Ah minha nossa papai vai me matar.

–- Te matar eu não sei, mas o Sam com certeza. - Ela me olhou incrédula e jogou a embalagem em mim.

Resolvemos descer para não suspeitarem, enquanto descíamos as escadas vi o “ pequeno” Seth subindo para o quarto com a boca e as mãos cheias de comida.

–- Salve Bella. - Ele me cumprimentou alegre. - Como vai seu braço? Jake é loco. Papai sabe que está aqui?

–- Meu braço está ótimo eu quase não o sinto. - Ele riu. - Bom vou indo.

–- Ah, mas já? - Perguntou uma voz alegremente. - Fique mais um pouco, afinal de contas eu sou seu tio e você mora ao lado, então não terá problema nenhum.

Ele se aproximou e deu um beijo na testa de Leah e depois um em mim. Logo depois entrou Sue na sala, trazendo uma bandeja de cookies.

–- Olá Bella, que bom vê-la aqui. - Sue me cumprimentou alegremente. - Querido poderia pegar o leite para mim, por favor? - Ele assentiu dando um beijo de leve em seus lábios e foi em direção a cozinha.

–- Vem Bella vamos nos sentar. - Ela me conduziu até o espaçoso sofá, onde sentei e ela me ofereceu um cookie. - Receita caseira, minha mãe me ensinou.

Eu provei um pedaço e realmente era delicioso.

–- Nossa é muito bom. - Falei mordendo mais um pedaço. - Pode me dar a receita?

–- Claro meu bem. Arty me falou que você puxou os dotes culinários de seu pai. Ele era um grande homem você é muito parecida com ele. - Senti meus olhos se encherem de lagrimas. Sue passou a mão no meu rosto secando algumas lagrimas que caiam dos meus olhos.

–- E por falar em pai - Tio Arty vinha da cozinha com uma jarra de leite e alguns copos - como fica a situação da nossa Leah e o Harry? Eu não gostei nada do que o Billy falou, ele é meu amigo, mas eu gostaria que ele não se metesse. Acho que Leah tem que decidir, não é querida?

–- Obrigada papai. Eu realmente não quero vê-lo. - Ela disse meio triste.

Nesse momento o telefone tocou e tio Arty saiu para atendê-lo. Sue virou-se para Leah e disse:

–- Agora que Arty, não está mais aqui. Não tem algo que queira me falar mocinha? - Ela disse olhando fixamente para Leah.

–- Não mamãe está tudo ótimo. - Mentiu ela.

–- Não, não está. Leah você veio de dentro de mim então eu te conheço muito bem. E eu já tive dois filhos então sei reconhecer melhor muito bem uma mulher grávida. - Leah e eu arregalamos os olhos. - Eu acha que não percebi seus enjôos?

Leah ficou muda. Ela não conseguia dizer nada. Simplesmente começou a chorar, e a mãe a abraçou afagando seus cabelos.

–- Meu bem será complicado, até porque tem essa sua condição. Mas o mais importante é contar para Sam e para o seu pai, amanhã vou marcar um horário no medico para você.

Leah assentiu, mas não teve tempo de responder nada porque nesse momento tio Arty entrou na sala furioso. Ele segurava o telefone no ouvido e sua cara era de quem estava ouvindo algo que não gostava.

–- Olha aqui você não é a única que tem o direito de ficar com ela. Eu também sou o tio dela. - Ele esbravejava e pelo teor da conversa e seu tom, era tia Claire. - Oras, eu simplesmente a convidei e ela aceitou, ela tem o direito de ir onde quiser Claire. Ah, por que nunca convidamos sua filha? Simples. Ela não gosta da gente isso é fato, ela prefere aquele povo falso, a própria família. Se quiserem vir a casa está aberta, nunca te impedir de vir me visitar, não tenho culpa que ultimamente resolveu sentir remorsos do passado. - Tio Arty desligou antes que mais alguma coisa fosse falada. Senti-me culpada por estarem todos brigando.

–- Tio Arty, sinto muito eu não queria... - Falei sem jeito. Mas ele ergueu a mão me interrompendo.

–- Meu bem a culpa não é sua. É que desde ontem sua tia deu para querer controlar sua vida. Ela quer impedir até que você nos venha visitar. Acho que ela aprendeu isso com a Renée.

Fiquei refletindo o que tio Arty disse. Talvez a maldade de Renée tenha passado para minha tia, ou ela simplesmente queria me punir por tudo o que minha mãe havia a feito passar na noite anterior.

Sue tinha pegado o jogo “ Banco Imobiliário”, então ficamos um tempo jogando. Quando eu e Sue cansamos de jogar - na verdade de perder - ela me chamou para a cozinha para me ensinar a fazer os cookies. Ficamos um bom tempo enquanto Leah, Seth e tio Arty jogava, preparando fornadas e mais fornadas de biscoitos. Algum tempo depois tia Claire chegou com Steve e Britanny.

Sue e eu levamos mais bandejas de biscoito para a sala enquanto os outros jogavam, o clima parecia leve. Por um momento eu pensei que teríamos a trégua tão merecida depois de ontem, mas eu estava terrivelmente enganada.

–- Fiquei sabendo, por aquele moleque de La Push, que seu ex - marido está de volta. - Comentou o idiota seboso. - Ele é o pai da sua filha, não é? - Ele perguntou maliciosamente. Era incrível como esse cara arrumava qualquer desculpinha para arrumar confusão.

–- Ele não é meu pai. - Disse Leah com firmeza. - Meu pai é o Arty. Meu nome não é Leah Clearwater e sim Leah Swan.

–- Nossa não sabia que tinha dado nosso nome a ela Arty. - Tia Claire falou sarcástica. - Está querendo garantir que sua filha receba a herança dos meus pais também Sue? Por isso fez Arty registrar sua filha.

Vi Sue amassar o cookie que estava em sua mão. Leah ia se levantar, mas Seth a puxou de volta.

Sue respirou fundo duas vezes, e depois respondeu calmamente.

–- Não, Claire eu não quis garantir herança nenhuma para minha filha. Acontece que Arty se prontificou a dar um nome a minha filha recém nascida, já que o pai não pode porque fugiu com você. - Toma. Essa calou minha tia para sempre.

–- Se for pensar bem Claire. - Continuou tio Arty, abraçando Leah. - Ela só está recebendo o que é de direito dela, já que você fez Harry deixá-las sem nada. E papai e mamãe gostavam de Leah como neta e aceitaram.

Tia Claire não sabia o que dizer, ela ficou meio sem graça e depois saiu. Fiquei mais um tempo com tio Arty e Sue, depois fui embora.

Como eu não queria dar de cara nem com a minha tia, que provavelmente descontaria tudo no meu namoro com Edward, nem olhar para a cara do seboso, nem da Barbie mal feita, fui direto para meu quarto. Hoje eu dormiria sozinha então, provavelmente teria visita.

Edward

Depois que deixei Bella e Anna em frente a casa, não entrei mais em contato com ela. Na verdade eu poderia ter ligado, mas só o fato de saber que Britanny ou Steve poderia atender no lugar dela, me fez desistir. Eu daria um celular a Bella, assim não me preocuparia se alguém mais atenderia ou não.

Então eu estava ansioso, andando de um lado para o outro esperando as horas passarem.

“ Ed, será que você pode, por favor, se acalmar? Vai fazer um buraco no chão do seu quarto. E quanto estiver na hora eu te aviso.”– Alice disse enfática. Ela dizia isso porque morava na mesma casa que o namorado.

Desabei no meu sofá e fiquei contando quantos fios microscópicos soltos haviam na minha almofada. Eu poderia ter ido tocar, mas Esme tinha levado meu piano para outro lugar ela disse que era uma surpresa. Então só me restava esperar, até que...

“ Prontinho, sua doce Bella já está pronta a te esperar...”

Nem esperei para ouvir o resto. Se não correria o risco de Alice me alugar de novo, e eu chegar lá e Bella está dormindo. Corri o mais rápido que pude. Finalmente cheguei até a casa, sua janela estava aberta e a luz acesa, sinal que eu estava sendo esperado. Escalei as paredes rapidamente e saltei pela janela. Bella estava sentada de costas para a janela ela parecia estar recortando algo.

Cheguei mais perto dela, e envolvi sua pequena e delicada cintura com meus braços e dei-lhe um beijo no pescoço. Vi com satisfação sua pele ficar arrepiada.

–- Me esperando? - Sussurrei em seu ouvido, dando-lhe mais um beijo no pescoço.

–- Uhum. - Ela murmurou e se virou para me beijar nos lábios. - Senti saudades.

–- Eu também. Como está seu braço? - Perguntei me lembrando que ninguém naquela casa parecia ter consciência que ela precisava de cuidados por causa do braço fraturado.

–- Está bem eu quase não o sinto por causa dos remédios que Carlisle me mandou tomar. - Ela disse rindo. Ela me abraçou com o braço bom e depois se afastou. - Está chovendo?

–- Sim, mas a chuva não conseguiu me pegar. - Eu pisquei para ela. - Eu sou mais rápido.

–- Sei. - Disse olhando para minha camisa quase molhada.

Ela levantou e foi até seu closet, depois voltou com uma toalha na mão e sentou-se novamente na minha frente. Então eu entendi o que ela queria, tentei pegar a toalha da mão dela, mas fui impedido. Bella passou a toalha pelos meus cabelos secando-os, depois foi para os meus braços. Era maravilhosa a sensação, quando seus dedos quentes roçavam em minha pele.

–- Amor sabe que não preciso disso. Não fico doente, esqueceu? - Falei rindo. Ela me olhou com cara feia e me mostrou a língua.

–- Eu sei, mas não estou fazendo isso por você. - Ela era tão péssima mentirosa. - Estou fazendo por mim, você está molhado e provavelmente quando me abraçar vai me molhar também, e eu fico doente. - Ela explicou meio sem jeito. Tinha até lógica na teoria dela, mas não me convenceu.

–- Tudo bem.

–- Acho melhor tirar essa camisa também. - Ela dizia enquanto abria os botões da minha camisa.

–- Bella, melhor não, amor... - Tentei impedi-la, mas eu não consegui. Minha vontade virava pó quando estava perto dela, e só o que importava eram as vontades dela.

Ela ia desabotoando lentamente minha camisa. Não sei se fazia isso por receio ou se era para me torturar. Mas após perceber alguns sorrisinhos malicioso vindo da minha pequena e doce namorada, constatei que era para me torturar.

Bella terminou de desabotoar todos os botões, depois foi deslizando a camisa pelo meu corpo lentamente. E quando fazia isso, seu pequeno e quente corpo roçava no meu. Eu tive que fazer um esforço enorme para não fazê-la minha naquele momento, mas sabia que não resistiria por muito tempo. Porque logo depois minha inocente namorada começou a beijar meu pescoço e meu peito repetidas vezes. Eu podia ser gelado por ser um vampiro, mas naquele momento estava muito quente ali.

Depois de um tempo com ela me torturando daquele jeito, decidi que era hora de parar de “sofrer”, a peguei pela cintura e coloquei-a em meu colo, beijando seus lábios com desejo. Depois de um tempo - quando ela precisou parar para respirar - ficamos abraçados, foi só então que percebi o que ela usava - ela realmente estava tentando acabar comigo. Bella vestia um shorts curto azul de malha que me dava uma boa visão de suas pernas, e uma regata de alças finas decotada.

Ela saiu do meu colo, quando eu ia protestar vi que ela guardava os recortes que estava fazendo em uma caixa lilás. Pegou a caixa e a toalha e correu para guardar no closet e depois voltou para a cama, ficando de joelhos de frente para mim. Envolvi sua cintura novamente, não queria nenhum espaço entre a gente.

Beijei-lhe o pescoço, e suas mãos foram para o meu pescoço. Minhas mãos até então, que estavam bem comportadas em sua cintura, começaram a se mover por vontade própria. Segurei a barra de sua blusa e com muito cuidado para não machucá-la eu a tirei. Senti Bella paralisar e arfar baixinho, só que para minha felicidade - infelicidade - ela estava com outra por baixa, era mais curta, mas mesmo assim foi um alivio. Eu sabia que não conseguiria me conter se ela ficasse tão exposta para mim. Ela me olhava meio pasma, meio divertida.

–- O que foi? Você pode e eu não? - Sussurrei em seu ouvido. - Os direitos são iguais, amor. - Disse beijando-lhe o pescoço.

A deitei lentamente enquanto beijava seu pescoço, minhas mãos se moviam por sua cintura e barriga - que eu fiquei fascinado desde a primeira vez que vi. Fiquei mexendo em seu piercing enquanto esperava a pulsação dela normalizar.

Bella ficou um tempo em silencio, pensativa e depois disse algo que me fez gaguejar pela primeira vez em mais de cem anos.

–- Tudo bem você disse que são direitos iguais, certo?

–- Aonde quer chegar, baixinha? - Perguntei rindo e levei um tapa no braço, que não fez dano nenhum, fiquei preocupado em ter quebrado a outra mão dela.

–- Vai me ouvir ou não?

–- Tudo bem.

–- Você disse que era direitos iguais. Então se você tirar meu shorts vou poder tirar sua calça? - Pude sentir meus olhos se arregalando. Onde estava minha doce e tímida namorada?

–- N-não... Quer dizer... - Ela me olhou com a sobrancelha erguida. Que ótimo. - Você reclama da Anna, mas está pior.

–- Ei, não fuja do assunto. - Ela exigiu me olhando feio.

–- Tudo bem, Bella aquilo foi uma brincadeira. Eu sabia que estaria com outra blusa por baixo. - Mentira, fiquei super decepcionado quando encontrei a outra peça. - E você havia tirado minha camisa primeiro lembra?

–- Ah tudo bem. - Ela disse dando de ombros, e depois me puxou para colar seus lábios no meu. Eu só queria saber quem andava ensinando essas coisas para essa garotinha que já possui uma mente tão fértil e maliciosa.

Deitei ao lado dela, mas ficamos de frente um para o outro. A puxei pela cintura e voltamos a nos beijar. Senti suas mãozinhas quentes passar por toda a extensão da minha barriga e não pude reprimir os tremores. Senti que ela sorria enquanto me beijava, acho que para ela era engraçado as reações que meu corpo tinha por causa de seu toque, mas para mim não era nada engraçado. Só Deus sabe o esforço que eu estava fazendo para não fazer besteira. Suas mãos continuavam a passear pelo meu peito e abdômen, e cada vez que meu corpo tremia, ela soltava uma risadinha. Perguntei-me se essa era mesmo a minha doce e tímida Bella que corava com tudo.

Então quando suas mãos desceram pela minha barriga novamente e não voltaram ao meu peito, eu me preocupei, não tinha gostado nada daquela idéia dela, se bem que na verdade a idéia dos direitos iguais foi minha, então foi fácil deduzir o que ela faria. Eu nem precisava ler a mente dela para saber, mas acho que fui lento de mais para evitar, ou então eu realmente queria isso como uma desculpa de usar “os direitos iguais” de novo. Ela havia conseguido - não sei como - abrir o botão da minha calça e descido zíper. Segurei suas mãos antes que fosse tarde de mais.

–- Bella o que está fazendo? - Perguntei exasperado e acho que meio ríspido, porque a expressão dela era de uma pessoa assustada. - Sabe que não pode. Não posso perder o controle com você nunca. E você não ajuda em nada com isso. Agora, por favor, vai dormir, já está tarde e amanhã temos aula.

Pulei da cama e peguei minha camisa, já que não fazia a mínima idéia onde tinha jogado a blusa dela. Se bem que... Era melhor minha camisa mesmo. Coloquei nela com cuidado por causa de seu braço quebrado - aposto que ela nem se lembrou disso, quando tentava me fazer perder a calma, sinceramente nem eu lembrei - e fechei todos os botões. A deitei na cama e a cobri.

Olhei para primeira vez depois do meu ataque o seu rostinho, sua expressão ia de incredulidade a magoa. Eu havia sido um bruto com ela. Quando fui pedir desculpas ela virou de costas para mim e cobriu a cabeça. Respirei fundo algumas vezes e a descobri.

–- Desculpe- me, amor. Por favor, me perdoa? - Pedi com a voz mais calma. - Bella? Bella? Isabella? - Ela não disse nada. Nem eu a culpava acho que deveria ter pegado mais leve com ela.

Bella voltou a cobrir a cabeça e eu deitei ai seu lago, passando os braços ao seu redor. Seu corpinho todo tremia e ela estava soluçando. A peguei no colo e abracei forte.

–- Me perdoa por fazê-la chorar? Por favor? Eu te amo.

Ela passou os braços por meu pescoço e voltamos a deitar. Comecei a cantarolar uma cantiga de ninar antiga até que ela pegou no sono.

Mais ou menos às duas da manhã meu celular começou a tocar - a sorte é que o toque era baixo. Mas isso não impediu de que Bella acordasse, ela ficou me encarando enquanto eu atendia:

–- Fale o que quer? - Perguntei irritado.

–- Onde você está? Ah, esquece... Preciso falar com você AGORA! - Era Alice estava irritada.

–- Não pode deixar isso para mais tarde?

–- NÃO. E vem há rápido. - Ela desligou antes mesmo que eu dissesse mais alguma coisas. Acho que ela previu que eu a mandaria a merda.

–- Ei pode voltar a dormir, era só Alice. - Falei para Bella que ainda me olhava. - Eu preciso ir. Mais tarde eu venho de buscar para irmos para a escola juntos, ok? - Ela não disse nada imaginei que ainda estivesse magoada comigo.

A deitei novamente e a cobri. Dei-lhe um beijo na testa e sai pela janela. Corri como se fosse tirar o pai da forca, como dizem. E para o bem de Alice esperava que fosse importante para me tirar daquele jeito da casa de Bella, quando cheguei em casa só encontrei Jazz e Emmett na sala. Eles me olharam com os olhos arregalados e logo depois começaram a gargalhar, não me dei ao trabalho de ler suas mentes. Logo depois Alice e Rose desceram as escadas juntas Rosálie estacou e Alice ficou histérica.

–- Ah minha nossa... Vocês... Eu não vi nada, como deixei isso passar. - Ela disse e saiu correndo para a cozinha.

Esme veio logo depois com Carlisle, os dois pararam ao me verem. Eu não sabia o que estava acontecendo com minha família para me olharem daquele jeito. Emmett e Jasper ainda gargalhavam feito loucos. Virei-me para dar um soco em cada um e acabei me deparando com um espelho que havia ali na sala. Então eu vi o motivo de choque de Rose, Carlisle e Esme, a histeria de Alice e das gargalhadas de Emmett e Jasper: eu estava mais despenteado que o normal, sem camisa e com o zíper da calça a Berta. Lembrei-me do ocorrido no quarto de Bella, e me toquei que eu não tinha nem ao menos me recomposto.

–-Minha... Nossa... O que houve... Com você filho? - Esme conseguiu falar, depois de um tempo muda.

–- Ele foi pego por um furacão mãe... - Jasper disse antes que eu pudesse abrir a boca, mas não conseguiu terminar, porque teve outro acesso de risos. Se ele e Emmett fossem humanos estariam roxos de tanto rir.

–- É... Um mini furacão, mas muito potente, chamado Bella. - Emmett concluiu entre gargalhadas.

Para minha infelicidade Esme, Carlisle e Rose também começaram a rir. E eu estava furioso.

–- Pelo menos você nunca vai poder reclamar que a baixinha humana nega fogo, nem precisar comparando o desempenho dela com o de Tanya. - Emmett disse ainda rindo. Ele não tinha percebido a besteira que havia falado, nem teve tempo porque no segundo seguinte eu estava em cima dele o esmurrando. Onde já se viu comparar minha doce Bella com a ninfomaníaca da Tanya?

Foi um esforço enorme me tirar de cima de Emmett, precisou de Carlisle, Jasper e Rosálie, e mesmo assim não conseguiram. Eu sabia que se Emmett quisesse ele poderia revidar e me mandar parar no Japão com um soco seu, mas ele nem ao menos se defendia.

–- Edward Anthony Masen Cullen, pare de atacar seu irmão, AGORA! - Gritou minha mãe, eu parei na hora olhando para minha doce e pequena Esme, com as mãos da cintura e cara de brava parecendo uma mãe mesmo. - Emmett peça desculpa para o seu irmão! Seu comentário não foi nada legal.

–- Ah, é verdade. Me desculpa mano. - Disse Emmett sem jeito.

–- Edward, peça desculpa a Emmett! Que a pesar de ter feito um comentário desagradável não merecia ser atacado daquele jeito.

–- Me desculpe Emm, eu perdi a cabeça - Me aproximei dele e nos abraçamos.

Algum tempo depois Alice voltou de sei lá onde. Ela já estava mais calma, então era hora de saber por que ela me importunou.

–- Então Alice, o que era tão importante, que me fez sair daquele jeito da casa de Bella? - Vi Jasper reprimir uma risada. Eu olhei feio para ele, mas é claro ele tentou me acalmar. Ele era tão trapaceiro quanto Alice.

–- Bom, seu aniversário de “16 anos” - fez aspas com os dedos - está chegando, então temos que começar os preparativos.

–- Alice - Eu disse contendo minha raiva, na verdade não estava contendo coisa nenhuma, o Jasper trapaceiro estava interferindo - faltam um mês e meio para o meu aniversário, e eu não quero festa nenhuma, e mesmo se eu quisesse você conseguiria fazer tudo em uma semana.

–- Não seja estraga prazeres, eu quero fazer tudo perfeito. Desde a roupa até a decoração, ainda temos que decidir se iremos fazer aqui ou alugar um salão. São tantas coisas, o que acha de festa da fantasia... - Ela continuou tagarelando eu me sentei no sofá e me coloquei no modo paciência. Esme e Rosálie estavam dando apoio as insanidades de Alice, e o pior Carlisle entrou no meio dizendo que era uma excelente idéia.

Fui para o meu quarto e fiquei lá até dar a hora de ir pegar Bella.

Como sabia de minhas limitações locomotivas, Alice me chantageou dizendo que iria buscar Bella comigo se eu aceitasse a festa. Ela era tão maquiavélica, pervertida, e chantagista. Chegamos à casa de Bella. Vi quando Britanny saiu da casa e arregalou os olhos ao nos ver. Ela deu uma olhada significativa no conversível vermelho de Rosálie - que nos emprestou, por algum milagre - deu um sorriso e veio em nossa direção.

–- Oi o que fazem aqui? - Ela perguntou, mas acho que ela já sabia a resposta.

“ Esse cara é tão bobinha, o que ele vê na songa monga? Eu sou muito mais gostosa.”

–- Esperando a Bella, afinal de contas eu sou o namorado dela, não é mesmo? - Frisei bem as palavras namorado e dela, para ver se ela se tocava.

A loira sebosa Junior fez uma careta de desaprovação, mas nem dei atenção porque logo em seguida Bella saiu de casa. Era incrível como ficava cada dia mais linda. Hoje ela usava uma saia jeans, uma blusa três quartos branca com touca, com um casaco por cima e all star branco. Simplesmente linda.

Não consegui esperar ela chegar até onde estávamos, fui até ela e a abracei, que para minha felicidade retribuiu.

–- Como você está? - Perguntei em seu ouvido.

–- Bem. - Ela respondeu de uma forma automática.

–- Não me diga que ainda está brava comigo por causa de ontem? - Eu suspirei - Bella, eu já te pedi desculpas, sei que você está magoada, mas tente entender meu lado.

–- Eu não faço a mínima idéia do que você está falando, mas tudo bem. - Ela era tão péssima mentirosa. Eu ia retrucar, mas Alice saiu do carro nos chamando.

–- Ei temos que ir agora ou chegaremos atrasados.

Segurei a mão de Bella e a guiei para o carro. Britanny ficou nos olhando como uma idiota ao invés de entrar no carro dela. O que ela esperava que déssemos uma carona para ela? Vai sonhando.

“ Ah, minha nossa. Será que vão me oferecer uma carona? Seria o máximo chegar na escola com um carro desses e ainda mais, junto com os Cullens”

Alice saiu do carro, deu um beijo na bochecha de Bella e piscou para mim. O que será que essa projeto de vampiro estava aprontando?

“ Relaxa Ed, eu sei o que estou fazendo”

–- Britanny? - Chamou Alice. A menina a olhou cheia de esperança - Não gostaria de uma carona?

–- Ah, claro.

“ Ótimo. Provavelmente Edward vai sentar na frente, é só eu sentar do mesmo lado que ele atrás, e eu posso agarrá-lo e dizer que foi sem querer.” - Pobre Britanny mal ela sabe que não terá chance de chegar perto de mim. Serio esse pensamento dela foi terrível. Muito clichê pareceu àqueles pensamentos de novelas mexicanas ou de seriados, só faltou à risadinha maléfica.

–- Britanny será que você poderia sentar na frente comigo? - Dizia Alice mansamente. Ela nem deu tempo para a menina pensar já abriu a porta do carona e fez garota entrar. Eu fui para o banco de trás com Bella.

“ Edward, você está muito mole. Não acredito que não pegou a essência da minha idéia.”– Alice resmungou por pensamentos.

Fiquei um tempo parado enquanto Alice colocava o carro em movimento. Depois peguei Bella pela cintura e a puxei para o meu colo. Ela me olhou assustada, mas eu só balancei a cabeça e ataqueis seus lábios. Ela que me desculpasse, mas eu não daria tempo para ela respirar dessa vez. Enquanto isso os pensamentos de Britanny eram hilários. Quer dizer não tanto quando a sua cara pasmada.

“ Ah, minha nossa que pegada. Ah... Ah... Eu não acredito, eles estão fazendo isso mesmo aqui na nossa frente.”

Alice premia uma gargalhava. - “ Era disso que eu estava falando. A cara dela é hilária Ed”

Para deixar as coisas um pouco mais quentes - na verdade eu queria ver a próxima careta da priminha - eu coloquei a mão no joelho de Bella e fui subindo levando sua saia junto e apertei sua cocha. Ela soltou um pequeno gemido em meus lábios.

“ Putaqueopariu... Eu não acredito...” - Dito e feito a cara que ela fez nesse momento foi impagável continuei beijando Bella. Percebia que ela precisava de ar, mas não podia parar agora. E só parei quando Alice disse que havíamos chegado.

Britanny foi a primeira a sair do carro, logo depois saiu uma Alice saltitante. Eu sai depois de Alice e ajudei Bella a sair nesse momento parecia que a escola toda parou vendo-nos de mãos dadas. Vi Jessica, Lauren e Katie cochicharem entre si. Mike Newton não escondeu seu rosto de desagrado. Vi Ângela e Ben de mãos dadas acenarem alegremente para nós, retribui o aceno enquanto Bella me puxava para ir ao encontro da amiga. Enquanto caminhávamos até eles podia ouvir as conversas e os pensamentos também.

–- Eu não acredito o Cullen está com aquela garota nova.

–- Cullen idiota, quem ele pensa que é? Acha que pode ter a garota mais bonita com ele. É o que vamos ver.

–- Não acredito, essa garota chegou aqui esses dias é já fisgou o único mais gato da escola que estava solteiro.

Vi quando Britanny se juntou à Jessica e as outras garotas. Lauren a puxou para mais perto, ela parecia estar com muita raiva.

–- O que houve? Você não disse que depois da briga de sábado eles não ficariam mais juntos? - Perguntou uma Lauren aborrecida.

–- É eu também achei, mas meu tio ficou sabendo da história verdadeira e depois apareceu os pais do Edward para interceder a favor do casalzinho. O que queria que eu fizesse era a palavra deles contra minha? - Britanny retrucou irritada.

–- É sério? O Dr. e a Sra. Cullen estiveram na sua casa? - Perguntou Jessica encantada.

–- Sim, mas eles foram por causa de Bella. E eles já gostam dela.

–- Olha aqui Britanny, eu não desisti de ficar o Edward para você deixar sua prima ficar com ele. Temos que fazer alguma coisa. - Disse Katie super aborrecida. E como assim dela desistiu de ficar comigo? Ela nunca teve chances, nem uma delas teriam chances.

Continuei andando com Bella até Ângela, que a recebeu com um grande abraço. Era tão bom está ao lado de pessoas sinceras e amigas de verdade.

–- Oi Bella, Oi Edward. - Cumprimentou Ben.

–- Oi Bem. - Bella e eu dissemos juntos. - Oi Ângela.

Ficamos conversando por um tempo até o sinal bater e Ângela arrastar Bella para primeira aula, já que teriam aulas juntas. Para minha sorte eu teria minha primeira aula com Ben então continuamos conversando sobre reagentes químicos. Ben era super inteligente, entendia de tudo um pouco. O engraçado era que ele jogava no time da escola, mas não era como os outros, tipo; Mike, Tyler, Eric e os outros que se achavam o máximo ele era legal. E apesar de jogar melhor que todos os outros juntos recusou a oferta de ser capitão do time, ele era feliz por poder representar a escola, mas ele não queria assumir essa responsabilidade, ele queria se dedicar aos estudos para conseguir uma bolsa de medicina em alguma universidade boa. Eu conversaria com Carlisle para ajudá-lo nisso.

–- Então Edward, não pensa em entrar para o time mesmo? - Perguntou ele, quando tocamos no assunto do campeonato municipal que estava chegando.

–- Ah, eu não sei Ben...

–- Deixa disso, sei que você e seus irmãos devem jogar melhor do que aqueles idiotas do time. Qualquer um de vocês seriam um capitão melhor do que Mike.

–- Você também seria.

–- É, mas eu não tenho influencia como Mike.

E assim continuamos conversando até o sinal tocar para a próxima aula, que passou rápido, assim como as outras e já estava indo buscar minha namorada para o intervalo. Chegando à porta da sala encontrei Ben. Ficamos conversando por um tempo até a porta se abrir, que para minha infelicidade não foi Bella que saiu primeiro e sim sua prima. Ela abriu um sorriso malicioso e enorme ao me ver parado.

–- Cara essa garota não desiste nunca? - Perguntou Ben, com certeza ele já percebeu as intenções de Britanny. - Ela sabe que você namora a prima dela e não desiste. Angel a ouviu tramando com a Katie e com a Lauren em fazerem uma surpresinha para Bella.

–- É eu sei bem as intenções dela, mas nada do que ela fizer vai me afastar de Bella.

–- Que bom. E se eu fosse você não deixaria Bella sozinha, eu vou tentar não deixá-las chegarem perto de Bella. E só para avisar o Newton também está as ajudando eu o ouvi no treino. Ele é tão burro que não consegue ficar calado tem que se vangloriar para o vestiário inteiro.

–- Obrigado Ben - Nesse momento a loira do mal chegou perto da gente. Ela se acha muito esperta, mas eu sou mais. E aposto que Alice já tinha previsto isso.

–- Nossa você de novo. - Como pode ser tão cínica? - Está me seguindo? Oi Ben. - Ben não respondeu só ficou a olhando desconfiado.

–- Bem eu não estou te seguindo, até onde sei Bella também tem essa aula e a estou esperando. - O sorriso se desfez no mesmo momento.

–- Ah claro a Bella.

“ Droga sempre a meiguissima Bella. Quero ver se ele vai ficar com ela depois de vê-la agarrada com Mike.”

Ah, Britanny quando você está indo eu já estou voltando.

Bella saiu da sala junto com Ângela, e Ben e eu fomos ao encontro de nossas garotas, que estavam rindo pelo fato da professora de calculo ter dado prova surpresa e ninguém terem estudado, exceto as duas, e o melhor é que a prova foi em dupla e as duas fizeram juntas, ou seja, o resto da classe se ferraram.

Fomos para a cantina, Ben foi se sentar com Ângela perto de alguns amigos dele do grupo de química. E eu segui com Bella para a mesa dos meus irmãos. Nem preciso falar dos pensamentos pasmados e muitas pessoas de bocas abertas e olhos arregalados depois dessa cena. Alice já tinha pegado comida para ela e para mim - para eu fingir que comia na verdade. Logo ela entrou no assunto que nos interessaria e muito.

–- Britanny está tramando fazer Mike te beijar para Edward ver. Tenha muito cuidado. - Bella não teve nenhuma reação, acho que depois do que a prima tramou no sábado aquilo não era nada.

–- Nossa as idéias dela caíram de nível. - Disse Bella divertida. - Ah esqueci o cérebro dela está com a Stacy, então ela não tem muita capacidade.

–- Não se preocupe Alice, Ben me disse isso mais cedo. Vamos tentar não deixar Bella sozinha.

Ficamos conversando normalmente, não íamos nos abalar por isso, afinal de contas mesmo que ela consiga, eu saberia que era armação.

Alguns minutos antes do sinal bater para a penúltima aula Ben veio até nós junto com Ângela, meus irmãos os cumprimentaram alegremente, o que fez com que eles relaxassem. Afinal de contas Emmett era assustador. Até mesmo Rosálie ou Alice poderiam ser assustadoras quando queriam, na verdade Rosálie era assustadora quase sempre até mesmo para os vampiros.

–- Oi desculpem se interrompo, mas é que queremos montar o time de futebol americano, mas não temos o numero de participantes adequado. Mike não queria vir pedir a vocês porque ele é muito idiota, mas eu quero participar da liga o que vocês acham? - Sua voz era de suplica.

“ Ed, quer dar uma lição em Mike Newton antecipada?”– Perguntou Jazz por pensamentos. Eu entendi o que ele quis dizer e assenti com a cabeça.

–- Claro, pode colocar nossos nomes na lista. - Disse Emmett alegre.

–- Nossa, obrigado mesmo. - Disse Ben escrevendo nosso nome em um papel numa prancheta. - O treino de avaliação será no sábado. Eles vão avaliar quem serão os jogadores titulares e quem serão os reservas, fora que vão escolher o capitão do time também. - Seu olhar passou pelos rostos de meus irmãos e pelo meu. - Bom é só, até amanhã.

–- Ah, bem as inscrições para lideres de torcida também começaram - Disse Ângela meio sem jeito. Ela era tão tímida quanto Bella. - Eles já elegeram a Britanny porque ninguém mais tem a experiência que ela tem, quer dizer nenhuma das outras garotas, mas eu acho que deveríamos ter outras opções.

–- Você vai participar Angel? - Perguntou Rosálie animada. Ela realmente chamou Ângela pelo apelido dela?

–- Eu não curto muito isso. Mas imaginei que vocês gostariam saber. Por exemplo, a Bella que faz balé, provavelmente seria melhor do que a Britanny.

–- Uhm. - Alice colocou a mão no queixo pensativa. - Ângela você também faz balé, não fez? - A menina assentiu para minha irmã baixinha. - Ótimo Rose e eu também. Quando será os testes Angel?

–- Daqui há duas semanas.

–- Ótimo até lá, Bella já terá tirado o gesso e poderá regressar ao balé. - Disse Rosálie radiante.

–- No que estão pensando? - Perguntou Bella temerosa.

–- Em uma pequena vingança para sua prima falsa e cara de pau. - Nessa hora nos surpreendemos, porque não foi nem Alice nem Rose que falaram a pesar de terem pensado, foi a doce e tímida Ângela.